FEST – Fundação Espírito-santense de Tecnologia

FEST e UFES apresentam proposta estratégica para o desenvolvimento costeiro e marinho do Amapá no MIDR

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), realizou nesta semana uma importante apresentação institucional no Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), em Brasília, com foco no desenvolvimento multissetorial da região costeira e marinha do estado do Amapá. Representando a FEST, participaram Patrícia Bourguignon, Diretora, e Laura Vieira, supervisora de Projetos. A UFES foi representada pelo professor doutor Alex Cardoso Bastos, que contribuiu com a base científica da proposta. Durante o encontro, foi apresentado o Plano de Desenvolvimento Integrado da Costa e Mar do Amapá, uma iniciativa estruturante que reúne diferentes eixos estratégicos voltados à organização territorial, ao uso sustentável dos recursos naturais e ao fortalecimento das atividades econômicas da região. O projeto contempla abordagens inovadoras como o Planejamento Espacial Marinho, que busca identificar e mapear os usos do oceano, promovendo maior segurança jurídica e eficiência na gestão dos territórios marinhos. A proposta também destaca o uso de tecnologias avançadas para monitoramento ambiental e gestão de dados, incluindo plataformas integradas, painéis dinâmicos de indicadores e sistemas de acompanhamento em tempo real. Esses recursos permitem uma visão ampla e estratégica dos ambientes costeiro, marinho e dulcícola, subsidiando ações mais assertivas. Estiveram presentes no encontro importantes representantes do MIDR, entre eles o secretário-executivo Valder Ribeiro, o secretário-executivo adjunto Tito Silva, o secretário nacional de Políticas de Desenvolvimento Regional e Territorial Daniel Fortunato, além de diretores e assessores técnicos da pasta. O principal objetivo da iniciativa é desenvolver estudos científicos robustos que sirvam de base para a formulação de políticas públicas e para a tomada de decisão estratégica, promovendo o desenvolvimento sustentável do Amapá e ampliando o conhecimento sobre sua zona costeira e marinha. A atuação conjunta entre FEST, UFES e o Governo Federal reforça o compromisso com a ciência, a inovação e o desenvolvimento regional, consolidando a importância das parcerias institucionais na construção de soluções para os desafios do país. Texto: Vanessa Pianca

FEST participa de encontro estratégico em Brasília sobre pesquisa e conservação nas Ilhas Oceânicas

No dia 26 de março, a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) participou de um importante encontro em Brasília com representantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM) da Marinha do Brasil. A agenda teve como foco o fortalecimento de parcerias institucionais voltadas ao avanço da pesquisa científica e à conservação dos ecossistemas marinhos brasileiros. Representando a FEST, esteve presente a diretora Patrícia Bourguignon. O encontro também contou com a participação de Iara Vasco Ferreira, Diretora de Criação e Manejo de Unidades de Conservação do ICMBio; Luiz Felipe de Luca de Souza, Coordenador Geral de Planejamento Operacional e Orçamento (ICMBio); e Júlio Rosa da Silva, Chefe do NGI Grandes Unidades Oceânicas (ICMbio). Na ocasião, também foi realizada a apresentação oficial do Contra-Almirante Robledo de Lemos Costa e Sá,  novo comandante da Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM) da Marinha do Brasil. Durante a reunião, foram discutidos temas estratégicos relacionados ao Programa de Pesquisa Científica nas Ilhas Oceânicas – ProIlhas, iniciativa fundamental para a produção de conhecimento científico em áreas remotas e de alta relevância ambiental. O programa tem contribuído significativamente para o monitoramento, preservação e manejo sustentável dos ecossistemas insulares brasileiros. Um dos pontos de destaque do encontro foi a discussão sobre a preservação do atobá, ave marinha símbolo das ilhas oceânicas brasileiras e indicador importante da saúde ambiental desses ecossistemas. A proteção dessa espécie está diretamente ligada à manutenção do equilíbrio ecológico das ilhas, sendo essencial o desenvolvimento de ações integradas de pesquisa, monitoramento e conservação. Nesse contexto, o ProIlhas desempenha papel estratégico ao subsidiar políticas públicas e iniciativas voltadas à proteção da biodiversidade marinha. A reunião também reforçou a importância da atuação conjunta entre instituições de pesquisa, órgãos ambientais e forças armadas, ampliando o alcance das ações e promovendo o desenvolvimento científico aliado à conservação ambiental. A participação da FEST no encontro reafirma o compromisso da Fundação com o apoio a projetos de pesquisa, inovação e sustentabilidade, contribuindo para a geração de conhecimento e para a preservação dos recursos naturais brasileiros. Texto: Vanessa Pianca

