FEST – Fundação Espírito-santense de Tecnologia

FEST firma acordo com MDA e Incra para executar ações de regularização fundiária e retomada econômica na Bacia do Rio Doce

Parceria institucional integra o Novo Acordo do Rio Doce e vai apoiar a regularização fundiária e ambiental de 40 mil famílias rurais em 49 municípios de Minas Gerais e Espírito Santo  A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) formalizou nesta segunda-feira (22), em Mariana (MG), um Acordo de Cooperação com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para a execução do Projeto Rio Doce Sustentável. A iniciativa integra o Novo Acordo do Rio Doce e representa um dos principais investimentos voltados à retomada econômica dos territórios rurais atingidos pelo rompimento da Barragem de Fundão, em 2015. O ato ocorreu durante evento que reuniu representantes do Governo Federal, movimentos sociais, comunidades tradicionais, agricultores familiares e famílias atingidas da Bacia do Rio Doce. Antes do início da programação, autoridades e participantes realizaram um minuto de silêncio em memória das vítimas do rompimento da Barragem de Fundão. Dez anos após a tragédia, comunidades de Minas Gerais e Espírito Santo seguem mobilizadas na busca por reparação integral, reconstrução dos territórios e garantia de direitos. Durante a cerimônia, a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, e a presidenta da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), Loroana Santana, apresentaram as ações estruturantes que compõem o eixo rural do Novo Acordo do Rio Doce. O conjunto de iniciativas prevê investimentos de R$ 1,3 bilhão para fortalecer a agricultura familiar, assentamentos da reforma agrária, povos e comunidades tradicionais e demais populações rurais atingidas. FEST será responsável pela execução do Projeto Rio Doce Sustentável A assinatura do acordo consolida a participação da FEST como parceira estratégica do Governo Federal na execução do Projeto Rio Doce Sustentável. A iniciativa contará com investimento de R$ 316,1 milhões ao longo de dez anos e prevê a regularização fundiária e ambiental de 40 mil famílias rurais, além da universalização do georreferenciamento de aproximadamente 1,8 milhão de hectares nos territórios abrangidos pelo Novo Acordo do Rio Doce. A atuação da FEST envolve a execução operacional das atividades de campo, incluindo levantamentos georreferenciados, organização de documentação técnica, apoio à regularização fundiária e ambiental, atualização cadastral e desenvolvimento de soluções de gestão territorial. O trabalho será realizado em parceria com o MDA, o Incra e a Anater, garantindo atendimento gratuito às famílias beneficiárias. “Cuidar do Rio Doce é cuidar das pessoas, da história e do futuro desta região. O Projeto Rio Doce Sustentável nasce com esse propósito: apoiar a regularização fundiária e ambiental das propriedades rurais, promovendo segurança, dignidade e oportunidades para quem vive da terra. Mais do que cumprir as ações previstas no Novo Acordo do Rio Doce, estamos ajudando a construir um legado de recuperação, esperança e desenvolvimento sustentável. Cada propriedade regularizada representa um passo a mais na reconstrução de um território que segue olhando para o futuro com responsabilidade e confiança”, afirma Patrícia Bourguignon, diretora de Projetos da FEST. Regularização abre portas para políticas públicas Entre as principais entregas do Projeto Rio Doce Sustentável estão a emissão e atualização do Cadastro Ambiental Rural (CAR), a certificação e o georreferenciamento de imóveis rurais, a emissão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e a ampliação do acesso ao crédito rural. A expectativa é que cerca de 20 mil famílias possam acessar políticas de fomento à produção, fortalecendo a geração de renda e o desenvolvimento sustentável nos territórios atingidos. Quilombos e reparação  Um dos momentos mais marcantes do evento foi a apresentação cultural das mulheres do Quilombo de Gesteira, em Barra Longa, que interpretaram a canção Dança Aí Nego Nagô. A manifestação reafirmou a importância dos quilombos como espaços de resistência, memória e preservação da identidade cultural dos povos tradicionais da Bacia do Rio Doce. Também foi anunciada a elaboração dos relatórios antropológicos das comunidades quilombolas de Gesteira, em Barra Longa, e Santa Efigênia, em Mariana, ação que integra as medidas de reconhecimento e fortalecimento dos direitos territoriais dessas populações. O evento contou com lideranças do Alto, Médio e Baixo Rio Doce, entre elas representantes de movimentos sociais como MAB e MST, cooperativas e associações, sindicatos de trabalhadores e produtores rurais, secretarias municipais de Agricultura, prefeitos, representantes da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Emater-MG, Câmara dos Deputados, Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), ATIs (Cáritas Mariana, Cáritas Itabira e Cáritas Governador Valadares), Rosa Fortini, Aedas, Agita, entre outros. Os atingidos foram representados por Mônica, de Bento Rodrigues, que também é membro da CABF. Estiveram presentes também representantes das comunidades quilombolas Quilombo Vila Santa Efigênia e Adjacências, Quilombo de Campinas (Mariana), Quilombo de Gesteira (Barra Longa) e Quilombo da Capela (Barra Longa), entre outros. Também participaram comunidades de faiscadores, garimpeiros, pescadores e agricultores familiares em geral. As feiras contavam com artesanato, alimentos da agricultura familiar, mel, produtos do MST, panelas de pedra-sabão, doces e diversos outros produtos provenientes de Mariana, São Pedro dos Ferros, Belo Horizonte e Barra Longa. Melyssa Fonseca Núcleo de Comunicação – Novo Acordo Rio Doce    

