FEST – Fundação Espírito-santense de Tecnologia

903- Otimização e análise de fadiga de perfis de rodas ferroviárias

O Departamento de Engenharia Mecânica do Centro Tecnológico da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com o apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), está à frente do projeto intitulado “Otimização e Análise de Fadiga de Perfis de Rodas Ferroviárias”. Coordenado pelo Prof. Dr. Guilherme Fabiano Mendonça dos Santos, o projeto visa aprimorar e aplicar técnicas de otimização multi-objetivo em perfis de rodas, incluindo a otimização da pista de rolamento e uma análise de fadiga aprofundada. Além disso, o projeto oferece suporte a outros projetos da cátedra na área de esmerilhamento preventivo. O projeto tem como principais objetivos: Aprimoramento de Perfis de Rodas: Otimização da pista de rolamento e realização de uma análise de fadiga aprofundada. Suporte Técnico**: Fornecimento de suporte técnico para demais projetos da cátedra, especialmente na área de esmerilhamento preventivo. Implantação e Monitoramento: Acompanhamento da implantação em campo dos perfis otimizados de roda na Estrada de Ferro Carajás (EFC) e na Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), bem como monitoramento do desempenho dos mesmos. Processo de Esmerilhamento: Acompanhamento do processo de esmerilhamento dos trilhos na EFVM e sugestão de ações baseadas nos resultados do processo de otimização e Pummeling. Os resultados preliminares do projeto de otimização do perfil de roda indicam uma significativa diminuição da fadiga e desgaste dos perfis atualmente utilizados pela Vale. Esses resultados foram apresentados no III Simpósio de Engenharia Ferroviária na Unicamp, destacando a melhoria do índice de desgaste e fadiga da roda e a redução substancial da quantidade de material removido durante o reperfilamento. As simulações computacionais realizadas comprovam que a metodologia desenvolvida pode ser utilizada para otimizar perfis de roda, proporcionando resultados promissores. A continuidade do projeto incluirá uma análise de fadiga e a otimização dos perfis do trilho, além do acompanhamento do processo de esmerilhamento preventivo realizado pela Vale. Os principais resultados esperados do projeto incluem: Desenvolvimento de Novos Perfis de Rodas: Otimização da pista de rolamento da EFVM e análise de fadiga aprofundada, incluindo perfis desgastados. Indicador: Relatório Técnico. Avaliação da Efetividade dos Novos Perfis: Avaliação dos ganhos esperados com os novos perfis otimizados a partir dos testes de campo. Indicador: Relatório Técnico. Acompanhamento da Qualidade do Esmerilhamento Preventivo: Monitoramento da qualidade do sistema de esmerilhamento preventivo praticado pela Vale. Indicador: Relatório Técnico. Formação de Competência Nacional: Desenvolvimento de competência nacional em estudos relacionados aos problemas da operação ferroviária, através da parceria empresa-universidade. Indicador: Relatório Técnico. Desenvolvimento de Projeto Conjunto: Criação de um projeto em conjunto com a cátedra roda e trilho, promovendo sinergia com as pesquisas propostas e recebendo contribuições de todos os parceiros integrantes da cátedra. Indicador: Relatório Técnico. Transferência de Conhecimento: Facilitação da transferência de conhecimento entre a Vale e a UFES para a especialização do pessoal técnico de ambas as instituições. Indicador: Relatório Técnico. O projeto “Otimização e Análise de Fadiga de Perfis de Rodas Ferroviárias” representa um passo significativo para a inovação e melhoria contínua na engenharia ferroviária, reforçando a parceria entre a UFES e a Vale e promovendo avanços tecnológicos relevantes para o setor. Texto Vanessa Pianca Projeto 903

895 – Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) unidas no combate à pandemia

