FEST – Fundação Espírito-santense de Tecnologia

1379- UFES e FEST lançam o projeto “Selo Descarboniza Espírito Santo” para impulsionar a transição sustentável no estado

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em parceria com a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), iniciou um novo projeto voltado à promoção da sustentabilidade e à redução das emissões de gases de efeito estufa no território capixaba. Intitulado “Selo Descarboniza Espírito Santo”, o projeto busca sensibilizar a sociedade e o setor produtivo sobre a importância da descarbonização da economia e apoiar as empresas locais em seus planos de neutralização de carbono. Coordenado pelo Professor Dr. Ednilson Silva Felipe, do Departamento de Economia do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE) e Pro- reitor de Extensão da UFES o projeto tem como objetivo central desenvolver ações de extensão, oficinas, palestras e rodas de conversa voltadas para a conscientização e capacitação de diferentes públicos, desde a comunidade acadêmica até representantes de sindicatos e associações empresariais. Além da formação e sensibilização, o projeto também atuará de forma técnica e prática, analisando, acompanhando e validando os inventários de emissões e os planos de descarbonização elaborados por empresas capixabas participantes do programa. Essa atuação reforça o compromisso da UFES e da FEST com o avanço de políticas ambientais e com a implementação de estratégias concretas para uma economia de baixo carbono. Entre as principais ações previstas estão: Promoção de oficinas, palestras e rodas de conversa sobre o processo de descarbonização da economia capixaba; Análise e validação dos inventários de emissões e planos de descarbonização das empresas aderentes ao programa; Criação e divulgação de oficinas sobre metodologias para elaboração de inventários de emissão e planos de descarbonização. O Selo Descarboniza Espírito Santo representa uma iniciativa pioneira que une ciência, tecnologia e engajamento social para fortalecer a transição ecológica do estado, incentivando práticas produtivas mais limpas e sustentáveis. Com o apoio da FEST, o projeto reforça a importância da parceria entre a universidade e a sociedade para o desenvolvimento de soluções inovadoras voltadas à sustentabilidade ambiental e à construção de um futuro carbono neutro no Espírito Santo.

1394- Projeto de extensão “Diálogo e Reputação” busca fortalecer a relação da UFES com a sociedade capixaba

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) desenvolve o projeto de extensão “Diálogo e Reputação”, coordenado pela Profa. Dra.  Adriana Pereira Campos, do Departamento de História do Centro de Ciências Humanas e Naturais (CCHN). A iniciativa conta com apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia e tem como objetivo estruturar uma estratégia institucional voltada ao fortalecimento da reputação e da imagem pública da Universidade Federal do Espírito Santo junto à sociedade, aos diferentes setores públicos e aos meios de comunicação. O projeto nasce a partir da necessidade de ampliar o diálogo entre a universidade e os diversos atores estratégicos do Espírito Santo, promovendo uma relação mais contínua, estruturada e institucionalizada com a sociedade capixaba. A proposta busca valorizar o papel da universidade pública como agente de produção de conhecimento, inovação e transformação social. Entre as ações previstas está a realização do Workshop Ponto de Partida, momento inicial de alinhamento institucional que reunirá representantes envolvidos no projeto para definição de objetivos, escopo, prazos e responsabilidades. A partir dessa etapa, será conduzido um amplo diagnóstico sobre a reputação e a imagem pública da UFES, com o objetivo de identificar percepções internas e externas, além de mapear forças, vulnerabilidades e oportunidades reputacionais da instituição. Outro eixo central da iniciativa é o fortalecimento da governança participativa. O projeto prevê a escuta ativa de diferentes públicos, incluindo representantes da sociedade civil, gestores públicos, parlamentares da bancada capixaba, instituições parceiras e a própria comunidade acadêmica. A proposta é construir um ambiente de diálogo permanente que permita à universidade ampliar sua presença em espaços estratégicos de debate e formulação de políticas públicas. A partir desse processo de diagnóstico e escuta, o projeto também trabalhará na construção de uma narrativa institucional sólida para a UFES. Essa narrativa buscará conectar os valores, propósitos e diferenciais da universidade às demandas da sociedade e aos desafios contemporâneos, reforçando a relevância da instituição no desenvolvimento do Espírito Santo. Além disso, será estruturada uma estratégia de relacionamento com a imprensa e com formadores de opinião, com foco em garantir maior coerência, visibilidade e reconhecimento das ações desenvolvidas pela universidade. Todas as iniciativas serão integradas em um plano de comunicação de longo prazo, voltado ao fortalecimento da credibilidade e da presença institucional da UFES. De acordo com a coordenação do projeto, a iniciativa surge em um contexto em que ainda se observa, em parte da sociedade capixaba, um sentimento de distanciamento em relação à universidade. A ausência de canais permanentes de interlocução com representantes políticos e institucionais tem limitado o protagonismo da UFES em espaços de decisão estratégica no estado. Nesse cenário, o projeto “Diálogo e Reputação” pretende contribuir para reduzir esse distanciamento, ampliando as oportunidades de interação e colaboração entre a universidade, o poder público e a sociedade. A expectativa é que a iniciativa fortaleça o papel da UFES como referência acadêmica, científica e social, reafirmando sua função pública e seu compromisso com o desenvolvimento do Espírito Santo. Texto: Vanessa Pianca Projeto: 1394