FEST PARTICIPA DO WORKSHOP DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA PARA DESENVOLVER PLANO FLORESTA+SUSTENTÁVEL

Com o objetivo de impulsionar a economia florestal no Brasil e promover a sustentabilidade ambiental, a Fundação Espírito-Santense de Tecnologia-FEST a convite do Ministério da Agricultura e Pecuária, por meio da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo (SDI), em parceria com a Agência de Cooperação Alemã GIZ, participou de um workshop estratégico para a criação do Plano Floresta + Sustentável (F+S). O evento reuniu, além da FEST, representantes de diversas instituições públicas, organizações privadas, e do terceiro setor, para discutir ações que fortaleçam a economia de base florestal em todo o país e abordaram questões cruciais relacionadas à produção florestal e à sustentabilidade ambiental. O workshop realizado em Brasília trouxe à tona a importância de promover a economia florestal no Brasil em consonância com os princípios de sustentabilidade e conservação ambiental. O Plano visa atuar em três eixos temáticos principais: Florestas Plantadas, Economia Florestal e a Rede Floresta + Sustentável. O foco é estimular o aumento da produção florestal, apoiar a recuperação de vegetação nativa em unidades de produção agropecuária e fortalecer as cadeias produtivas. A engenheira ambiental e pesquisadora em Ciências Florestais pelo Núcleo de Tecnologia e Inovação-NTI da FEST, Eliane Araújo, destacou que vê uma forte sinergia da atuação da FEST com a proposta de elaboração do Plano Floresta + Sustentável (PFS), que foi discutida neste Workshop. “Ambos visam promover o desenvolvimento regional sustentável, por meio da agenda florestal e agroambiental, trazendo benefícios econômicos, sociais e ambientais. É gratificante que a experiência e o conhecimento da FEST neste tema serão incorporados ao grupo de trabalho para a construção do PFS, trazendo contribuições relevantes a partir do que já vem sendo realizado no âmbito do Programa Nordeste + Sustentável e do Plano Nacional de Recuperação Florestal para promoção do Desenvolvimento Rural Sustentável”. Finalizou O workshop representou um passo significativo na direção de uma economia florestal mais robusta e sustentável no Brasil. À medida que o Plano Floresta + Sustentável avança, espera-se que ele tenha um impacto positivo na conservação ambiental, na geração de empregos e no desenvolvimento econômico do país, alinhado com a visão de um Brasil comprometido com a sustentabilidade. Para mais informações sobre o Plano Floresta + Sustentável e suas próximas etapas, visite o site da Fundação Espírito-santense de Tecnologia – FEST.

