FEST – Fundação Espírito-santense de Tecnologia

1406- UFES e FEST lançam projeto de educação patrimonial no Sítio Histórico de São Mateus

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), desenvolve o projeto “Este é o Nosso Patrimônio: Ações Educativas sobre o Patrimônio Cultural no Sítio Histórico de São Mateus/ES”, coordenado pelo Prof. Dr. Tiago Braga da Silva, do Departamento de Arquivologia do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE). A iniciativa tem como objetivo a execução de atividades educativas voltadas à defesa e conservação do patrimônio material e imaterial, aliadas ao fortalecimento do empreendedorismo feminino no município de São Mateus. O projeto se fundamenta na necessidade de reconhecer e (re)valorizar o Sítio Histórico Porto de São Mateus, território de grande relevância simbólica, histórica e social para a formação da identidade capixaba. Marcado por memórias de resistência de populações indígenas, negras e tradicionais, o Sítio Histórico reúne expressões culturais que, ao longo do tempo, foram invisibilizadas ou subvalorizadas. A proposta parte da compreensão da educação patrimonial como prática social e emancipatória, inspirada nos pressupostos freireanos de diálogo, escuta e participação comunitária, promovendo a construção coletiva do conhecimento e o fortalecimento das identidades locais. Com caráter interdisciplinar e formativo, o projeto reafirma a vocação extensionista da Universidade Federal do Espírito Santo, aproximando a universidade das demandas reais da sociedade, especialmente em contextos periféricos e historicamente negligenciados. A parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) assegura rigor técnico e metodológico às ações desenvolvidas. Além disso, a articulação com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), o Banco do Nordeste do Brasil e a Secretaria de Estado da Mulher amplia as possibilidades de geração de renda, valorização do trabalho feminino e fortalecimento do empreendedorismo cultural na região. Entre as ações previstas estão oficinas, feiras culturais e atividades educativas patrimoniais que estimulam o protagonismo das comunidades locais, promovem a circulação de saberes tradicionais e incentivam a construção de novas narrativas sobre o patrimônio cultural. Ao integrar preservação, educação e desenvolvimento social, o projeto contribui para a formação cidadã e para a consolidação de práticas participativas de conservação. Com esta iniciativa, a UFES, com o apoio da FEST, reafirma seu compromisso com a transformação da realidade capixaba por meio da cultura, da educação e da valorização das memórias coletivas, fortalecendo o papel da extensão universitária como ponte entre o conhecimento acadêmico e a experiência comunitária. Texto: Vanessa Pianca

1407 – Ciência a serviço do meio ambiente: UFES, com apoio da FEST, analisa efeitos biológicos do material particulado atmosférico  

