FEST – Fundação Espírito-santense de Tecnologia

870- UFES possui especialização em ensino de ciências com apoio da FEST

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em colaboração com a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), tem o projeto de especialização em Ensino de Ciências, voltado para os anos finais do ensino fundamental. Este curso é uma iniciativa do Centro de Ciências Humanas e Naturais, através do Departamento de Ciências Biológicas da UFES, coordenado inicialmente pela Profa. Dra. Luciana Dias Tomaz e atualmente está sob a coordenação da Profa. Dra. Maria Auxiliadora de Carvalho Corassa da Superintendência de Educação a Distância (Sead). O projeto tem como objetivo formar profissionais especializados no ensino de diversas áreas do conhecimento, assegurando o direito à aprendizagem e contribuindo para a realização do projeto político-pedagógico das escolas. Através de um ambiente escolar que promova o desenvolvimento do conhecimento, ética e cidadania, o curso busca: Qualificar professores na perspectiva da gestão democrática e da efetivação do direito de aprender com qualidade social. Promover uma mudança efetiva na dinâmica da sala de aula, garantindo um processo de ensino e aprendizagem participativo e significativo. Implementar um diálogo contínuo entre a sala de aula e os conhecimentos adquiridos pelos professores, tanto em termos de metodologia quanto de conteúdos específicos. Garantir a articulação entre conhecimentos acadêmicos e as práticas detidas pelos professores nas escolas. O Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), uma política pública nacional de formação de professores, atua em parceria com União, Estados e Municípios para induzir a formação inicial e continuada de professores da educação básica, utilizando polos de apoio presencial e metodologias de ensino a distância. Alinhado ao Plano Nacional de Educação (PNE) 2014-2024, que visa aumentar a taxa de matrícula no ensino superior, o Sistema UAB contribui significativamente para a formação de professores, especialmente através de cursos de pós-graduação lato sensu. A Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal do Nível Superior (Capes), como gestora do Sistema UAB, disponibiliza ações orçamentárias específicas para o financiamento das atividades acadêmicas dos cursos, que incluem encontros presenciais, desenvolvimento de material pedagógico e suporte às atividades acadêmicas. Os cursos de especialização em Ensino de Ciências da UFES visam promover uma transformação na sala de aula, assegurando que a construção do conhecimento seja participativa e significativa. Esses cursos se destinam a professores da educação básica, fortalecendo suas habilidades para enfrentar os desafios do ambiente escolar e melhorar a qualidade do ensino e da aprendizagem. O curso é estruturado para desenvolver uma formação continuada baseada nas necessidades e dinâmicas do cotidiano escolar, incentivando uma postura crítica sobre o ato educativo, uma visão ampliada do espaço escolar e sua articulação com a sociedade, além da valorização do professor através do aprimoramento de sua formação. A especialização propõe uma abordagem dialógica, onde os conhecimentos e práticas de professores e alunos se complementam, promovendo um espaço de interação e construção de saberes. O curso busca desenvolver: Compromisso com a melhoria da qualidade de ensino e aprendizagem. Postura crítica em relação ao ato educativo. Compreensão das complexas relações entre educação, cultura, tecnologia, sociedade e ambiente. Valorização e aprimoramento contínuo da formação docente. Ao participar deste curso de especialização, os professores terão a oportunidade de se aprimorar continuamente, transformando suas práticas pedagógicas e fortalecendo a ação docente e a ação da escola. Este projeto representa um passo significativo na direção da garantia do direito de todos e de cada um aprender, contribuindo para a consolidação de uma educação pública de qualidade e para a valorização dos profissionais da educação. A UFES e a FEST, com esta iniciativa, reafirmam seu compromisso com a formação de professores e a melhoria da qualidade da educação no Espírito Santo e em todo o Brasil.   Texto Vanessa Pianca Projeto 870

838- Projeto de Extensão Universitária do Laboratório de Orçamentos (LABOR) da UFES

