FEST – Fundação Espírito-santense de Tecnologia

1156 – FEST e ICMBio unem esforços para fortalecer a conservação ambiental em Unidades Federais

Parceria visa promover gestão compartilhada e inclusão social através do Programa Bolsa Verde A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), em conjunto com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), embarca em um novo projeto de extrema importância nacional. Sob o título “Fortalecimento do Programa de Apoio à Conservação Ambiental nas Unidades de Conservação Federais: Gestão compartilhada e inclusão social e produtiva“, essa iniciativa visa não só promover a conservação dos ecossistemas, mas também incentivar a cidadania, melhorar as condições de vida e elevar a renda das populações envolvidas. Patrícia Bourguignon, Gerente de Projetos da FEST, destaca a relevância dessa parceria: “Estamos comprometidos em fortalecer a implementação do Programa Bolsa Verde nas unidades de conservação federais, buscando não apenas a proteção ambiental, mas também a inclusão social e produtiva das comunidades locais”. O projeto, executado pela FEST em parceria com o ICMBio, tem como objetivo geral o fortalecimento da implementação do Programa Bolsa Verde, buscando incentivar a conservação dos ecossistemas e promover a cidadania e a melhoria das condições de vida das populações em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Para alcançar esses objetivos, foram estabelecidos diversos objetivos específicos, incluindo a identificação de famílias tradicionais em unidades de conservação de uso sustentável, melhoria da gestão de dados dessas famílias, instituição de instâncias de governança do Programa Bolsa Verde e implementação do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade em unidades contempladas com o programa. O fluxo de recursos para o projeto parte do Ministério do Meio Ambiente para o ICMBio e, finalmente, para a Fundação FEST. A coordenação está a cargo de Mara Nottingham, do ICMBio, e de Patrícia Bourguignon, da FEST. É importante ressaltar o papel fundamental das comunidades tradicionais na conservação dos ecossistemas, reconhecido internacionalmente e respaldado por diversos instrumentos legais no Brasil. No entanto, a gestão desses territórios enfrenta desafios complexos, como a desigualdade social e a precarização das instituições públicas. Nesse contexto, o Programa Bolsa Verde se destaca por sua abordagem inovadora, que combina transferência de renda com conservação ambiental, reconhecendo e remunerando as comunidades por seus serviços ambientais. Além disso, o projeto busca fortalecer a governança e a participação social, garantindo uma implementação adequada das políticas públicas. Com a implementação desse projeto, espera-se não apenas fortalecer a conservação ambiental, mas também promover o desenvolvimento socioeconômico das comunidades envolvidas, contribuindo para a construção de um futuro mais sustentável e inclusivo para todos. Projeto 1156 Texto: Vanessa Pianca

860- Desenvolvimento de metodologias de correlação de parâmetros de via e parâmetros dinâmicos medidos com o vagão instrumentado

O transporte ferroviário desempenha um papel vital na movimentação eficiente de cargas, e a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) apoia iniciativas que visam aprimorar sua segurança e eficácia. Um desses esforços é o projeto liderado pelo Prof. Dr. Guilherme Fabiano Mendonça dos Santos, do Laboratório de Dinâmica Ferroviária (LABTDF) do Departamento de Engenharia Mecânica do Centro Tecnológico da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Este projeto propõe o desenvolvimento de estratégias inovadoras para a avaliação dos parâmetros medidos pelo vagão instrumentado, com o objetivo de elevar os padrões de segurança no transporte ferroviário de carga na EFVM – VALE. Sob a orientação do Prof. Dr. Guilherme, a equipe buscou aprofundar a compreensão dos dados obtidos pelo vagão instrumentado, desenvolvendo modelos específicos e procedimentos de medição adequados. Um dos principais focos foi a eliminação do uso do rodeiro instrumentado por meio de medições indiretas realizadas em posições mais estratégicas do truque. Esta abordagem não apenas simplifica o processo de medição, mas também oferece potencial para uma avaliação mais precisa dos parâmetros de via e sua influência na segurança operacional. Além disso, o projeto investigou o impacto dos parâmetros de via na dinâmica dos veículos e na segurança operacional, utilizando modelos computacionais avançados e dados de campo fornecidos pela EFVM – VALE. Essa análise aprofundada permitirá à equipe identificar áreas de melhoria na infraestrutura ferroviária, contribuindo para um sistema mais seguro e eficiente como um todo. Outro aspecto inovador é a exploração de sensores autônomos para medições em vagões da EFVM. Essa tecnologia promissora tem o potencial de fornecer dados em tempo real, permitindo uma monitorização contínua da integridade dos componentes ferroviários e uma resposta proativa a possíveis problemas. Além dos objetivos técnicos, o projeto também visa promover o desenvolvimento de recursos humanos qualificados, incluindo a formação de um pós-doutorado, alunos de mestrado e Iniciação Científica. A parceria entre a universidade e a indústria ferroviária oferece uma oportunidade única para o intercâmbio de conhecimentos e a formação de uma competência nacional robusta no campo da tecnologia ferroviária. O Projeto não apenas beneficia a VALE e a comunidade ferroviária, mas também fortalece o compromisso do Brasil em se tornar um líder em tecnologia ferroviária. Com seu enfoque na inovação, colaboração e excelência acadêmica, este projeto exemplifica o compromisso da Fundação Espírito-santense de Tecnologia em impulsionar o avanço tecnológico e o desenvolvimento sustentável do país. Texto: Vanessa Pianca PROJETO 860