Chegamos na reta final da Expedição Nordeste + Sustentável. Veja mais!

Chegamos na reta final da Expedição Nordeste + Sustentável! ✅ A equipe de pesquisadores da FEST, composta por Eliane Araújo, Kamila Baião, Vinícius Carvalho e Weverton Medeiros, do Núcleo de Tecnologia e Inovação (NTI) da Fundação passaram pelo Território de Irecê (BA). Nesse Território o ramo da Bovinocultura de Leite (criação de gado para produção de leite) e Ovinocaprinocultura (criação de ovinos e caprinos para a produção de carne, leite, couro e lã) estava em pauta nos encontros com cooperativas, associações e produtores locais. Agora eles estão a caminho para o último Território em Feira de Santana (BA). 🔎 🧳 Ao todo, oito Territórios fizeram parte dessa fase coleta de dados, que teve início no Território Meio Norte Capixaba, no Espírito Santo, passou pelo Território Vale do Jaguaribe & Quixeramobim (Ceará), pelo Território Médio Mearim (Maranhão), pelo Território Sertão do Araripe (Pernambuco), pelo Território Alto Médio Canindé (Piauí), Território Batalha (Alagoas) e o recentemente finalizado Território de Irecê (BA). Acompanhe a reta final da Expedição, acompanhe as nossas redes sociais! …

Projeto Nordeste + Sustentável: pesquisadores da FEST iniciam expedição em oito territórios

A cidade de São Mateus, localizada no Território Meio Norte Capixaba, no Espírito Santo, foi a primeira a ser visitada pelos pesquisadores Eliane Araújo, Kamila Baião, Leonardo Faria, Vinícius Carvalho e Weverton Medeiros do Núcleo de Tecnologia e Inovação (NTI) da FEST. Ao todo, oito Territórios fazem parte dessa fase coleta de dados, que está prevista para durar 2 meses, as demais localidades são: Território Vale do Jaguaribe & Quixeramobim (Ceará), Território Médio Mearim (Maranhão), Território Sertão do Araripe (Pernambuco), Território Batalha (Alagoas), Território Alto Médio Canindé (Piauí), Território Irecê (Bahia) e Território Feira de Santana (Bahia). A equipe NTI explicou que o objetivo dessa fase é aplicar esse questionário aos agricultores, cooperativas, associações e indústrias para levantar dados primários que irão compor o estudo de Plano Diagnóstico Produtivo (PDP) e posterior análise estratégica da região, mas antes dessa aplicação é preciso fazer uma abertura de comunicação e a visita in loco é importante para que haja a possibilidade de isso ser feito pessoalmente. 1° localidade: São Mateus (Território Meio Norte Capixaba – ES)  Em São Mateus/ES, a visita ocorreu na última semana na Cooperativa dos Produtores Agropecuários da Bacia do Cricaré (COOPBAC), em São Mateus. O encontro ocorreu para realização de reunião com representantes da cooperativa de Pimenta do Reino do Espírito Santo (COOPBAC), para seguimento a tratativas relacionadas a aplicação de questionário direcionados aos produtores e integrantes de cooperativas da região ligados ao Projeto do Governo Federal, desenvolvido pela Ufes e gerenciado pela FEST, nominado “Nordeste + Sustentável”.  Sobre o Projeto Nordeste + Sustentável O Nordeste + Sustentável tem como objetivo apoiar o desenvolvimento sustentável dos agricultores e da agropecuária na região Nordeste do Brasil e do norte do Espírito Santo e de Minas Gerais, por meio da complementaridade e sinergia das ações entre o Ministério da Agricultura e Pecuária, sua entidade vinculada e instituições parceiras do plano, para alcançar benefícios sociais e ambientais duradouros, com viabilidade econômica. Acompanhe os nossos conteúdos! Ao longo desse período você acompanhará em nossos canais de comunicação a atuação de nossa equipe por todos esses Territórios.   …