O Laboratório de Orçamentos (LABOR) do Departamento de Engenharia de Produção do Centro Tecnológico da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) é um projeto de grande relevância para a comunidade acadêmica e profissional do Espírito Santo. Coordenado pelo Prof. Dr. Herbert Barbosa Carneiro, com apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), o LABOR tem desempenhado um papel crucial na elaboração e na manutenção de tabelas de preços referenciais para obras de edificações, atendendo tanto aos cursos de Graduação quanto aos Cursos de Pós-Graduação do Centro Tecnológico da UFES. O LABOR foi constituído em 1994, impulsionado pelo interesse do Estado do Espírito Santo em criar uma base confiável para os custos de materiais e insumos na execução de serviços de engenharia e obras de edificações. Desde então, o LABOR tem sido uma referência na elaboração de preços referenciais, utilizados por diversas instituições públicas. Em 2000, a tabela de preços referenciais do LABOR tornou-se a base para auditorias em obras de edificações pelo Tribunal de Contas do Espírito Santo, através da Instrução Normativa 015 de 23 de junho de 2009. Os objetivos gerais do LABOR incluem o desenvolvimento do ensino, da pesquisa de materiais da construção civil e da extensão universitária do Centro Tecnológico, além de levar à comunidade local inovações e novos métodos de elaboração de tabelas de custos referenciais. Especificamente, o projeto visa fornecer às entidades públicas dados confiáveis e seguros sobre os custos de materiais e serviços da construção civil, facilitando a elaboração de planilhas orçamentárias para obras de edificações.  Atividades e Metodologia As atividades do LABOR são amplas e incluem a disponibilização de dados sobre composições de custos unitários e preços de insumos na Tabela de Preços Referenciais Padrão UFES, utilizados em disciplinas obrigatórias e optativas dos cursos de Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Engenharia Mecânica, Arquitetura e Urbanismo. O laboratório também apoia programas de estágio supervisionado, oferecendo bolsas anuais e proporcionando aulas práticas e desenvolvimento de novas tecnologias para a construção civil. A metodologia do LABOR envolve estudos e pesquisas pontuais de materiais de construção e serviços, consultas a periódicos, revistas especializadas e normas técnicas brasileiras. A avaliação é realizada através do aumento no número de insumos na tabela de custos referenciais para obras de edificações, atendendo tanto à UFES quanto a outras instituições públicas interessadas. O sucesso do LABOR é medido pela razão entre o número de novas composições de custos unitários e o número de planilhas finalizadas. O LABOR tem se consolidado como uma ferramenta essencial para a formação acadêmica e profissional no campo da engenharia de produção e civil. Com suas atividades de pesquisa, ensino e extensão, o laboratório não só contribui para a capacitação de alunos e profissionais, mas também fornece uma base sólida e confiável para a elaboração de orçamentos de obras públicas. Para mais informações e acesso às publicações das tabelas de preços, visite o site oficial: [www.iopes.es.gov.br](http://www.iopes.es.gov.br). Texto: Vanessa Pianca Projeto 838

854- Projeto de estudo de redução de arrasto em escoamentos multifásicos turbulentos

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com apoio da Fundação Espírito-Santense de Tecnologia (FEST), sob a Coordenação: Prof. Dr. Edson José Soares, do Departamento de Engenharia Mecânica do Centro Tecnológico (CT), desenvolveu um projeto que tem como objetivo principal estudar a redução de arrasto por aditivos poliméricos em escoamentos turbulentos multifásicos, compostos por água, óleo e gás. Para isso, será utilizada uma bancada experimental composta por um sistema de tubos, visando à aplicação em processos de elevação e transporte de óleo. Serão investigados diversos aditivos específicos tanto para água quanto para óleo, que serão injetados na mistura. A redução de arrasto em escoamentos turbulentos é um tema de grande relevância para diversas aplicações industriais, sendo investigado por pesquisadores ao redor do mundo nos últimos setenta anos. No Brasil, entretanto, o estudo desse fenômeno ainda é embrionário. Entre as diversas aplicações da redução de arrasto, destaca-se o transporte de petróleo e derivados em dutos. Um exemplo notável é a Trans-Alaska Pipeline, que utiliza aditivos redutores de arrasto para obter uma redução de 40% na perda de carga ao longo de seus 1.300 km de oleoduto. Outras aplicações incluem drenagem de água de chuva, circuitos de resfriamento e aquecimento industriais, e combate a incêndios. O fenômeno de redução de arrasto por aditivos foi primeiramente reportado por Toms (1948) durante o Congress of Rheology, ao analisar escoamentos em tubos retos com altas vazões na presença de polímeros. Virk (1975) realizou uma revisão abrangente sobre o tema, abordando os fundamentos físicos do fenômeno e introduzindo a “lei de Virk”, que descreve a máxima possível redução de arrasto em escoamentos turbulentos com aditivos poliméricos. Recentemente, Soares et al. (2015) estudaram escoamentos turbulentos em tubos com soluções de Poliacrilamida em água, observando quedas de 70% na perda de carga. Estudos adicionais, como os de Gyr e Tsinober (1997), investigaram a alteração da viscosidade das soluções em escoamentos turbulentos. Hoyer e Gyr (1996) analisaram a redução heterogênea de perda de carga por injeção de aditivos no centro do duto, comparando-a com a redução homogênea obtida pela mistura prévia do aditivo no solvente. A literatura científica revela que muitos aspectos da redução de arrasto por aditivos ainda precisam ser compreendidos plenamente, especialmente em escoamentos multifásicos (água-óleo), que são o foco principal deste projeto. A redução de arrasto tem implicações significativas na eficiência energética e operacional em diversas indústrias, além de apresentar desafios científicos intrigantes, como a degradação mecânica dos aditivos em condições de alta turbulência. O projeto coordenado pelo Prof. Dr. Edson busca avançar o conhecimento sobre a redução de arrasto em escoamentos multifásicos turbulentos, com o potencial de desenvolver tecnologias inovadoras para a indústria de petróleo e outras áreas. Com o apoio da FEST, este estudo representa um passo importante para consolidar a pesquisa sobre o tema no Brasil, contribuindo para a aplicação prática e a sustentabilidade industrial. Texto: Vanessa Pianca Projeto 854

