FEST – Fundação Espírito-santense de Tecnologia

1336- Curso de Imersão De Anatomia aplicada à Harmonização Orofacial: segurança e precisão nos procedimentos

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em parceria com a Fundação Espírito-Santense de Tecnologia (FEST), está lançando o Curso de Imersão de Anatomia Aplicada à Harmonização Orofacial. Este curso inovador, coordenado pelo Prof. Dr. Bruno Machado de Carvalho do Departamento de Morfologia do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da UFES, tem como objetivo fornecer aos profissionais de saúde conhecimentos aprofundados sobre as estruturas anatômicas da face, aumentando a segurança e eficácia dos procedimentos de harmonização orofacial. O curso visa proporcionar um entendimento detalhado da anatomia e topografia da face, abordando pele, tela subcutânea, músculos, compartimentos e outras estruturas anatômicas faciais. Esse conhecimento é essencial para garantir resultados mais favoráveis e seguros em procedimentos injetáveis, como o uso de toxina botulínica, além de minimizar possíveis complicações. Há uma crescente demanda entre os profissionais da área de harmonização orofacial por cursos que ofereçam uma formação sólida em anatomia. Muitos desses profissionais se sentem inseguros ao realizar procedimentos faciais devido ao risco de lesionar estruturas anatômicas nobres, o que pode resultar em consequências graves para os pacientes. Este curso atende a essa necessidade, proporcionando uma formação prática e teórica que visa aumentar a confiança e a segurança dos profissionais. O principal resultado esperado é a ampliação do conhecimento em anatomia de cabeça e pescoço, com ênfase na prática em cadáveres humanos. Esse aprendizado visa maximizar a segurança durante os procedimentos injetáveis, respeitando a anatomia das zonas de risco facial. Os indicadores para mensuração incluem a participação e o feedback dos alunos, além da proporção de acesso da população a serviços de qualidade antes e depois da implementação do projeto. As metas do curso incluem o aprofundamento do conhecimento sobre estruturas faciais relevantes para a harmonização orofacial, fazendo com que os profissionais se sintam mais confiantes e seguros ao realizar variados procedimentos. Espera-se um aumento de 70% no número de procedimentos desafiadores realizados e uma redução de 90% nas intercorrências durante sua realização. Os indicadores para quantificação dessas metas incluem a participação e o feedback dos alunos, bem como a razão entre procedimentos ambulatoriais de média e alta complexidade e a população residente.   Texto: Vanessa Pianca Projetos 1223/1336  

1339 – Projeto “Pró-Acervos UFES” busca modernizar, preservar e ampliar o acesso aos acervos científicos da Universidade Federal do Espírito Santo

Com o objetivo de fortalecer a preservação e a divulgação do conhecimento científico produzido na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), foi firmado o projeto “Pró-Acervos UFES: preservação, pesquisa e divulgação científica dos acervos científicos da UFES (Grupo 1)”, uma iniciativa da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e a própria UFES. A proposta visa modernizar a infraestrutura dos acervos científicos da UFES, garantindo condições adequadas de preservação, conservação e segurança, além de ampliar o acesso público por meio da digitalização e da integração a plataformas de divulgação científica. As ações do “Pró-Acervos UFES” estão organizadas em cinco metas principais: Ampliação e adequação da infraestrutura física e de armazenamento dos acervos; Modernização e ampliação dos acervos, permitindo a incorporação de novos materiais e registros; Melhoria da segurança dos espaços, com a implantação de sistemas anti-incêndio e outras medidas de proteção; Catalogação, digitalização e virtualização dos acervos, promovendo sua integração a plataformas digitais como GBIF, SiBBr, SpeciesLink e Tainacan, ampliando o acesso público e a divulgação científica; Ampliação das ações de extensão e popularização da ciência, por meio da criação de acervos didáticos, exposições, sites e aplicativos interativos. Sob a coordenação do Prof. Dr. Valdemar Lacerda Junior Pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação e subcoordenação do Prof. Dr. Athelson Stefanon Bittencourt, chefe do Departamento de Morfologia no Centro de Ciências da Saúde da UFES, o projeto representa um passo fundamental para a valorização e democratização do conhecimento produzido pela universidade, permitindo que pesquisadores, estudantes e a sociedade tenham acesso a um acervo científico mais moderno, seguro e acessível. Este projeto também faz parte do Museu Ciências da Vida. A FEST, como parceira executora, reforça seu compromisso com o fortalecimento da ciência e da inovação no Espírito Santo, apoiando projetos que preservam o patrimônio científico e impulsionam o desenvolvimento tecnológico e cultural da região