1224- UFES e FEST desenvolvem projeto para avaliar qualidade de vida e reduzir riscos cardiovasculares em agentes da segurança pública do Espírito Santo

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), está desenvolvendo o projeto “Análise da Qualidade de Vida e de Metodologias para Redução de Riscos Cardiovasculares de Agentes da Segurança Pública do Espírito Santo – Mens sana in corpore sano”. A iniciativa é coordenada pela Profa. Dra. Sonia Alves Gouvea, do Departamento de Ciências Fisiológicas do Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFES). O projeto tem como base os resultados obtidos em uma pesquisa anterior intitulada “SOMA-SI – Programa de Autogerenciamento do Bem-Estar a partir da Análise do Estresse de Agentes da Segurança Pública do Espírito Santo”, que identificou níveis elevados de estresse entre os servidores da segurança pública. O estudo também apontou fatores preocupantes relacionados à saúde, como piora no perfil cardiovascular, baixa qualidade do sono, excesso de peso e problemas nutricionais, que podem aumentar o risco de doenças cardiovasculares. Além disso, os resultados mostraram que servidoras do sexo feminino apresentaram maiores índices de sofrimento e comprometimento da saúde mental em comparação aos homens, evidenciando a necessidade de aprofundar o conhecimento sobre as condições de trabalho e os fatores que impactam a saúde desses profissionais.  Qualidade de vida em foco Durante a avaliação realizada no projeto anterior, foi aplicado um questionário de qualidade de vida que analisou quatro domínios: físico, psicológico, social e meio ambiente. Entre eles, os domínios físico e ambiental foram os mais negativamente impactados. Entre os principais fatores relatados pelos servidores estão dor e desconforto frequentes, fadiga, baixa qualidade do sono, redução da capacidade de trabalho, dependência de medicação, além de dificuldades relacionadas ao ambiente cotidiano, como falta de lazer, recursos financeiros limitados, trânsito intenso, ruído e poluição. Esses resultados reforçam a importância de compreender de forma mais aprofundada os fatores que determinam a qualidade de vida desses profissionais e de desenvolver estratégias que contribuam para a melhoria da saúde física e mental da categoria. Metodologias integradas de cuidado Com base nesse cenário, o novo projeto propõe avaliar e aplicar metodologias voltadas à redução do estresse, da ansiedade e de outros fatores de risco à saúde, combinando diferentes abordagens terapêuticas. A proposta integra práticas tradicionais da área da saúde, como acompanhamento cardiológico, intervenções psicológicas e cursos de educação em saúde, com terapias de corpo e mente baseadas em mindfulness, reconhecidas por promoverem redução do estresse, melhora da qualidade de vida e diminuição de processos inflamatórios no organismo. O objetivo é avaliar tanto as condições atuais de saúde e qualidade de vida dos participantes quanto os efeitos das intervenções propostas. O protocolo da pesquisa será realizado em três etapas principais: Fase 1 – Triagem: avaliação inicial do estresse percebido, qualidade de vida e qualidade do sono dos participantes. Fase 2 – Avaliação de saúde: realização de exames cardiovasculares, análises bioquímicas e avaliação molecular. Fase 3 – Intervenção: aplicação de terapias cardiovasculares, acompanhamento psicológico, práticas de corpo e mente e curso de educação em saúde e bem-estar, seguidos de uma reavaliação dos participantes. Os participantes do estudo serão adultos de ambos os sexos pertencentes às corporações da segurança pública do Espírito Santo, selecionados por amostragem proporcional.  Inovação científica e investigação genética Um dos aspectos inovadores do projeto é a investigação de marcadores bioquímicos e epigenéticos associados à saúde mental e física. A pesquisa pretende avaliar se intervenções baseadas em mindfulness, combinadas com acompanhamento psicológico e cardiológico, podem influenciar mecanismos moleculares relacionados ao bem-estar. Genes como NR3C1 e BDNF, envolvidos na regulação do sistema neuroendócrino, na integridade neuronal e na neuroplasticidade, serão analisados. Esses genes já foram associados na literatura científica a condições como depressão, ansiedade e outros transtornos relacionados ao estresse. Como o epigenoma pode sofrer modificações influenciadas pelo estilo de vida, ele é considerado atualmente um importante marcador de saúde, permitindo compreender melhor a relação entre fatores genéticos, ambientais e comportamentais. Impacto social e contribuição para políticas públicas Ao investigar a saúde física, mental e molecular dos agentes da segurança pública, o projeto pretende gerar conhecimento científico e desenvolver protocolos de baixo custo e fácil aplicação, que possam ser replicados em ambientes de trabalho. Além dos benefícios diretos para os participantes, a iniciativa poderá contribuir para a formulação de políticas públicas voltadas à promoção da saúde e da qualidade de vida desses profissionais, que atuam diariamente em contextos de alta pressão e risco. A UFES conta com laboratórios especializados e uma equipe formada por pesquisadores, estudantes de mestrado, doutorado e iniciação científica que irão desenvolver estudos vinculados à proposta do projeto. Com o apoio da FEST, a iniciativa reforça o papel da universidade na produção de conhecimento científico aplicado à sociedade e na busca por soluções inovadoras para desafios contemporâneos relacionados à saúde e ao bem-estar no ambiente de trabalho.  