1236 – XXIII Encontro da região sudeste dos Grupos PET- 2024

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) sediará o XXIII Encontro da Região Sudeste dos Grupos PET (Programa de Educação Tutorial), que ocorrerá entre os dias 4 e 6 de setembro de 2024. O evento será coordenado pela Diretoria de Apoio Acadêmico da Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD)  e contará com o apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) e Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (FAPES). O XXIII Sudeste PET será realizado em formato de Jornada Técnico-Científica presencial. Alunos e tutores da região Sudeste participarão de debates sobre temas pré-estabelecidos pela comissão organizadora, e as conclusões serão encaminhadas ao Encontro Nacional dos Grupos PET (ENAPET). Este encontro visa à troca de experiências em ensino, pesquisa e extensão entre os grupos PET da região. Desde 2001, o evento reúne os grupos PET do Sudeste para discutir e compartilhar práticas educacionais. Este ano, a UFES acolhe a 23ª edição com o tema “Como o PET contribui para a construção da universidade que queremos”. Os eixos temáticos incluem questão étnico-racial, acessibilidade, identidade de gênero e sexualidade, sustentabilidade, e educação e tecnologia. Os objetivos do encontro são: Troca de Aprendizados: Promover a troca de experiências entre os grupos PET, fortalecendo o tripé ensino, pesquisa e extensão. Debate de Políticas Públicas: Incentivar a discussão sobre novas políticas públicas relacionadas ao PET. Desenvolvimento da Qualidade do Ensino: Avaliar o impacto do PET na melhoria da qualidade do ensino superior, identificando suas potencialidades e limitações. O evento será divulgado pelo site https://sudestepet.pet.inf.ufes.br/ oficial e redes sociais @sudestepet2024,  e contará com a apresentação de trabalhos técnico-científicos, além de discussões e deliberações sobre os rumos do Programa de Educação Tutorial. As atividades proporcionarão uma formação global aos bolsistas, preparando-os para atuação acadêmica e profissional de nível elevado, além de incentivá-los a ingressar em programas de pós-graduação e no mercado de trabalho. Criado em 1979 pela Capes e coordenado pela Secretaria de Ensino Superior (Sesu) desde 2000, o Programa de Educação Tutorial (PET) visa ao melhor preparo dos alunos de graduação. Na UFES, campus de Goiabeiras, existem 13 grupos PET. Cada grupo é composto por 12 alunos e um professor tutor, além de estudantes voluntários, com o objetivo de promover a melhoria da qualidade da formação dos alunos e do curso ao qual pertencem. O encontro reúne todos os grupos PET da região Sudeste, proporcionando um espaço para o desenvolvimento de atividades extracurriculares que integram ensino, pesquisa e extensão. Este evento histórico já foi realizado em diversas instituições, incluindo UNESP, UFLA, UFF, UFV, UFSCar, UFU, UFRJ, UNIFAL, UFRRJ e UFOP. Com uma programação rica e diversificada, o XXIII Encontro da Região Sudeste dos Grupos PET promete ser um marco na trajetória dos grupos PET, fortalecendo redes de integração e espaços de discussão que contribuirão para a construção de uma universidade mais inclusiva, sustentável e tecnologicamente avançada. Texto: Vanessa Pianca Projeto: 1236