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), deu início a um novo projeto de pesquisa que busca aprofundar o conhecimento sobre os potenciais efeitos genotóxicos de elementos químicos presentes no material particulado atmosférico (MPA) da Região Metropolitana da Grande Vitória (ES). A iniciativa está vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal da UFES e é coordenada pela Prof.ª Dr.ª Silvia Tamie Matsumoto, do Departamento de Ciências Biológicas do Centro de Ciências Humanas e Naturais (CCHN).  O projeto tem como objetivo avaliar, de forma integrada, os efeitos genotóxicos, citogenéticos, citotóxicos, fitotóxicos e ecotoxicológicos associados aos elementos químicos presentes no MPA da Grande Vitória. Para isso, a pesquisa combinará diferentes abordagens metodológicas, incluindo bioensaios com vegetais modelos, ensaios celulares e testes ecotoxicológicos, possibilitando a análise das respostas biológicas em múltiplos níveis de organização.  Além da avaliação dos efeitos biológicos, o estudo contará com análises ultraestruturais por microscopia eletrônica de transmissão de alta resolução (HRTEM), permitindo confirmar a internalização de nanopartículas nos organismos avaliados. Essa etapa é fundamental para compreender como essas partículas interagem com os sistemas biológicos, quais mecanismos de toxicidade e detoxificação são ativados e quais podem ser as implicações para a saúde ambiental e humana.  A poluição atmosférica por material particulado, especialmente aquele proveniente de atividades metalúrgicas e de pelotização de minério de ferro, é reconhecida como um dos principais passivos ambientais e de saúde pública na Região Metropolitana da Grande Vitória. Pesquisas anteriores já identificaram que o MPA local contém misturas complexas de metais e nanopartículas emergentes, como titânio (Ti), cério (Ce), bismuto (Bi), zircônio (Zr) e ítrio (Y), capazes de provocar efeitos citotóxicos, genotóxicos e alterações fisiológicas em diferentes modelos biológicos. No entanto, ainda são escassas as evidências diretas sobre a internalização dessas nanopartículas e sobre os mecanismos de detoxificação em organismos de diferentes níveis tróficos, bem como sua relação com os efeitos toxicológicos já observados.  A realização do projeto é particularmente estratégica no contexto da UFES, situada em Vitória — área diretamente impactada pelas emissões de MPA associadas ao complexo industrial da região. Como instituição pública de ensino, pesquisa e extensão, a Universidade desempenha papel central na produção de conhecimento científico aplicado às demandas socioambientais do Espírito Santo.  Ao integrar ensaios fitotóxicos, citogenéticos, ecotoxicológicos e análises ultraestruturais, a pesquisa amplia o entendimento científico sobre os riscos associados ao material particulado atmosférico e fortalece a base técnica necessária para subsidiar gestores públicos, órgãos ambientais e a sociedade civil na formulação de políticas ambientais e de saúde mais eficazes.  Com o apoio da FEST, a iniciativa reafirma o compromisso institucional com o desenvolvimento científico voltado à realidade local, contribuindo para enfrentar desafios ambientais contemporâneos com rigor metodológico, inovação e responsabilidade social. Texto: Vanessa Pianca

1396 – UFES, FEST e ArcelorMittal Brasil S.A. lançam projeto INSTA para inovação e sustentabilidade no tratamento de águas

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em parceria com a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) e a ArcelorMittal Brasil S.A., deu início ao projeto projeto Inovação e Sustentabilidade no Tratamento de Águas (INSTA),  uma iniciativa estratégica voltada ao desenvolvimento de soluções tecnológicas mais eficientes e sustentáveis para a indústria siderúrgica. Vinculado ao Departamento de Engenharia Ambiental do Centro Tecnológico da UFES, o projeto tem como objetivo investigar novas tecnologias e processos aplicados ao tratamento de águas no contexto industrial, com foco na modernização de infraestruturas já existentes. A proposta é tornar os sistemas de tratamento mais sustentáveis, eficientes e alinhados aos princípios da economia circular. O INSTA busca não apenas aprimorar o desempenho ambiental das operações industriais, mas também contribuir para a redução de impactos ambientais, promovendo o uso racional dos recursos hídricos e a valorização de resíduos gerados no processo produtivo siderúrgico. Formação acadêmica aliada à prática profissional  Além do avanço científico e tecnológico, o projeto reforça o compromisso da UFES com a prática extensionista. A iniciativa envolve estudantes em desafios reais da indústria, proporcionando uma imersão profissional por meio de bolsas de estudo, taxas de bancada e vivências práticas que ampliam a formação acadêmica e facilitam a futura inserção no mercado de trabalho. A interação direta com o setor produtivo fortalece a formação técnica e crítica dos alunos, ao mesmo tempo em que promove a troca de conhecimento entre universidade e indústria, ampliando o impacto social e econômico das pesquisas desenvolvidas. O projeto é coordenado pelo professor Dr. Yuri Nascimento Nariyoshi, do Departamento de Engenharia Ambiental do Centro Tecnológico da UFES, que lidera as atividades técnicas e científicas voltadas à construção de soluções inovadoras para o tratamento de águas no setor siderúrgico. Com o apoio da FEST na gestão administrativa e financeira, o INSTA consolida mais uma importante parceria entre universidade e indústria, reafirmando o papel da UFES como protagonista na geração de conhecimento aplicado, inovação tecnológica e promoção do desenvolvimento sustentável. Texto: Vanessa Pianca

1384- UFES desenvolve projeto em parceria com a ArcelorMittal Brasil para caracterização físico-química de escórias siderúrgicas, com apoio da FEST

