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Núcleo de Ciências da UFES: 30 anos promovendo difusão e popularização da ciência
26 de junho de 2026
Núcleo de Ciências da UFES O Núcleo de Ciências da UFES completa 30 anos de existência, levando ao público conceitos científicos de maneira lúdica e educativa, atendendo professores e estudantes da rede fundamental, média e superior do Estado do Espírito Santo. Foi criado em junho de 1996, com o objetivo de estudar e criar mecanismos de difusão científica. Registrado como um Programa de Popularização e Difusão da Ciência, é vinculado à Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Durante sua existência, foram incorporados à Experimentoteca – Laboratórios de Ciência Itinerantes as áreas de Física, Matemática, Química, Biologia, Geologia e Ecologia, além dos programas Ciência Móvel – Caravana da Ciência, Robótica Educacional e EcoArte. O programa Ciência Móvel – Caravana da Ciência teve origem no Projeto 688 “Caravana Itinerante de Ciências, Tecnologia e Inovação para o Estado do Espírito Santo, projeto idealizado e executado pela Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) em parceria com a UFES. A iniciativa nasceu com o propósito de democratizar o acesso ao conhecimento, levando experimentos científicos, oficinas e atividades interativas as Feiras de Ciências nas escolas e nas comunidades de diferentes regiões do Espírito Santo. Ao longo dos anos, o projeto foi incorporado às ações do Núcleo de Ciências da UFES, ampliando seu alcance e consolidando-se como um importante instrumento de popularização da ciência e de incentivo à educação científica no estado. Promove e apoia atividades trans e multidisciplinares de inclusão social, que levam ciência, tecnologia e inovação aos mais diversos segmentos da população. Além disso, dispensa atenção especial ao público jovem e a estudantes de todas as idades, bem como estabelece parcerias com escolas do Ensino Fundamental e Médio do Estado do Espírito Santo. É filiado e apoiado pela Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência e pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (ABCMC/MCTI). Os programas oferecem ainda às escolas ações e projetos para a melhoria do ensino de ciências, promovendo participação, criatividade, inovação e cidadania. Por meio de Mostras Científicas (Feiras de Ciências), Show de Química, Show de Física, EcoArte Teatro Científico, Mostra de Vídeos, Minicursos, Oficinas e Click & Toc: espaço digital livre de ciência. O espaço disponibiliza acesso público a computadores multimídia para pesquisa, comunicação, cursos e oficinas. Atua também como laboratório virtual de ciências, utilizando o computador como instrumento na geração de conhecimento e cultura científica. Além de capacitação, oficinas e cursos de robótica educacional MODELIX e ARDUINO. As atividades propostas pelo Núcleo, com o apoio do laboratório virtual de ciências, permitem vivências e experiências instrutivas e lúdicas que integram elementos reais e virtuais, animações, jogos, filmes, experimentos e informação. O propósito é provocar e despertar a curiosidade para o mundo das ciências. As conquistas foram muitas, com destaque para os seguintes projetos: Robótica com Sucata – Poluição em Ambientes Marinhos, primeiro lugar na FECINC de São Mateus e no evento Mostra de Ciências e Tecnologia AÇAÍ (MCTEA), em Abaetetuba – Pará, premiado em primeiro lugar na categoria, com participação de vários países; Ethos – Dispositivo de Monitoramento de Mares e Rios, 1º lugar na categoria juvenil do Prêmio IDEA 2023 – Invenção, Inovação, Engenharia e Artesanato, na Hungria; TRIEX – Triagem Médica, com premiação internacional em Marrocos e na Hungria, recebendo medalhas de ouro, prata e bronze. Destaque também para as alunas do 6º ano do Ensino Fundamental II da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Belmiro Teixeira Pimenta, localizada no bairro Eurico Salles, na Serra, que conquistaram premiação na feira IDEA 2023 – Novidade e Inovação. A equipe ficou em 1º lugar na categoria juvenil com o trabalho intitulado “Caranguejo: Engenheiro da Lama”, em Hódmezővásárhely, na Hungria. O trabalho das alunas surgiu no projeto “EcoArte: Ecologia, Arte e Robótica como Solução Criativa para a Sustentabilidade”, trabalhando a biologia junto da arte e da tecnologia, com o objetivo de conscientizar a população sobre como o descarte de lixo em ambientes marinhos é prejudicial aos seres vivos daquele ecossistema. Durante esses 30 anos de atividades, contribuíram na direção e coordenação do Núcleo de Ciências da UFES os seguintes profissionais: Ênio Candotti (in memoriam), Antônio Carlos Barata, Carlos Wagner Costa Araújo, José Ballester Julian Júnior, Armando Biondo Filho, Viviana Borges Corte, Breno Rodrigues Segatto e Simone Silva Clarindo. Reestruturado, o Núcleo de Ciências da UFES foi incorporado ao Centro de Ciências Exatas da Universidade (CCE), coordenado pelo Prof. Etereldes Gonçalves Junior (Diretor do CCE/UFES), que incorporou o Laboratório Maker (LabMaker), espaço voltado à experimentação, à criatividade e ao desenvolvimento de projetos científicos. O objetivo da ação é fortalecer o interesse dos estudantes pelas áreas científicas e tecnológicas, além de consolidar uma cultura de inovação no ambiente escolar. A iniciativa integra o Programa Mais Ciência na Escola Capixaba, lançado pelo Governo do Estado, por meio das Secretarias da Educação (Sedu) e da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti), em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e com as Secretarias Municipais de Educação, que promoveu a abertura de 30 unidades do LabMaker nas escolas das redes estadual e municipal. A seguir, algumas fotos das atividades realizadas pelo Núcleo de Ciências da UFES.
PRODOCE reúne especialistas e marca início de nova etapa para descontaminação e reabilitação produtiva da Bacia do Rio Doce
30 de janeiro de 2026
Vitória (ES) — Nesta sexta-feira (30), no auditório do LabPetro, no campus de Goiabeiras da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), a reunião de apresentação do Projeto PRODOCE – Protocolos de Descontaminação e Reabilitação Produtiva da Bacia do Rio Doce. A iniciativa marca um novo esforço institucional para consolidar bases técnico-científicas voltadas à recuperação ambiental e à retomada segura das atividades produtivas ao longo da bacia e do litoral norte capixaba. Iniciativa da Casa Civil da Presidência da República, em articulação com os ministérios do Desenvolvimento Agrário, da Agricultura e Pecuária, o ProDoce integra o Novo Acordo do Rio Doce e busca estabelecer protocolos técnicos para a descontaminação ambiental e a reabilitação produtiva das áreas impactadas pelo rompimento da barragem de Fundão. O encontro reuniu representantes do governo federal, universidades, instituições de pesquisa e órgãos técnicos ligados à agricultura, ao desenvolvimento agrário e ao meio ambiente. A partir da reunião, será constituído um grupo de trabalho multidisciplinar, responsável por dar início à execução do projeto e acompanhar suas próximas etapas. O PRODOCE está inserido no âmbito do Novo Acordo do Rio Doce, estabelecido após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015, e tem como foco a validação e consolidação de protocolos técnicos de descontaminação ambiental e reabilitação produtiva, com atenção especial à saúde dos solos e dos vegetais. Articulação institucional e base científica A mesa de abertura contou com a participação de representantes da Casa Civil, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), instituição que dá apoio técnico e administrativo ao projeto. Para a diretora da FEST, Patrícia Bourguignon, o PRODOCE representa um avanço importante na articulação entre ciência, políticas públicas e demandas sociais. “O PRODOCE nasce do compromisso com soluções baseadas em evidências científicas e com a responsabilidade de transformar conhecimento em ações concretas. A FEST tem orgulho de executar um projeto que busca garantir segurança alimentar, sustentabilidade ambiental e a retomada produtiva de forma segura e responsável”, afirmou. A proposta do projeto é subsidiar decisões técnicas e