1145 – Protegendo a Ictiofauna ameaçada da Bacia Do Rio Doce

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) lança o projeto voltado para a preservação da ictiofauna ameaçada da bacia do Rio Doce e sua conectividade com a região marinha costeira adjacente. Coordenado pelo Prof. Dr. Maurício Hostim Silva, do Laboratório de Pesca e Aquicultura  (LabPesca) do Centro Universitário Norte do Espírito Santos (CEUNES) o projeto reúne uma equipe interdisciplinar de pesquisadores especializados em diversas áreas da biologia e ecologia aquática, com o objetivo de fornecer informações detalhadas e relevantes sobre a distribuição, bioecologia, padrões de movimentação e conectividade de oito espécies de peixes ameaçadas. A proposta, gerenciada pela FEST, uma instituição privada sem fins lucrativos, visa promover o desenvolvimento tecnológico e a proteção ambiental, será executado pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e conta com a colaboração de renomados especialistas em análises de isótopos estáveis, microquímica de otólitos, genética, biologia reprodutiva e telemetria acústica, oriundos de instituições como a Universidade Federal de Rio Grande (FURG), Universidade Estadual Paulista (UNESP/Registro), Instituto Meros do Brasil e UFES/CEUNES. Além disso, recebe apoio de órgãos públicos como o Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Sudeste e Sul. O projeto visa estudar oito espécies-alvo de peixes, todas listadas como ameaçadas em âmbito regional ou nacional: Brycon dulcis, Prochilodus vimboides, Megalops atlanticus, Lupinoblennius paivai, Lutjanus cyanopterus, Epinephelus itajara, Paragenidens grandoculis e Steindachneridion doceanum. As metodologias empregadas incluem DNA-Barcoding, análises de microquímica de otólitos, análises de isótopos de compostos específicos, telemetria acústica, histologia e Conhecimento Ecológico Local (CEL). Principais Metas Identificação Molecular: Realizar DNA-Barcoding para identificar espécies coletadas ao longo do Rio Doce e regiões marinhas. Estudos Reprodutivos: Determinar o período reprodutivo e o tamanho de maturação sexual de certas espécies no estuário do Rio Doce. Movimentação e Conectividade: Avaliar padrões de uso de habitat e conectividade de espécies tanto na costa capixaba quanto nos estuários dos rios Piraquê-Açu, Doce, Barra Seca e São Mateus. Educação Ambiental: Promover atividades de educação ambiental com comunidades tradicionais e lideranças pesqueiras, além de reuniões de devolutiva para compartilhar os resultados e subsidiar informações para manejo e conservação das espécies e seus habitats. A proteção da ictiofauna ameaçada é essencial para a preservação da biodiversidade e a manutenção dos ecossistemas aquáticos. Através deste projeto, a FEST, em parceria com a UFES e outras instituições, busca não apenas avançar o conhecimento científico sobre essas espécies, mas também envolver as comunidades locais na conservação ambiental, promovendo uma gestão mais sustentável dos recursos naturais. O Prof. Dr. Maurício Hostim Silva, com seu histórico de sucesso em projetos ambientais, como o Projeto Meros do Brasil, e sua rede de colaboradores qualificados, garante que os objetivos do projeto serão alcançados de forma eficiente e eficaz. A FEST, com sua expertise na administração de projetos de pesquisa, assegura o suporte necessário para o desenvolvimento das atividades propostas. Este projeto representa um passo significativo para a conservação da ictiofauna ameaçada da bacia do Rio Doce, contribuindo para a preservação das espécies e a sustentabilidade dos ecossistemas aquáticos da região. Texto Vanessa Pianca Projeto 1145