1267- FINEP realiza visita técnica a projetos estratégicos desenvolvidos pela UFES com apoio da FEST

A Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) realizou uma visita técnica à Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) para acompanhar a execução do Projeto nº 1267 FINEP – Ref. 0635/24, desenvolvido em parceria com a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST). A agenda institucional contou com a presença do analista da FINEP, Miguel Andrade, que vistoriou as estruturas apoiadas e os equipamentos adquiridos por meio dos recursos investidos. O objetivo foi avaliar de perto o impacto dos investimentos voltados ao fortalecimento da infraestrutura científica e tecnológica da universidade. Durante a visita, foram acompanhados dois projetos estratégicos de grande relevância: Cidades Inteligentes no Contexto do 5G Fortalecendo a Pesquisa em Ciências Moleculares As iniciativas são coordenadas pelos pesquisadores  Prof. Dr. Arnaldo Leal Junior, do Departamento de Engenharia Mecânica (DEM) do Centro Tecnológico da UFES e o Prof. Dr. Alexandre Martins Costa Santos, do departamento de Ciências Fisiológicas do Centro de Ciências da Saúde do Centro de Ciências da Saúde da UFES), que vêm conduzindo estudos com elevado potencial de impacto científico e tecnológico. A visita técnica também contou com o acompanhamento da Supervisora Sabrina Felix Bertuani e da Analista de Projetos Amanda Ribeiro, ambas da FEST, que apresentaram os avanços da execução, esclareceram aspectos operacionais e reforçaram as diretrizes de gestão e monitoramento dos recursos. Ao longo da vistoria, foram analisadas as condições das estruturas implementadas, a adequação dos equipamentos adquiridos e o potencial de utilização desses investimentos para ampliar a capacidade de pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico da UFES. A programação foi concluída com um encontro de alinhamento junto ao diretor da Pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da UFES, Prof. Dr. Wagner Santos. O momento foi dedicado ao esclarecimento de dúvidas, orientações técnicas e fortalecimento da integração institucional entre as equipes envolvidas. A visita reforça o compromisso da FINEP com o acompanhamento técnico dos projetos financiados e evidencia a importância da parceria com a UFES e a FEST para o avanço da ciência, tecnologia e inovação no Espírito Santo e no Brasil. Os projetos avaliados representam avanços significativos em áreas estratégicas, como conectividade inteligente, transformação digital e pesquisas em ciências moleculares, contribuindo diretamente para o desenvolvimento tecnológico, econômico e social do país. Texto: Vanessa Pianca  

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Editorial – Fevereiro de avanços, cuidado e pessoas na FEST. O mês de fevereiro foi marcado por importantes conquistas, reflexões e momentos de fortalecimento institucional na Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST). Mais uma vez, nossa Fundação demonstrou que seu papel vai muito além da gestão administrativa de projetos: somos parte ativa na construção de soluções inovadoras, no fortalecimento da ciência e na valorização das pessoas que fazem tudo acontecer. 🚀 Logo no início do mês, a FEST esteve presente em Brasília para o Kick-off do projeto do edital do Instituto Clima e Sociedade (iCS), que marca o início do desenvolvimento de novos módulos com Inteligência Artificial para a Plataforma Terras do Brasil. A participação da Fundação nesse momento estratégico reforça nosso compromisso com iniciativas que unem tecnologia, inovação e impacto social, contribuindo para soluções mais eficientes na gestão territorial e ambiental do país. Fevereiro também foi um período importante para reafirmarmos nosso compromisso com a responsabilidade institucional e o cumprimento rigoroso das normas legais. Recebemos uma fiscalização de rotina da Polícia Federal referente ao controle de produtos químicos. A visita reforçou a importância dos processos de rastreabilidade, controle e transparência adotados pela FEST, demonstrando que nossas práticas estão alinhadas com os mais altos padrões de conformidade e segurança. Outro momento significativo foi a realização da eleição da nova Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) para a gestão 2026/2027. O processo, que contou com ampla participação dos colaboradores, reforça o compromisso coletivo com um ambiente de trabalho cada vez mais seguro, saudável e participativo. A CIPA é um espaço essencial de diálogo e construção conjunta, onde a prevenção e o cuidado com as pessoas são prioridades permanentes. E, como sempre fazemos questão de destacar, por trás de cada projeto, cada processo e cada conquista, existem pessoas dedicadas que dão vida à nossa Fundação. Neste mês, a seção “Quem faz a FEST” trouxe a história de Emmanoel Cavalcante, do setor de Recursos Humanos. Com seu jeito leve, sorriso fácil e olhar atento para as rotinas e desafios do trabalho, Emmanoel representa bem o espírito colaborativo e humano que caracteriza a FEST. Assim, fevereiro se encerra com a certeza de que seguimos avançando em múltiplas frentes: fortalecendo parcerias, garantindo a excelência em nossos processos e valorizando as pessoas que constroem diariamente a história da Fundação. Que os próximos meses continuem sendo de trabalho produtivo, inovação e conquistas compartilhadas. 🌱💙 Saiba mais sobre esses assuntos nessa edição, boa leitura! Clique aqui para acessar! Textos: Vanessa Pianca