823/ 897- Analisando o Impacto dos Gases Odorantes nos Bairros Vizinhos a Arcelormittal Tubarão

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), em colaboração com a Universidade Federal do Espírito Santo e a ArcelorMittal, conduziu o Projeto 823, um estudo abrangente que investigou o impacto causado pelos gases odorantes nos bairros circunvizinhos à ArcelorMittal Tubarão. Este projeto surgiu como resposta à necessidade de compreender e mitigar os efeitos ambientais das atividades industriais, promovendo uma melhor qualidade de vida para as comunidades locais. Coordenado pelo Prof. Dr. Bruno Furieri do Núcleo de Pesquisa em Qualidade do Ar, do Departamento de Engenharia Ambiental do Centro Tecnológico, o projeto teve como objetivo principal analisar as emissões dos principais gases odorantes provenientes das unidades fabris da ArcelorMittal Tubarão, bem como identificar as fontes potenciais de gases odorantes na região circundante. Para alcançar esse objetivo, foram empregadas diversas etapas metodológicas: Levantamento das Fontes Odorantes: Utilizando o inventário de fontes da Região Metropolitana da Grande Vitória (RMGV) e o modelo para estimativa de emissões da US EPA AP42, foram identificadas as principais fontes de gases odorantes na região. Levantamento de Dados Operacionais: Em colaboração com técnicos da ArcelorMittal Tubarão, foram selecionados os parâmetros operacionais relevantes que influenciam a emissão dos compostos odorantes. Avaliação da Localização dos Medidores: Com base em dados meteorológicos de pelo menos um ano e nas características das fontes de interesse, foram planejadas as localizações dos pontos de monitoramento dos compostos odorantes. Análise Conjunta dos Dados: Integrando dados meteorológicos, de concentração dos compostos odorantes e operacionais, foram elaborados cenários da influência das fontes de interesse nos pontos monitorados. Customização da Solução de Software: Foi desenvolvida uma solução de software baseada no modelo regulatório CALPUFF (US EPA), facilitando sua utilização pelos técnicos da ArcelorMittal Tubarão. Esta solução incluiu a configuração do modelo de dispersão, pré-processamento de dados meteorológicos e visualização de resultados. Treinamento: Os técnicos foram treinados em três etapas, abrangendo desde os fundamentos da dispersão de poluentes até a análise dos resultados obtidos pelo software customizado. Implantação da Rede de Percepção de Odores: Foi elaborado um formulário para pesquisa socioeconômica, e foram organizadas reuniões para treinar os técnicos responsáveis pela aplicação dos formulários e para informar os moradores sobre o funcionamento da rede de percepção de odores. Com o resultado do Projeto, foram propostas medidas como a instalação de estações de monitoramento dos compostos odorantes e a implantação de uma rede de percepção de odores nos bairros próximos à ArcelorMittal Tubarão. Essas medidas visam avaliar e quantificar o impacto ambiental dos gases odorantes emitidos pela empresa, além de promover uma maior transparência e participação da comunidade na gestão ambiental local. Em suma, o Projeto representa um importante passo na compreensão e mitigação dos impactos ambientais associados às atividades industriais, demonstrando o compromisso da FEST, da Universidade Federal do Espírito Santo e da ArcelorMittal Tubarão com a sustentabilidade e o bem-estar das comunidades locais. Texto Vanessa Pianca Projeto 823/ 897