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em parceria com a ArcelorMittal Brasil S.A. e com o apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), deu início ao projeto “Caracterização físico-química de escórias de siderurgia”. A iniciativa é coordenada pelo Prof. Dr. Ronaldo Pilar, do Departamento de Engenharia Civil do Centro Tecnológico (CT/UFES). O projeto consiste em um estudo inicial cujo principal objetivo é a construção de um banco de dados robusto sobre as características físicas, químicas, mineralógicas e morfológicas de diferentes tipos de escórias siderúrgicas, incluindo escórias de aciaria (LD e KR) e escórias de alto-forno (granulada e drypit). Esse conjunto de informações servirá de base para futuras pesquisas e prospecções de uso desses materiais, especialmente no setor da construção civil. A pesquisa busca realizar uma caracterização físico-química detalhada das escórias, utilizando diferentes técnicas analíticas, com foco nos seguintes objetivos específicos: Caracterização física das escórias quanto à massa específica, absorção, distribuição granulométrica e finura Blaine; Análise da composição química, incluindo teores de óxidos, perda ao fogo e resíduo insolúvel; Caracterização mineralógica por meio de difratometria de raios X; Avaliação termogravimétrica das escórias; Análise da forma das escórias moídas, considerando parâmetros como rugosidade, angularidade e relação de aspecto. Sustentabilidade e economia circular A justificativa do projeto está diretamente relacionada aos desafios ambientais enfrentados pela indústria da construção civil, especialmente diante do crescimento expressivo da produção de concreto e da consequente pressão sobre os recursos naturais e aumento das emissões de carbono associadas à fabricação do cimento. Segundo dados apresentados por Miller, Horvath e Monteiro (2018), o Brasil deverá registrar um aumento de aproximadamente 80% na produção de concreto até 2050. Nesse contexto, torna-se essencial buscar alternativas mais sustentáveis, alinhadas aos princípios da economia circular, por meio do aproveitamento de resíduos industriais como matérias-primas. De acordo com o Relatório Estatístico do Instituto Aço Brasil (2024), o país produziu cerca de 25,8 milhões de toneladas de ferro-gusa nos últimos 12 meses, gerando mais de 5 milhões de toneladas de escória siderúrgica. Embora parte desse material já possua aplicações consolidadas, como a escória granulada de alto-forno na fabricação de cimentos, outros tipos ainda apresentam uso limitado e baixo valor agregado. O projeto da UFES surge, portanto, como uma iniciativa estratégica para ampliar o conhecimento técnico sobre esses coprodutos, abrindo caminho para novas aplicações, reduzindo impactos ambientais e promovendo inovação tecnológica no setor siderúrgico e da construção civil.  Entre os principais resultados esperados do projeto estão: Desenvolvimento de metodologias para validação das propriedades físicas das escórias, como forma dos grãos, distribuição granulométrica e massa específica; Proposição de metodologias para caracterização química, mineralógica, solubilidade e reatividade das escórias; Elaboração de relatórios parciais e conclusivos do trabalho; Produção de relatórios de iniciação científica com os dados obtidos ao longo da pesquisa. Com o apoio da FEST, o projeto reforça o compromisso da UFES com a pesquisa aplicada, a sustentabilidade e a transferência de conhecimento, contribuindo para soluções inovadoras que unem desenvolvimento industrial e responsabilidade ambiental. Texto: Vanessa Pianca Projeto 1384

1332 – UFES desenvolve projeto inovador em Robótica Autônoma em parceria com a LUME ROBOTICS S.A., com apoio da FEST