Em meio à crise sanitária causada pela pandemia da COVID-19, a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com o apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), trabalharam em uma iniciativa intitulada “Ceunes em Ação: Combate à COVID-19”. Coordenado pelo Dr. Prof. Rogério Oliveira Faleiros, da Secretaria Única de Pós-Graduação (SUPGRAD) da UFES de São Mateus, o projeto visou produzir e disseminar informações sobre a pandemia, arrecadar recursos para distribuição de itens essenciais às comunidades vulneráveis e fornecer atendimento remoto à comunidade acadêmica do Ceunes durante a suspensão das atividades presenciais. O projeto convocou a comunidade acadêmica do Ceunes a se engajar em ações de solidariedade em tempos desafiadores. O Programa “UFES Sustentável” assumiu a responsabilidade de coordenar a arrecadação de recursos, por meio de doações via transferências bancárias, para a compra de cestas contendo alimentos, produtos de higiene e limpeza. Essas cestas foram destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade social em São Mateus, identificadas e selecionadas através de projetos sociais e instituições organizadas. A aquisição e distribuição das cestas foram realizadas remotamente, em conformidade com as normas de isolamento social da época. Os contatos com os supermercados para a entrega dos itens foram feitos por telefone, o que assegurou que a ação ocorresse de maneira segura e eficiente. O esforço coletivo e a solidariedade demonstrado por meio deste projeto não só mitigaram os efeitos imediatos da pandemia, mas também fortaleceram os laços comunitários e a responsabilidade social, valores fundamentais em tempos de adversidade. Texto Vanessa Pianca Projeto 895

881- A terceira Edição do Inverno Astrofísico

A terceira edição do Inverno Astrofísico, uma escola-camping científica, aconteceu entre os dias 22 e 31 de julho de 2021 na Fazenda do Centro, em Castelo, Espírito Santo. Sob a coordenação do Prof. Dr. Alan Miguel Velasquez Toribio, do Departamento de Física do Centro de Ciências Exatas da UFES e com o apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), o evento manteve a estrutura das edições anteriores, mas destacou-se pela maior participação de pesquisadores de fora do estado do Espírito Santo. A programação contou com quatro minicursos introdutórios e seis minicursos específicos, além de duas palestras especiais ministradas por convidados de diversas instituições do Brasil e do exterior. Além dos minicursos e palestras, o evento também incluiu palestras de divulgação científica e sessões de observação do céu noturno com telescópios, abertas às escolas e à comunidade da região. Essas atividades visavam despertar o interesse pela ciência entre crianças e adolescentes, além de promover a cultura científica entre a população local. O Inverno Astrofísico tem como principal objetivo formar e inspirar alunos de graduação e pós-graduação em física e áreas afins, apresentando um panorama atual das áreas de gravitação, cosmologia e astrofísica. O evento promove um ambiente propício para discussões acadêmicas em um contexto descontraído, facilitando a interação entre palestrantes e alunos. A acomodação dos participantes em um camping na área rural do Espírito Santo não apenas proporciona uma experiência científica inovadora, mas também reduz os custos de participação, tornando o evento acessível a um maior número de estudantes. Este formato único na América Latina contribui significativamente para a formação acadêmica dos participantes, oferecendo uma combinação de cursos teóricos e atividades práticas. A realização do Inverno Astrofísico traz diversos benefícios para o estado do Espírito Santo: Atração de Estudantes: Atrai estudantes de ensino superior interessados em física e astronomia, potencialmente futuros alunos de pós-graduação na UFES. Visibilidade das Instituições Capixabas: Difunde as instituições acadêmicas e científicas do estado, especialmente a UFES, na comunidade científica nacional e internacional. Atualização Científica: Mantém estudantes e pesquisadores atualizados sobre os desenvolvimentos mais relevantes em física e astronomia. Colaborações Científicas: Promove colaborações entre pesquisadores do Espírito Santo e de outras instituições. Contato Direto: Facilita o contato direto entre estudantes e cientistas, estendido também aos estudantes de ensino fundamental e médio e à comunidade local. Promoção do Estado: Contribui para promover o patrimônio artístico, cultural e natural do Espírito Santo a um público amplo.  Histórico de Edições Anteriores Inverno Astrofísico 2018: Realizado de 22 a 29 de julho de 2018, na Fazenda do Centro, com a participação de cerca de 60 estudantes e 11 pesquisadores. Inverno Astrofísico 2019: Realizado de 1 a 8 de agosto de 2019, também na Fazenda do Centro, com a participação de cerca de 70 estudantes e 13 pesquisadores. Inverno Astrofísico 2020: A edição de 2020 foi cancelada devido à pandemia de Covid-19. O Inverno Astrofísico é um evento singular que combina formação acadêmica de alto nível com uma experiência prática e acessível. A FEST e a UFES sabem que o evento contribui para a ciência e a educação no Espírito Santo é inestimável, e sua continuidade promete fortalecer ainda mais a integração entre ciência, educação e comunidade local. Texto: Vanessa Pianca Projeto 881