ICMBio, UFES, FEST e CEBIMAR-USP promovem 2ª Expedição Científica às Montanhas Submarinas Vitória-Trindade/ES

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade-ICMBio, juntamento com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), o Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo (CEBIMAR/USP) e a ONG Voz da Natureza promovem até 05 de abril (20 dias), a 2ª Expedição à cadeia de montanhas submarinas Vitória-Trindade, localizados no Espírito Santo, a 1.200 km da costa e cujas formações integram as Grandes Unidades de Conservação Oceânicas, geridas pelo ICMBio. A bordo do Navio DeepSea, a expedição está sendo possível graças ao patrocínio de instituições como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), reunindo pesquisadores da UFES e do Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo – CEBIMar/USP, técnico do ICMBio, além de um médico. A expedição tem como objetivo monitorar as ilhas e montes com ROVs – Remotely Operated Vehicle (Veículo Operado Remotamente) e outros equipamentos de mergulhos profundos. A ação integra o projeto Biodiversidade e Conservação do Arquipélago de Martim Vaz e do Monte Colúmbia, além do Monumento Natural das Ilhas de Trindade. A proposta foi elaborada por pesquisadores do CEBIMar/USP e se encontra contemplada em uma chamada CNPq. A Fundação Espírito-santense de Tecnologia – FEST também apoia a expedição, além do CNPq e FAPESP, e conta com coordenação executiva da OSCIP Voz da Natureza – um projeto de divulgação e popularização de estudos e ciência marinha, mostrando cientistas brasileiros e do mundo. A coordenação institucional da expedição fica a cargo do ICMBio, considerando que as Grandes Unidades Oceânicas são geridas pelo ICMBio, e além de berçários de rica biodiversidade marinha, possuem o maior sítio reprodutivo das tartarugas-verdes (Chelonias mydas) no Brasil – uma riqueza própria de ilhas oceânicas, isoladas e montes submarinos ainda desconhecidos. As universidades diretamente envolvidas na expedição estão disponibilizando os meios, equipamentos e equipes técnicas para o registro da biodiversidade nestas importantes e desconhecidas áreas protegidas federais, geridas pelo ICMBio. São parceiros nesta expedição, ainda, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar/SP) e da University of New Castle (Universidade do Reino Unido) e REVIMAR/MMA. Comunicação ICMBio Solicitações de entrevistas e informações: Sandra Tavares – Jornalista ICMBio – 27-999997116

Oficinas participativas marcam início das ações do projeto de recuperação hidroambiental na Bacia do Rio Grande