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) deu início a um novo e promissor projeto de pesquisa na área de Robótica Autônoma, em parceria com a LUME ROBOTICS S.A. e com o apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST). Intitulado “Life Long SLAM e Estimativa da Trajetória Futura de Objetos Movíveis para Robôs Autônomos” , o estudo busca avançar o estado da arte em navegação autônoma segura e inteligente. O projeto é coordenado pelo Professora Dra. Claudine Santos Badue, do Departamento de Informática do Centro Tecnológico (DI/CT) da UFES, e tem como objetivo principal investigar e desenvolver técnicas baseadas em modelos generativos e aprendizado profundo aplicadas ao Life Long SLAM (Simultaneous Localization and Mapping ao longo da vida útil do robô) e à predição da trajetória futura de objetos movíveis.  Integração de sensores e aprendizado profundo A pesquisa utiliza dados provenientes de sensores LiDAR, câmeras e sistemas de odometria de robôs autônomos, explorando como arquiteturas modernas de aprendizado profundo, como “transformers” e redes neurais multimodais, podem integrar essas informações heterogêneas de forma eficiente e robusta. Entre os principais eixos do projeto, destacam-se: Life Long SLAM: desenvolvimento de algoritmos e modelos neurais multimodais capazes de criar e atualizar mapas de grade de forma contínua e precisa ao longo do tempo. A proposta considera cenários dinâmicos e ambientes sujeitos a mudanças de longa duração, como obras e transformações estruturais graduais. Predição da trajetória futura de objetos movíveis: criação de modelos multimodais que utilizam mapas, dados de LiDAR, câmeras e odometria para prever com alta acurácia a trajetória futura de objetos como veículos, pedestres e outros robôs. Os modelos levam em conta tanto a física do movimento dos robôs quanto padrões comportamentais aprendidos a partir dos dados de treinamento.  Com este projeto, a UFES, a LUME ROBOTICS S.A. e a FEST esperam contribuir significativamente para o avanço científico e tecnológico da Robótica Autônoma, ampliando a capacidade de robôs operarem de forma segura e precisa em ambientes complexos e em constante mudança. As soluções desenvolvidas terão aplicação direta em veículos autônomos, como os projetos IARA e ART, desenvolvidos pela UFES e apoiado pela FEST, reforçando o papel da universidade e da FEST como agentes estratégicos na promoção da inovação, da pesquisa aplicada e da transferência de tecnologia para a sociedade. Texto: Vanessa  Pianca Projeto: 1332

1299- UFES desenvolve projeto inovador para produção de fibras funcionais de celulose para a indústria têxtil

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em parceria com a Klabin e com apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), deu início ao projeto Produção de Fibra Funcional de Microfibrilas de Celulose para a Indústria Têxtil, uma iniciativa que une ciência, inovação e sustentabilidade para o desenvolvimento de novos materiais aplicáveis ao setor têxtil. O projeto é coordenado pelo Professor Dr. Michel Picanço Oliveira, do Departamento de Ciências Florestais e da Madeira (DCFM) do Centro de Ciência Agrária e Engenharia (CCAE), e tem como foco o desenvolvimento de fios e fibras em escala laboratorial, buscando atender aos padrões técnicos exigidos pela indústria têxtil contemporânea. Entre os principais objetivos da pesquisa estão: Desenvolver e caracterizar fios e fibras em escala laboratorial com potencial de aplicação industrial; Definir as análises necessárias para avaliação dos filamentos após seu desenvolvimento; Produzir e caracterizar filamentos à base de microfibrilas de celulose (MFC) combinadas com material carbonáceo proveniente da lignina; Produzir e caracterizar filamentos de MFC com materiais carbonáceos, como o negro de fumo; Comparar a qualidade dos fios desenvolvidos no projeto com os fios atualmente utilizados pela Cedro Têxtil. Sustentabilidade e inovação no setor têxtil As microfibrilas de celulose (MFC) vêm ganhando destaque em pesquisas científicas por se tratarem de uma alternativa sustentável aos materiais petroquímicos, uma vez que são derivadas do biopolímero mais abundante do planeta. Áreas como a biomédica e a têxtil têm se beneficiado do avanço dessas pesquisas, buscando novos produtos com menor impacto ambiental. No setor têxtil, há um movimento crescente para ampliar a oferta de fios de celulose, indo além dos fios naturais e sintéticos tradicionais. A produção de fios de MFC pode ocorrer com ou sem a adição de polímeros, sendo que, em determinados casos, o uso de solventes e processos em fluxo contínuo contribui para a otimização da fiação. A qualidade final dos fios de MFC está diretamente relacionada às características do processo de fiação, às dimensões das microfibrilas e aos aditivos químicos utilizados. Esses fatores permitem a produção de filamentos com propriedades específicas, como características antifúngicas, antiestáticas e antichamas, abrindo caminho para o desenvolvimento de tecidos inteligentes. Fibras funcionais e aplicação industrial  Os tecidos inteligentes têm sido amplamente estudados, especialmente com a incorporação de materiais condutores que conferem propriedades antiestáticas aos fios. O controle da eletricidade estática em materiais têxteis contribui para o conforto do usuário e para a redução de riscos associados a descargas elétricas em ambientes industriais. Atualmente, matrizes como nylon e politereftalato de etileno (PET) são comumente utilizadas com a inserção de materiais condutores. No entanto, esses fios apresentam alto custo de produção e não são biodegradáveis. Nesse contexto, o projeto da UFES busca desenvolver fibras funcionais à base de MFC, com propriedades antiestáticas adequadas, sustentáveis e com potencial de aplicação direta nos produtos fabricados pela Cedro Têxtil.  Entre os principais resultados esperados do projeto estão: Desenvolvimento de filamentos de MFC com propriedades adequadas para a indústria têxtil; Utilização de material carbonáceo derivado da lignina na produção de filamentos com propriedades antiestáticas; Avaliação das propriedades físicas e funcionais dos filamentos como indicadores de desempenho e qualidade. Com o apoio da FEST, o projeto reforça o compromisso da UFES com a pesquisa aplicada, a inovação tecnológica e o desenvolvimento de soluções sustentáveis, fortalecendo a interação entre universidade e setor produtivo. Texto: Vanessa Pianca Projeto 1299