institucionais com dados consolidados, dialogando com pesquisas já realizadas na região, como aquelas desenvolvidas no âmbito do PMBA (Programa de Monitoramento da Biodiversidade Aquática) e de universidades federais. Armando Biondo, superintendente da FEST, destacou que o PRODOCE consolida um modelo de atuação baseado em cooperação técnica e responsabilidade pública. “A FEST atua como ponte entre o conhecimento científico produzido nas universidades e a implementação de políticas públicas efetivas. O PRODOCE traduz esse papel ao estruturar protocolos técnicos que permitem avançar na recuperação ambiental e produtiva da Bacia do Rio Doce com transparência, rigor técnico e foco no interesse coletivo”, afirmou. Retomada produtiva com segurança Representando o MDA, Adriana Veiga Aranha, da Gerência Regional da Anater, destacou a importância do projeto para os territórios rurais afetados. “A reabilitação produtiva precisa caminhar junto com a segurança dos alimentos e a proteção ambiental. O PRODOCE cria uma base técnica sólida para orientar políticas públicas e garantir que agricultores e agricultoras possam produzir com confiança e dignidade”, disse. Segundo ela, o projeto contribui para reduzir incertezas técnicas e ampliar a capacidade do Estado de responder de forma estruturada aos impactos socioambientais na bacia. UFES como polo articulador do conhecimento O reitor da UFES, professor doutor Eustáquio Vinícius Ribeiro de Castro, ressaltou o papel das universidades públicas na construção de soluções de longo prazo. “A UFES reafirma seu compromisso com a sociedade ao colocar sua capacidade científica a serviço da recuperação ambiental e produtiva da Bacia do Rio Doce. Projetos como o PRODOCE mostram que a universidade pública é essencial na mediação entre ciência, políticas públicas e necessidades reais da população”, afirmou. Além da UFES, participaram da reunião pesquisadores e representantes da Universidade Federal de Viçosa (UFV), da Embrapa Milho e Sorgo, da Embrapa Cerrados, do Incaper e de áreas técnicas do MAPA. Próximos passos Ao longo do dia, foram apresentados o escopo do projeto, sua abrangência territorial, que inclui áreas de Minas Gerais e do Espírito Santo, e o plano de trabalho inicial. A programação também incluiu o debate sobre a Portaria SE/MAPA nº 61/2026, que orienta a composição do grupo de trabalho responsável pelo acompanhamento técnico do PRODOCE. O grupo será formado por especialistas em solos, vegetais, produção agropecuária, saúde ambiental e recuperação produtiva, com a missão de construir protocolos que orientem ações futuras de forma integrada e sustentável. Ao final do encontro, os participantes destacaram a importância da cooperação interinstitucional e do diálogo contínuo entre ciência, governo e sociedade. A expectativa é que o PRODOCE se torne uma referência nacional na formulação de estratégias para recuperação ambiental associada à produção segura de alimentos. Texto: Vanessa Pianca
Conheça o FESTinho! 💙
16 de dezembro de 2025
Ele é carismático, divertido e representa o compromisso da FEST com a inovação, a educação e a transformação social. Acesse nosso site e descubra a história do FESTinho, o mascote que veio para aproximar ainda mais a Fundação das pessoas. Venha conhecer esse novo integrante da nossa equipe!
Confira os destaques do Boletim FEST. Veja mais!
1 de abril de 2025
Nesta edição do Boletim confira: A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) apresentou, em Brasília, um novo projeto de recomposição florestal em um evento nacional. A FEST deu início a mais uma parceria com a Marinha do Brasil no programa Antártico Brasileiro (PROANTAR). Ainda em Brasília, participamos do seminário do ICMBio sobre Fundações de apoio a pesquisa. Participamos da inauguração do Connect, um espaço que vai unir estudantes. Veja como foi o Dia Internacional das Mulheres na nossa sede. No “Quem faz FEST” é com Renan Cardoso do setor de Arquivo. Confira essas e outras informações, boa leitura! Saiba mais sobre esses assuntos nessa edição, boa leitura! Clique aqui para acessar! Textos: Vanessa Pianca