As primeiras ações do Projeto de Recuperação Hidroambiental e Produtivo em Assentamentos da Reforma Agrária na Bacia do Rio Grande, desenvolvido pela Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) em parceria com a Axia Energia Centrais Elétricas Brasileiras S.A, começaram a ser realizadas nesta semana com a realização de oficinas de Diagnóstico Rápido Participativo (DRP) em assentamentos da reforma agrária em Minas Gerais. As atividades estão ocorrendo em 10 assentamentos localizados nos municípios de Veríssimo, Campo Florido, Prata e Campina Verde, envolvendo diretamente as famílias que vivem e produzem nesses territórios. O objetivo das oficinas é levantar, de forma participativa e territorializada, as condições socioambientais, produtivas e organizacionais das comunidades, subsidiando a elaboração de um diagnóstico detalhado que orientará as próximas etapas do projeto. A iniciativa busca promover a revitalização e preservação dos recursos hídricos da Bacia do Rio Grande, aliando recuperação ambiental ao fortalecimento produtivo e à melhoria da qualidade de vida das comunidades rurais. Metodologia participativa valoriza conhecimento local  Cada assentamento recebe dois dias de atividades, conduzidas por equipe técnica especializada, utilizando metodologias participativas que reconhecem o conhecimento e a experiência das famílias assentadas como elementos centrais do processo de diagnóstico. Entre as ferramentas utilizadas nas oficinas estão: Mapa Falado – atividade em que os próprios assentados representam graficamente o território, identificando recursos naturais, áreas degradadas, infraestruturas, conflitos de uso da terra e potencialidades locais, permitindo uma leitura coletiva do espaço onde vivem e produzem; Diagrama de Venn – ferramenta que mapeia as relações institucionais do assentamento, identificando instituições, organizações e serviços públicos presentes no território, bem como o nível de proximidade e influência dessas relações na comunidade; Matriz de Problemas e Potencialidades – análise participativa dos principais desafios enfrentados pelas famílias nas dimensões ambiental, produtiva, social e de infraestrutura, além das oportunidades existentes para superá-los; Calendário Sazonal – levantamento dos ciclos produtivos, períodos de escassez hídrica, atividades agrícolas e vulnerabilidades ao longo do ano, contribuindo para o planejamento das ações de recuperação ambiental e fortalecimento da produção. As informações levantadas durante as oficinas estão sendo sistematizadas pela equipe técnica e irão compor um documento de diagnóstico socioambiental e produtivo de cada assentamento. Esse material servirá como base para o planejamento das intervenções previstas pelo projeto, como recuperação de áreas degradadas, manejo sustentável dos recursos hídricos, fortalecimento das cadeias produtivas locais e ampliação da articulação institucional. De acordo com a diretora da FEST e coordenadora do projeto, Patrícia Bourguignon, o início das atividades em campo representa um passo fundamental para garantir que as ações do projeto sejam alinhadas às realidades locais. “Nosso compromisso é construir soluções junto com as comunidades. O diagnóstico participativo permite compreender profundamente as necessidades, desafios e potencialidades de cada território, garantindo que as ações de recuperação ambiental e fortalecimento produtivo sejam realmente eficazes e sustentáveis”, destaca Patrícia. Os resultados iniciais das oficinas têm sido bastante positivos. As famílias assentadas têm demonstrado alto nível de engajamento e colaboração, participando ativamente das discussões e compartilhando conhecimentos detalhados sobre seus territórios, práticas produtivas e desafios cotidianos. Segundo a equipe técnica responsável pelas atividades, esse envolvimento fortalece não apenas a qualidade das informações coletadas, mas também o sentimento de pertencimento e protagonismo das comunidades no processo de construção das soluções. Ao integrar saberes locais, metodologias participativas e planejamento técnico, o projeto busca consolidar um modelo de desenvolvimento que combine recuperação ambiental, segurança hídrica, produção sustentável e geração de renda, contribuindo para a sustentabilidade da Bacia do Rio Grande e para o fortalecimento das comunidades rurais da região. Texto: Vanessa Pianca   IMG_0322 IMG_0361 IMG_0190 IMG_0117 IMG_0093 IMG_0060 IMG_0053 IMG_9903 IMG_9875 IMG_9836 Load More End of Content.

