FEST – Fundação Espírito-santense de Tecnologia

1157- Preservando as raízes: projeto nacional resgata saberes dos povos das Águas Na Baía Do Iguape

Parceria entre FEST e ICMBio busca elaboração participativa do Inventário de Referências Culturais para proteção dos modos de vida tradicionais. A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) unem esforços em um projeto voltado para a preservação dos saberes e práticas dos Povos das Águas da Baía do Iguape. Sob o título “Elaboração participativa do Inventário de Referências Culturais Saberes e Práticas dos Povos das Águas da Baía do Iguape” uma das área mais conservada da Baía de Todos os Santos, no Estado da Bahia, o projeto visa não apenas documentar, mas também fortalecer e proteger as tradições culturais dessas comunidades. O projeto, executado dentro da Plataforma Transferegov, é financiado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e conduzido em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A FEST assume o papel de executora do projeto, destacando-se pela responsabilidade primordial para o seu sucesso e conclusão. O objeto do convênio é a elaboração participativa do Inventário de Referências Culturais, junto aos povos e comunidades tradicionais beneficiários da Reserva Extrativista Marinha da Baía do Iguape. Este inventário, baseado no método desenvolvido e disponibilizado pelo IPHAN, tem por objetivo identificar, descrever e registrar as referências culturais dessas populações, incluindo detentores, o status das matérias-primas utilizadas, ameaças e potencialidades. Segundo Patrícia Bourguignon, coordenadora do projeto na FEST, “este trabalho é um marco na história de preservação cultural e ambiental da região”. Ela ressalta a importância de envolver as comunidades locais de forma participativa, garantindo a valorização dos modos de vida tradicionais e a conservação de suas tradições. O projeto busca alcançar diversos resultados, desde a elaboração de diagnósticos das referências culturais até a produção de materiais educativos e documentários temáticos sobre os saberes e práticas dos povos das águas da Baía do Iguape. Além disso, propõe a inclusão do inventário das referências culturais como anexo do Plano de Manejo da RESEX, fortalecendo a competência do ICMBio e do IPHAN na proteção desses patrimônios culturais. Com essa iniciativa, FEST e ICMBio reafirmam o compromisso com a preservação da diversidade cultural e ambiental do Brasil, promovendo o diálogo, a valorização das comunidades tradicionais e a construção de políticas patrimoniais que garantam a perpetuação dessas preciosas heranças para as futuras gerações. Projeto 1157 Texto: Vanessa Pianca

801- Mestrado em Engenharia de Avaliação de Ativos: uma parceria Internacional de Sucesso

O Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia do Espírito Santo (Ibape-es), em conjunto com o Ibape Nacional, se fizeram presentes numa colaboração acadêmica de grande relevância no campo da engenharia de avaliação de ativos. Entre 2018 e 2020, em parceria com a La Universitat Politècnica de València, juntamente com o apoio crucial da Fundação Espírito-Santense de Tecnologia, foi realizado um mestrado altamente conceituado e especializado. O curso teve como objetivo principal proporcionar uma abordagem acadêmica e internacionalmente reconhecida ao ensino da avaliação, aplicada a uma ampla variedade de produtos e empresas. A distinção foi feita entre avaliação como metodologia para empresas, imóveis rurais e urbanos, ativos culturais, entre outros, e avaliação como estimativa de preços de mercado correspondentes a várias classes de ativos. Esta abordagem detalhada visa preparar profissionais capazes de atuar em diferentes mercados, especialmente na Espanha e na América Latina, onde a demanda por avaliadores especializados é crescente. O mestrado foi direcionado a engenheiros, arquitetos, agrônomos, geólogos e outros profissionais graduados, pós-graduados ou mestres interessados em se especializar na atividade de avaliação. Uma característica marcante do programa foi o ensino via internet, utilizando o sistema de tutoria a distância com livre escolha de módulos. Os alunos tiveram acesso a um portal da Web especialmente projetado pela Universidade Politécnica de Valência (UPV) para treinamento à distância, onde puderam visualizar o material didático, interagir por meio de correio interno e quadro de avisos, além de realizar autoavaliações por meio de um sistema de perguntas e respostas. Para a conclusão do Mestrado em Engenharia de Avaliação de Ativos, os alunos foram requeridos a completar um total de nove disciplinas, cada uma com seis créditos, além de uma tese de mestrado com seis créditos. A tese foi supervisionada pela Fundação Espírito-Santense de Tecnologia (FEST). Duas disciplinas fundamentais, “Avaliação de Empresas” e “Avaliação de Projetos de Investimento”, foram ministradas pela FEST e foram obrigatórias para todos os alunos. As demais disciplinas foram ministradas pela UPV, permitindo aos alunos escolher livremente entre as oferecidas no mestrado até atingir o número total de créditos necessários para obtenção do grau correspondente. Essa colaboração entre instituições de renome internacional, com o apoio adicional do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) e da Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea-ES (Mútua-ES), demonstra o compromisso com a excelência acadêmica e a formação de profissionais altamente capacitados para atender às demandas do mercado global de avaliação de ativos. O sucesso deste mestrado destaca não apenas a importância da colaboração internacional no campo da educação superior, mas também a necessidade contínua de desenvolvimento profissional e especializado em áreas vitais para o crescimento econômico e social.   Projeto 801 Texto: Vanessa Pianca