1203 UFES e FEST avançam na outorga de direito de uso das águas no Baixo Rio Doce

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em parceria com a Fundação Espírito-Santense de Tecnologia (FEST), está liderando o projeto para aperfeiçoar as metodologias de outorga de direito de uso das. Este projeto, coordenado pelo Prof. Dr. Edmilson Costa Teixeira, do Departamento de Engenharia Ambiental do Centro Tecnológico  (CT), visa melhorar os procedimentos de captação de água, garantindo um uso mais eficiente e sustentável dos recursos hídricos da região. O principal objetivo do projeto é aprimorar as metodologias utilizadas na outorga de direito de uso das águas das lagoas do Baixo Rio Doce, dividido em três etapas distintas: Etapa 1: Concepção de Metodologia Aperfeiçoada Meta A1: Avaliar e propor melhorias nos procedimentos atuais de outorga empregados pela Agência Estadual de Recursos Hídricos (AGERH) para captação de água. Meta B1: Desenvolver uma metodologia aperfeiçoada para estimativa da disponibilidade hídrica nas lagoas. Etapa 2: Desenvolvimento de Metodologia Aperfeiçoada Meta A2: Continuar a avaliação e aplicar melhorias nas lagoas-piloto. Meta B2: Desenvolver a metodologia aperfeiçoada utilizando as lagoas-piloto. Meta C2: Estabelecer um Plano de Uso Racional de Recursos Hídricos para as lagoas-piloto. Meta D2: Propor uma revisão dos procedimentos técnicos de outorga de captação. Etapa 3: Aplicação do Procedimento Aperfeiçoado Meta A3: Aplicar e ajustar o procedimento aperfeiçoado nas lagoas-piloto e outras lagoas selecionadas. A outorga de direito de uso das águas é essencial para a gestão equilibrada dos recursos hídricos, permitindo um controle quali-quantitativo dos usos e uma distribuição mais justa, considerando as diversas demandas regionais. No entanto, a complexidade na estimativa da disponibilidade hídrica, especialmente em regiões com sistemas lacustres como o Baixo Rio Doce, apresenta desafios significativos devido a fatores como variabilidade espaço-temporal, incertezas nos dados, e mudanças climáticas. A AGERH utiliza equações de regionalização baseadas em estudos antigos, que não incorporam eventos hidrológicos recentes, afetando a precisão das estimativas. Este projeto visa desenvolver métodos mais robustos e adaptados às características das lagoas do Baixo Rio Doce, utilizando modelos hidrológicos de simulação contínua calibrados e validados. Importância das Lagoas do Baixo Rio Doce: A região do Baixo Rio Doce abriga um dos mais importantes sistemas lacustres costeiros do Brasil, com cerca de 90 lagoas que totalizam uma área de 165 km², usadas para irrigação, abastecimento humano e industrial, piscicultura, pesca, turismo e recreação, além de manutenção de ecossistemas aquáticos. A metodologia desenvolvida e aperfeiçoada proporcionará: Maior consistência na análise de balanços hídricos. Maior confiabilidade na tomada de decisão. Redução do tempo de análise dos processos de outorga. Elaboração de planos de demanda de água mais realistas. Alocação mais equilibrada dos recursos hídricos, reduzindo conflitos e promovendo segurança hídrica. Este projeto representa um avanço significativo para a gestão sustentável dos recursos hídricos no Espírito Santo, com potencial para replicação em outras regiões do estado, contribuindo para um desenvolvimento regional equilibrado e sustentável.

