FEST – Fundação Espírito-santense de Tecnologia

Confira os destaques do Boletim FEST. Veja mais!

Editorial | Janeiro de 2026 Janeiro de 2026 inaugura o ano com presença ativa, diálogo qualificado e fortalecimento de vínculos institucionais. A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) inicia o período reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento sustentável, a recuperação ambiental da Bacia do Rio Doce e a valorização das pessoas que constroem, diariamente, a Fundação.  No cenário nacional, a FEST participou de evento realizado em Salvador (BA) que reuniu representantes de diferentes instituições para debater o Novo Rio Doce e a retomada econômica no eixo rural. O encontro destacou a importância de estratégias integradas que conciliem recuperação ambiental, fortalecimento das atividades produtivas e justiça socioeconômica nos territórios impactados. A participação da FEST reforça seu papel como agente técnico e institucional qualificado nos debates que orientam políticas e ações estruturantes para a região. Também em janeiro, o PRODOCE reuniu especialistas de diversas áreas, marcando oficialmente o início de uma nova etapa voltada à descontaminação e à reabilitação produtiva da Bacia do Rio Doce. O momento simboliza avanços importantes na construção de soluções baseadas em ciência, inovação e cooperação interinstitucional, com foco na recuperação ambiental associada à retomada segura e sustentável das atividades econômicas. A FEST integra esse esforço coletivo, contribuindo com sua experiência técnica e capacidade de gestão de projetos complexos. No âmbito interno e institucional, o evento do PMBA, realizado na UFES, promoveu a integração entre as equipes do Espírito Santo e de Minas Gerais. Mais do que um encontro técnico, o momento fortaleceu o diálogo, o alinhamento de ações e a construção conjunta de estratégias, reafirmando que resultados consistentes nascem da cooperação, do trabalho em rede e da confiança entre as equipes. Encerrando o mês, a seção Quem faz a FEST homenageia Daniela Gomes Pires Sousa. A delicadeza que organiza, a firmeza que constrói. Daniela representa o equilíbrio entre sensibilidade e responsabilidade. Com atenção aos detalhes, postura ética e compromisso com o coletivo, sua atuação contribui para que os processos fluam com organização, respeito e eficiência. Seu trabalho silencioso e consistente sustenta o cotidiano da Fundação e reflete os valores que orientam a FEST. Assim, janeiro se conclui como um mês de presença, construção e reconhecimento. A FEST segue firme em sua missão de apoiar a ciência, o desenvolvimento territorial e as pessoas porque é assim, com técnica e humanidade, que o futuro se constrói. Saiba mais sobre esses assuntos nessa edição, boa leitura! Clique aqui para acessar! Textos: Vanessa Pianca

FEST participa de Kick-off em Brasília para desenvolvimento de módulos com Inteligência Artificial na Plataforma Terras do Brasil

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) está em Brasília participando do Kick-off do projeto do edital do iCS (Instituto Clima e Sociedade), que marca o início do desenvolvimento de novos módulos baseados em Inteligência Artificial para a Plataforma Terras do Brasil. O evento reúne representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), da FEST e do GT4, consolidando uma agenda estratégica voltada ao fortalecimento da governança responsável da terra por meio da inovação tecnológica. O projeto prevê a criação de funcionalidades baseadas em IA capazes de aprimorar a análise de dados e apoiar a tomada de decisão na gestão territorial. A iniciativa integra tecnologia, governança digital e conformidade com os padrões do Governo Federal, incluindo requisitos de acessibilidade (eMAG), identidade visual do Design System do Governo Federal, segurança da informação e adequação integral à LGPD. A execução seguirá metodologia ágil (Scrum), com ciclos de entregas quinzenais, garantindo previsibilidade, transparência e acompanhamento contínuo pelo Ministério. A infraestrutura tecnológica contará com ambientes segregados de Desenvolvimento (DEV) e Homologação (HML), assegurando rastreabilidade, segurança e qualidade nas entregas. Além do desenvolvimento tecnológico, a gestão financeira do projeto será realizada pela FEST por meio do sistema Conveniar, permitindo total transparência na execução orçamentária. Para a diretora da FEST, Patrícia Bourguignon, o projeto representa mais um passo estratégico da Fundação no apoio a políticas públicas estruturantes: “Participar do desenvolvimento de soluções tecnológicas que fortalecem a governança territorial do Brasil é uma responsabilidade e, ao mesmo tempo, um orgulho para a FEST. Estamos unindo inteligência artificial, rigor técnico e gestão eficiente para entregar resultados que impactam diretamente a formulação e a execução de políticas públicas. Esse projeto reforça nosso compromisso com a inovação, a transparência e o desenvolvimento sustentável.” O encontro em Brasília também foi marcado por alinhamentos técnicos, definição de próximos passos e pactuação dos acordos de trabalho entre as equipes, consolidando as bases para uma execução integrada e colaborativa. A FEST reafirma, com essa iniciativa, seu papel como fundação de apoio comprometida com excelência, inovação e contribuição efetiva para o fortalecimento das políticas públicas nacionais. Texto: Vanessa Pianca  