1174 – Projeto da FEST E UFES visa estimar consumo de sal em crianças e adolescentes

Um novo projeto de pesquisa iniciado em Vitória, Espírito Santo, está buscando entender e quantificar o consumo de sal em crianças e adolescentes, visando fornecer dados fundamentais para a saúde pública. A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), em colaboração com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), deu início à coleta de dados para o projeto, que tem como objetivo validar as equações de Tanaka e Kawasaki para estimar o consumo de sal nessa faixa etária. O Prof. Dr. José Geraldo Mill, Departamento de Clínica Médica, no Centro de Ciências da Saúde, destacou a importância dessa iniciativa: “A falta de estudos sobre o consumo de sódio em crianças e adolescentes é uma lacuna que precisa ser preenchida. Este projeto não só fornecerá dados cruciais para entender os hábitos alimentares nessa faixa etária, mas também ajudará a estabelecer padrões de referência que poderão ser aplicados em todo o país.” A pesquisa, realizada em parceria com o Ministério da Saúde (MS) e a Secretaria Municipal de Educação (SEME) de Vitória, tem como base a preocupação com a qualidade da dieta da população brasileira, que muitas vezes é caracterizada por um alto consumo de sódio e baixo de potássio. Essa dieta inadequada pode levar ao desenvolvimento de doenças crônicas, como hipertensão e obesidade, ressaltando a importância de medidas preventivas. O projeto prevê a inclusão de 720 crianças e adolescentes, entre 6 e 17 anos, de ambos os sexos, inicialmente recrutados em escolas públicas de Vitória. Até o momento, cerca de 60 voluntários já se inscreveram para participar. Os participantes serão submetidos a uma série de exames na Clínica de Investigação Cardiovascular da UFES, incluindo eletrocardiograma, pressão arterial e composição corporal, além de responderem a questionários sobre seus hábitos alimentares. Um dos pontos-chaves do projeto é a coleta de urina durante 24 horas de cada participante, o que permitirá medir o consumo de sódio e potássio, além de fornecer informações importantes sobre o funcionamento dos rins e do coração. Esses dados serão cruciais para entender melhor os padrões de consumo de sal nessa faixa etária e suas implicações para a saúde. O Prof. Dr. Mill ressaltou a importância de cuidar da saúde das crianças desde cedo: “Muitas doenças crônicas têm origem na infância ou até mesmo antes do nascimento. Por isso, é fundamental entender e promover hábitos alimentares saudáveis desde cedo, para prevenir problemas futuros.” O Ministério da Saúde está comprometido em criar um ambiente mais propício para uma alimentação saudável em toda a população, e iniciativas como essa são essenciais para alcançar esse objetivo. Ao estabelecer referenciais de consumo para diferentes segmentos da população, como está sendo feito com esse projeto em Vitória, espera-se contribuir para a melhoria da saúde pública no Brasil. Com o apoio da FEST, UFES, SEME e demais parceiros, espera-se que esse projeto forneça insights valiosos para orientar políticas de saúde e promover hábitos alimentares mais saudáveis entre as crianças e adolescentes de Vitória e, potencialmente, de todo o país.   Projeto 1174 Texto Vanessa Pianca  