1178 Projeto da FUNBio – Rio Doce fauna e flora: instrumentação de Jardins Botânicos para ampliação da conservação ex situ de espécies ameaçadas de extinção na Mata Atlântica

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em parceria com a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), está conduzindo um importante projeto voltado para a conservação de espécies vegetais ameaçadas de extinção na Mata Atlântica. Coordenado pelo Prof. Dr. Luis Fernando Tavares de Menezes do Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal do Centro Ciências Humanas e Naturais (CCHN) da UFES, o projeto “FUNBio – Rio Doce Fauna e Flora” visa a instrumentação de jardins botânicos para ampliação da conservação ex situ. Com o avanço das pressões antrópicas sobre os ecossistemas naturais, estratégias de conservação são essenciais na busca pela recuperação de espécies. A conservação e reprodução de espécies ex-situ (em ambientes controlados e manejados pelo homem, como o Jardim Botânico) e a marcação de matrizes in-situ (na natureza) para a coleta de sementes são algumas estratégias para a manutenção da flora e para a restauração de áreas degradadas. Coleções de plantas vivas em Jardins Botânicos contribuem para a conservação de populações geneticamente importantes de espécies raras e ameaçadas de extinção fora do ambiente natural e podem sustentar programas de recuperação de espécies. Este projeto visa aumentar e manter as coleções de plantas vivas da Mata Atlântica nos Jardins Botânicos Palmarum (CEUNES/São Mateus/ES), Jardim Botânico da UFRRJ e Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), contribuindo com a recuperação de populações de espécies nativas e restauração de ecossistemas. Pretende-se instrumentar o Jardim Botânico Palmarum para aumentar sua capacidade de conservar espécies ameaçadas de extinção e difundir conhecimentos sobre elas, contribuindo para a formação de cidadãos com consciência crítica sobre o meio ambiente. O foco consiste em dar suporte, por meio da destinação de espaços físicos para o cultivo de espécies ameaçadas de extinção oriundas de projetos em desenvolvimento, especialmente aqueles ligados à Rede FUNBIO. A proposta atenderá também outros projetos em execução e parceiros do Jardim Botânico Palmarum, incluindo o Plano de Ação Territorial para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção no território ES/MG – PAT Capixaba-Gerais, a Rede de Sementes e Mudas da Bacia Hidrográfica do Rio Doce e o Programa de Estudos, Propagação e Conservação da Flora Ameaçada de Extinção da Mata Atlântica – PEPC FLORA. As ações incluirão a criação de pomares de diversidade no JB Palmarum com espécies ameaçadas, manutenção e sinalização dos mesmos, permitindo ações paralelas de visitação e educação. Espera-se que, ao final de dois anos, o JB Palmarum tenha estabelecido pomares de diversidade com, no mínimo, 30 indivíduos de oito espécies ameaçadas.   Antecedentes e Justificativa da Proposição A intensa fragmentação da paisagem do Sudeste brasileiro e de outras regiões do país colocou muitas espécies de plantas em risco de extinção. A fragmentação reduz o tamanho das populações, a densidade populacional, aumenta a distância entre coespecíficos e pode extinguir populações, causando perda de alelos, redução da heterozigosidade, isolamento reprodutivo e outros efeitos negativos. No Brasil, o Espírito Santo possui 36% das espécies vasculares da Mata Atlântica e mais de 750 espécies vegetais sob algum grau de ameaça, muitas delas endêmicas do estado. Desde 2020, o Jardim Botânico Palmarum, vinculado à UFES, desenvolve o “Programa de Estudos, Conservação e Propagação da Flora Ameaçada de Extinção da Mata Atlântica no Espírito Santo”. Foram produzidas mais de 12.000 mudas a partir de sementes coletadas em fragmentos florestais remanescentes do Espírito Santo ou em Unidades de Conservação, parte das quais foram doadas para programas de restauração ecológica. Apesar das medidas importantes já tomadas, ações adicionais são necessárias para garantir a conservação das espécies, como a criação de pomares de sementes, plantios com número mínimo de indivíduos e atividades educacionais. Os jardins botânicos têm se tornado centros importantes para a conservação da biodiversidade, promovendo a percepção dos impactos da ação humana sobre o meio ambiente e a consciência sobre os efeitos negativos da perda da biodiversidade. A Estratégia Global para a Conservação de Plantas (CDB 2006) estabelece objetivos e metas que têm orientado os jardins botânicos no desenvolvimento de suas estratégias e planos de ação. Este projeto visa a instrumentação do JB Palmarum para ampliar sua capacidade de conservação ex situ, além de dar suporte na ampliação do número de espécies ameaçadas em cultivo nos jardins botânicos da UFRRJ e do Rio de Janeiro. O foco consiste na destinação de espaços físicos para o cultivo de espécies ameaçadas de extinção oriundas de projetos em desenvolvimento, especialmente aqueles ligados à Rede FUNBIO, atendendo também outros projetos em execução. As ações previstas contribuirão para a conservação e recuperação de populações de espécies nativas e para a educação ambiental, promovendo uma maior conscientização sobre a importância da biodiversidade e da sustentabilidade.  