1398- TouchBiosafe: FEST apoia desenvolvimento tecnologia inédita com LED Far-UVC para descontaminação segura de telas touch screen

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) acaba de dar início a mais um projeto estratégico voltado à inovação tecnológica e à segurança sanitária. Trata-se do projeto “TouchBiosafe: Desenvolvimento e validação de telas com LED alto esterilizáveis”, coordenado por Patrícia Bourguignon Soares e financiado pela RM Fabricação e Desenvolvimento de Equipamentos Ltda. O projeto propõe o desenvolvimento de uma moldura inovadora para dispositivos touch screen, equipada com LEDs capazes de realizar a descontaminação automática das superfícies. O diferencial está na incorporação de um LED com comprimento de onda específico, capaz de eliminar microrganismos sem causar danos aos equipamentos ou riscos à saúde dos usuários. A solução foi pensada especialmente para ambientes de grande circulação de pessoas como aeroportos, shoppings, hospitais e terminais de autoatendimento onde a higienização constante de telas é um desafio logístico e sanitário. A radiação ultravioleta do tipo UVC é amplamente reconhecida por sua eficácia na eliminação de patógenos. No entanto, a faixa tradicional de UVC pode provocar danos à pele e aos olhos, exigindo que ambientes sejam evacuados durante sua aplicação o que inviabiliza seu uso em locais movimentados. Como alternativa promissora, estudos científicos apontam que a faixa conhecida como Far-UVC, com comprimento de onda entre 207 e 222 nanômetros (nm), é eficaz na inativação de microrganismos sem penetrar nas camadas mais profundas da pele ou nos olhos, oferecendo maior segurança para uso em ambientes ocupados. O projeto TouchBiosafe concentra seus esforços no desenvolvimento de um LED com emissão próxima a 222 nm, tecnologia ainda não disponível comercialmente em escala adequada e segura para aplicação contínua em dispositivos touch screen. Desenvolvimento científico e avanço tecnológico  Os testes iniciais realizados em laboratório da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) demonstraram resultados positivos na eliminação de microrganismos por meio de um protótipo com LED de 222 nm. No entanto, os dispositivos atualmente disponíveis no mercado ainda não atendem plenamente aos critérios de segurança e eficiência exigidos para ambientes de uso contínuo. Para superar essa limitação, o projeto prevê: Pesquisa e seleção de materiais semicondutores, com foco inicial no nitreto de gálio (GaN) e suas variações, como o AlGaN, capazes de atingir o gap de energia necessário para emissão em 222 nm; Design e fabricação de LEDs customizados, utilizando técnicas avançadas de epitaxia e litografia; Testes e otimização dos dispositivos, avaliando eficiência luminosa, vida útil e segurança; Desenvolvimento da moldura autodescontaminante, com foco em ergonomia, integração e proteção do usuário; Integração e validação do sistema completo em ambientes reais de operação. A meta é alcançar o Nível de Maturidade Tecnológica (TRL) 7, com implantação do protótipo em ambientes operacionais reais e monitoramento contínuo da eficácia da descontaminação, segurança dos usuários e integridade dos equipamentos.  O projeto também contempla investimentos em infraestrutura laboratorial, aquisição de equipamentos para produção e testes de semicondutores, capacitação técnica da equipe, contratação de especialistas e utilização de laboratórios de ponta de ICTs parceiras. Além do impacto direto na desinfecção de superfícies, a iniciativa impulsiona o desenvolvimento nacional nas áreas de materiais avançados, semicondutores e optoeletrônica, fortalecendo a capacidade científica e tecnológica do país.  Entre os principais objetivos estão: Projetar e caracterizar um LED com pico de emissão em aproximadamente 222 nm; Desenvolver uma moldura autônoma para descontaminação segura de telas touch screen; Garantir a eliminação eficaz de microrganismos sem riscos à saúde humana; Criar uma solução tecnicamente viável, durável e economicamente sustentável para aplicação em larga escala. Com o TouchBiosafe, a FEST reafirma seu compromisso com a inovação aplicada, a segurança sanitária e o avanço tecnológico, contribuindo para soluções que dialogam diretamente com as demandas contemporâneas de saúde pública e transformação digital.  