491 – Projeto Fitorremediação: parceria entre FEST, UFES E PETROBRAS para gestão ambiental

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em colaboração com a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) e a Petrobras, lideraram um projeto inovador de fitorremediação para lidar com a contaminação por metais pesados no norte do Espírito Santo. Coordenado pelo Prof. Dr. Fábio Pires, da UFES – Campus São Mateus, do departamento de Ciências Agrárias e Biológicas, o projeto visa oferecer uma solução ambientalmente amigável e economicamente viável para os desafios ambientais enfrentados pela região. A necessidade de intervenção surgiu devido a um incidente que resultou na possibilidade de contaminação ambiental dos recursos naturais locais. Especificamente, a presença de bário em ambiente alagado, altamente tóxico para humanos e animais, exigiu ações de remediação urgentes. A fitorremediação emergiu como uma alternativa promissora devido aos seus resultados comprovados em diferentes partes do mundo. O projeto envolveu a implementação, condução e avaliação de experimentos de fitorremediação, com o objetivo de absorver e imobilizar metais pesados no solo e nos efluentes. A equipe técnica multidisciplinar da UFES – Campus São Mateus liderou as atividades de pesquisa, com foco na identificação das espécies vegetais mais adequadas para a remediação da área e sua avaliação quanto à eficiência na descontaminação do solo. RESULTADOS DO PROJETO Segundo o professor Fábio Pires, após cinco anos de pesquisa, o projeto alcançou resultados significativos. Foram identificadas duas espécies vegetais, a Typha domingensis (taboa) e a Eleocharis acutangula (junco), com capacidade comprovada de reduzir os níveis de bário em ambientes alagados. Essas descobertas não apenas contribuem para a gestão ambiental da região, mas também abrem caminho para a replicação dessas práticas em áreas semelhantes de contaminação. Um dos diferenciais do projeto é a validação a campo dos resultados obtidos em condições controladas. Após avaliações preliminares em condições controladas, três experimentos de campo bem-sucedidos confirmaram a eficácia das técnicas de fitorremediação, refinando ainda mais as informações obtidas. Além disso, os principais resultados, provenientes de quatro dissertações de mestrado orientadas durante a condução do projeto, foram publicados em revistas de alto impacto, garantindo sua disseminação e reconhecimento pela comunidade científica internacional. O projeto não apenas cumpre condicionantes ambientais e promove a remediação da área afetada, mas também fortalece as parcerias entre instituições acadêmicas e empresas como a Petrobras. Além disso, abre novas oportunidades de pesquisa e envolvimento de alunos de pós-graduação e graduação em áreas relacionadas à agricultura tropical e à mitigação de danos ambientais. “A fitorremediação não é apenas uma técnica, mas sim um compromisso com a sustentabilidade e a preservação dos recursos naturais. Ao trabalharmos em colaboração, exploramos o potencial das plantas para restaurar ecossistemas comprometidos, proporcionando não apenas benefícios ambientais, mas também oportunidades de pesquisa e desenvolvimento para as gerações futuras.” – Professor Fábio Pires. O compromisso da FEST, UFES e Petrobras com a sustentabilidade e a gestão ambiental responsável é evidenciado por iniciativas como o projeto de fitorremediação. Ao promover práticas de remediação eficazes e econômicas, o projeto contribui para a preservação dos recursos naturais essenciais para a vida no planeta, notadamente solo e água. Em um momento em que a proteção do meio ambiente é crucial, a área de fitorremediação se destaca como uma solução valiosa e replicável para desafios ambientais complexos. Texto: Vanessa Pianca Projeto 491

975- Projeto de infraestrutura tecnológica impulsiona reflorestamento da Mata Atlântica no Espírito Santo