1351 – FEST apoia projeto de recuperação e atualização de equipamentos em laboratórios multiusuários da UFES

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) em parceria entre a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), lançam o novo projeto que tem como foco a recuperação e atualização de equipamentos de análises e simulação computacional, instalados em laboratórios multiusuários da universidade e utilizados por toda a comunidade científica regional e nacional. O objetivo central da iniciativa é ampliar a capacidade de pesquisa e inovação da UFES, impactando diretamente tanto as ações estratégicas institucionais quanto os projetos desenvolvidos em parceria com o estado do Espírito Santo, sempre alinhados às diretrizes da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Desenvolvimento Sustentável. Segundo o coordenador do projeto, professor Valdemar Lacerda Junior, da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (PRPPG/UFES), a atualização tecnológica representa um passo essencial para fortalecer a infraestrutura de ciência e tecnologia: “Investir na recuperação e modernização desses equipamentos é garantir que nossos pesquisadores tenham acesso a ferramentas de ponta, capazes de potencializar descobertas e gerar soluções inovadoras que atendam às demandas da sociedade”, destaca. O projeto conta ainda com a atuação dos subcoordenadores Prof. Dr. Marcos Ribeiro, Profa. Dra. Ana Paula, Profa. Dra. Laura Pinotti, Prof. Dr. Paulo Porto, Prof. Dr. Guilherme Miguel e Prof. Dr. Daniel Ribeiro (coordenador pela Universidade), que juntos irão acompanhar a execução e assegurar que os laboratórios estejam preparados para atender às demandas emergentes de diferentes áreas do conhecimento. Com essa iniciativa, a FEST reafirma seu compromisso em apoiar a produção científica de excelência e o desenvolvimento sustentável, fortalecendo a integração entre a universidade, a comunidade científica e a sociedade.

1173 UFES, com apoio da FEST, lança curso de extensão em Emergências Endodônticas e Traumatismo Dento-Alveolar

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em parceria com a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), possui um novo curso de extensão intitulado “Emergências Endodônticas e Traumatismo Dento-Alveolar: Uma Abordagem Contemporânea”. O projeto de extensão, vinculado ao Departamento de Clínica Odontológica do Centro de Ciências da Saúde, é coordenado pelo Prof. Dr. Thiago Farias Rocha Lima e tem como objetivo capacitar estudantes e profissionais da odontologia para lidar com emergências endodônticas e situações de trauma dento-alveolar. O curso será oferecido no formato Hands-on, combinando teoria e prática em um ambiente laboratorial. Através de aulas teóricas e simulações de situações clínicas, os participantes terão a oportunidade de treinar suas habilidades em cenários que reproduzem emergências odontológicas reais, como pulpites, periodontites, abscessos periapicais e traumas dento-alveolares. O treinamento será ministrado por professores experientes do curso de Odontologia da UFES e ocorrerá nas instalações do Instituto de Odontologia da universidade (IOUFES), no campus de  Maruipe. Emergências endodônticas, caracterizadas por inflamações no tecido pulpar ou perirradicular, demandam intervenções rápidas e eficazes. Situações como pulpites, periodontites e abscessos periapicais são comuns em ambientes clínicos e exigem um preparo técnico adequado para garantir o alívio da dor e a preservação da saúde bucal dos pacientes. Além disso, o manejo de traumas dento-alveolares, que frequentemente ocorrem em emergências, é crucial para a manutenção dos dentes afetados. Atualmente, muitos profissionais de odontologia relatam falta de preparo para lidar com essas situações em seus consultórios, frequentemente encaminhando os pacientes para outros especialistas. O curso oferecido pela UFES visa preencher essa lacuna, proporcionando o conhecimento e as habilidades necessárias para que os participantes possam atuar de forma segura e eficaz no tratamento de emergências endodônticas e traumas dento-alveolares. Público-Alvo O curso é destinado a alunos do último ano de graduação em Odontologia e a profissionais já formados que buscam aprimorar suas competências clínicas em situações de emergência. A proposta é oferecer um treinamento personalizado, que prepare os participantes para enfrentar com segurança as demandas clínicas que surgem no dia a dia de um consultório ou posto de saúde. Com essa iniciativa, a UFES e a FEST reafirmam seu compromisso com a educação continuada e com a formação de profissionais altamente capacitados, prontos para atender com excelência as necessidades de seus pacientes.