1349 – UFES, Petrobras e FEST firmam parceria em novo projeto para avaliar a qualidade do transporte aéreo offshore

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em parceria com a Petrobras e com o apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), iniciou o projeto “Avaliação da qualidade do serviço de transporte fretado aéreo offshore em uma empresa do ramo de petróleo e gás”. A iniciativa tem como objetivo compreender as diferentes percepções sobre a qualidade do sistema de transporte aéreo fretado de funcionários offshore, considerando a visão de todos os atores envolvidos, desde o passageiro/usuário até a empresa contratante e a prestadora do serviço. O projeto será executado como um projeto piloto no terminal de passageiros do Farol de São Tomé, no estado do Rio de Janeiro. O projeto é coordenado pelo professor doutor Thiago Padovani Xavier, do curso de Engenharia de Produção do Centro Tecnológico da UFES, e integra as atividades do Laboratório de Engenharia da Qualidade, vinculado ao Departamento de Engenharia e Tecnologia (DET) do CEUNES/UFES. A pesquisa está sendo considerada fundamental para a sustentabilidade do Laboratório de Engenharia da Qualidade. Além disso, a iniciativa contribui para o fortalecimento das atividades interdisciplinares nas áreas de Engenharia, Tecnologia e Gestão, bem como para a consolidação do Programa de Pós-Graduação em Energia da UFES. Outro destaque do projeto é sua aderência aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, além do alinhamento aos princípios de ESG (Environmental, Social and Governance), promovendo práticas organizacionais socialmente responsáveis, ambientalmente sustentáveis e com governança adequada. Importância do transporte aéreo offshore para a indústria de óleo e gás  Para a Petrobras, o transporte aéreo offshore é vital para garantir a segurança e a eficiência das operações na indústria de petróleo e gás, especialmente em locais de difícil acesso. Com a expansão do mercado de exploração e produção, o transporte marítimo passou a não atender plenamente às necessidades operacionais, impulsionando a migração para o transporte aéreo fretado, sobretudo por meio de helicópteros. De acordo com a NR-37, o deslocamento de trabalhadores entre o continente e plataformas offshore deve ser realizado por aeronaves que atendam rigorosos requisitos de segurança, definidos por órgãos reguladores como a ANAC e por entidades internacionais, como a International Association of Oil & Gas Producers (IOGP). Nesse contexto, avaliar a satisfação dos passageiros torna-se essencial, uma vez que a qualidade do serviço impacta diretamente o bem-estar dos trabalhadores, a segurança operacional e a produtividade das operações offshore.  Embora o helicóptero seja o meio mais adequado para o transporte aéreo offshore seja por sua capacidade de voo pairado e por não exigir pistas de pouso, o serviço envolve fatores que influenciam diretamente a experiência e a satisfação do usuário. Estudos apontam que aspectos operacionais, organizacionais e de atendimento podem impactar significativamente a percepção da qualidade do serviço. Por isso, o projeto busca compreender de forma ampla as diferentes percepções sobre o sistema de transporte aéreo fretado, considerando usuários, empresas contratantes e prestadoras de serviço, a fim de identificar oportunidades de melhoria e propor medidas mais eficazes para o aprimoramento do sistema como um todo. Segundo o coordenador do projeto, professor doutor Thiago Padovani Xavier, a pesquisa tem um papel estratégico tanto para a academia quanto para o setor produtivo. “Nosso objetivo é avaliar a qualidade do transporte aéreo offshore de forma sistêmica, considerando a experiência do passageiro, os requisitos operacionais e as expectativas das organizações envolvidas. A partir dessa análise, esperamos contribuir com melhorias concretas para um serviço que é essencial para a segurança, o bem-estar dos trabalhadores e a eficiência das operações na indústria de petróleo e gás”, destaca o professor. Com o apoio da FEST, o projeto reforça o papel da UFES na produção de conhecimento aplicado, promovendo inovação, sustentabilidade e soluções estratégicas para setores-chave da economia nacional. Projeto: 1349 Texto: Vanessa Pianca