870- UFES possui especialização em ensino de ciências com apoio da FEST

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em colaboração com a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), tem o projeto de especialização em Ensino de Ciências, voltado para os anos finais do ensino fundamental. Este curso é uma iniciativa do Centro de Ciências Humanas e Naturais, através do Departamento de Ciências Biológicas da UFES, coordenado inicialmente pela Profa. Dra. Luciana Dias Tomaz e atualmente está sob a coordenação da Profa. Dra. Maria Auxiliadora de Carvalho Corassa da Superintendência de Educação a Distância (Sead). O projeto tem como objetivo formar profissionais especializados no ensino de diversas áreas do conhecimento, assegurando o direito à aprendizagem e contribuindo para a realização do projeto político-pedagógico das escolas. Através de um ambiente escolar que promova o desenvolvimento do conhecimento, ética e cidadania, o curso busca: Qualificar professores na perspectiva da gestão democrática e da efetivação do direito de aprender com qualidade social. Promover uma mudança efetiva na dinâmica da sala de aula, garantindo um processo de ensino e aprendizagem participativo e significativo. Implementar um diálogo contínuo entre a sala de aula e os conhecimentos adquiridos pelos professores, tanto em termos de metodologia quanto de conteúdos específicos. Garantir a articulação entre conhecimentos acadêmicos e as práticas detidas pelos professores nas escolas. O Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), uma política pública nacional de formação de professores, atua em parceria com União, Estados e Municípios para induzir a formação inicial e continuada de professores da educação básica, utilizando polos de apoio presencial e metodologias de ensino a distância. Alinhado ao Plano Nacional de Educação (PNE) 2014-2024, que visa aumentar a taxa de matrícula no ensino superior, o Sistema UAB contribui significativamente para a formação de professores, especialmente através de cursos de pós-graduação lato sensu. A Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal do Nível Superior (Capes), como gestora do Sistema UAB, disponibiliza ações orçamentárias específicas para o financiamento das atividades acadêmicas dos cursos, que incluem encontros presenciais, desenvolvimento de material pedagógico e suporte às atividades acadêmicas. Os cursos de especialização em Ensino de Ciências da UFES visam promover uma transformação na sala de aula, assegurando que a construção do conhecimento seja participativa e significativa. Esses cursos se destinam a professores da educação básica, fortalecendo suas habilidades para enfrentar os desafios do ambiente escolar e melhorar a qualidade do ensino e da aprendizagem. O curso é estruturado para desenvolver uma formação continuada baseada nas necessidades e dinâmicas do cotidiano escolar, incentivando uma postura crítica sobre o ato educativo, uma visão ampliada do espaço escolar e sua articulação com a sociedade, além da valorização do professor através do aprimoramento de sua formação. A especialização propõe uma abordagem dialógica, onde os conhecimentos e práticas de professores e alunos se complementam, promovendo um espaço de interação e construção de saberes. O curso busca desenvolver: Compromisso com a melhoria da qualidade de ensino e aprendizagem. Postura crítica em relação ao ato educativo. Compreensão das complexas relações entre educação, cultura, tecnologia, sociedade e ambiente. Valorização e aprimoramento contínuo da formação docente. Ao participar deste curso de especialização, os professores terão a oportunidade de se aprimorar continuamente, transformando suas práticas pedagógicas e fortalecendo a ação docente e a ação da escola. Este projeto representa um passo significativo na direção da garantia do direito de todos e de cada um aprender, contribuindo para a consolidação de uma educação pública de qualidade e para a valorização dos profissionais da educação. A UFES e a FEST, com esta iniciativa, reafirmam seu compromisso com a formação de professores e a melhoria da qualidade da educação no Espírito Santo e em todo o Brasil.   Texto Vanessa Pianca Projeto 870