1157- Preservando as raízes: projeto nacional resgata saberes dos povos das Águas Na Baía Do Iguape

Parceria entre FEST e ICMBio busca elaboração participativa do Inventário de Referências Culturais para proteção dos modos de vida tradicionais. A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) unem esforços em um projeto voltado para a preservação dos saberes e práticas dos Povos das Águas da Baía do Iguape. Sob o título “Elaboração participativa do Inventário de Referências Culturais Saberes e Práticas dos Povos das Águas da Baía do Iguape” uma das área mais conservada da Baía de Todos os Santos, no Estado da Bahia, o projeto visa não apenas documentar, mas também fortalecer e proteger as tradições culturais dessas comunidades. O projeto, executado dentro da Plataforma Transferegov, é financiado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e conduzido em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A FEST assume o papel de executora do projeto, destacando-se pela responsabilidade primordial para o seu sucesso e conclusão. O objeto do convênio é a elaboração participativa do Inventário de Referências Culturais, junto aos povos e comunidades tradicionais beneficiários da Reserva Extrativista Marinha da Baía do Iguape. Este inventário, baseado no método desenvolvido e disponibilizado pelo IPHAN, tem por objetivo identificar, descrever e registrar as referências culturais dessas populações, incluindo detentores, o status das matérias-primas utilizadas, ameaças e potencialidades. Segundo Patrícia Bourguignon, coordenadora do projeto na FEST, “este trabalho é um marco na história de preservação cultural e ambiental da região”. Ela ressalta a importância de envolver as comunidades locais de forma participativa, garantindo a valorização dos modos de vida tradicionais e a conservação de suas tradições. O projeto busca alcançar diversos resultados, desde a elaboração de diagnósticos das referências culturais até a produção de materiais educativos e documentários temáticos sobre os saberes e práticas dos povos das águas da Baía do Iguape. Além disso, propõe a inclusão do inventário das referências culturais como anexo do Plano de Manejo da RESEX, fortalecendo a competência do ICMBio e do IPHAN na proteção desses patrimônios culturais. Com essa iniciativa, FEST e ICMBio reafirmam o compromisso com a preservação da diversidade cultural e ambiental do Brasil, promovendo o diálogo, a valorização das comunidades tradicionais e a construção de políticas patrimoniais que garantam a perpetuação dessas preciosas heranças para as futuras gerações. Projeto 1157 Texto: Vanessa Pianca

801- Mestrado em Engenharia de Avaliação de Ativos: uma parceria Internacional de Sucesso

O Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia do Espírito Santo (Ibape-es), em conjunto com o Ibape Nacional, se fizeram presentes numa colaboração acadêmica de grande relevância no campo da engenharia de avaliação de ativos. Entre 2018 e 2020, em parceria com a La Universitat Politècnica de València, juntamente com o apoio crucial da Fundação Espírito-Santense de Tecnologia, foi realizado um mestrado altamente conceituado e especializado. O curso teve como objetivo principal proporcionar uma abordagem acadêmica e internacionalmente reconhecida ao ensino da avaliação, aplicada a uma ampla variedade de produtos e empresas. A distinção foi feita entre avaliação como metodologia para empresas, imóveis rurais e urbanos, ativos culturais, entre outros, e avaliação como estimativa de preços de mercado correspondentes a várias classes de ativos. Esta abordagem detalhada visa preparar profissionais capazes de atuar em diferentes mercados, especialmente na Espanha e na América Latina, onde a demanda por avaliadores especializados é crescente. O mestrado foi direcionado a engenheiros, arquitetos, agrônomos, geólogos e outros profissionais graduados, pós-graduados ou mestres interessados em se especializar na atividade de avaliação. Uma característica marcante do programa foi o ensino via internet, utilizando o sistema de tutoria a distância com livre escolha de módulos. Os alunos tiveram acesso a um portal da Web especialmente projetado pela Universidade Politécnica de Valência (UPV) para treinamento à distância, onde puderam visualizar o material didático, interagir por meio de correio interno e quadro de avisos, além de realizar autoavaliações por meio de um sistema de perguntas e respostas. Para a conclusão do Mestrado em Engenharia de Avaliação de Ativos, os alunos foram requeridos a completar um total de nove disciplinas, cada uma com seis créditos, além de uma tese de mestrado com seis créditos. A tese foi supervisionada pela Fundação Espírito-Santense de Tecnologia (FEST). Duas disciplinas fundamentais, “Avaliação de Empresas” e “Avaliação de Projetos de Investimento”, foram ministradas pela FEST e foram obrigatórias para todos os alunos. As demais disciplinas foram ministradas pela UPV, permitindo aos alunos escolher livremente entre as oferecidas no mestrado até atingir o número total de créditos necessários para obtenção do grau correspondente. Essa colaboração entre instituições de renome internacional, com o apoio adicional do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) e da Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea-ES (Mútua-ES), demonstra o compromisso com a excelência acadêmica e a formação de profissionais altamente capacitados para atender às demandas do mercado global de avaliação de ativos. O sucesso deste mestrado destaca não apenas a importância da colaboração internacional no campo da educação superior, mas também a necessidade contínua de desenvolvimento profissional e especializado em áreas vitais para o crescimento econômico e social.   Projeto 801 Texto: Vanessa Pianca

1174 – Projeto da FEST E UFES visa estimar consumo de sal em crianças e adolescentes

Um novo projeto de pesquisa iniciado em Vitória, Espírito Santo, está buscando entender e quantificar o consumo de sal em crianças e adolescentes, visando fornecer dados fundamentais para a saúde pública. A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), em colaboração com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), deu início à coleta de dados para o projeto, que tem como objetivo validar as equações de Tanaka e Kawasaki para estimar o consumo de sal nessa faixa etária. O Prof. Dr. José Geraldo Mill, Departamento de Clínica Médica, no Centro de Ciências da Saúde, destacou a importância dessa iniciativa: “A falta de estudos sobre o consumo de sódio em crianças e adolescentes é uma lacuna que precisa ser preenchida. Este projeto não só fornecerá dados cruciais para entender os hábitos alimentares nessa faixa etária, mas também ajudará a estabelecer padrões de referência que poderão ser aplicados em todo o país.” A pesquisa, realizada em parceria com o Ministério da Saúde (MS) e a Secretaria Municipal de Educação (SEME) de Vitória, tem como base a preocupação com a qualidade da dieta da população brasileira, que muitas vezes é caracterizada por um alto consumo de sódio e baixo de potássio. Essa dieta inadequada pode levar ao desenvolvimento de doenças crônicas, como hipertensão e obesidade, ressaltando a importância de medidas preventivas. O projeto prevê a inclusão de 720 crianças e adolescentes, entre 6 e 17 anos, de ambos os sexos, inicialmente recrutados em escolas públicas de Vitória. Até o momento, cerca de 60 voluntários já se inscreveram para participar. Os participantes serão submetidos a uma série de exames na Clínica de Investigação Cardiovascular da UFES, incluindo eletrocardiograma, pressão arterial e composição corporal, além de responderem a questionários sobre seus hábitos alimentares. Um dos pontos-chaves do projeto é a coleta de urina durante 24 horas de cada participante, o que permitirá medir o consumo de sódio e potássio, além de fornecer informações importantes sobre o funcionamento dos rins e do coração. Esses dados serão cruciais para entender melhor os padrões de consumo de sal nessa faixa etária e suas implicações para a saúde. O Prof. Dr. Mill ressaltou a importância de cuidar da saúde das crianças desde cedo: “Muitas doenças crônicas têm origem na infância ou até mesmo antes do nascimento. Por isso, é fundamental entender e promover hábitos alimentares saudáveis desde cedo, para prevenir problemas futuros.” O Ministério da Saúde está comprometido em criar um ambiente mais propício para uma alimentação saudável em toda a população, e iniciativas como essa são essenciais para alcançar esse objetivo. Ao estabelecer referenciais de consumo para diferentes segmentos da população, como está sendo feito com esse projeto em Vitória, espera-se contribuir para a melhoria da saúde pública no Brasil. Com o apoio da FEST, UFES, SEME e demais parceiros, espera-se que esse projeto forneça insights valiosos para orientar políticas de saúde e promover hábitos alimentares mais saudáveis entre as crianças e adolescentes de Vitória e, potencialmente, de todo o país.   Projeto 1174 Texto Vanessa Pianca  