1296- UFES e FEST unem forças para eliminar a infecção materno-fetal por Treponema pallidum no Espírito Santo

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em parceria com a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), iniciou um novo projeto de extensão que tem como foco a eliminação da infecção materno-fetal por Treponema pallidum, bactéria causadora da sífilis congênita. Intitulado “Estratégia de busca ativa para eliminação da infecção materno-fetal por Treponema pallidum em municípios selecionados do estado do Espírito Santo”, o projeto é coordenado pelo professor Dr. Crispim Cerutti Junior, do Departamento de Saúde Coletiva do Centro  Ciências da  Saúde da UFES. O objetivo central da iniciativa é fortalecer as ações de prevenção, diagnóstico e tratamento da sífilis em gestantes e recém-nascidos, contribuindo para a erradicação da transmissão vertical da doença , ou seja, de mãe para filho durante a gestação. A proposta prevê a implementação de estratégias de busca ativa, por meio da articulação entre os serviços de saúde municipais e ações educativas junto às comunidades envolvidas. Entre as atividades planejadas estão oficinas, rodas de conversa, capacitações de profissionais de saúde e monitoramento de casos, sempre com foco na promoção da saúde materno-infantil e na redução das desigualdades no acesso ao diagnóstico e ao tratamento. O projeto também está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente o ODS 3, que visa assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos em todas as idades, e o ODS 5, que busca alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas. Para o coordenador, professor Dr. Crispim Cerutti Junior, “a busca ativa é uma estratégia essencial para quebrar o ciclo de transmissão da sífilis. Ela permite que identifiquemos precocemente as gestantes infectadas, garantindo tratamento oportuno e prevenindo complicações graves tanto para a mãe quanto para o bebê.” Com o apoio da FEST, o projeto reforça o compromisso da Universidade com o desenvolvimento científico e social do Espírito Santo, promovendo uma integração efetiva entre ensino, pesquisa e extensão em prol da saúde pública. Texto: Vanessa Pianca

1327- FEST e UFES avançam em pesquisa sobre produção de metanol verde com uso de plasma