838- Projeto de Extensão Universitária do Laboratório de Orçamentos (LABOR) da UFES

O Laboratório de Orçamentos (LABOR) do Departamento de Engenharia de Produção do Centro Tecnológico da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) é um projeto de grande relevância para a comunidade acadêmica e profissional do Espírito Santo. Coordenado pelo Prof. Dr. Herbert Barbosa Carneiro, com apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), o LABOR tem desempenhado um papel crucial na elaboração e na manutenção de tabelas de preços referenciais para obras de edificações, atendendo tanto aos cursos de Graduação quanto aos Cursos de Pós-Graduação do Centro Tecnológico da UFES. O LABOR foi constituído em 1994, impulsionado pelo interesse do Estado do Espírito Santo em criar uma base confiável para os custos de materiais e insumos na execução de serviços de engenharia e obras de edificações. Desde então, o LABOR tem sido uma referência na elaboração de preços referenciais, utilizados por diversas instituições públicas. Em 2000, a tabela de preços referenciais do LABOR tornou-se a base para auditorias em obras de edificações pelo Tribunal de Contas do Espírito Santo, através da Instrução Normativa 015 de 23 de junho de 2009. Os objetivos gerais do LABOR incluem o desenvolvimento do ensino, da pesquisa de materiais da construção civil e da extensão universitária do Centro Tecnológico, além de levar à comunidade local inovações e novos métodos de elaboração de tabelas de custos referenciais. Especificamente, o projeto visa fornecer às entidades públicas dados confiáveis e seguros sobre os custos de materiais e serviços da construção civil, facilitando a elaboração de planilhas orçamentárias para obras de edificações.  Atividades e Metodologia As atividades do LABOR são amplas e incluem a disponibilização de dados sobre composições de custos unitários e preços de insumos na Tabela de Preços Referenciais Padrão UFES, utilizados em disciplinas obrigatórias e optativas dos cursos de Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Engenharia Mecânica, Arquitetura e Urbanismo. O laboratório também apoia programas de estágio supervisionado, oferecendo bolsas anuais e proporcionando aulas práticas e desenvolvimento de novas tecnologias para a construção civil. A metodologia do LABOR envolve estudos e pesquisas pontuais de materiais de construção e serviços, consultas a periódicos, revistas especializadas e normas técnicas brasileiras. A avaliação é realizada através do aumento no número de insumos na tabela de custos referenciais para obras de edificações, atendendo tanto à UFES quanto a outras instituições públicas interessadas. O sucesso do LABOR é medido pela razão entre o número de novas composições de custos unitários e o número de planilhas finalizadas. O LABOR tem se consolidado como uma ferramenta essencial para a formação acadêmica e profissional no campo da engenharia de produção e civil. Com suas atividades de pesquisa, ensino e extensão, o laboratório não só contribui para a capacitação de alunos e profissionais, mas também fornece uma base sólida e confiável para a elaboração de orçamentos de obras públicas. Para mais informações e acesso às publicações das tabelas de preços, visite o site oficial: [www.iopes.es.gov.br](http://www.iopes.es.gov.br). Texto: Vanessa Pianca Projeto 838

854- Projeto de estudo de redução de arrasto em escoamentos multifásicos turbulentos