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) se une à Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) para impulsionar um projeto de grande relevância ambiental e social: a construção de infraestrutura tecnológica para produção de mudas destinadas ao reflorestamento da Mata Atlântica. Sob a liderança da Profa. Dra. Diolina Moura Silva, do Departamento de Ciências Biológicas do Centro de Ciências Humanas e Naturais (CCHN), o projeto está vinculado ao Instituto Tecnológico da UFES (ITUFES) e visa fortalecer o Plano ABC+ do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) através da abordagem integrada da paisagem em propriedades rurais, com ênfase na implementação de infraestrutura tecnológica para produção de mudas das principais espécies nativas da região. A recuperação florestal é crucial não apenas para a conservação da biodiversidade, mas também para mitigar os impactos das mudanças climáticas e promover o desenvolvimento rural sustentável. A Mata Atlântica, um dos biomas mais biodiversos do mundo, enfrenta sérios desafios devido à degradação causada pela expansão agrícola e urbana. Com apenas 12,5% de sua cobertura original preservada, a urgência em restaurar e proteger esse ecossistema é evidente. O projeto liderado pela UFES tem como objetivo principal a implementação de infraestrutura tecnológica para a produção de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, visando subsidiar a recomposição florestal. A ampliação da área técnica de infraestrutura existente permitirá o escalonamento das ações de implementação dos viveiros, fortalecendo programas de pós-graduação como o PPGBV e o PPGBiotec. DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E PARTICIPAÇÃO COMUNITÁRIA: Além da importância ambiental, o projeto busca promover o desenvolvimento agrícola sustentável, envolvendo as comunidades locais. A seleção das espécies a serem cultivadas leva em consideração não apenas seu papel na manutenção dos ecossistemas, mas também seu potencial econômico. Ações de capacitação serão oferecidas para formar multiplicadores em manejo sustentável, visando a compreensão e participação ativa das comunidades na restauração ecológica. A infraestrutura de produção de mudas, localizada no Campus da UFES em Goiabeiras, Vitória, será um importante centro para a promoção da sustentabilidade no agronegócio capixaba. Espera-se que o projeto não apenas contribua para a recuperação da Mata Atlântica, mas também gere impactos positivos em termos de emprego, renda e conscientização ambiental. O projeto de construção de infraestrutura tecnológica para produção de mudas destinadas ao reflorestamento da Mata Atlântica, liderado pela UFES em parceria com a FEST, representa um passo significativo em direção à promoção do desenvolvimento sustentável no Espírito Santo. Ao unir conhecimento científico, tecnológico e participação comunitária, essa iniciativa demonstra o compromisso das instituições envolvidas com a conservação ambiental e o bem-estar das gerações futuras. Projeto 975 Texto: Vanessa Pianca

976 – projeto da UFES com apoio da FEST visa fortalecer recomposição Florestal no Território Meio-Norte Capixaba

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), em colaboração com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), está apoiando um projeto crucial para a região do Território Meio-Norte Capixaba. Sob o título “Estratégias de Avaliação da Qualidade de Sementes para Subsidiar a Recomposição Florestal”, o projeto está sendo conduzido pelo Instituto Tecnológico (ITUFES) da UFES, com o objetivo de estabelecer uma infraestrutura tecnológica para avaliação de sementes utilizadas na recomposição florestal. Essa iniciativa visa não apenas a redução dos passivos ambientais, mas também o fomento ao desenvolvimento rural sustentável da região. O projeto tem como principal objetivo a implementação de infraestrutura tecnológica para avaliação da qualidade e vigor de sementes empregadas na recomposição florestal. Sob a coordenação da renomada Professora Dra. Diolina Moura Silva, lotada no Departamento de Ciências Biológicas do Centro de Ciências Naturais e Humanas (CCHN) da UFES, e com o apoio da FEST, busca-se um avanço significativo na capacidade de produção e utilização de sementes para fins ambientais. O Território Meio-Norte Capixaba (TMNC), composto por 16 municípios, enfrenta desafios socioeconômicos significativos, com indicadores como o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) e a renda per capita abaixo da média estadual. Nesse cenário, a agricultura familiar desempenha um papel crucial na economia local, sendo a principal força produtiva na região. O projeto enfrenta desafios relacionados à degradação ambiental e à necessidade de melhorias na infraestrutura tecnológica disponível para os agricultores familiares. Estratégias inovadoras, como a implementação de sistemas agroflorestais e o uso de tecnologias para avaliação de sementes, são fundamentais para promover a recuperação de áreas degradadas e fortalecer a agricultura sustentável na região. Impacto e Perspectivas Futuras A expectativa é que a infraestrutura tecnológica proposta pelo projeto resulte em um aumento significativo na qualidade e quantidade de sementes disponíveis para a recomposição florestal. Além disso, espera-se que a capacitação dos agricultores e viveiristas locais leve a uma melhoria geral na eficiência e sustentabilidade das práticas agrícolas na região. O projeto “Estratégias de Avaliação da Qualidade de Sementes para Subsidiar a Recomposição Florestal” representa um passo importante em direção ao desenvolvimento sustentável do Território Meio-Norte Capixaba. Ao fortalecer a infraestrutura tecnológica e promover a capacitação dos atores locais, o projeto visa não apenas a recuperação ambiental, mas também o fortalecimento da economia regional por meio de práticas agrícolas sustentáveis. Projeto 976 Texto Vanessa Pianca  