1078- UFES desenvolve projeto VigiaSUS para avaliar protocolo de vigilância ativa para câncer de próstata no SUS

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), deu início ao projeto “VigiaSUS: Avaliação de um protocolo assistencial de vigilância ativa para câncer de próstata no SUS”, desenvolvido em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). A iniciativa é coordenada pelo professor Dr. Vitor Fiorin de Vasconcellos, do Departamento de Clínica Cirúrgica do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da UFES. O estudo tem como objetivo principal avaliar os desfechos clínicos de uma coorte de pacientes com câncer de próstata localizado de baixo risco que serão acompanhados por meio da estratégia de vigilância ativa (VA), aplicada por meio de um protocolo assistencial em ambulatórios especializados do Sistema Único de Saúde (SUS). A pesquisa será realizada no Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (HUCAM), hospital universitário vinculado à EBSERH, e conta com financiamento da Associação Hospitalar Moinhos de Vento, instituição reconhecida nacionalmente por sua atuação em pesquisa, inovação e qualificação do sistema de saúde. Avanço científico e impacto para a saúde pública A vigilância ativa é uma estratégia utilizada para acompanhar pacientes diagnosticados com câncer de próstata de baixo risco, evitando intervenções imediatas e monitorando a evolução da doença com exames periódicos. Embora amplamente estudada em outros países, essa abordagem ainda não foi amplamente validada na população brasileira, o que reforça a importância do estudo. O projeto busca gerar evidências científicas sobre a eficácia e segurança desse modelo de acompanhamento dentro da realidade do SUS. A pesquisa também pretende caracterizar melhor a população brasileira afetada pela doença, considerando a diversidade genética e racial do país, fator que pode influenciar na evolução clínica do câncer de próstata. A iniciativa reforça o papel da UFES e do HUCAM como centros estratégicos de produção de conhecimento aplicado à saúde pública. Ao integrar pesquisa científica, assistência hospitalar e políticas públicas, o projeto contribui para qualificar o cuidado oferecido aos pacientes e aprimorar protocolos clínicos no SUS. Com o apoio da FEST na gestão administrativa e financeira, o projeto fortalece a articulação entre universidade, hospitais e instituições parceiras, ampliando a capacidade de desenvolvimento de pesquisas com impacto direto na melhoria do sistema público de saúde brasileiro. Texto: Vanessa Pianca Projeto: 1078

1376- UFES e FEST lançam programa de formação continuada para fortalecer leitura e escrita na Educação Infantil no Espírito Santo