1220- Projeto de Pesquisa da FEST desenvolve tecnologias para construção sustentável em ilhas oceânicas com foco no Arquipélago de São Pedro e São Paulo

Na sexta-feira (22/08/2025), a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) promoveu, em conjunto com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM), uma reunião para apresentação do projeto final de arquitetura da nova Base de Pesquisa Científica do Arquipélago de São Pedro e São Paulo (ASPSP). O projeto,  intitulado “Desenvolvimento Tecnológico para a Construção em Ilhas Oceânicas: aplicação no Arquipélago de São Pedro e São Paulo”, é coordenado pela professora Dra. Cristina Engel de Alvarez e representa um Acordo de Parceria da FEST com a UFES,  e um Acordo de Cooperação entre a FEST e ICMBio. O encontro contou com a presença do Comandante Carvalho, do SECIRM e do Comandante José, da Marinha do Brasil, do Júlio Rosa, Chefe do ICMBio Grandes Unidades Oceânicas, de Jackeline Nobrega Spínola, do ICMBio, além do Superintendente da FEST, Armando Biondo, da Gerente de Projetos da FEST, Patrícia Bourguignon, da Coordenadora do Projeto, professora Cristina Engel, e de toda sua equipe técnica. Na ocasião, foram apresentados os detalhes arquitetônicos que nortearão a futura base, projetada para atender às demandas de pesquisa científica em um dos ambientes mais remotos e desafiadores do planeta.  Pesquisa aplicada e inovação em construções oceânicas Após estudos conduzidos com o Arquiteto e Pesquisador Dr. Bernardo Zandomenico Dias, membro do Laboratório de Planejamento e Projetos (LPP/UFES), foram definidos eixos centrais para o desenvolvimento de soluções inovadoras. Em suas visitas técnicas ao Arquipélago o pesquisador realizou atividades que focaram em dois objetivos principais: Inspeção da Estação Científica Atual Que Avaliou materiais e técnicas construtivas que se mostraram eficazes ao longo dos anos. Instalação de Novos Materiais e Componentes Testou possíveis materiais e tecnologias que serão empregados na nova estação, analisando seu comportamento frente aos agentes de degradação locais. As estações científicas em ilhas oceânicas são fundamentais para o avanço de pesquisas e para o suporte a profissionais brasileiros e estrangeiros. Contudo, a manutenção dessas estruturas enfrenta desafios únicos, como transporte de insumos, custos elevados e a necessidade de reduzir impactos em áreas de proteção ambiental.  Condições extremas que desafiam a engenharia As condições climáticas e geológicas das ilhas oceânicas impõem um verdadeiro teste de resistência: altas temperaturas, umidade intensa, ventos fortes, elevada incidência solar, névoa salina, ondas oceânicas e até mesmo abalos sísmicos. Diante disso, a nova estação científica deverá unir durabilidade, baixo custo de manutenção e respeito ambiental. Para a Gerente de Projetos da FEST, Patrícia Bourguignon, o momento simboliza o avanço de uma cooperação que alia ciência, tecnologia e compromisso ambiental: “Esse projeto é um marco para a FEST e para todas as instituições parceiras. Desenvolver soluções inovadoras para construir em um ambiente tão hostil é um desafio, mas também uma oportunidade de colocar o Espírito Santo e o Brasil na vanguarda da pesquisa e da engenharia sustentável em ilhas oceânicas.” Já a professora Cristina Engel, coordenadora do projeto da FEST, destacou o caráter estratégico e científico da iniciativa: “Este trabalho é essencial não apenas para aprimorar nossas práticas construtivas, mas também para contribuir com a preservação ambiental e a redução de custos de manutenção em locais tão remotos. O LPP/UFES está empenhado em utilizar sua expertise para contribuir com a conservação e o avanço científico em um dos ecossistemas mais desafiadores e fascinantes do planeta. A colaboração entre o ICMBio, a FEST, a UFES e a Marinha do Brasil é um exemplo poderoso do que podemos alcançar quando unimos forças em prol de objetivos comuns.”  Curiosidades sobre o Arquipélago de São Pedro e São Paulo Único conjunto de ilhas oceânicas brasileiras localizado acima da linha do Equador. Está a 1.100 km do litoral do Rio Grande do Norte. Sua formação geológica é única, resultado de uma rachadura na crosta terrestre. Em 1933, um tremor tectônico destruiu o farol instalado no arquipélago. Possui extensa Zona Econômica Exclusiva, estratégica para exploração de recursos vivos e não-vivos. As ilhas foram descobertas por navegadores portugueses da tripulação “São Pedro”, acidentalmente, em abril de 1511. A caravela chocou-se com os rochedos e foi resgatada por outra tripulação da mesma esquadra, a “São Paulo”. Assim surgiu o nome São Pedro e São Paulo  Um futuro de ciência e sustentabilidade Com a futura base científica, o Brasil reforça seu compromisso com a pesquisa oceânica, a conservação ambiental e a soberania sobre uma região estratégica. O projeto promete ser um marco para o desenvolvimento tecnológico sustentável em ambientes extremos, abrindo caminho para novas descobertas e práticas construtivas que poderão ser aplicadas em todo o país. Texto: Vanessa Pianca Projeto: 1220