FEST passa por fiscalização da Polícia Federal e reforça compromisso com controle rigoroso de produtos químicos

Nesta semana, a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) recebeu uma fiscalização de rotina da Polícia Federal (PF), reforçando a importância dos processos de controle, rastreabilidade e conformidade legal adotados pela instituição na aquisição e destinação de produtos químicos controlados. A fiscalização está relacionada às autorizações especiais exigidas para a compra, o armazenamento e a destinação de substâncias químicas que, embora essenciais para atividades de ensino, pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico, também podem ser utilizadas de forma indevida, como na produção de entorpecentes ou outros ilícitos. Entre esses produtos estão solventes orgânicos amplamente utilizados em laboratórios, como a acetona e outros compostos similares. Controle federal rigoroso e prestação de contas permanente No Brasil, a comercialização e o uso desses produtos são rigidamente controlados pela Polícia Federal. Empresas e instituições autorizadas precisam manter um sistema de gestão detalhado, com controle de estoque, registro de entradas e saídas, notas fiscais, informações sobre concentração dos produtos e destinação final. Esses dados são reportados periodicamente à PF por meio de sistemas oficiais, com a obrigatoriedade de envio mensal dos chamados “mapas de controle”. Além do acompanhamento mensal, as instituições autorizadas passam por auditorias e fiscalizações presenciais periódicas. Durante essas ações, a Polícia Federal verifica toda a documentação, os registros de estoque e a conformidade das operações realizadas. Qualquer inconsistência pode gerar apontamentos, que vão desde irregularidades formais — como erros de digitação ou divergências documentais — até situações mais graves, como a ausência de registros, falhas no controle de estoque ou destinação inadequada de produtos. Papel institucional da FEST A FEST possui uma atuação específica nesse processo: a Fundação realiza a aquisição de produtos químicos controlados e a doação desses materiais para universidades e institutos de pesquisa, apoiando diretamente atividades acadêmicas e científicas. Por esse motivo, o controle não se limita apenas ao estoque interno da Fundação, mas também envolve o acompanhamento da destinação e do uso desses insumos junto às instituições beneficiadas. Esse modelo exige uma estrutura administrativa e técnica robusta, com sistemas adequados, procedimentos bem definidos e a atuação de responsáveis técnicos da área de Química, garantindo total rastreabilidade dos produtos desde a compra até o uso final. Autorizações raras e alto nível de exigência Atualmente, são poucas as empresas e instituições no Espírito Santo que possuem esse tipo de licença junto à Polícia Federal. A autorização exige o cumprimento de uma série de requisitos legais, técnicos e operacionais, além da demonstração contínua de capacidade para manter controles rigorosos e atender às exigências dos órgãos fiscalizadores. Além da licença da Polícia Federal, a FEST também detém autorização do Exército Brasileiro, órgão responsável pelo controle de produtos químicos que podem ser utilizados na fabricação de explosivos. Substâncias como o ácido nítrico, por exemplo, são fundamentais em diversas aplicações laboratoriais e industriais na área da Química, mas também possuem potencial de uso na produção de explosivos, o que justifica a fiscalização específica. Assim como no caso da Polícia Federal, o Exército realiza o acompanhamento das aquisições, do estoque e da destinação desses produtos, exigindo a renovação anual das licenças e a prestação contínua de informações por parte das instituições autorizadas. Compromisso com a legalidade e a ciência A fiscalização realizada nesta semana reforça o compromisso da FEST com a legalidade, a transparência e a responsabilidade no apoio à pesquisa científica. Manter essas autorizações ativas demonstra não apenas o cumprimento da legislação, mas também a seriedade da Fundação na gestão de insumos sensíveis, contribuindo para o desenvolvimento científico e tecnológico de forma segura e responsável. A FEST segue atuando em conformidade com todos os órgãos reguladores, garantindo que universidades e institutos de pesquisa tenham acesso a materiais essenciais para suas atividades, sempre dentro dos mais altos padrões de controle e segurança. Texto: Vanessa Pianca