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), deu início ao projeto de extensão “Programa de Formação Continuada Leitura e Escrita na Educação Infantil no Espírito Santo (PRO-LEEI/ES)”, coordenado pela Prof.ª Dr.ª Zinia Fraga do Colégio de Aplicação Criarte (CAp Criarte) integrado ao Centro de Educação da UFES. . A iniciativa tem como objetivo formar professores e professoras da pré-escola da rede pública capixaba, especialmente aqueles que ainda não participaram do Curso de Atualização Compromisso Nacional Criança Alfabetizada – Leitura e Escrita na Educação Infantil, oferecido pelo Programa de Formação Leitura e Escrita na Educação Infantil – Espírito Santo (LEEI-ES) em 2024. Além disso, o programa também prevê a formação complementar de coordenadores pedagógicos, gestores de instituições públicas de Educação Infantil e docentes que atuam com crianças a partir de três anos de idade, fortalecendo a atuação pedagógica voltada às linguagens oral e escrita desde os primeiros anos da educação básica. O projeto integra as ações do Programa de Formação Continuada Leitura e Escrita na Educação Infantil (Pro-LEEI), instituído no âmbito do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNA) por meio da Portaria MEC nº 85, de 31 de janeiro de 2025, e está alinhado às políticas nacionais de promoção da alfabetização e da qualidade da educação infantil. Com previsão de atender aproximadamente 4 mil professores da Educação Infantil de pré-escolas públicas ou conveniadas com as prefeituras do Espírito Santo, o programa também contemplará, de forma suplementar, coordenadores pedagógicos, gestores escolares e representantes da Secretaria de Estado da Educação (Sedu/ES) e das secretarias municipais responsáveis pela coordenação da Educação Infantil. A formação será ofertada por meio de um Curso de Atualização com carga horária total de 126 horas, dividido entre 64 horas presenciais e 62 horas remotas, permitindo a articulação entre teoria e prática pedagógica, além de favorecer a troca de experiências entre educadores de diferentes municípios do estado. Ao promover a formação continuada de profissionais da Educação Infantil, o PRO-LEEI/ES busca fortalecer práticas pedagógicas qualificadas voltadas à leitura e à escrita na primeira infância. A iniciativa também reforça o compromisso da UFES com a extensão universitária e com a melhoria da educação pública, contribuindo diretamente para a qualificação de educadores e para o desenvolvimento da educação básica no Espírito Santo. Com o apoio da FEST na gestão administrativa e financeira do projeto, a universidade amplia o alcance de suas ações junto à sociedade, promovendo iniciativas que conectam conhecimento acadêmico, formação docente e transformação social. Texto: Vanessa Pianca Projeto: 1376

1069 – Projeto da UFES avança na evolução do sistema Canopy Insight para inteligência geográfica no setor de florestas plantadas

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), desenvolve o projeto “Evolução arquitetural do Canopy Insight: um Sistema de Inteligência Geográfica para o Setor de Florestas Plantadas”, coordenado pelo Prof. Dr. Clayton Vieira Fraga Filho, do Departamento de Computação do Centro de Ciências Exatas, Naturais e da Saúde (CCENS) da UFES. A iniciativa é financiada pela empresa Canopy Remote Sensing Solutions Ltda.  O projeto tem como objetivo promover a evolução da arquitetura do Canopy Insight, uma plataforma de inteligência geográfica desenvolvida para ampliar a análise, o mapeamento e o monitoramento de florestas plantadas no Brasil. A iniciativa fortalece a integração entre ciência, tecnologia e inovação aplicada ao setor florestal. Fundada em 2016 e sediada em Florianópolis (SC), a Canopy Remote Sensing Solutions é uma startup especializada em soluções baseadas em sensoriamento remoto. A empresa utiliza dados coletados por satélites, aeronaves e drones para desenvolver ferramentas inovadoras voltadas ao mapeamento, inventário e monitoramento florestal. Pioneira na aplicação de tecnologias de sensoriamento remoto 3D em atividades florestais, a Canopy atende associações setoriais e grandes empresas dos segmentos de papel e celulose, siderurgia e produção de carvão vegetal. Entre as soluções desenvolvidas pela empresa estão sistemas de inventário florestal de alta precisão, baseados em tecnologias como perfilamento a laser (LiDAR), radar interferométrico (InSAR) e fotogrametria, além de monitoramento por satélite em larga escala e sistemas de detecção de mudanças no uso e cobertura da terra, incluindo estimativas de estoques de carbono florestal. O sistema Canopy Insight é uma plataforma de inteligência florestal estruturada em arquitetura WebGIS, que permite aos usuários explorar informações geográficas em diferentes escalas desde o nível de talhão até análises em escala nacional. A ferramenta possibilita a aplicação de filtros espaciais, geração de mapas, gráficos e estatísticas, além da exportação de relatórios personalizados com dados estratégicos sobre florestas plantadas. Entre as informações disponíveis na plataforma estão o mapeamento detalhado das áreas plantadas, identificação do gênero cultivado como eucalipto, pinus e seringueira, estimativas de idade das plantações, produtividade e volume de madeira em pé para cada talhão analisado. Esses dados são atualizados periodicamente, garantindo maior confiabilidade para análises e tomada de decisão no setor.  Nos últimos anos, a Canopy realizou um levantamento inédito das florestas plantadas no Brasil, analisando milhões de quilômetros quadrados de imagens de satélite de alta resolução. O estudo resultou no mapeamento de aproximadamente 10 milhões de hectares de florestas plantadas, distribuídas por todas as regiões do país. O setor florestal brasileiro possui grande relevância econômica e ambiental, ocupando cerca de 10 milhões de hectares de árvores plantadas e contribuindo com aproximadamente 6% do PIB industrial nacional. Além disso, destaca-se como um dos principais exemplos de desenvolvimento sustentável e de fortalecimento da chamada economia verde. Com a recente aprovação do Plano Nacional de Florestas Plantadas, o Brasil estabeleceu a meta de ampliar em 2 milhões de hectares a área destinada à produção florestal até 2030. Nesse contexto, iniciativas como o projeto desenvolvido pela UFES contribuem para a geração de informações estratégicas capazes de apoiar políticas públicas, orientar investimentos e fortalecer a cadeia produtiva florestal no país. A parceria entre a UFES e a Canopy reforça o papel da universidade no desenvolvimento de soluções tecnológicas avançadas, promovendo inovação e ampliando o impacto da pesquisa científica em setores estratégicos da economia brasileira. Texto: Vanessa Pianca Projeto: 1069