1119- UFES E FEST se unem para promover projeto de extensão em parceria com o Movimento Dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)

O Programa de Extensão “Núcleo Universitário de Agroecologia e Reforma Agrária Popular (NUARA)” é uma iniciativa colaborativa entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e a Fundação Espírito-santense de Tecnologia-FEST, com o apoio do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que visa a formação, educação e capacitação de jovens, homens e mulheres de áreas de reforma agrária do Espírito Santo. Coordenado pela Profa. Dra. Renata Couto Moreira, do Departamento de Economia/CCJE da UFES, o projeto tem como objetivo principal contribuir para a formação e capacitação de diversos segmentos da população, como homens e mulheres, jovens, idosos e públicos LGBTQIA+, ligados aos assentamentos de reforma agrária do estado, promovendo um processo de construção coletiva da formação social e pessoal por meio de atividades de extensão como encontros, cursos e práticas pedagógicas. “Estamos comprometidos em promover uma formação abrangente e inclusiva, que atenda às necessidades e realidades específicas dos indivíduos ligados aos assentamentos de reforma agrária. Acreditamos no poder transformador da educação e da capacitação para impulsionar o desenvolvimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida dessas comunidades.” Pontuou. Atualmente, o estado do Espírito Santo conta com 62 assentamentos que passaram pelo processo de reforma agrária, abrigando mais de 4.400 famílias que desempenham um papel fundamental na sociedade, seja por meio da educação, produção agrícola, cooperativismo, saúde popular ou participação ativa em seus espaços de atuação. O projeto busca reconhecer e fortalecer a importância social, econômica, cultural e política dos assentados, promovendo uma educação alinhada às realidades do campo e dos territórios aos quais estão vinculados. Além disso, visa ampliar a disseminação do conhecimento adquirido, incentivando a multiplicação dos processos formativos nas comunidades. A universidade pública desempenha um papel fundamental na produção e disseminação de conhecimento, e a extensão universitária é a ponte que possibilita a partilha desse conhecimento com o público externo à academia. Por meio de alianças positivas com organizações sociais e espaços coletivos da sociedade, é possível construir uma extensão pública com caráter popular, proporcionando diálogos enriquecedores e práticas transformadoras. Entre as atividades propostas pelo projeto, destacam-se: Curso Estadual de Mulheres, Agroecologia e Reforma Agrária Escola Básica de Formação em Agroecologia Escola Estadual de Formação em Agroecologia Semana de Arte e Cultura da Terra, envolvendo crianças, jovens, mulheres e homens ligados às escolas dos assentamentos e territórios da reforma agrária. Essas atividades visam garantir um processo de excelência, contribuindo para o fortalecimento e a valorização das comunidades rurais, bem como para a promoção de práticas sustentáveis e inclusivas no meio rural. Por meio dessa parceria entre UFES, FEST e MST, espera-se promover um impacto positivo e duradouro na vida dos indivíduos e comunidades envolvidas, consolidando a importância da educação e da capacitação como instrumentos de transformação social e desenvolvimento humano. Acesse o site da FEST para mais informações sobre o projeto e como participar das atividades propostas. Projeto 1119 Texto: Vanessa Pianca  