PRODOCE reúne especialistas e marca início de nova etapa para descontaminação e reabilitação produtiva da Bacia do Rio Doce

Vitória (ES) — Nesta sexta-feira (30), no auditório do LabPetro, no campus de Goiabeiras da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), a reunião de apresentação do Projeto PRODOCE – Protocolos de Descontaminação e Reabilitação Produtiva da Bacia do Rio Doce. A iniciativa marca um novo esforço institucional para consolidar bases técnico-científicas voltadas à recuperação ambiental e à retomada segura das atividades produtivas ao longo da bacia e do litoral norte capixaba. Iniciativa da Casa Civil da Presidência da República, em articulação com os ministérios do Desenvolvimento Agrário, da Agricultura e Pecuária, o ProDoce integra o Novo Acordo do Rio Doce e busca estabelecer protocolos técnicos para a descontaminação ambiental e a reabilitação produtiva das áreas impactadas pelo rompimento da barragem de Fundão. O encontro reuniu representantes do governo federal, universidades, instituições de pesquisa e órgãos técnicos ligados à agricultura, ao desenvolvimento agrário e ao meio ambiente. A partir da reunião, será constituído um grupo de trabalho multidisciplinar, responsável por dar início à execução do projeto e acompanhar suas próximas etapas. O PRODOCE está inserido no âmbito do Novo Acordo do Rio Doce, estabelecido após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015, e tem como foco a validação e consolidação de protocolos técnicos de descontaminação ambiental e reabilitação produtiva, com atenção especial à saúde dos solos e dos vegetais. Articulação institucional e base científica A mesa de abertura contou com a participação de representantes da Casa Civil, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), instituição que dá apoio técnico e administrativo ao projeto. Para a diretora da FEST, Patrícia Bourguignon, o PRODOCE representa um avanço importante na articulação entre ciência, políticas públicas e demandas sociais. “O PRODOCE nasce do compromisso com soluções baseadas em evidências científicas e com a responsabilidade de transformar conhecimento em ações concretas. A FEST tem orgulho de executar um projeto que busca garantir segurança alimentar, sustentabilidade ambiental e a retomada produtiva de forma segura e responsável”, afirmou. A proposta do projeto é subsidiar decisões técnicas e institucionais com dados consolidados, dialogando com pesquisas já realizadas na região, como aquelas desenvolvidas no âmbito do PMBA (Programa de Monitoramento da Biodiversidade Aquática) e de universidades federais. Armando Biondo, superintendente da FEST, destacou que o PRODOCE consolida um modelo de atuação baseado em cooperação técnica e responsabilidade pública. “A FEST atua como ponte entre o conhecimento científico produzido nas universidades e a implementação de políticas públicas efetivas. O PRODOCE traduz esse papel ao estruturar protocolos técnicos que permitem avançar na recuperação ambiental e produtiva da Bacia do Rio Doce com transparência, rigor técnico e foco no interesse coletivo”, afirmou. Retomada produtiva com segurança Representando o MDA, Adriana Veiga Aranha, da Gerência Regional da Anater, destacou a importância do projeto para os territórios rurais afetados. “A reabilitação produtiva precisa caminhar junto com a segurança dos alimentos e a proteção ambiental. O PRODOCE cria uma base técnica sólida para orientar políticas públicas e garantir que agricultores e agricultoras possam produzir com confiança e dignidade”, disse. Segundo ela, o projeto contribui para reduzir incertezas técnicas e ampliar a capacidade do Estado de responder de forma estruturada aos impactos socioambientais na bacia. UFES como polo articulador do conhecimento O reitor da UFES, professor doutor Eustáquio Vinícius Ribeiro de Castro, ressaltou o papel das universidades públicas na construção de soluções de longo prazo. “A UFES reafirma seu compromisso com a sociedade ao colocar sua capacidade científica a serviço da recuperação ambiental e produtiva da Bacia do Rio Doce. Projetos como o PRODOCE mostram que a universidade pública é essencial na mediação entre ciência, políticas públicas e necessidades reais da população”, afirmou. Além da UFES, participaram da reunião pesquisadores e representantes da Universidade Federal de Viçosa (UFV), da Embrapa Milho e Sorgo, da Embrapa Cerrados, do Incaper e de áreas técnicas do MAPA. Próximos passos Ao longo do dia, foram apresentados o escopo do projeto, sua abrangência territorial, que inclui áreas de Minas Gerais e do Espírito Santo, e o plano de trabalho inicial. A programação também incluiu o debate sobre a Portaria SE/MAPA nº 61/2026, que orienta a composição do grupo de trabalho responsável pelo acompanhamento técnico do PRODOCE. O grupo será formado por especialistas em solos, vegetais, produção agropecuária, saúde ambiental e recuperação produtiva, com a missão de construir protocolos que orientem ações futuras de forma integrada e sustentável. Ao final do encontro, os participantes destacaram a importância da cooperação interinstitucional e do diálogo contínuo entre ciência, governo e sociedade. A expectativa é que o PRODOCE se torne uma referência nacional na formulação de estratégias para recuperação ambiental associada à produção segura de alimentos. Texto: Vanessa Pianca