491 – Projeto Fitorremediação: parceria entre FEST, UFES E PETROBRAS para gestão ambiental

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em colaboração com a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) e a Petrobras, lideraram um projeto inovador de fitorremediação para lidar com a contaminação por metais pesados no norte do Espírito Santo. Coordenado pelo Prof. Dr. Fábio Pires, da UFES – Campus São Mateus, do departamento de Ciências Agrárias e Biológicas, o projeto visa oferecer uma solução ambientalmente amigável e economicamente viável para os desafios ambientais enfrentados pela região. A necessidade de intervenção surgiu devido a um incidente que resultou na possibilidade de contaminação ambiental dos recursos naturais locais. Especificamente, a presença de bário em ambiente alagado, altamente tóxico para humanos e animais, exigiu ações de remediação urgentes. A fitorremediação emergiu como uma alternativa promissora devido aos seus resultados comprovados em diferentes partes do mundo. O projeto envolveu a implementação, condução e avaliação de experimentos de fitorremediação, com o objetivo de absorver e imobilizar metais pesados no solo e nos efluentes. A equipe técnica multidisciplinar da UFES – Campus São Mateus liderou as atividades de pesquisa, com foco na identificação das espécies vegetais mais adequadas para a remediação da área e sua avaliação quanto à eficiência na descontaminação do solo. RESULTADOS DO PROJETO Segundo o professor Fábio Pires, após cinco anos de pesquisa, o projeto alcançou resultados significativos. Foram identificadas duas espécies vegetais, a Typha domingensis (taboa) e a Eleocharis acutangula (junco), com capacidade comprovada de reduzir os níveis de bário em ambientes alagados. Essas descobertas não apenas contribuem para a gestão ambiental da região, mas também abrem caminho para a replicação dessas práticas em áreas semelhantes de contaminação. Um dos diferenciais do projeto é a validação a campo dos resultados obtidos em condições controladas. Após avaliações preliminares em condições controladas, três experimentos de campo bem-sucedidos confirmaram a eficácia das técnicas de fitorremediação, refinando ainda mais as informações obtidas. Além disso, os principais resultados, provenientes de quatro dissertações de mestrado orientadas durante a condução do projeto, foram publicados em revistas de alto impacto, garantindo sua disseminação e reconhecimento pela comunidade científica internacional. O projeto não apenas cumpre condicionantes ambientais e promove a remediação da área afetada, mas também fortalece as parcerias entre instituições acadêmicas e empresas como a Petrobras. Além disso, abre novas oportunidades de pesquisa e envolvimento de alunos de pós-graduação e graduação em áreas relacionadas à agricultura tropical e à mitigação de danos ambientais. “A fitorremediação não é apenas uma técnica, mas sim um compromisso com a sustentabilidade e a preservação dos recursos naturais. Ao trabalharmos em colaboração, exploramos o potencial das plantas para restaurar ecossistemas comprometidos, proporcionando não apenas benefícios ambientais, mas também oportunidades de pesquisa e desenvolvimento para as gerações futuras.” – Professor Fábio Pires. O compromisso da FEST, UFES e Petrobras com a sustentabilidade e a gestão ambiental responsável é evidenciado por iniciativas como o projeto de fitorremediação. Ao promover práticas de remediação eficazes e econômicas, o projeto contribui para a preservação dos recursos naturais essenciais para a vida no planeta, notadamente solo e água. Em um momento em que a proteção do meio ambiente é crucial, a área de fitorremediação se destaca como uma solução valiosa e replicável para desafios ambientais complexos. Texto: Vanessa Pianca Projeto 491

975- Projeto de infraestrutura tecnológica impulsiona reflorestamento da Mata Atlântica no Espírito Santo