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Editorial | Janeiro de 2026 Janeiro de 2026 inaugura o ano com presença ativa, diálogo qualificado e fortalecimento de vínculos institucionais. A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) inicia o período reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento sustentável, a recuperação ambiental da Bacia do Rio Doce e a valorização das pessoas que constroem, diariamente, a Fundação.  No cenário nacional, a FEST participou de evento realizado em Salvador (BA) que reuniu representantes de diferentes instituições para debater o Novo Rio Doce e a retomada econômica no eixo rural. O encontro destacou a importância de estratégias integradas que conciliem recuperação ambiental, fortalecimento das atividades produtivas e justiça socioeconômica nos territórios impactados. A participação da FEST reforça seu papel como agente técnico e institucional qualificado nos debates que orientam políticas e ações estruturantes para a região. Também em janeiro, o PRODOCE reuniu especialistas de diversas áreas, marcando oficialmente o início de uma nova etapa voltada à descontaminação e à reabilitação produtiva da Bacia do Rio Doce. O momento simboliza avanços importantes na construção de soluções baseadas em ciência, inovação e cooperação interinstitucional, com foco na recuperação ambiental associada à retomada segura e sustentável das atividades econômicas. A FEST integra esse esforço coletivo, contribuindo com sua experiência técnica e capacidade de gestão de projetos complexos. No âmbito interno e institucional, o evento do PMBA, realizado na UFES, promoveu a integração entre as equipes do Espírito Santo e de Minas Gerais. Mais do que um encontro técnico, o momento fortaleceu o diálogo, o alinhamento de ações e a construção conjunta de estratégias, reafirmando que resultados consistentes nascem da cooperação, do trabalho em rede e da confiança entre as equipes. Encerrando o mês, a seção Quem faz a FEST homenageia Daniela Gomes Pires Sousa. A delicadeza que organiza, a firmeza que constrói. Daniela representa o equilíbrio entre sensibilidade e responsabilidade. Com atenção aos detalhes, postura ética e compromisso com o coletivo, sua atuação contribui para que os processos fluam com organização, respeito e eficiência. Seu trabalho silencioso e consistente sustenta o cotidiano da Fundação e reflete os valores que orientam a FEST. Assim, janeiro se conclui como um mês de presença, construção e reconhecimento. A FEST segue firme em sua missão de apoiar a ciência, o desenvolvimento territorial e as pessoas porque é assim, com técnica e humanidade, que o futuro se constrói. Saiba mais sobre esses assuntos nessa edição, boa leitura! Clique aqui para acessar! Textos: Vanessa Pianca

1245 / 1383 – FEST participa de Kick-off em Brasília para desenvolvimento de módulos com Inteligência Artificial na Plataforma Terras do Brasil

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) está em Brasília participando do Kick-off do projeto do edital do iCS (Instituto Clima e Sociedade), que marca o início do desenvolvimento de novos módulos baseados em Inteligência Artificial para a Plataforma Terras do Brasil. O evento reúne representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), da FEST e do GT4, consolidando uma agenda estratégica voltada ao fortalecimento da governança responsável da terra por meio da inovação tecnológica. O projeto prevê a criação de funcionalidades baseadas em IA capazes de aprimorar a análise de dados e apoiar a tomada de decisão na gestão territorial. A iniciativa integra tecnologia, governança digital e conformidade com os padrões do Governo Federal, incluindo requisitos de acessibilidade (eMAG), identidade visual do Design System do Governo Federal, segurança da informação e adequação integral à LGPD. A execução seguirá metodologia ágil (Scrum), com ciclos de entregas quinzenais, garantindo previsibilidade, transparência e acompanhamento contínuo pelo Ministério. A infraestrutura tecnológica contará com ambientes segregados de Desenvolvimento (DEV) e Homologação (HML), assegurando rastreabilidade, segurança e qualidade nas entregas. Além do desenvolvimento tecnológico, a gestão financeira do projeto será realizada pela FEST por meio do sistema Conveniar, permitindo total transparência na execução orçamentária. Para a diretora da FEST, Patrícia Bourguignon, o projeto representa mais um passo estratégico da Fundação no apoio a políticas públicas estruturantes: “Participar do desenvolvimento de soluções tecnológicas que fortalecem a governança territorial do Brasil é uma responsabilidade e, ao mesmo tempo, um orgulho para a FEST. Estamos unindo inteligência artificial, rigor técnico e gestão eficiente para entregar resultados que impactam diretamente a formulação e a execução de políticas públicas. Esse projeto reforça nosso compromisso com a inovação, a transparência e o desenvolvimento sustentável.” O encontro em Brasília também foi marcado por alinhamentos técnicos, definição de próximos passos e pactuação dos acordos de trabalho entre as equipes, consolidando as bases para uma execução integrada e colaborativa. A FEST reafirma, com essa iniciativa, seu papel como fundação de apoio comprometida com excelência, inovação e contribuição efetiva para o fortalecimento das políticas públicas nacionais. Texto: Vanessa Pianca Projeto: 1383

FEST passa por fiscalização da Polícia Federal e reforça compromisso com controle rigoroso de produtos químicos