FEST participa de evento nacional em Salvador sobre o Novo Rio Doce e a Retomada Econômica no Eixo Rural

📍 Salvador/BA A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) esteve representada em Salvador (BA) pela sua Diretora, Patrícia Bourguignon, durante evento que reuniu autoridades nacionais para a apresentação de projetos estratégicos da pauta do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). Entre os destaques, esteve a divulgação do Novo Rio Doce ” Repactuação, no âmbito do Anexo 5 – Programa de Retomada Econômica | Eixo Rural”, iniciativa voltada à recuperação socioeconômica da Bacia do Rio Doce. O evento foi realizado no Parque de Exposições Agropecuárias de Salvador e contou com a presença do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do Governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, além de deputados federais e estaduais, gestores públicos e representantes de instituições estratégicas envolvidas nas ações de desenvolvimento rural e reconstrução dos territórios impactados. A participação da FEST ocorreu em articulação com a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (ANATER), reforçando o papel da Fundação no apoio técnico, institucional e científico às políticas públicas voltadas à retomada econômica sustentável da região do Rio Doce. De acordo com a Diretora da FEST, Patrícia Bourguignon, a presença da Fundação em um espaço de articulação nacional é fundamental para fortalecer a integração entre ciência, gestão e políticas públicas. “A Repactuação do Rio Doce representa um marco importante para a reconstrução dos territórios e para o fortalecimento das comunidades rurais. A FEST tem atuado de forma comprometida, contribuindo com conhecimento técnico, gestão de projetos e articulação institucional para que essas ações se traduzam em desenvolvimento sustentável e melhoria da qualidade de vida da população”, destacou. Também estiveram presentes no encontro o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, o presidente da ANATER, Camilo Capiberibe, e a gerente extraordinária de Retomada da Bacia do Rio Doce da ANATER, Adriana Aranha, reforçando o alinhamento entre as diferentes esferas de governo e instituições executoras. A participação da FEST no evento reafirma seu compromisso com o diálogo interinstitucional, a articulação de parcerias e o apoio à implementação de iniciativas estruturantes voltadas à retomada econômica, ao desenvolvimento rural e à recuperação socioambiental da Bacia do Rio Doce. Texto: Vanessa Pianca

Evento do PMBA promove integração entre equipes do Espírito Santo e Minas Gerais na UFES