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) se une à Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) para impulsionar um projeto de grande relevância ambiental e social: a construção de infraestrutura tecnológica para produção de mudas destinadas ao reflorestamento da Mata Atlântica. Sob a liderança da Profa. Dra. Diolina Moura Silva, do Departamento de Ciências Biológicas do Centro de Ciências Humanas e Naturais (CCHN), o projeto está vinculado ao Instituto Tecnológico da UFES (ITUFES) e visa fortalecer o Plano ABC+ do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) através da abordagem integrada da paisagem em propriedades rurais, com ênfase na implementação de infraestrutura tecnológica para produção de mudas das principais espécies nativas da região. A recuperação florestal é crucial não apenas para a conservação da biodiversidade, mas também para mitigar os impactos das mudanças climáticas e promover o desenvolvimento rural sustentável. A Mata Atlântica, um dos biomas mais biodiversos do mundo, enfrenta sérios desafios devido à degradação causada pela expansão agrícola e urbana. Com apenas 12,5% de sua cobertura original preservada, a urgência em restaurar e proteger esse ecossistema é evidente. O projeto liderado pela UFES tem como objetivo principal a implementação de infraestrutura tecnológica para a produção de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, visando subsidiar a recomposição florestal. A ampliação da área técnica de infraestrutura existente permitirá o escalonamento das ações de implementação dos viveiros, fortalecendo programas de pós-graduação como o PPGBV e o PPGBiotec. DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E PARTICIPAÇÃO COMUNITÁRIA: Além da importância ambiental, o projeto busca promover o desenvolvimento agrícola sustentável, envolvendo as comunidades locais. A seleção das espécies a serem cultivadas leva em consideração não apenas seu papel na manutenção dos ecossistemas, mas também seu potencial econômico. Ações de capacitação serão oferecidas para formar multiplicadores em manejo sustentável, visando a compreensão e participação ativa das comunidades na restauração ecológica. A infraestrutura de produção de mudas, localizada no Campus da UFES em Goiabeiras, Vitória, será um importante centro para a promoção da sustentabilidade no agronegócio capixaba. Espera-se que o projeto não apenas contribua para a recuperação da Mata Atlântica, mas também gere impactos positivos em termos de emprego, renda e conscientização ambiental. O projeto de construção de infraestrutura tecnológica para produção de mudas destinadas ao reflorestamento da Mata Atlântica, liderado pela UFES em parceria com a FEST, representa um passo significativo em direção à promoção do desenvolvimento sustentável no Espírito Santo. Ao unir conhecimento científico, tecnológico e participação comunitária, essa iniciativa demonstra o compromisso das instituições envolvidas com a conservação ambiental e o bem-estar das gerações futuras. Projeto 975 Texto: Vanessa Pianca

976 – projeto da UFES com apoio da FEST visa fortalecer recomposição Florestal no Território Meio-Norte Capixaba

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), em colaboração com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), está apoiando um projeto crucial para a região do Território Meio-Norte Capixaba. Sob o título “Estratégias de Avaliação da Qualidade de Sementes para Subsidiar a Recomposição Florestal”, o projeto está sendo conduzido pelo Instituto Tecnológico (ITUFES) da UFES, com o objetivo de estabelecer uma infraestrutura tecnológica para avaliação de sementes utilizadas na recomposição florestal. Essa iniciativa visa não apenas a redução dos passivos ambientais, mas também o fomento ao desenvolvimento rural sustentável da região. O projeto tem como principal objetivo a implementação de infraestrutura tecnológica para avaliação da qualidade e vigor de sementes empregadas na recomposição florestal. Sob a coordenação da renomada Professora Dra. Diolina Moura Silva, lotada no Departamento de Ciências Biológicas do Centro de Ciências Naturais e Humanas (CCHN) da UFES, e com o apoio da FEST, busca-se um avanço significativo na capacidade de produção e utilização de sementes para fins ambientais. O Território Meio-Norte Capixaba (TMNC), composto por 16 municípios, enfrenta desafios socioeconômicos significativos, com indicadores como o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) e a renda per capita abaixo da média estadual. Nesse cenário, a agricultura familiar desempenha um papel crucial na economia local, sendo a principal força produtiva na região. O projeto enfrenta desafios relacionados à degradação ambiental e à necessidade de melhorias na infraestrutura tecnológica disponível para os agricultores familiares. Estratégias inovadoras, como a implementação de sistemas agroflorestais e o uso de tecnologias para avaliação de sementes, são fundamentais para promover a recuperação de áreas degradadas e fortalecer a agricultura sustentável na região. Impacto e Perspectivas Futuras A expectativa é que a infraestrutura tecnológica proposta pelo projeto resulte em um aumento significativo na qualidade e quantidade de sementes disponíveis para a recomposição florestal. Além disso, espera-se que a capacitação dos agricultores e viveiristas locais leve a uma melhoria geral na eficiência e sustentabilidade das práticas agrícolas na região. O projeto “Estratégias de Avaliação da Qualidade de Sementes para Subsidiar a Recomposição Florestal” representa um passo importante em direção ao desenvolvimento sustentável do Território Meio-Norte Capixaba. Ao fortalecer a infraestrutura tecnológica e promover a capacitação dos atores locais, o projeto visa não apenas a recuperação ambiental, mas também o fortalecimento da economia regional por meio de práticas agrícolas sustentáveis. Projeto 976 Texto Vanessa Pianca  