1177 – Projeto de conservação ex situ da Palmeira Juçara na Bacia do Rio Doce

 Desenvolvimento e Implementação de Estratégia de Conservação Ex Situ de Euterpe Edulis: Uma Alternativa de Sustentabilidade Socioeconômica e Ambiental na Bacia do Rio Doce A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) e do Fundo Brasileiro da Biodiversidade (FUMBIO), lança o projeto “Desenvolvimento e Implementação de Estratégia de Conservação Ex Situ de Euterpe Edulis”. Coordenado pelo Prof. Dr. Adésio Ferreira, do Departamento de Agronomia  do Centro de Ciências Agrárias e Engenharias (CCAE) da UFES em Jerõnimo Monteiro/ Alegre-ES, o projeto visa promover a sustentabilidade socioeconômica e ambiental da bacia do Rio Doce por meio da conservação da palmeira juçara. A Bacia do Rio Doce, com 98% de sua área inserida na Floresta Atlântica, é um hotspot global de biodiversidade. Euterpe edulis, conhecida como palmeira juçara, é uma espécie-chave deste bioma. A palmeira juçara é crucial para a biodiversidade local e tem potencial socioeconômico, especialmente por seus frutos, que se assemelham ao açaí da Amazônia em valor nutricional e econômico. A palmeira juçara enfrenta ameaças significativas devido à extração ilegal de palmito, que leva à morte das plantas. A conservação ex situ e o uso sustentável dos frutos da juçara são estratégias essenciais para a preservação da espécie e o desenvolvimento socioeconômico das comunidades locais. A bacia do Rio Doce, afetada pelo rompimento da barragem de Fundão em Mariana/MG, precisa de iniciativas que promovam a sustentabilidade e mitiguem os impactos ambientais e sociais da mineração. O projeto busca: Entender a diversidade e estrutura genética de populações de E. edulis ao longo da bacia do Rio Doce. Estabelecer um banco de germoplasma ex situ representativo da diversidade genética da bacia. Desenvolver tecnologias de implantação da espécie em diferentes condições ambientais. Distribuir sementes germinadas em áreas prioritárias para a conservação da juçara. Nos primeiros seis meses, será realizado um levantamento das populações locais de E. edulis, com coleta de material biológico ao longo da bacia do Rio Doce. Nos seis meses seguintes, será analisada a diversidade genética das populações, comparando com um banco de dados nacional. O projeto prevê a criação de um banco de germoplasma ex situ e o desenvolvimento de técnicas de plantio e germinação de sementes. Ao longo dos 24 meses, o projeto promoverá a conservação da palmeira juçara, contribuindo para a sustentabilidade ambiental e socioeconômica da bacia do Rio Doce. Além disso, incluirá treinamento para a equipe de campo e conscientização sobre a importância da conservação da espécie. A FEST, com sua vasta experiência em apoiar projetos de pesquisa e desenvolvimento, reforça a equipe multidisciplinar do projeto. A colaboração com a UFES e o FUMBIO, instituições comprometidas com a conservação ambiental e o desenvolvimento sustentável, é fundamental para o sucesso da iniciativa. Este projeto representa um passo significativo na conservação da biodiversidade da bacia do Rio Doce e na promoção de alternativas sustentáveis para as comunidades locais. A conservação da palmeira juçara pelo uso de seus frutos pode transformar a realidade socioeconômica e ambiental da região, garantindo um futuro mais sustentável para todos. Texto: Vanessa Pianca Projeto 1177

1190- Projeto de Gestão do Conhecimento para Aprimoramento da Gestão Socioambiental nas Unidades de Conservação Federais do ICMBio

ICMBio e FEST Unem Forças em Prol da Gestão Socioambiental A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) lança o projeto “Gestão do Conhecimento para Aprimoramento da Gestão Socioambiental nas Unidades de Conservação Federais”. Sob a coordenação da Gerente de Projetos da FEST, Patrícia Bourguignon, este projeto visa fortalecer a governança, participação social e sustentabilidade nas Unidades de Conservação (UCs) federais. As UCs são áreas protegidas que contribuem para a conservação da biodiversidade e promovem práticas sustentáveis, conforme estabelecido no artigo 225 da Constituição Federal. Elas abrangem 9% da superfície terrestre e 26% da superfície marinha sob jurisdição nacional, englobando 11 categorias de manejo com diversas formas de governança e participação social. A gestão dessas áreas é complexa, exigindo não apenas o cumprimento de requisitos ambientais técnicos e legais, mas também a gestão de questões sociais que envolvem cultura, economia, política e bem-estar. O ICMBio enfrenta desafios significativos, incluindo a regularização fundiária, conflitos territoriais e a integração de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento socioambiental de comunidades tradicionais. O projeto busca promover a gestão do conhecimento para qualificar as ações socioambientais do ICMBio, com foco em: Gestão de Dados para Regularização Fundiária: Aprimorar a gestão de dados relacionados à regularização fundiária, utilizando sistemas de informação geográfica. Fomento para Comunidades Tradicionais: Melhorar a gestão do conhecimento na articulação de políticas públicas e fomento para comunidades tradicionais, incluindo o cadastro de beneficiários e fomento de cadeias produtivas. Gestão Conjunta de Territórios Sobrepostos: Fortalecer a governança colaborativa e instrumentos de planejamento e monitoramento de áreas com sobreposição entre UCs e territórios de Povos e Comunidades Tradicionais. As metas incluem a atualização de bancos de dados da malha fundiária, elaboração de documentos técnicos de gestão, desenvolvimento de ferramentas de gestão do conhecimento e implementação de monitoramento de termos de compromisso em UCs. Os indicadores monitorarão a participação social, educação ambiental, gestão de conflitos, voluntariado, políticas de inclusão social e produtiva, manejo sustentável de recursos naturais e consolidação territorial. O projeto será dividido em três subprojetos principais: Gestão de Dados para Regularização Fundiária: Desenvolver políticas de dados, organizar e modularizar informações, e integrar sistemas de informação. Gestão das Políticas Públicas e Fomento para Comunidades Tradicionais: Elaborar e atualizar políticas de dados, construir painéis de gestão e desenvolver sistemas para agilizar o acesso a informações relevantes. Gestão Conjunta de Territórios Sobrepostos: Implementar planos específicos de gestão, monitorar termos de compromisso e integrar dados para fortalecer a governança territorial. O projeto de Gestão do Conhecimento para Aprimoramento da Gestão Socioambiental nas Unidades de Conservação Federais do ICMBio, em parceria com a FEST, representa um passo significativo na promoção da sustentabilidade e conservação da biodiversidade no Brasil. Através do fortalecimento da governança e da participação social, este projeto visa criar um futuro mais equilibrado e sustentável para as presentes e futuras gerações. Sobre a FEST A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) é uma instituição comprometida com o desenvolvimento científico e tecnológico, atuando em parceria com diversas entidades para promover a inovação e a sustentabilidade no Espírito Santo e no Brasil. Texto: Vanessa Pianca Projeto 1190