Nos dias 22 e 23 de janeiro, a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) e a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), enquanto executoras do Programa de Monitoramento da Biodiversidade Aquática (PMBA) no âmbito do Novo Acordo do Rio Doce, realizaram um evento técnico no LABPETRO/UFES, reunindo coordenadores e pesquisadores que atuaram no PMBA no território de Minas Gerais por meio dos editais da FAPEMIG. A iniciativa teve como objetivo principal avançar no diálogo sobre a operacionalização do escopo do PMBA em Minas Gerais para os próximos dez anos, promovendo alinhamento metodológico, integração entre equipes e o fortalecimento das estratégias de execução do Programa no território mineiro. Durante o evento, os Gestores do PMBA apresentou a Cadeia de Valor do Programa e o Sistema de Gestão de Dados, detalhando fluxos de informação, governança, integração entre frentes de trabalho e os processos que sustentam a produção, organização e uso dos dados ambientais gerados pelo monitoramento. Segundo um dos gestores do Acordo e coordenador do PMBA, professor doutor Fabian Sá, o encontro representa um passo estratégico para garantir a consistência e a qualidade das ações do Programa ao longo do tempo. “Este é um momento fundamental para alinhar expectativas, discutir possibilidades de atuação e construir, de forma conjunta, uma execução ordenada e integrada do PMBA em toda Bacia do Rio Doce. O diálogo com os pesquisadores que já atuaram no Programa fortalece a base técnica e científica necessária para os próximos ciclos de trabalho”, destacou. A Gestora do Acordo é diretora da FEST, Patrícia Bourguignon, ressaltou a importância da cooperação institucional e do papel da Fundação no gerenciamneto do Programa. “A FEST tem orgulho de atuar há sete anos no PMBA e contribuir para a articulação entre universidades, pesquisadores e instituições parceiras. Eventos como este reforçam o compromisso com a ciência brasileira, transparência, a eficiência na integração do conhecimento e a consolidação de um monitoramento robusto e de longo prazo, conforme previsto no Novo Acordo do Rio Doce”, afirmou. O evento proporcionou um espaço qualificado para troca de experiências, esclarecimento de dúvidas e discussão sobre frentes de trabalho possíveis, contribuindo para o planejamento integrado e para o fortalecimento da governança do PMBA. A expectativa é que os encaminhamentos construídos ao longo dos dois dias de atividades resultem em maior sinergia entre as equipes e em ganhos técnicos para a execução do Programa ao longo da próxima década. O PMBA é uma das iniciativas estruturantes do Novo Acordo do Rio Doce, voltada ao acompanhamento contínuo da biodiversidade aquática, subsidiando a tomada de decisão, a avaliação de impactos e a construção de estratégias de recuperação ambiental baseadas em evidências científicas. Texto: Vanessa Pianca

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EDezembro | 27 anos de história, inovação e compromisso com o futuro  O mês de dezembro de 2025 marca um capítulo especial na trajetória da Fundação Espírito-santense de Tecnologia. No dia 16, celebramos 27 anos de atuação, reafirmando o propósito que nos move desde a nossa criação: conectar ciência, tecnologia e inovação ao desenvolvimento sustentável da sociedade. A comemoração foi traduzida em um evento repleto de surpresas, sorrisos e anúncios de novos projetos, simbolizando não apenas o passado construído, mas principalmente o futuro que seguimos desenhando com responsabilidade e excelência.   Entre as novidades que marcaram esse mês histórico, apresentamos o FESTINHO, o novo mascote da Fundação, criado para aproximar ainda mais a ciência das pessoas, tornando o conhecimento acessível, lúdico e inspirador. Uma iniciativa que reforça nosso compromisso com a divulgação científica e com a construção de pontes entre a academia e a sociedade.   Dezembro também foi marcado por importantes avanços institucionais. A parceria entre FEST, UFES e a Prefeitura Municipal de Vila Velha para o desenvolvimento e execução do Projeto Periferia Viva no Território Grande Jabaeté reafirma nosso papel na promoção de políticas públicas integradas, voltadas à inclusão social, ao desenvolvimento urbano e à melhoria da qualidade de vida. Da mesma forma, a participação da FEST no marco histórico do Programa de Recuperação Econômica e Agroecológica na Bacia do Rio Doce reforça nossa atuação estratégica em iniciativas de reconstrução, sustentabilidade e justiça socioambiental.   Outro destaque foi o início das obras da nova Estação Científica no Arquipélago de São Pedro e São Paulo, fruto da parceria entre FEST, UFES, ICMBio e Marinha do Brasil. Um projeto de grande relevância científica e ambiental, que fortalece a pesquisa brasileira em ambientes oceânicos e consolida a presença da ciência nacional em territórios estratégicos.   Encerramos o ano reconhecendo que cada conquista só é possível graças às pessoas que fazem a FEST acontecer diariamente. Neste mês, destacamos Priscilla Ramos da Penha, exemplo de organização, dedicação e excelência, cuja atuação faz a diferença na rotina da Fundação e contribui diretamente para a qualidade do nosso trabalho.   Celebrar 27 anos é celebrar pessoas, parcerias e propósitos. Seguimos firmes, conectando conhecimento e inovação para transformar realidades e construir um futuro cada vez mais sustentável. FEST. Saiba mais sobre esses assuntos nessa edição, boa leitura! Clique aqui para acessar! Textos: Vanessa Pianca

FEST, UFES e Prefeitura Municipal de Vila Velha firmam parceria para desenvolvimento e execução do Projeto Periferia Viva no Território Grande Jabaeté