1119- UFES E FEST se unem para promover projeto de extensão em parceria com o Movimento Dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)

O Programa de Extensão “Núcleo Universitário de Agroecologia e Reforma Agrária Popular (NUARA)” é uma iniciativa colaborativa entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e a Fundação Espírito-santense de Tecnologia-FEST, com o apoio do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que visa a formação, educação e capacitação de jovens, homens e mulheres de áreas de reforma agrária do Espírito Santo. Coordenado pela Profa. Dra. Renata Couto Moreira, do Departamento de Economia/CCJE da UFES, o projeto tem como objetivo principal contribuir para a formação e capacitação de diversos segmentos da população, como homens e mulheres, jovens, idosos e públicos LGBTQIA+, ligados aos assentamentos de reforma agrária do estado, promovendo um processo de construção coletiva da formação social e pessoal por meio de atividades de extensão como encontros, cursos e práticas pedagógicas. “Estamos comprometidos em promover uma formação abrangente e inclusiva, que atenda às necessidades e realidades específicas dos indivíduos ligados aos assentamentos de reforma agrária. Acreditamos no poder transformador da educação e da capacitação para impulsionar o desenvolvimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida dessas comunidades.” Pontuou. Atualmente, o estado do Espírito Santo conta com 62 assentamentos que passaram pelo processo de reforma agrária, abrigando mais de 4.400 famílias que desempenham um papel fundamental na sociedade, seja por meio da educação, produção agrícola, cooperativismo, saúde popular ou participação ativa em seus espaços de atuação. O projeto busca reconhecer e fortalecer a importância social, econômica, cultural e política dos assentados, promovendo uma educação alinhada às realidades do campo e dos territórios aos quais estão vinculados. Além disso, visa ampliar a disseminação do conhecimento adquirido, incentivando a multiplicação dos processos formativos nas comunidades. A universidade pública desempenha um papel fundamental na produção e disseminação de conhecimento, e a extensão universitária é a ponte que possibilita a partilha desse conhecimento com o público externo à academia. Por meio de alianças positivas com organizações sociais e espaços coletivos da sociedade, é possível construir uma extensão pública com caráter popular, proporcionando diálogos enriquecedores e práticas transformadoras. Entre as atividades propostas pelo projeto, destacam-se: Curso Estadual de Mulheres, Agroecologia e Reforma Agrária Escola Básica de Formação em Agroecologia Escola Estadual de Formação em Agroecologia Semana de Arte e Cultura da Terra, envolvendo crianças, jovens, mulheres e homens ligados às escolas dos assentamentos e territórios da reforma agrária. Essas atividades visam garantir um processo de excelência, contribuindo para o fortalecimento e a valorização das comunidades rurais, bem como para a promoção de práticas sustentáveis e inclusivas no meio rural. Por meio dessa parceria entre UFES, FEST e MST, espera-se promover um impacto positivo e duradouro na vida dos indivíduos e comunidades envolvidas, consolidando a importância da educação e da capacitação como instrumentos de transformação social e desenvolvimento humano. Acesse o site da FEST para mais informações sobre o projeto e como participar das atividades propostas. Projeto 1119 Texto: Vanessa Pianca