1378- UFES, FEST e Vale S.A. firmam parceria para otimização e análise de perfis de rodas ferroviárias

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), inicia um novo projeto em parceria com a Vale S.A. voltado ao aprimoramento da eficiência e da segurança no transporte ferroviário. Intitulado “Cádetra Roda Trilho: Otimização e Análise de Perfis de Rodas Ferroviárias”, o projeto é coordenado pelo professor Dr. Guilherme Fabiano Mendonça dos Santos, do Departamento de Engenharia Mecânica do Centro Tecnológico da UFES. A iniciativa tem como foco o estudo aprofundado da interação entre roda e trilho, um dos elementos mais críticos da dinâmica ferroviária. A partir da análise e otimização dos perfis geométricos das rodas, o projeto busca propor soluções técnicas capazes de reduzir desgaste, minimizar custos de manutenção e aumentar a vida útil dos componentes ferroviários. O projeto envolve a aplicação de métodos avançados de modelagem, simulação computacional e análise estrutural, permitindo avaliar o comportamento mecânico das rodas em diferentes condições operacionais. A otimização dos perfis visa melhorar o desempenho dinâmico dos veículos ferroviários, contribuindo para maior estabilidade, segurança operacional e eficiência energética. A parceria com a Vale S.A. fortalece a integração entre universidade e setor produtivo, possibilitando que o conhecimento científico gerado na UFES seja aplicado diretamente em demandas reais da indústria ferroviária. Essa aproximação amplia o impacto das pesquisas desenvolvidas e reforça o compromisso institucional com a inovação tecnológica.  Impacto acadêmico e estratégico Além dos avanços técnicos, o projeto também promove a formação de recursos humanos altamente qualificados, envolvendo estudantes e pesquisadores em atividades de pesquisa aplicada. A iniciativa contribui para consolidar a UFES como referência em estudos na área de engenharia mecânica e dinâmica ferroviária. Com o suporte da FEST na gestão administrativa e financeira, o projeto garante agilidade e segurança na execução das atividades, fortalecendo o ecossistema de pesquisa, desenvolvimento e inovação no Espírito Santo. A Cádetra Roda Trilho representa mais um passo estratégico na construção de soluções tecnológicas voltadas à infraestrutura ferroviária nacional, alinhando conhecimento acadêmico, inovação e desenvolvimento industrial. Texto: Vanessa Pianca Projeto 1378  

1401- FEST, UFES e Petrobras avançam em projeto inovador para interpretação de dados de fibra óptica em reservatórios