Na manhã desta quarta-feira (17/12), a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) e a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) estiveram na Prefeitura Municipal de Vila Velha para a assinatura do Protocolo de intenção/Acordo de Cooperação Tecnica do Projeto Periferia Viva – Território Grande Jabaeté, um marco para a política de desenvolvimento urbano e inclusão social no Espírito Santo. A Modalidade Periferia Viva é um programa do Governo Federal Brasileiro, focado na urbanização e melhoria de favelas e periferias, articulando políticas públicas para infraestrutura, moradia digna, saneamento, acesso a serviços (saúde, educação, cultura, esporte), regularização fundiária e fortalecimento comunitário, integrando o Novo PAC e visando dignidade e transformação social nesses territórios. Participaram do ato o Superintendente da FEST, Sr. Armando Biondo Filho; a Diretora da FEST, Sra. Patrícia Bourguignon Soares; o Reitor da UFES, Prof. Dr. Eustáquio Vinicius Ribeiro  de Castro, o Secretário Municipal de Desenvolvimento Urbano e Mobilidade de Vila Velha, Sr. Joel Rangel Pinto Junior, a Coordenadora do Programa Periferia Viva da PMVV, Sra. Livia  Barraque Barbosa, além dos professores Dr. Gilton Luís Ferreira e Dr. Alvim Borges da Silva, do Departamento de Administração do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE/UFES). O  instrumento jurídico firmando  tem como objeto a execução de serviços técnicos especializados, que serão desenvolvido e gerenciado pela FEST, por intermédio do Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Desenvolvimento Sustentável da UFES, com a participação do Laboratório de Orçamentos (LABOR) e do Departamento de Serviço Social (DSS). A iniciativa atenderá à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Mobilidade de Vila Velha, por meio de uma assessoria técnica multidisciplinar, fundamentada em uma metodologia participativa, voltada à mobilização social, ao planejamento territorial, à habitação de interesse social e à regularização fundiária. O superintendente da FEST, Armando Biondo, ressaltou a relevância da parceria entre instituições públicas. “Essa união entre FEST, UFES e Prefeitura de Vila Velha demonstra a força da cooperação institucional em prol do desenvolvimento social. É um projeto complexo, que exige responsabilidade técnica e sensibilidade social, e a FEST tem orgulho de colocar sua experiência a serviço da sociedade capixaba”, afirmou. Um projeto estruturante para reduzir desigualdades  O Projeto Periferia Viva integra a modalidade Urbanização de Favelas do Programa de Aceleração do Crescimento – Novo PAC, do Governo Federal, e nasce do reconhecimento de que os territórios periféricos concentram grande parte da população em situação de vulnerabilidade social, convivendo com condições urbanas precárias. Nesse contexto, a atuação do Estado de forma integrada, ampla e transversal é fundamental para o enfrentamento das desigualdades socioterritoriais. Para a diretora da FEST, Patrícia Bourguignon, o projeto representa um avanço significativo na forma de pensar e executar políticas públicas voltadas às periferias. “O Periferia Viva materializa o compromisso com uma atuação técnica qualificada, mas, sobretudo, humana e participativa. Nosso papel é contribuir para que as comunidades sejam protagonistas do processo e para que as soluções construídas tenham impacto real na vida das pessoas”, destacou. A proposta de Urbanização e Qualificação do Território Grande Jabaeté, apresentada pela Prefeitura de Vila Velha, foi habilitada em 2024 no processo seletivo do Ministério das Cidades, tornando o município o único do Espírito Santo contemplado nesta modalidade do programa. O território atendido está localizado, majoritariamente, nos bairros Jabaeté e Barramares, abrangendo o Polígono 1 – Nova Jabaeté V e o Polígono 2 – Loteamento Mangal A/Cidade de Deus, ambos situados em Zona Especial de Interesse Social (ZEIS). Ao todo, cerca de 1.200 famílias serão beneficiadas pelo projeto: 800 famílias receberão diretamente a urbanização integral e 400 famílias serão realocadas por meio de diferentes modalidades de reassentamento. Segundo o secretário Joel Rangel esse projeto tem um caráter histórico . “Este é um marco para o município. Assumimos uma grande responsabilidade com a população do Território Grande Jabaeté, e essa parceria nos dá segurança técnica e institucional para promover uma transformação urbana que respeite as pessoas, o território e o direito à cidade”, declarou Planejamento participativo e atuação técnica especializada  O primeiro passo para a execução da proposta é a elaboração do Plano de Ação Periferia Viva, principal instrumento de planejamento participativo do programa. Esse plano definirá as ações prioritárias, as intervenções urbanísticas e as políticas públicas necessárias, de forma integrada e transversal. Além da elaboração do Plano de Ação, a assessoria técnica terá atribuições estratégicas, como a mediação e qualificação do diálogo entre o poder público e as famílias, a execução do trabalho social, a elaboração de anteprojetos arquitetônicos, urbanísticos e de engenharia, a condução dos processos de regularização fundiária e a realização da avaliação pós-intervenção. Segundo as diretrizes do programa, esse papel deve ser exercido por instituições com atuação consolidada nos territórios, capazes de compreender as especificidades culturais, sociais e econômicas das comunidades, garantindo maior efetividade das ações e melhor incorporação das políticas públicas à realidade local. O Reitor da UFES, Prof. Dr. Eustáquio de Castro, enfatizou o papel da universidade pública. “A UFES reafirma, com este projeto, sua missão de produzir conhecimento comprometido com a transformação social. Colocar a ciência, a técnica e a extensão universitária a serviço da redução das desigualdades é parte essencial do nosso compromisso com a sociedade”, pontuou. O Projeto Periferia Viva – Território Grande Jabaeté tem como objetivos centrais a promoção da inclusão social, o fortalecimento do direito à cidade e a ampliação do acesso prioritário das periferias às políticas públicas. Entre seus focos estão o envolvimento ativo das comunidades no planejamento e no acompanhamento das intervenções, o fortalecimento de iniciativas coletivas, a cooperação entre diferentes níveis de governo e a adaptação dos territórios às mudanças climáticas. Ao integrar infraestrutura urbana, equipamentos sociais, inovação, tecnologia, oportunidades e fortalecimento comunitário, o projeto busca transformar o território, promovendo mais qualidade de vida, segurança da posse, cidadania e igualdade de oportunidades para as famílias atendidas, reafirmando o papel da FEST e da UFES como agentes estratégicos do desenvolvimento sustentável e social no Espírito Santo.  