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com apoio da Fundação Espírito-Santense de Tecnologia (FEST), sob a Coordenação: Prof. Dr. Edson José Soares, do Departamento de Engenharia Mecânica do Centro Tecnológico (CT), desenvolveu um projeto que tem como objetivo principal estudar a redução de arrasto por aditivos poliméricos em escoamentos turbulentos multifásicos, compostos por água, óleo e gás. Para isso, será utilizada uma bancada experimental composta por um sistema de tubos, visando à aplicação em processos de elevação e transporte de óleo. Serão investigados diversos aditivos específicos tanto para água quanto para óleo, que serão injetados na mistura. A redução de arrasto em escoamentos turbulentos é um tema de grande relevância para diversas aplicações industriais, sendo investigado por pesquisadores ao redor do mundo nos últimos setenta anos. No Brasil, entretanto, o estudo desse fenômeno ainda é embrionário. Entre as diversas aplicações da redução de arrasto, destaca-se o transporte de petróleo e derivados em dutos. Um exemplo notável é a Trans-Alaska Pipeline, que utiliza aditivos redutores de arrasto para obter uma redução de 40% na perda de carga ao longo de seus 1.300 km de oleoduto. Outras aplicações incluem drenagem de água de chuva, circuitos de resfriamento e aquecimento industriais, e combate a incêndios. O fenômeno de redução de arrasto por aditivos foi primeiramente reportado por Toms (1948) durante o Congress of Rheology, ao analisar escoamentos em tubos retos com altas vazões na presença de polímeros. Virk (1975) realizou uma revisão abrangente sobre o tema, abordando os fundamentos físicos do fenômeno e introduzindo a “lei de Virk”, que descreve a máxima possível redução de arrasto em escoamentos turbulentos com aditivos poliméricos. Recentemente, Soares et al. (2015) estudaram escoamentos turbulentos em tubos com soluções de Poliacrilamida em água, observando quedas de 70% na perda de carga. Estudos adicionais, como os de Gyr e Tsinober (1997), investigaram a alteração da viscosidade das soluções em escoamentos turbulentos. Hoyer e Gyr (1996) analisaram a redução heterogênea de perda de carga por injeção de aditivos no centro do duto, comparando-a com a redução homogênea obtida pela mistura prévia do aditivo no solvente. A literatura científica revela que muitos aspectos da redução de arrasto por aditivos ainda precisam ser compreendidos plenamente, especialmente em escoamentos multifásicos (água-óleo), que são o foco principal deste projeto. A redução de arrasto tem implicações significativas na eficiência energética e operacional em diversas indústrias, além de apresentar desafios científicos intrigantes, como a degradação mecânica dos aditivos em condições de alta turbulência. O projeto coordenado pelo Prof. Dr. Edson busca avançar o conhecimento sobre a redução de arrasto em escoamentos multifásicos turbulentos, com o potencial de desenvolver tecnologias inovadoras para a indústria de petróleo e outras áreas. Com o apoio da FEST, este estudo representa um passo importante para consolidar a pesquisa sobre o tema no Brasil, contribuindo para a aplicação prática e a sustentabilidade industrial. Texto: Vanessa Pianca Projeto 854