Nesta semana, a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) recebeu uma fiscalização de rotina da Polícia Federal (PF), reforçando a importância dos processos de controle, rastreabilidade e conformidade legal adotados pela instituição na aquisição e destinação de produtos químicos controlados. A fiscalização está relacionada às autorizações especiais exigidas para a compra, o armazenamento e a destinação de substâncias químicas que, embora essenciais para atividades de ensino, pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico, também podem ser utilizadas de forma indevida, como na produção de entorpecentes ou outros ilícitos. Entre esses produtos estão solventes orgânicos amplamente utilizados em laboratórios, como a acetona e outros compostos similares. Controle federal rigoroso e prestação de contas permanente No Brasil, a comercialização e o uso desses produtos são rigidamente controlados pela Polícia Federal. Empresas e instituições autorizadas precisam manter um sistema de gestão detalhado, com controle de estoque, registro de entradas e saídas, notas fiscais, informações sobre concentração dos produtos e destinação final. Esses dados são reportados periodicamente à PF por meio de sistemas oficiais, com a obrigatoriedade de envio mensal dos chamados “mapas de controle”. Além do acompanhamento mensal, as instituições autorizadas passam por auditorias e fiscalizações presenciais periódicas. Durante essas ações, a Polícia Federal verifica toda a documentação, os registros de estoque e a conformidade das operações realizadas. Qualquer inconsistência pode gerar apontamentos, que vão desde irregularidades formais — como erros de digitação ou divergências documentais — até situações mais graves, como a ausência de registros, falhas no controle de estoque ou destinação inadequada de produtos. Papel institucional da FEST A FEST possui uma atuação específica nesse processo: a Fundação realiza a aquisição de produtos químicos controlados e a doação desses materiais para universidades e institutos de pesquisa, apoiando diretamente atividades acadêmicas e científicas. Por esse motivo, o controle não se limita apenas ao estoque interno da Fundação, mas também envolve o acompanhamento da destinação e do uso desses insumos junto às instituições beneficiadas. Esse modelo exige uma estrutura administrativa e técnica robusta, com sistemas adequados, procedimentos bem definidos e a atuação de responsáveis técnicos da área de Química, garantindo total rastreabilidade dos produtos desde a compra até o uso final. Autorizações raras e alto nível de exigência Atualmente, são poucas as empresas e instituições no Espírito Santo que possuem esse tipo de licença junto à Polícia Federal. A autorização exige o cumprimento de uma série de requisitos legais, técnicos e operacionais, além da demonstração contínua de capacidade para manter controles rigorosos e atender às exigências dos órgãos fiscalizadores. Além da licença da Polícia Federal, a FEST também detém autorização do Exército Brasileiro, órgão responsável pelo controle de produtos químicos que podem ser utilizados na fabricação de explosivos. Substâncias como o ácido nítrico, por exemplo, são fundamentais em diversas aplicações laboratoriais e industriais na área da Química, mas também possuem potencial de uso na produção de explosivos, o que justifica a fiscalização específica. Assim como no caso da Polícia Federal, o Exército realiza o acompanhamento das aquisições, do estoque e da destinação desses produtos, exigindo a renovação anual das licenças e a prestação contínua de informações por parte das instituições autorizadas. Compromisso com a legalidade e a ciência A fiscalização realizada nesta semana reforça o compromisso da FEST com a legalidade, a transparência e a responsabilidade no apoio à pesquisa científica. Manter essas autorizações ativas demonstra não apenas o cumprimento da legislação, mas também a seriedade da Fundação na gestão de insumos sensíveis, contribuindo para o desenvolvimento científico e tecnológico de forma segura e responsável. A FEST segue atuando em conformidade com todos os órgãos reguladores, garantindo que universidades e institutos de pesquisa tenham acesso a materiais essenciais para suas atividades, sempre dentro dos mais altos padrões de controle e segurança. Texto: Vanessa Pianca

PRODOCE reúne especialistas e marca início de nova etapa para descontaminação e reabilitação produtiva da Bacia do Rio Doce