1064- Projeto da UFES e FEST promove práticas inclusivas na educação

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em parceria com a Fundação Espírito-santense (FEST) de Tecnologia, está desenvolvendo um projeto inovador voltado para a inclusão na educação. Sob a coordenação do Dr. Douglas Christian Ferrari de Melo,  do Departamento de Educação, Política e Sociedade (Deps) do  Centro de Educação da UFES, o projeto intitulado “Práticas Inclusivas na Concepção do Desenho Universal: Direito à Aprendizagem e Escolarização das Pessoas com Deficiência” visa oferecer formação continuada para professores da rede pública de ensino que atuam na educação básica do estado do Espírito Santo. O objetivo principal do projeto é ampliar o acesso, permanência e aprendizagem dos estudantes com deficiência na educação básica. Para alcançar esse fim, o projeto foca na formação dos professores, capacitando-os para atuar de maneira eficaz com estudantes que apresentem algum tipo de deficiência em qualquer etapa ou modalidade de ensino. O embasamento do projeto está fundamentado na Resolução 02/2001 do Conselho Nacional de Educação (CNE), que estabelece diretrizes curriculares nacionais para a educação especial. Segundo essa resolução, é essencial que os futuros professores da educação básica desenvolvam competências para atuar com estudantes com deficiência, garantindo assim a efetivação da educação inclusiva. O projeto se torna ainda mais relevante diante dos números apresentados pelo censo educacional referente ao ano de 2021, que contabilizou um total de 31.328 estudantes público-alvo da educação especial no Espírito Santo. Esse número expressivo demanda uma atenção especial por parte dos sistemas de ensino, visando assegurar a permanência e qualidade da educação oferecida a esses estudantes. O desafio atual para a educação especial vai além do acesso, consistindo no direito à aprendizagem das pessoas com deficiência. Para enfrentar esse desafio, o projeto propõe a formação continuada dos professores, promovendo práticas inclusivas na concepção do desenho universal. Isso implica em uma série de ações, tais como: Desenvolvimento de uma estrutura organizacional escolar adequada; Remodelação do projeto político-pedagógico; Atualização de recursos didáticos; Adoção de práticas avaliativas, metodologias e estratégias de ensino inclusivas. A formação continuada dos professores é vista como essencial nesse processo, garantindo conhecimentos teóricos e práticos, além de espaços para reflexão sobre suas práticas pedagógicas. O projeto da UFES em parceria com a FEST representa um importante passo na promoção da educação inclusiva no Espírito Santo. Ao capacitar os professores para atuarem de forma inclusiva, o projeto contribui para a efetivação do direito à aprendizagem e escolarização das pessoas com deficiência, consolidando assim uma sociedade mais justa e igualitária. Texto: Vanessa Pianca Projeto: 1064  

809- UFES e FEST promovem curso de aperfeiçoamento em educação, pobreza e desigualdade social

Desde o ano de 2018, a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em parceria com a Fundação Espírito-santense de Tecnologia, vem  promovendo o “Curso de Aperfeiçoamento em Educação, Pobreza e Desigualdade Social (Versão Trajetórias Escolares)”. Com uma expressiva adesão de 300 inscritos, o curso foi direcionado a profissionais da educação básica e outros atuantes em políticas sociais no estado do Espírito Santo. Coordenado pela Profa. Dra Marlene de Fátima Cararro, do Departamento de Educação Política e Sociedade do Centro de Educação, teve como objetivo primordial do curso proporcionar uma formação continuada em nível de aperfeiçoamento, direcionada a gestores escolares, professores, coordenadores pedagógicos e demais envolvidos com políticas sociais. A ênfase recaiu sobre a necessidade de romper com práticas escolares que tendem a perpetuar a condição de pobreza e reproduzir desigualdades sociais. Com uma carga horária total de 180 horas, distribuídas ao longo de seis meses, o curso abordou temáticas cruciais para a compreensão e atuação frente aos desafios socio-educacionais presentes nas realidades de crianças, adolescentes e jovens em situação de pobreza e extrema pobreza. Os participantes contemplados pelo curso englobaram diversos segmentos, tais como gestores escolares, professores, coordenadores pedagógicos e membros da equipe pedagógica das escolas estaduais e municipais que atendem estudantes beneficiários do Programa Bolsa Família. Além disso, gestores e equipe técnico-pedagógica dos órgãos centrais estaduais e municipais, coordenadores do Programa Bolsa Família na Educação e operadores escolares também estiveram entre o público-alvo. Ainda, o curso se estendeu a outros profissionais da educação e da assistência social, bem como a órgãos e entidades ligadas às políticas educacionais e aos direitos de crianças e adolescentes. Ao oferecer uma formação qualificada e específica para profissionais que atuam no contexto educacional e social do Espírito Santo, o curso visou fortalecer as práticas pedagógicas e as políticas públicas voltadas para a promoção da equidade e da inclusão social. A iniciativa reafirma o compromisso da UFES e da Fundação Espírito-santense de Tecnologia com a melhoria da qualidade da educação e a redução das desigualdades sociais em nosso estado. Projeto 809 Texto: Vanessa Pianca