1211 – Projeto Seascape Wind realiza primeira campanha de campo para estudo pioneiro sobre energia eólica offshore no Brasil

O projeto “Estudo da Paisagem Marinha em Parques Eólicos Offshore (Seascape Wind) – Fase I” avança com a conclusão de sua primeira campanha de campo, realizada entre os dias 5 de março e 2 de abril de 2025. Esse projeto que é pioneiro no Brasil,  é coordenada pelo Prof. Dr. Alex Cardoso Bastos do Laboratório de Geociências Marinhas (LaboGeo) do Centro de Ciência Humanas e Naturais (CCHN) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em parceria com laboratórios da Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade de Brasília (UnB) e Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Financiado pela Petrobras no âmbito do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da ANEEL, o Seascape Wind é um projeto inédito no Brasil, voltado à aplicação de novas metodologias e técnicas de análise ambiental e de risco geológico para o planejamento e implantação de Parques Eólicos Offshore (PEOs).  Objetivo e relevância O principal objetivo do projeto é desenvolver metodologias inovadoras para avaliar, de forma integrada, as características físicas, ecológicas e ambientais da paisagem marinha. Esses estudos visam subsidiar o planejamento de empreendimentos de energia eólica offshore no Brasil, uma alternativa de baixa emissão de gases de efeito estufa alinhada à transição energética global. Com o aumento da demanda por licenciamento ambiental de empreendimentos ao longo da costa brasileira, torna-se fundamental realizar análises criteriosas de riscos ambientais, sociais e geotécnicos, garantindo que a instalação e a operação desses parques ocorram de forma segura e sustentável.  Área de estudo A área investigada está localizada na porção norte da Bacia de Campos, entre o Cabo de São Tomé (RJ) e o município de Guarapari (ES), abrangendo parte da plataforma continental brasileira. A primeira campanha de campo foi dividida em duas etapas: Aquisição de dados acústicos do fundo e subfundo marinho, com uso de tecnologias como batimetria multifeixe, backscatter multiespectral e water column, perfilador de subfundo Chirp Meridata, sonar de varredura lateral e sísmica multicanal. Coleta de sedimentos e imagens subaquáticas, utilizando amostrador Van Veen e drop câmeras, para análises sedimentológicas, geoquímicas e da comunidade bentônica.  Próximas etapas O conjunto de dados coletados será agora processado e analisado pelas equipes envolvidas. Os resultados obtidos irão subsidiar a engenharia básica dos empreendimentos, além de contribuir para a prevenção, monitoramento, controle e mitigação de impactos ambientais associados à energia eólica offshore. Segundo os pesquisadores, o Seascape Wind representa um passo fundamental para consolidar a pesquisa aplicada à transição energética no Brasil, fortalecendo a adoção de fontes renováveis de forma ambientalmente responsável.   Texto: Vanessa Pianca Projeto 1211

936- VII Jornada Reuma Atual celebra 20 anos do Programa de Residência Médica em Reumatologia da UFES Inscreva-se e participe desta edição histórica!