FEST participa de marco histórico do Programa de Recuperação Econômica e Agroecológica na Bacia do Rio Doce

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) esteve presente, no dia 13 de dezembro, em um ato político de grande relevância social e ambiental promovido pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que marcou oficialmente a entrada dos assentamentos da Bacia do Rio Doce no Programa de Recuperação Econômica e Agroecológica. O Programa de Recuperação Econômica e Agroecológica é um conjunto de iniciativas e políticas públicas no Brasil que combinam a recuperação de áreas degradadas com a promoção da agroecologia e o desenvolvimento econômico sustentável. O evento foi realizado no Centro de Formação Francisca Veras, no Assentamento Oziel Alves Pereira, em Governador Valadares (MG), e simboliza um passo fundamental no processo de reparação integral às famílias atingidas pelo rompimento da Barragem de Fundão, ocorrido em Mariana (MG), em 5 de novembro de 2015. A iniciativa também representa avanços concretos na promoção da reforma agrária popular e no fortalecimento de práticas sustentáveis baseadas na agroecologia. A FEST foi calorosamente recebida por Sr.  Silvio Neto e Sra. Maria de Fátima Vieira, coordenadores do Programa Popular de Agroecologia e integrantes da direção do MST em Minas Gerais. Também estava nesse encontro Sra. Adriana Aranha, titular da Gerência Extraordinária da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (ANATER), vinculada ao  Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). O encontro reforçou a importância do diálogo entre instituições, movimentos sociais e comunidades diretamente impactadas por grandes crimes socioambientais. Para a diretora da FEST, Sra.  Patrícia Bourguignon Soares, a participação da Fundação nesse marco reafirma seu compromisso com projetos que unem ciência, responsabilidade social e desenvolvimento social. “Estar ao lado das comunidades e dos movimentos sociais neste momento tão simbólico é reafirmar o papel da FEST na construção de soluções que promovam a recuperação dos territórios, a dignidade das famílias atingidas e o desenvolvimento sustentável. Este projeto representa não apenas a reparação de danos, mas a possibilidade de um novo futuro, construído de forma coletiva, com base na agroecologia, no conhecimento e no respeito às pessoas e à natureza”, destacou a diretora. O reconhecimento dos assentamentos da Bacia do Rio Doce no Programa de Recuperação Econômica e Agroecológica fortalece ações voltadas à reconstrução dos modos de vida no campo, à soberania alimentar e à geração de renda de forma sustentável, alinhando-se aos princípios de justiça socioambiental e desenvolvimento territorial. Com essa nova parceria, a FEST reafirma seu compromisso com iniciativas que promovem transformação social, sustentabilidade e cuidado com as pessoas, contribuindo ativamente para processos de reconstrução que colocam a vida no centro das decisões. Texto: Vanessa Pianca