1236 – XXIII Encontro da região sudeste dos Grupos PET- 2024

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) sediará o XXIII Encontro da Região Sudeste dos Grupos PET (Programa de Educação Tutorial), que ocorrerá entre os dias 4 e 6 de setembro de 2024. O evento será coordenado pela Diretoria de Apoio Acadêmico da Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD)  e contará com o apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) e Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (FAPES). O XXIII Sudeste PET será realizado em formato de Jornada Técnico-Científica presencial. Alunos e tutores da região Sudeste participarão de debates sobre temas pré-estabelecidos pela comissão organizadora, e as conclusões serão encaminhadas ao Encontro Nacional dos Grupos PET (ENAPET). Este encontro visa à troca de experiências em ensino, pesquisa e extensão entre os grupos PET da região. Desde 2001, o evento reúne os grupos PET do Sudeste para discutir e compartilhar práticas educacionais. Este ano, a UFES acolhe a 23ª edição com o tema “Como o PET contribui para a construção da universidade que queremos”. Os eixos temáticos incluem questão étnico-racial, acessibilidade, identidade de gênero e sexualidade, sustentabilidade, e educação e tecnologia. Os objetivos do encontro são: Troca de Aprendizados: Promover a troca de experiências entre os grupos PET, fortalecendo o tripé ensino, pesquisa e extensão. Debate de Políticas Públicas: Incentivar a discussão sobre novas políticas públicas relacionadas ao PET. Desenvolvimento da Qualidade do Ensino: Avaliar o impacto do PET na melhoria da qualidade do ensino superior, identificando suas potencialidades e limitações. O evento será divulgado pelo site https://sudestepet.pet.inf.ufes.br/ oficial e redes sociais @sudestepet2024,  e contará com a apresentação de trabalhos técnico-científicos, além de discussões e deliberações sobre os rumos do Programa de Educação Tutorial. As atividades proporcionarão uma formação global aos bolsistas, preparando-os para atuação acadêmica e profissional de nível elevado, além de incentivá-los a ingressar em programas de pós-graduação e no mercado de trabalho. Criado em 1979 pela Capes e coordenado pela Secretaria de Ensino Superior (Sesu) desde 2000, o Programa de Educação Tutorial (PET) visa ao melhor preparo dos alunos de graduação. Na UFES, campus de Goiabeiras, existem 13 grupos PET. Cada grupo é composto por 12 alunos e um professor tutor, além de estudantes voluntários, com o objetivo de promover a melhoria da qualidade da formação dos alunos e do curso ao qual pertencem. O encontro reúne todos os grupos PET da região Sudeste, proporcionando um espaço para o desenvolvimento de atividades extracurriculares que integram ensino, pesquisa e extensão. Este evento histórico já foi realizado em diversas instituições, incluindo UNESP, UFLA, UFF, UFV, UFSCar, UFU, UFRJ, UNIFAL, UFRRJ e UFOP. Com uma programação rica e diversificada, o XXIII Encontro da Região Sudeste dos Grupos PET promete ser um marco na trajetória dos grupos PET, fortalecendo redes de integração e espaços de discussão que contribuirão para a construção de uma universidade mais inclusiva, sustentável e tecnologicamente avançada. Texto: Vanessa Pianca Projeto: 1236

1145 – Protegendo a Ictiofauna ameaçada da Bacia Do Rio Doce

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) lança o projeto voltado para a preservação da ictiofauna ameaçada da bacia do Rio Doce e sua conectividade com a região marinha costeira adjacente. Coordenado pelo Prof. Dr. Maurício Hostim Silva, do Laboratório de Pesca e Aquicultura  (LabPesca) do Centro Universitário Norte do Espírito Santos (CEUNES) o projeto reúne uma equipe interdisciplinar de pesquisadores especializados em diversas áreas da biologia e ecologia aquática, com o objetivo de fornecer informações detalhadas e relevantes sobre a distribuição, bioecologia, padrões de movimentação e conectividade de oito espécies de peixes ameaçadas. A proposta, gerenciada pela FEST, uma instituição privada sem fins lucrativos, visa promover o desenvolvimento tecnológico e a proteção ambiental, será executado pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e conta com a colaboração de renomados especialistas em análises de isótopos estáveis, microquímica de otólitos, genética, biologia reprodutiva e telemetria acústica, oriundos de instituições como a Universidade Federal de Rio Grande (FURG), Universidade Estadual Paulista (UNESP/Registro), Instituto Meros do Brasil e UFES/CEUNES. Além disso, recebe apoio de órgãos públicos como o Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Sudeste e Sul. O projeto visa estudar oito espécies-alvo de peixes, todas listadas como ameaçadas em âmbito regional ou nacional: Brycon dulcis, Prochilodus vimboides, Megalops atlanticus, Lupinoblennius paivai, Lutjanus cyanopterus, Epinephelus itajara, Paragenidens grandoculis e Steindachneridion doceanum. As metodologias empregadas incluem DNA-Barcoding, análises de microquímica de otólitos, análises de isótopos de compostos específicos, telemetria acústica, histologia e Conhecimento Ecológico Local (CEL). Principais Metas Identificação Molecular: Realizar DNA-Barcoding para identificar espécies coletadas ao longo do Rio Doce e regiões marinhas. Estudos Reprodutivos: Determinar o período reprodutivo e o tamanho de maturação sexual de certas espécies no estuário do Rio Doce. Movimentação e Conectividade: Avaliar padrões de uso de habitat e conectividade de espécies tanto na costa capixaba quanto nos estuários dos rios Piraquê-Açu, Doce, Barra Seca e São Mateus. Educação Ambiental: Promover atividades de educação ambiental com comunidades tradicionais e lideranças pesqueiras, além de reuniões de devolutiva para compartilhar os resultados e subsidiar informações para manejo e conservação das espécies e seus habitats. A proteção da ictiofauna ameaçada é essencial para a preservação da biodiversidade e a manutenção dos ecossistemas aquáticos. Através deste projeto, a FEST, em parceria com a UFES e outras instituições, busca não apenas avançar o conhecimento científico sobre essas espécies, mas também envolver as comunidades locais na conservação ambiental, promovendo uma gestão mais sustentável dos recursos naturais. O Prof. Dr. Maurício Hostim Silva, com seu histórico de sucesso em projetos ambientais, como o Projeto Meros do Brasil, e sua rede de colaboradores qualificados, garante que os objetivos do projeto serão alcançados de forma eficiente e eficaz. A FEST, com sua expertise na administração de projetos de pesquisa, assegura o suporte necessário para o desenvolvimento das atividades propostas. Este projeto representa um passo significativo para a conservação da ictiofauna ameaçada da bacia do Rio Doce, contribuindo para a preservação das espécies e a sustentabilidade dos ecossistemas aquáticos da região. Texto Vanessa Pianca Projeto 1145