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e com apoio da Petrobras, iniciou o projeto “Interpretação de Dados de Fibra Ótica para Aplicações de Reservatórios”, coordenados pelos professores doutor Daniel da Cunha Ribeiro do Departamento de Engenharias e Tecnologia (DET)  do Centro Universitário Norte do Espírito Santo (CEUNES) e pelo professor Rodrigo Araujo Cardoso Dias da Wise. A iniciativa representa um avanço estratégico para o setor de Óleo & Gás ao propor uma metodologia integrada para análise e interpretação de dados de Sensoriamento Distribuído por Fibra Óptica (DFOS), com foco em poços com múltiplas zonas produtoras, como os encontrados no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos. Monitoramento inteligente com DTS e DAS  O Sensoriamento Distribuído por Fibra Óptica (DFOS) tornou-se essencial no monitoramento da integridade estrutural e da produção em poços de petróleo. Entre as principais tecnologias estão: DTS (Distributed Temperature Sensing) – responsável pela medição contínua de perfis térmicos ao longo do poço; DAS (Distributed Acoustic Sensing) – que realiza o monitoramento acústico e sísmico com alta resolução espacial. Essas tecnologias permitem caracterizar o comportamento do reservatório, identificar regimes de escoamento, estimar vazões de fluidos e avaliar o desempenho de componentes como válvulas inteligentes e sistemas de gas lift. Em poços multizonais, o uso da fibra óptica amplia a capacidade de detecção de anomalias e otimização da produção. Embora o DFOS já seja utilizado na indústria, as aplicações atuais concentram-se, em grande parte, em poços de completação simples. O novo projeto vai além ao desenvolver modelos avançados capazes de: Estimar o rateio de vazão entre diferentes zonas produtoras; Identificar vazamentos, incrustações e falhas estruturais; Detectar mudanças operacionais em tempo real; Integrar dados acústicos, térmicos e de pressão. A proposta combina simulações numéricas, ensaios laboratoriais e técnicas de aprendizado de máquina, permitindo uma modelagem mais precisa do comportamento dos reservatórios.  Integração entre experimentação e modelagem numérica A metodologia do projeto está estruturada em três grandes frentes complementares: Será montada uma planta piloto no Laboratório de Métodos Experimentais em Fenômenos de Transporte (LaMEFT/UFES), capaz de simular o escoamento monofásico em um sistema com três zonas produtoras independentes. A unidade experimental contará com: Medidores de vazão mássica; Sensores de pressão e temperatura; Sistemas de sensoriamento distribuído por fibra óptica (DTS e DAS); Válvulas com geometrias complexas produzidas por manufatura aditiva. O objetivo é gerar dados empíricos controlados para validação dos modelos numéricos, além de simular cenários como variações de vazão, alterações no número de Euler das válvulas e situações de incrustação. A modelagem computacional será realizada com o software OpenFOAM, utilizando abordagens RANS e, em casos específicos, LES, para simulação de escoamentos turbulentos em válvulas utilizadas pela Petrobras. Mais de 5.000 simulações anteriores serão reaproveitadas, além da execução de cerca de 800 novas simulações. A partir desses dados, será possível: Mapear padrões acústicos associados a diferentes condições operacionais; Correlacionar vazão e nível de pressão acústica; Validar modelos com dados experimentais e operacionais. A utilização de analogias acústicas consagradas permitirá associar flutuações de pressão à geração de ruído, criando uma base sólida para o monitoramento em tempo real via DAS. Simulações CFD também serão aplicadas para investigar a relação entre os perfis de temperatura captados pelo DTS e as variáveis de escoamento, como velocidade e distribuição de vazões entre zonas produtoras. A análise térmica atuará de forma complementar à modelagem acústica, ampliando a robustez da interpretação dos dados de fibra óptica. Com apoio do Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA), o projeto desenvolverá modelos de machine learning e deep learning para detecção automática de anomalias. Entre as técnicas previstas estão: Random Forest, SVM e Gradient Boosting; Redes neurais LSTM e CNN; Transformadas de Fourier e Wavelet; Técnicas de clusterização e análise estatística por limiares. A integração de dados de DAS, DTS e PDG (Permanent Downhole Gauge) permitirá reduzir alarmes falsos e aumentar a precisão na identificação de eventos como vazamentos, falhas estruturais e alterações operacionais.  Monitoramento em tempo real e eficiência operacional Um dos grandes diferenciais do projeto é o desenvolvimento de um sistema com potencial para interpretação dinâmica e em tempo real dos dados de DFOS, reduzindo a necessidade de intervenções manuais frequentes. Entre os principais benefícios esperados estão: Aumento da eficiência operacional; Redução de custos com manutenção corretiva; Resposta rápida a eventos anômalos; Otimização sustentável da produção.  Inovação estratégica para o Pré-Sal Ao integrar experimentação, modelagem CFD, análise térmica e inteligência artificial, o projeto consolida uma abordagem inédita para aplicações em poços complexos do Polo Pré-Sal da Bacia de Santos. A parceria entre FEST, UFES e Petrobras reafirma o compromisso das instituições com o desenvolvimento tecnológico, a inovação aplicada e o fortalecimento da indústria nacional de óleo e gás, posicionando o Espírito Santo como protagonista na pesquisa de ponta em sensoriamento distribuído por fibra óptica. Texto: Vanessa Pianca Projeto: 1401  