FEST, UFES, ICMBio e Marinha do Brasil dão início às obras da nova Estação Científica no Arquipélago de São Pedro e São Paulo

As obras da nova Estação Científica do Arquipélago de São Pedro e São Paulo tiveram início nesta segunda-feira, 8 de dezembro, marcando um momento histórico para a ciência brasileira e para a cooperação entre as instituições envolvidas. O projeto desenvolvido pela Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) em parceria como Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBi),  Marinha do Brasil e conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), representa um avanço significativo para a pesquisa, a proteção ambiental e a soberania nacional. O Arquipélago é um dos pontos mais remotos e estratégicos do Brasil, abrigando uma das mais ricas áreas de biodiversidade marinha, além de manter relevância direta para a economia do mar, monitoramento ambiental e presença científica permanente. Início das obras: um marco para a pesquisa brasileira  O navio-patrulha oceânico Araguari chegou ao arquipélago transportando a equipe responsável pela primeira etapa da construção. Esta será a terceira estação científica instalada no local. Financiado com recursos de compensação ambiental, o projeto está avançando com a implantação da nova passarela que ligará a futura estação ao farol da ilha principal. Ao lado do farol também será construído um shelter de segurança. Na etapa final, está prevista a desmontagem da estrutura antiga e a montagem completa da nova estação. A nova Estação Científica se destaca pela adoção de materiais de alta durabilidade e resistência, desenvolvidos após anos de estudos conduzidos pela equipe da UFES. O uso do PRFV, um compósito de fibra de vidro com polímeros, garantirá leveza, resistência mecânica e reduzida necessidade de manutenção, características essenciais diante das condições extremas das ilhas oceânicas. “Nos dedicamos por muito tempo à pesquisa de materiais que fossem duráveis, resistentes, de baixa manutenção e, ao mesmo tempo, leves, já que a própria ilha impõe desafios muito específicos para qualquer construção”, explica o arquiteto Bernardo Dias, integrante da equipe responsável pelo projeto, coordenado pela professora doutora Cristina Engel do Departamento de Arquitetura da Ufes do Centro de Artes da Ufes.. Uma parceria que fortalece a ciência e a soberania  A presença contínua de pesquisadores no arquipélago é viabilizada pela Marinha do Brasil desde 1998, por meio do Programa Proarquipélago. A partir de 2018, toda a região passou a ser protegida pelo Monumento Natural (MONA) e pela Área de Proteção Ambiental (APA) de São Pedro e São Paulo, ambas Unidades de Conservação federais sob gestão do ICMBio. O chefe do ICMBio Grandes Unidades Oceânicas, Júlio Rosa, reforça a importância dessa união institucional:“Viabilizar uma obra de tamanha complexidade, construída a muitas mãos, é um indicativo de que estamos no caminho certo. A pesquisa nas ilhas oceânicas é fundamental para orientar decisões de gestão da biodiversidade nesses territórios tão únicos”, afirmou. FEST: compromisso com a inovação e com o fortalecimento da ciência brasileira  Para a FEST, o início das obras representa um marco na história da Fundação e reafirma seu papel como instituição estratégica para o avanço científico e tecnológico no estado e no país. A Diretora Executiva, Patrícia Bouguignon, destaca a relevância desse momento: “Participar de um projeto dessa magnitude, ao lado de instituições tão importantes como a UFES, o ICMBio e a Marinha do Brasil, é motivo de enorme orgulho para a FEST. Este é um marco para a nossa Fundação, para a ciência e soberania brasileira. A nova Estação Científica fortalecerá a pesquisa, a preservação ambiental e a presença do Brasil em um dos locais mais estratégicos do Atlântico. Estamos honrados em contribuir para um projeto que deixará um legado para as próximas gerações.” As obras devem seguir ao longo de 2026, com ações conjuntas entre UFES, Marinha do Brasil e ICMBio, e com apoio contínuo da Fundação Espírito-santense de Tecnologia. Projeto 1220 Texto: Vanessa Pianca WhatsApp Image 2025-12-09 at 19.06.41 WhatsApp Image 2025-12-09 at 19.06.41 (1) WhatsApp Image 2025-12-09 at 19.07.00 WhatsApp Image 2025-12-09 at 19.07.00 (2) WhatsApp Image 2025-12-09 at 19.06.59