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) apoia um novo projeto inovador desenvolvido pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), intitulado “Rota de Produção de Metanol Verde usando a Reforma a Seco via Plasma”. O trabalho integra um Termo de Cooperação com a Petrobras, voltado à realização de testes experimentais que utilizam uma tocha de plasma para promover a reforma a seco do gás natural (GN) com dióxido de carbono (CO₂), processo que busca aumentar a eficiência energética e reduzir impactos ambientais. O principal objetivo é determinar o rendimento na conversão do GN e CO₂ em gás de síntese (H₂ e CO) (base para a produção de metanol verde), e em material carbonoso, quando desejável. A pesquisa pretende contribuir para o desenvolvimento de tecnologias limpas e sustentáveis, alinhadas aos compromissos globais de descarbonização e transição energética. O projeto é coordenado pelo professor Dr. Alfredo Gonçalves Cunha, do Departamento de Física do Centro de Ciências Exatas (CCE) da UFES, e está estruturado em três eixos principais: Desenvolver técnicas de monitoramento em tempo real do comportamento da erosão dos eletrodos da tocha de plasma; Determinar a vida útil dos eletrodos de cobre e zircônio, buscando aumentar o tempo de operação e reduzir custos; Otimizar as condições de operação do reator, com foco na obtenção de um gás de síntese de alta qualidade, rico em hidrogênio (H₂) e monóxido de carbono (CO), minimizando a formação de carbono sólido. Além disso, o projeto contempla a caracterização das amostras sólidas para definir as melhores proporções entre as vazões de GN e CO₂ e as condições operacionais que maximizem o valor agregado ao carbono obtido. Também serão testadas diferentes configurações de ânodo, visando explorar novas aplicações do reator a plasma, e será realizada uma análise de impacto do uso do plasma na rede elétrica, considerando a integração segura e eficiente dessa tecnologia. Para o coordenador do projeto, prof. Dr. Arnaldo Leal Júnior, a iniciativa representa um avanço estratégico para o desenvolvimento de soluções energéticas sustentáveis no país: “Nosso objetivo é contribuir para a criação de rotas tecnológicas que utilizem o gás natural e o CO₂ de forma mais inteligente e menos poluente. O uso do plasma como agente de conversão nos permite alcançar resultados com alta eficiência energética e menor impacto ambiental, aproximando a pesquisa da UFES das demandas reais da indústria e da transição para uma economia de baixo carbono.” Com essa iniciativa, a UFES e a FEST reforçam sua atuação conjunta em projetos estratégicos que unem ciência, inovação e sustentabilidade, contribuindo para o avanço da pesquisa em rotas alternativas de produção de combustíveis limpos e para o fortalecimento da transição energética no Brasil. Projeto: 1327 Texto: Vanessa Pianca

1275- FEST firma nova parceria com a Petrobras para modernizar infraestrutura laboratorial da UFES

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) acaba de firmar um novo termo de cooperação com a Petrobras para a execução do “Projeto de Infraestrutura Laboratorial dos Equipamentos de Caracterização e Reforma de Equipamentos do Laboratório de Plasma Térmico”, coordenado pelo Prof. Dr. Alfredo Gonçalves Cunha, do Departamento de Física do Centro de Ciências Exatas (CCE) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). O projeto tem como objetivo melhorar a infraestrutura de caracterização das amostras produzidas nos testes com reforma a seco do metano (CH₄) com plasma de CO₂, por meio da aquisição de equipamentos de última geração, modernização de sistemas laboratoriais e recuperação de estruturas desgastadas pelo tempo. Entre as principais ações previstas estão: Aquisição de novos equipamentos de caracterização dos produtos obtidos nos testes; Recuperação da infraestrutura do Laboratório de Plasma Térmico, garantindo condições adequadas de operação; Preparação para o uso de uma nova fonte de plasma de 400 (±50) kW, ampliando a capacidade experimental do laboratório; Caracterização detalhada das amostras sólidas, com o objetivo de definir parâmetros operacionais que maximizem o valor agregado ao carbono sólido produzido; Instalação de um osciloscópio e de um espectrômetro ótico, permitindo o desenvolvimento de técnicas de monitoramento em tempo real do plasma e da erosão dos eletrodos da tocha. De acordo com o coordenador do projeto, Prof. Alfredo Gonçalves Cunha, essa iniciativa representa um avanço significativo para a pesquisa científica e tecnológica na UFES: “Com essa parceria, teremos condições de aprimorar os experimentos de reforma de metano e ampliar o potencial do laboratório para investigações com plasma de alta potência. Isso fortalece nossa capacidade de gerar conhecimento aplicado e soluções inovadoras em energia e sustentabilidade.” A FEST é responsável pela gestão técnico-administrativa e financeira do projeto, garantindo o suporte necessário para o bom andamento das atividades, desde a aquisição de equipamentos até a execução das etapas de pesquisa. A nova cooperação reforça o compromisso da Fundação com o desenvolvimento científico e tecnológico capixaba: O projeto terá vigência de setembro de 2025 a agosto de 2027, consolidando um importante marco na modernização da infraestrutura laboratorial da UFES e na ampliação das possibilidades de pesquisa com tecnologias de plasma térmico. Projeto: 1275 Texto: Vanessa Pianca