1390- FEST e Axia Energia Centrais Elétricas Brasileiras S.A lançam projeto para recuperação hidroambiental na Bacia do Rio Grande (MG)

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), em parceria com a Axia Energia Centrais Elétricas Brasileiras S.A, deu início ao Projeto de Recuperação Hidroambiental e Produtivo em Assentamentos da Reforma Agrária na Bacia do Rio Grande, em Minas Gerais. Ao longo de 24 meses, a inciativa vai beneficiar diretamente 952 famílias distribuídas em 10 assentamentos da reforma agrária. A ação integra o Programa de Revitalização dos Recursos Hídricos das Bacias Hidrográficas na área de influência dos reservatórios das usinas hidrelétricas de Furnas, conforme a Resolução nº 2, de 28 de dezembro de 2023, e será apresentada pelo Departamento de Reflorestamento e Recuperação de Áreas Degradadas da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Ministério da Agricultura e Pecuária (SDI/MAPA/DEFLO). O projeto tem como objetivo central promover a revitalização e preservação dos recursos hídricos na Bacia do Rio Grande, aliando recuperação ambiental à inclusão produtiva e ao fortalecimento socioeconômico das comunidades assentadas. Entre as principais entregas previstas estão: 952 famílias com acesso a tecnologias hídricas apropriadas e capacitadas para gestão sustentável da água; Distribuição de equipamentos e kits para produção sustentável, com formação técnica para uso adequado; Assistência técnica especializada e elaboração de planos de desenvolvimento das propriedades; Capacitação em gestão de negócios e empreendedorismo, ampliando o acesso a mercados e geração de renda; Fortalecimento da resiliência hídrica e produtiva nos assentamentos atendidos. A iniciativa prevê a implantação de áreas demonstrativas para captação e armazenamento de água da chuva, sistemas de irrigação de baixo custo, tecnologias de tratamento de água, recuperação de pastagens degradadas, restauração de nascentes e matas ciliares, além da adoção de sistemas agroflorestais e práticas agroecológicas. A Bacia do Rio Grande, elemento estruturante do cenário socioeconômico mineiro, tem enfrentado, nas últimas décadas, impactos decorrentes das mudanças climáticas, da degradação ambiental e da pressão sobre os recursos naturais. Em assentamentos da reforma agrária, esses desafios se somam a índices de vulnerabilidade social e econômica. Mesmo em regiões classificadas como de baixa vulnerabilidade hídrica segundo dados oficiais, o uso intensivo do solo para agropecuária, a substituição da vegetação nativa do cerrado por pastagens subutilizadas e práticas agrícolas inadequadas têm contribuído para processos de erosão e perda de biodiversidade, afetando diretamente o regime hidrológico. O projeto surge, portanto, como uma resposta estratégica e integrada, promovendo a conservação do solo, a proteção de nascentes, o georreferenciamento das áreas, o incentivo ao associativismo e cooperativismo e a transição para modelos produtivos mais sustentáveis. Integração entre produção e conservação A proposta parte do princípio de que recuperação ambiental e fortalecimento produtivo são dimensões interdependentes. Solos conservados e disponibilidade de água de qualidade são pré-requisitos para uma agricultura resiliente. Ao mesmo tempo, práticas agroecológicas e sistemas sustentáveis reduzem a pressão sobre os recursos naturais e contribuem para a saúde da bacia hidrográfica. A diretora da FEST, Patrícia Bourguignon, e coordenadora do projeto, destaca a relevância estratégica da iniciativa: “Este projeto representa um compromisso concreto com a sustentabilidade ambiental e com a dignidade das famílias assentadas. Ao integrar recuperação hidroambiental, capacitação técnica e fortalecimento produtivo, estamos construindo um ciclo virtuoso que une conservação dos recursos hídricos, geração de renda e desenvolvimento social. Acreditamos que investir nas pessoas e no território é a melhor forma de garantir a saúde da Bacia do Rio Grande e um futuro mais resiliente para essas comunidades.” Com metodologia participativa, valorizando os saberes locais e promovendo trocas de experiências, o projeto pretende consolidar um modelo de desenvolvimento rural que una segurança hídrica, segurança alimentar e inclusão socioeconômica, contribuindo de forma estruturante para a sustentabilidade da Bacia do Rio Grande, em Minas Gerais.