820- Avaliação experimental do desempenho de motores de combustão interna de grande porte com condicionamento do ar de combustão e recuperação de calor residual

O projeto liderado pela Profa. Dra. Carla Cesar Martins Cunha do Departamento de Engenharia Civil, do Centro Tecnológico da UFES, em parceria com a Termelétrica Viana S.A (Tevisa) e com apoio da Fundação Espírito-Santense de Tecnologia (Fest), está em andamento para avaliar o desempenho de motores de combustão interna de grande porte. Este estudo foca na melhoria da eficiência energética utilizando um sistema térmico experimental que condiciona o ar de combustão através da recuperação de calor residual. A pesquisa desenvolve um sistema térmico que usa água gelada produzida em um chiller por absorção, aproveitando o calor residual gerado pelo próprio motor. Este processo visa otimizar o controle do sistema do motor para identificar o ponto de operação ideal. Os índices de desempenho obtidos experimentalmente serão comparados com dados teóricos, resultantes de modelagens e simulações. Grande parte das usinas termelétricas equipadas com motores de combustão interna (MCI) no Brasil está situada nas regiões Norte e Nordeste, onde as condições climáticas são extremas, com alta temperatura e umidade. Estas condições desfavoráveis limitam o desempenho dos motores devido ao “derating” necessário para prevenir o knocking, causado por temperaturas elevadas na admissão de ar. O resfriamento e a desumidificação do ar de combustão na entrada do motor, potencialmente complementados pelo intercooler, podem reduzir significativamente a temperatura do ar no coletor de admissão. Este ajuste pode melhorar o desempenho dos motores, justificando a investigação dos benefícios trazidos por este condicionamento do ar de combustão. Originalidade Embora o efeito da temperatura e umidade do ar em turbinas a gás seja amplamente estudado, pesquisas experimentais em campo com MCI de grande porte, turboalimentados, com intercooler e operando em climas quentes e úmidos são escassas. A maioria dos estudos existentes foi realizada em laboratório com motores menores e chillers elétricos, que não utilizam calor residual. Este projeto é pioneiro ao aplicar em campo um sistema térmico experimental em um motor estacionário de grande porte. A pesquisa monitorará integralmente o comportamento e desempenho do motor em função do condicionamento do ar de combustão, disponibilizando um dos motores da UTE LORM para implementação do sistema proposto. Os resultados deste estudo poderão ser aplicados em outros motores da termelétrica, bem como em motores de outras UTEs após adaptações. O sistema proposto promete aumentar a geração líquida de energia, reduzir o consumo específico de combustível e os impactos ambientais, além de diminuir a incidência de derating para prevenção de knocking em regiões de clima tropical. A contínua operação das usinas termelétricas, aliada à disponibilidade de calor residual e à deficiência dos motores em climas tropicais, justifica a importância deste projeto. A melhoria na eficiência energética, o aumento da potência líquida, a redução do consumo específico de combustível e a mitigação de impactos ambientais são os principais benefícios esperados. Além dos benefícios técnicos, o projeto fomenta a integração entre a universidade e a indústria, capacitando pesquisadores e discentes que, frequentemente, são absorvidos pelas empresas do setor elétrico. A iniciativa também promete uma significativa produção acadêmica e científica, com publicações em congressos e revistas de prestígio nacional e internacional. Projeto 820 Texto: Vanessa Pianca