Vitória (ES) — Nesta sexta-feira (30), no auditório do LabPetro, no campus de Goiabeiras da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), a reunião de apresentação do Projeto PRODOCE – Protocolos de Descontaminação e Reabilitação Produtiva da Bacia do Rio Doce. A iniciativa marca um novo esforço institucional para consolidar bases técnico-científicas voltadas à recuperação ambiental e à retomada segura das atividades produtivas ao longo da bacia e do litoral norte capixaba. Iniciativa da Casa Civil da Presidência da República, em articulação com os ministérios do Desenvolvimento Agrário, da Agricultura e Pecuária, o ProDoce integra o Novo Acordo do Rio Doce e busca estabelecer protocolos técnicos para a descontaminação ambiental e a reabilitação produtiva das áreas impactadas pelo rompimento da barragem de Fundão. O encontro reuniu representantes do governo federal, universidades, instituições de pesquisa e órgãos técnicos ligados à agricultura, ao desenvolvimento agrário e ao meio ambiente. A partir da reunião, será constituído um grupo de trabalho multidisciplinar, responsável por dar início à execução do projeto e acompanhar suas próximas etapas. O PRODOCE está inserido no âmbito do Novo Acordo do Rio Doce, estabelecido após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015, e tem como foco a validação e consolidação de protocolos técnicos de descontaminação ambiental e reabilitação produtiva, com atenção especial à saúde dos solos e dos vegetais. Articulação institucional e base científica A mesa de abertura contou com a participação de representantes da Casa Civil, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), instituição que dá apoio técnico e administrativo ao projeto. Para a diretora da FEST, Patrícia Bourguignon, o PRODOCE representa um avanço importante na articulação entre ciência, políticas públicas e demandas sociais. “O PRODOCE nasce do compromisso com soluções baseadas em evidências científicas e com a responsabilidade de transformar conhecimento em ações concretas. A FEST tem orgulho de executar um projeto que busca garantir segurança alimentar, sustentabilidade ambiental e a retomada produtiva de forma segura e responsável”, afirmou. A proposta do projeto é subsidiar decisões técnicas e institucionais com dados consolidados, dialogando com pesquisas já realizadas na região, como aquelas desenvolvidas no âmbito do PMBA (Programa de Monitoramento da Biodiversidade Aquática) e de universidades federais. Armando Biondo, superintendente da FEST, destacou que o PRODOCE consolida um modelo de atuação baseado em cooperação técnica e responsabilidade pública. “A FEST atua como ponte entre o conhecimento científico produzido nas universidades e a implementação de políticas públicas efetivas. O PRODOCE traduz esse papel ao estruturar protocolos técnicos que permitem avançar na recuperação ambiental e produtiva da Bacia do Rio Doce com transparência, rigor técnico e foco no interesse coletivo”, afirmou. Retomada produtiva com segurança Representando o MDA, Adriana Veiga Aranha, da Gerência Regional da Anater, destacou a importância do projeto para os territórios rurais afetados. “A reabilitação produtiva precisa caminhar junto com a segurança dos alimentos e a proteção ambiental. O PRODOCE cria uma base técnica sólida para orientar políticas públicas e garantir que agricultores e agricultoras possam produzir com confiança e dignidade”, disse. Segundo ela, o projeto contribui para reduzir incertezas técnicas e ampliar a capacidade do Estado de responder de forma estruturada aos impactos socioambientais na bacia. UFES como polo articulador do conhecimento O reitor da UFES, professor doutor Eustáquio Vinícius Ribeiro de Castro, ressaltou o papel das universidades públicas na construção de soluções de longo prazo. “A UFES reafirma seu compromisso com a sociedade ao colocar sua capacidade científica a serviço da recuperação ambiental e produtiva da Bacia do Rio Doce. Projetos como o PRODOCE mostram que a universidade pública é essencial na mediação entre ciência, políticas públicas e necessidades reais da população”, afirmou. Além da UFES, participaram da reunião pesquisadores e representantes da Universidade Federal de Viçosa (UFV), da Embrapa Milho e Sorgo, da Embrapa Cerrados, do Incaper e de áreas técnicas do MAPA. Próximos passos Ao longo do dia, foram apresentados o escopo do projeto, sua abrangência territorial, que inclui áreas de Minas Gerais e do Espírito Santo, e o plano de trabalho inicial. A programação também incluiu o debate sobre a Portaria SE/MAPA nº 61/2026, que orienta a composição do grupo de trabalho responsável pelo acompanhamento técnico do PRODOCE. O grupo será formado por especialistas em solos, vegetais, produção agropecuária, saúde ambiental e recuperação produtiva, com a missão de construir protocolos que orientem ações futuras de forma integrada e sustentável. Ao final do encontro, os participantes destacaram a importância da cooperação interinstitucional e do diálogo contínuo entre ciência, governo e sociedade. A expectativa é que o PRODOCE se torne uma referência nacional na formulação de estratégias para recuperação ambiental associada à produção segura de alimentos. Texto: Vanessa Pianca