Estão abertas as inscrições para a VII Jornada Reuma Atual – Jornada de Atualização em Reumatologia do HUCAM-UFES e o IV Encontro de Egressos, evento que reunirá médicos reumatologistas, residentes e profissionais da saúde para uma imersão científica com os avanços mais recentes da especialidade. Coordenada pela Dra. Érica Vieira Serrano, com apoio Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), a edição de 2025 será especialmente marcante por celebrar os 20 anos do Programa de Residência Médica em Reumatologia da UFES, um marco na formação de especialistas e na assistência à saúde no Espírito Santo. “Ao longo dessas duas décadas, formamos profissionais comprometidos com a excelência clínica, a pesquisa e o cuidado humanizado. A VII Jornada Reuma Atual é uma oportunidade de compartilhar conhecimento, rever colegas e reafirmar nosso compromisso com a qualidade na Reumatologia”, destaca a Dra. Érica Vieira Serrano, coordenadora do evento. Uma programação científica ampla e dinâmica Entre 19 e 23 de agosto, os participantes terão acesso a: Palestras com especialistas de referência nacional e internacional; Mesas-redondas e oficinas práticas voltadas à atuação clínica; Discussões de casos e troca de experiências com colegas da área; Mentorias e oficinas exclusivas para médicos reumatologistas. Além disso, haverá um curso pré-jornada gratuito para inscritos, destinado a profissionais da saúde de diferentes áreas, abordando temas como: Cuidados em centros de infusão; Papel da enfermagem na Reumatologia; Estratégias em Reabilitação Musculoesquelética; Políticas de assistência em Reumatologia; Saúde bucal; Cuidados paliativos e saúde mental. Um encontro para celebrar, aprender e se conectar  A VII Jornada Reuma Atual também será um momento de reencontro entre profissionais que fizeram parte da história do Serviço de Reumatologia da UFES e convidados que se destacam no cenário nacional, proporcionando um ambiente ideal para aprendizado, networking e fortalecimento da comunidade médica. As inscrições são feitas exclusivamente pela plataforma Even3, com praticidade e segurança. 👉 Garanta sua participação nessa edição especial. Atualize seus conhecimentos, fortaleça sua rede de contatos e comemore conosco 20 anos de história e excelência na formação em Reumatologia. Clique aqui! Texto: Vanessa Pianca Projeto: 936

1280- Ufes e Fest juntas na promoção do desenvolvimento sustentável para regiões costeiras

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em parceria com a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), está desenvolvendo um projeto inovador voltado para a elaboração de conteúdos sobre desenvolvimento sustentável em regiões costeiras. Sob a coordenação do Prof. Dr. Everlam Elias Montibeler, do Departamento de Economia do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE), o projeto integra ações estratégicas da Pró-reitoria de Extensão (PROEX/UFES) e conta com o apoio do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR). O projeto visa capacitar gestores públicos e privados, além de outros atores estratégicos, com uma visão multidisciplinar sobre temas essenciais para a sustentabilidade costeira. A proposta é fornecer conhecimentos sobre áreas como: Oceanografia; Biologia marinha; Engenharia de exploração mineral, pesca e aquicultura; Formulação de políticas governamentais; Estruturas socioeconômicas da zona costeira. A abordagem do projeto busca integrar diferentes perspectivas e métodos, oferecendo ferramentas para enfrentar desafios globais, como as mudanças climáticas, de forma holística e interconectada. Os oceanos e as áreas costeiras desempenham um papel fundamental no equilíbrio ecológico global, na economia e no bem-estar humano. A complexidade dessas regiões exige um entendimento amplo das inter-relações entre os diversos ambientes naturais e socioeconômicos. Além disso, o projeto destaca a necessidade de soluções aplicáveis às agendas dos governos locais, com maior integração entre áreas do conhecimento relacionadas aos oceanos e faz parte do Programa de Desenvolvimento das Capacidades para Integração e Desenvolvimento Regional (PCDR), conforme a Portaria n°1.642/23, do MIDR. A certificação oferecida será um diferencial para gestores que atuam na formulação e implementação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável dessas regiões. O programa visa resultar na capacitação de gestores que serão responsáveis por tomadas de decisões para um desenvolvimento econômico sustentável, além da elaboração de políticas públicas mais eficazes com o fortalecimento da colaboração interinstitucional. O impacto do projeto transcende a capacitação individual, promovendo benefícios para comunidades costeiras e contribuindo para a construção de um futuro mais sustentável e equilibrado. Com essa iniciativa, a UFES e a FEST reforçam seu compromisso com a inovação, a sustentabilidade e a promoção de soluções práticas para os desafios contemporâneos. Texto: Vanessa Pianca Projeto 1280