1146- Novo projeto FUNBio: conservação da carcinofauna dulcícola e estuarina na bacia do Rio Doce

Um esforço conjunto liderado pela Profa. Dra. Mônica Maria Pereira Tognella em parceria com o prof. Dr. Maurício Hostim Silva, do Departamento de Ciências Agrárias e Biológicas do Centro Universitário Norte do Espírito Santo (CEUNES) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em colaboração com a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), está lançando luz sobre a biodiversidade ameaçada na Bacia do Rio Doce. O novo projeto do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBio), visa à conservação da carcinofauna dulcícola e estuarina da região, através do subprojeto “Dinâmica Populacional e Status de Conservação de Espécies Ameaçadas da Carcinofauna Dulcícola e Estuarina da Bacia Hidrográfica do Rio Doce”, integrado ao Projeto Biodiversidade Rio Doce. O objetivo central do projeto é a identificação e avaliação da ocorrência e estrutura populacional de sete espécies de crustáceos decápodes ameaçados na Bacia do Rio Doce, conforme o Plano de Ação para Recuperação e Conservação da Fauna Aquática da região. O plano de execução terá duração de 24 meses, focando em preencher lacunas de conhecimento e gerar informações essenciais para o desenvolvimento do mencionado plano. A fauna de crustáceos dulcícolas na região, assim como em todo o Brasil, é pouco conhecida, embora desempenhe papéis fundamentais tanto do ponto de vista ecológico, no fluxo e reciclagem de energia em ambientes aquáticos, quanto social, através de práticas de pesca artesanal e de subsistência. No entanto, a fragilidade dos ecossistemas na Bacia do Rio Doce, em decorrência da degradação causada por atividades industriais, mineração e impactos do rompimento da barragem de Fundão em 2015, coloca em risco essas espécies, muitas das quais já estão classificadas como ameaçadas pela IUCN.  Objetivos do Projeto: Confirmar a ocorrência e avaliar a abundância das espécies-alvo na região. Determinar o período reprodutivo e o recrutamento juvenil das espécies. Relacionar dados de biologia e história natural das espécies com sua capacidade dispersiva. Identificar o potencial de exploração pesqueira das espécies-alvo e as modalidades de pesca utilizadas. Traçar o histórico de exploração das espécies-alvo na região através do conhecimento tradicional dos pescadores. O projeto busca envolver comunidades tradicionais, ribeirinhas e piscicultores ao longo da Bacia do Rio Doce, fornecendo suporte científico, identificando potenciais impactos da exploração pesqueira e subsidiando a gestão ambiental e fiscalização. Além disso, contribuirá para a formação acadêmica, com a inclusão de exemplares em coleções didáticas e acervos museológicos, e para a conservação da biodiversidade aquática brasileira, fornecendo registros precisos das espécies-alvo. Com uma abordagem integrada e colaborativa, o novo projeto FUNBio representa um passo significativo na direção da conservação e manejo sustentável dos recursos aquáticos na Bacia do Rio Doce, oferecendo respostas concretas diante dos desafios enfrentados pela região após o desastre ambiental de 2015. Projeto 1146 Texto: Vanessa Pianca