1177 – Projeto de conservação ex situ da Palmeira Juçara na Bacia do Rio Doce

 Desenvolvimento e Implementação de Estratégia de Conservação Ex Situ de Euterpe Edulis: Uma Alternativa de Sustentabilidade Socioeconômica e Ambiental na Bacia do Rio Doce A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) e do Fundo Brasileiro da Biodiversidade (FUMBIO), lança o projeto “Desenvolvimento e Implementação de Estratégia de Conservação Ex Situ de Euterpe Edulis”. Coordenado pelo Prof. Dr. Adésio Ferreira, do Departamento de Agronomia  do Centro de Ciências Agrárias e Engenharias (CCAE) da UFES em Jerõnimo Monteiro/ Alegre-ES, o projeto visa promover a sustentabilidade socioeconômica e ambiental da bacia do Rio Doce por meio da conservação da palmeira juçara. A Bacia do Rio Doce, com 98% de sua área inserida na Floresta Atlântica, é um hotspot global de biodiversidade. Euterpe edulis, conhecida como palmeira juçara, é uma espécie-chave deste bioma. A palmeira juçara é crucial para a biodiversidade local e tem potencial socioeconômico, especialmente por seus frutos, que se assemelham ao açaí da Amazônia em valor nutricional e econômico. A palmeira juçara enfrenta ameaças significativas devido à extração ilegal de palmito, que leva à morte das plantas. A conservação ex situ e o uso sustentável dos frutos da juçara são estratégias essenciais para a preservação da espécie e o desenvolvimento socioeconômico das comunidades locais. A bacia do Rio Doce, afetada pelo rompimento da barragem de Fundão em Mariana/MG, precisa de iniciativas que promovam a sustentabilidade e mitiguem os impactos ambientais e sociais da mineração. O projeto busca: Entender a diversidade e estrutura genética de populações de E. edulis ao longo da bacia do Rio Doce. Estabelecer um banco de germoplasma ex situ representativo da diversidade genética da bacia. Desenvolver tecnologias de implantação da espécie em diferentes condições ambientais. Distribuir sementes germinadas em áreas prioritárias para a conservação da juçara. Nos primeiros seis meses, será realizado um levantamento das populações locais de E. edulis, com coleta de material biológico ao longo da bacia do Rio Doce. Nos seis meses seguintes, será analisada a diversidade genética das populações, comparando com um banco de dados nacional. O projeto prevê a criação de um banco de germoplasma ex situ e o desenvolvimento de técnicas de plantio e germinação de sementes. Ao longo dos 24 meses, o projeto promoverá a conservação da palmeira juçara, contribuindo para a sustentabilidade ambiental e socioeconômica da bacia do Rio Doce. Além disso, incluirá treinamento para a equipe de campo e conscientização sobre a importância da conservação da espécie. A FEST, com sua vasta experiência em apoiar projetos de pesquisa e desenvolvimento, reforça a equipe multidisciplinar do projeto. A colaboração com a UFES e o FUMBIO, instituições comprometidas com a conservação ambiental e o desenvolvimento sustentável, é fundamental para o sucesso da iniciativa. Este projeto representa um passo significativo na conservação da biodiversidade da bacia do Rio Doce e na promoção de alternativas sustentáveis para as comunidades locais. A conservação da palmeira juçara pelo uso de seus frutos pode transformar a realidade socioeconômica e ambiental da região, garantindo um futuro mais sustentável para todos. Texto: Vanessa Pianca Projeto 1177