488- UFES e FEST firmam parceria para assessoramento técnico em obras de edificação

  A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em colaboração com a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), possuem o projeto de contratação de serviços de cooperação técnica para assessoramento técnico na elaboração de orçamentos de obras de edificação. Este projeto, coordenado por José Roberto Rangel de Almeida do Escritório de Projetos da FEST, é realizado em parceria com a Secretaria de Obras do Município de Vitória (SEMOB). O principal objetivo deste projeto é fornecer suporte técnico especializado para a Secretaria de Obras de Vitória, que é responsável pela contratação de todas as obras e serviços de engenharia conforme a demanda de outras secretarias municipais, pleito de comunidades, planejamento estratégico, orçamento participativo e demais componentes do orçamento municipal. Os serviços contratados incluem: Elaboração de orçamentos de obras de edificações. Elaboração e atualização da planilha de preços referenciais padrão PMV/SEMOB. Suporte e manutenção nos sistemas de gestão de obras utilizados pelo Laboratório de Orçamentos (LABOR/UFES). Cotação de insumos e elaboração de composições de custos unitários. Este assessoramento visa garantir a precisão e a padronização dos custos unitários e das tabelas de preços referenciais, facilitando a execução das obras com eficácia e transparência. A Subsecretaria de Estudos e Projetos da SEMOB, através deste Projeto Básico e conforme a Lei de licitações e Contratos Administrativos, reforça a importância de contratar uma instituição regimental e estatutariamente incumbida de apoiar o ensino, a pesquisa, a extensão e o desenvolvimento institucional e tecnológico sem fins lucrativos. Os principais resultados e benefícios esperados incluem: Apresentação de resultados concretos e otimizados na elaboração das planilhas de custos referenciais. Controle eficaz dos custos dos serviços e das obras a serem licitadas pela Secretaria de Obras. Melhoria na padronização e na obtenção de melhores condições para os preços coletados na praça de Vitória. Avanços na execução de aditivos de prazo e valor, realinhamento de preços e elaboração de medições referentes aos contratos licitados. A Secretaria de Obras emitirá mensalmente relatórios de medição para acompanhar e pontuar os resultados alcançados. O projeto também estabelece um programa contínuo de cooperação técnica, operacional e financeira entre as partes, visando a divulgação e comercialização de licenças de uso e suporte dos softwares ORÇATECH, SISCOB, ORÇAMAG, SISMAG, SIPI e SIAG, que integram o projeto OAASIS – Sistemas para Administração e Gestão de Obras. A UFES, por meio do LABOR, assume um papel crucial na coleta e fornecimento de dados para a tabela de custos referenciais, o que contribui significativamente para a auditoria e comprovação dos preços de serviços de obras de edificação no Estado do Espírito Santo. A parceria entre a UFES e a FEST, com o apoio da Secretaria de Obras de Vitória, demonstra um compromisso com a excelência na gestão de obras públicas. Esta colaboração técnica visa garantir que as obras sejam realizadas com qualidade, eficiência e transparência, beneficiando diretamente a comunidade capixaba. A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em colaboração com a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), possuem o projeto de contratação de serviços de cooperação técnica para assessoramento técnico na elaboração de orçamentos de obras de edificação. Este projeto, coordenado por José Roberto Rangel de Almeida do Escritório de Projetos da FEST, é realizado em parceria com a Secretaria de Obras do Município de Vitória (SEMOB). O principal objetivo deste projeto é fornecer suporte técnico especializado para a Secretaria de Obras de Vitória, que é responsável pela contratação de todas as obras e serviços de engenharia conforme a demanda de outras secretarias municipais, pleito de comunidades, planejamento estratégico, orçamento participativo e demais componentes do orçamento municipal. Os serviços contratados incluem: Elaboração de orçamentos de obras de edificações. Elaboração e atualização da planilha de preços referenciais padrão PMV/SEMOB. Suporte e manutenção nos sistemas de gestão de obras utilizados pelo Laboratório de Orçamentos (LABOR/UFES). Cotação de insumos e elaboração de composições de custos unitários. Este assessoramento visa garantir a precisão e a padronização dos custos unitários e das tabelas de preços referenciais, facilitando a execução das obras com eficácia e transparência. A Subsecretaria de Estudos e Projetos da SEMOB, através deste Projeto Básico e conforme a Lei de licitações e Contratos Administrativos, reforça a importância de contratar uma instituição regimental e estatutariamente incumbida de apoiar o ensino, a pesquisa, a extensão e o desenvolvimento institucional e tecnológico sem fins lucrativos. Os principais resultados e benefícios esperados incluem: Apresentação de resultados concretos e otimizados na elaboração das planilhas de custos referenciais. Controle eficaz dos custos dos serviços e das obras a serem licitadas pela Secretaria de Obras. Melhoria na padronização e na obtenção de melhores condições para os preços coletados na praça de Vitória. Avanços na execução de aditivos de prazo e valor, realinhamento de preços e elaboração de medições referentes aos contratos licitados. A Secretaria de Obras emitirá mensalmente relatórios de medição para acompanhar e pontuar os resultados alcançados. O projeto também estabelece um programa contínuo de cooperação técnica, operacional e financeira entre as partes, visando a divulgação e comercialização de licenças de uso e suporte dos softwares ORÇATECH, SISCOB, ORÇAMAG, SISMAG, SIPI e SIAG, que integram o projeto OAASIS – Sistemas para Administração e Gestão de Obras. A UFES, por meio do LABOR, assume um papel crucial na coleta e fornecimento de dados para a tabela de custos referenciais, o que contribui significativamente para a auditoria e comprovação dos preços de serviços de obras de edificação no Estado do Espírito Santo. A parceria entre a UFES e a FEST, com o apoio da Secretaria de Obras de Vitória, demonstra um compromisso com a excelência na gestão de obras públicas. Esta colaboração técnica visa garantir que as obras sejam realizadas com qualidade, eficiência e transparência, beneficiando diretamente a comunidade capixaba. Projeto 488 Texto: Vanessa Pianca

