1399 - FEST lidera projeto estratégico para retomada econômica e agroecológica na Bacia do Rio Doce
A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) está à frente de uma iniciativa estruturante para a recuperação produtiva e ambiental de territórios atingidos pelo desastre ambiental que impactou a região da bacia do Rio Doce. O projeto “Retomada Econômica e Agroecológica dos Assentamentos do Rio Doce – Eixo de Fomento às Cadeias Produtivas Agropecuárias e Florestais (Eixo Rural)”, integra o Novo Acordo de Repactuação e se consolida como uma resposta concreta aos desafios socioambientais da região. A proposta está inserida no âmbito do Programa de Retomada Econômica (PRE) que estabelece diretrizes para revitalizar e impulsionar atividades produtivas sustentáveis entre agricultores familiares, assentados da reforma agrária, comunidades tradicionais e demais grupos que dependem do território para subsistência. Segundo Patrícia Bourguignon, Diretora da FEST, o projeto vai além da recuperação produtiva, promovendo uma transformação territorial baseada na sustentabilidade e na valorização das comunidades locais. “Nosso trabalho é construído em cooperação direta com as famílias assentadas. A gente busca, junto com elas, desenvolver e fortalecer sistemas agroalimentares que sejam ao mesmo tempo resilientes e sustentáveis. Isso passa por apoiar a reestruturação produtiva dos assentamentos, sempre com base nos princípios da agroecologia e da economia solidária. Além disso, um ponto muito importante da nossa atuação é fortalecer a comercialização da produção agroecológica dessas áreas de reforma agrária, especialmente na região da bacia do rio Doce. Ou seja, não é só produzir de forma sustentável, mas também garantir que essa produção chegue ao mercado, gerando renda e melhorando a qualidade de vida das famílias”, destacou. O projeto contempla 52 assentamentos distribuídos em 22 municípios da Bacia do Rio Doce e do Litoral Norte do Espírito Santo, envolvendo cerca de 2.008 famílias. A proposta de territorialização agroecológica busca integrar três dimensões fundamentais: recuperação ambiental, segurança alimentar e desenvolvimento econômico. Entre os principais desafios enfrentados pela região estão a degradação dos ecossistemas, agravada pelo rompimento da barragem de Fundão, em 2015, a baixa diversidade produtiva e a fragilidade das cadeias de comercialização. Diante desse cenário, o projeto estrutura suas ações em três grandes frentes: Fortalecimento técnico e organizacional A iniciativa prevê a implantação de dois escritórios de projetos, um em Minas Gerais e outro no Espírito Santo, com equipes multidisciplinares dedicadas ao desenvolvimento de sistemas agroalimentares sustentáveis. Esses espaços serão responsáveis pelo planejamento estratégico, assistência técnica e capacitação das famílias assentadas. Estruturação produtiva e recuperação ambiental O projeto também investe na modernização de viveiros de mudas, com capacidade total de produção de até 1,6 milhão de mudas por ano, além da implantação de quintais agroflorestais, unidades de produção de bioinsumos e sistemas de coleta e beneficiamento de sementes. As ações visam recuperar áreas degradadas, ampliar a biodiversidade e promover práticas agrícolas alinhadas à agroecologia, fortalecendo o conceito de “florestas produtivas” e a produção de alimentos saudáveis. Fortalecimento da comercialização Outro eixo estratégico é a estruturação de redes de comercialização, com o fortalecimento de associações e cooperativas para ampliar a participação em programas institucionais como o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) e o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos). A proposta busca superar gargalos logísticos e garantir acesso a mercados mais estruturados. Investimento e impacto social Com investimento total de aproximadamente R$ 49,9 milhões, o projeto beneficiará diretamente cerca de 1.000 famílias e indiretamente mais de 2 mil, criando um modelo replicável de desenvolvimento sustentável para toda a região. O cronograma de execução, previsto para dois anos, foi planejado para garantir a implementação gradual das ações, respeitando o tempo necessário para a consolidação dos processos produtivos e sociais. Mais do que uma iniciativa de recuperação, o projeto representa uma proposta de transformação estrutural dos territórios da reforma agrária. Ao integrar conhecimento técnico, participação comunitária e práticas sustentáveis, a FEST contribui para a construção de um novo modelo de desenvolvimento, baseado na resiliência ambiental, na soberania alimentar e na geração de renda. A experiência acumulada desde 2019 com o Programa Popular de Agroecologia da Bacia do Rio Doce reforça a capacidade de execução da iniciativa, que já promoveu restauração ambiental, formação técnica e fortalecimento de cadeias produtivas na região. Com essa nova etapa, a FEST reafirma seu compromisso com a inovação, a sustentabilidade e o desenvolvimento social, atuando de forma decisiva na reconstrução da Bacia do Rio Doce e no fortalecimento das comunidades que dela dependem.
Nossos projetos
Conheça os projetos realizados pela FEST (Fundação Espírito-santanse de Tecnologia).
Editais
08/2026 – “PROGRAMA BOLSA VERDE – FORTALECIMENTO DO PROGRAMA DE APOIO À CONSERVAÇÃO AMBIENTAL NAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO FEDERAIS E GESTÃO COMUNITÁRIA: GESTÃO COMPARTILHADA, INCLUSÃO SOCIAL E PRODUTIVA”
A Fundação Espírito-santense de Tecnologia – FEST, por meio das suas atribuições legais, torna público o Edital de Chamada para a contratação de autônomo (RPA) nos termos do convénio n°950082 da FEST, visando atender à necessidade de realização do “Levantamento de dados de famílias da Resex Filhos do Mangue – NGI Salinas ” no âmbito do Projeto de Fortalecimento do Programa de Apoio à Conservação Ambiental nas Unidades de Conservação Federal e Gestão Comunitária: Gestão Compartilhada, Inclusão Social e Produtiva, processo SEI nº 02070.022055/2026-10
027/2026 – SELEÇÃO PÚBLICA DE FORNECEDORES
Objeto: Contratação de agência de comunicação para planejar, executar e gerir estratégia integrada de comunicação institucional, pública e territorial para os processos de elaboração e instrução de propostas de criação de UCs – UNIDADES DE CONSERVAÇÃO, contemplados no Plano de Trabalho conduzidos pelo ICMBio – Instituo Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, bem como, quando definido pela contratante, para ações de comunicação e valorização pública diretamente relacionadas às propostas de criação ou aos processos de criação de Unidades de Conservação contemplados no Projeto, inclusive após a formalização do ato de criação, quando tais ações estiverem vinculadas aos resultados e à divulgação do processo apoiado pelo instrumento
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