1190- Projeto de Gestão do Conhecimento para Aprimoramento da Gestão Socioambiental nas Unidades de Conservação Federais do ICMBio

ICMBio e FEST Unem Forças em Prol da Gestão Socioambiental A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) lança o projeto “Gestão do Conhecimento para Aprimoramento da Gestão Socioambiental nas Unidades de Conservação Federais”. Sob a coordenação da Gerente de Projetos da FEST, Patrícia Bourguignon, este projeto visa fortalecer a governança, participação social e sustentabilidade nas Unidades de Conservação (UCs) federais. As UCs são áreas protegidas que contribuem para a conservação da biodiversidade e promovem práticas sustentáveis, conforme estabelecido no artigo 225 da Constituição Federal. Elas abrangem 9% da superfície terrestre e 26% da superfície marinha sob jurisdição nacional, englobando 11 categorias de manejo com diversas formas de governança e participação social. A gestão dessas áreas é complexa, exigindo não apenas o cumprimento de requisitos ambientais técnicos e legais, mas também a gestão de questões sociais que envolvem cultura, economia, política e bem-estar. O ICMBio enfrenta desafios significativos, incluindo a regularização fundiária, conflitos territoriais e a integração de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento socioambiental de comunidades tradicionais. O projeto busca promover a gestão do conhecimento para qualificar as ações socioambientais do ICMBio, com foco em: Gestão de Dados para Regularização Fundiária: Aprimorar a gestão de dados relacionados à regularização fundiária, utilizando sistemas de informação geográfica. Fomento para Comunidades Tradicionais: Melhorar a gestão do conhecimento na articulação de políticas públicas e fomento para comunidades tradicionais, incluindo o cadastro de beneficiários e fomento de cadeias produtivas. Gestão Conjunta de Territórios Sobrepostos: Fortalecer a governança colaborativa e instrumentos de planejamento e monitoramento de áreas com sobreposição entre UCs e territórios de Povos e Comunidades Tradicionais. As metas incluem a atualização de bancos de dados da malha fundiária, elaboração de documentos técnicos de gestão, desenvolvimento de ferramentas de gestão do conhecimento e implementação de monitoramento de termos de compromisso em UCs. Os indicadores monitorarão a participação social, educação ambiental, gestão de conflitos, voluntariado, políticas de inclusão social e produtiva, manejo sustentável de recursos naturais e consolidação territorial. O projeto será dividido em três subprojetos principais: Gestão de Dados para Regularização Fundiária: Desenvolver políticas de dados, organizar e modularizar informações, e integrar sistemas de informação. Gestão das Políticas Públicas e Fomento para Comunidades Tradicionais: Elaborar e atualizar políticas de dados, construir painéis de gestão e desenvolver sistemas para agilizar o acesso a informações relevantes. Gestão Conjunta de Territórios Sobrepostos: Implementar planos específicos de gestão, monitorar termos de compromisso e integrar dados para fortalecer a governança territorial. O projeto de Gestão do Conhecimento para Aprimoramento da Gestão Socioambiental nas Unidades de Conservação Federais do ICMBio, em parceria com a FEST, representa um passo significativo na promoção da sustentabilidade e conservação da biodiversidade no Brasil. Através do fortalecimento da governança e da participação social, este projeto visa criar um futuro mais equilibrado e sustentável para as presentes e futuras gerações. Sobre a FEST A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) é uma instituição comprometida com o desenvolvimento científico e tecnológico, atuando em parceria com diversas entidades para promover a inovação e a sustentabilidade no Espírito Santo e no Brasil. Texto: Vanessa Pianca Projeto 1190