924- FINEP, UFES e FEST avançam no desenvolvimento de estruturas inteligentes para robôs de assistência e monitoramento

Ontem (28/02), a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) em parceria da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), realizaram uma visita técnica ao  Departamento de Engenharia Mecânica (DEM) do Cento Tecnológico (CT) para acompanhar os avanços do projeto “Estruturas Inteligentes para Robôs de Assistência e Monitoramento”, coordenado pelo Prof. Dr. Arnaldo Gomes Leal Junior. O objetivo geral deste projeto é o desenvolvimento de plataformas inteligentes voltadas para reabilitação e assistência, com foco em diversas necessidades, desde monitoramento remoto de atividades até auxílio à locomoção e reabilitação de membros inferiores. Para atingir esse objetivo amplo, o projeto aborda três cenários distintos: Monitoramento Remoto de Atividades: Destinado a indivíduos independentes, porém com necessidade de monitoramento constante para intervenções ou prevenção de acidentes. Aqui, são propostos sistemas inteligentes de baixo custo, utilizando redes de sensores em fibra óptica, para o acompanhamento das atividades dos pacientes. Reabilitação de Membros Inferiores: Focado em pessoas que podem recuperar suas capacidades motoras com sessões de reabilitação. Uma plataforma robótica é proposta, integrando sensores na estrutura para monitoramento contínuo da interação usuário-robô. Tecnologias Assistivas: Para indivíduos com perda parcial de capacidade motora, são propostos sistemas robóticos flexíveis, utilizando estruturas multifuncionais que também funcionam como sensores. Os desafios técnicos são significativos. Por exemplo, os dispositivos robóticos para reabilitação e assistência à locomoção dependem fortemente de sistemas de sensores. Aqui, a equipe do projeto está explorando o uso de sensores baseados em fibras ópticas devido às suas vantagens em termos de peso, estabilidade e imunidade a interferências eletromagnéticas. Além disso, o projeto abrange o desenvolvimento de materiais compósitos multifuncionais para estruturas flexíveis, visando integrar transmissão de sinais ópticos e funções estruturais nos robôs assistivos. Os resultados esperados desses esforços são sistemas mais eficazes e acessíveis para reabilitação e assistência, com potencial para melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes. A integração de tecnologias como redes de sensores, sistemas de controle e materiais avançados promete tornar realidade uma nova geração de dispositivos de assistência mais adaptáveis, eficientes e acessíveis. Projeto 924 Texto: Vanessa Pianca