FEST – Fundação Espírito-santense de Tecnologia

1387- REMAZON: FEST e UFES lideram megaprojeto científico na Margem Equatorial em parceria com a Petrobras

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) apoia mais uma grande iniciativa científica da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) em parceria com a Petrobras: o projeto REMAZON – Mapeamento e Caracterização da Geodiversidade, Biodiversidade e Ecologia dos Sistemas Recifais Mesofóticos da Bacia da Foz do Amazonas. Coordenado pelo Prof. Dr. Alex Cardoso Bastos, do Departamento de Oceanografia e Ecologia do Centro de Ciências Humanas e Naturais (CCHN) da UFES, o projeto representa um dos maiores esforços recentes de mapeamento marinho na plataforma continental brasileira, abrangendo cerca de 60 mil km² na Margem Equatorial, uma das regiões mais estratégicas e desafiadoras do país sob o ponto de vista científico e ambiental. O REMAZON tem como objetivo geral mapear e caracterizar os recifes mesofóticos da bacia sedimentar da Foz do Amazonas, produzindo um quadro detalhado das relações entre: relevo e tipos de fundo marinho; variáveis oceanográficas; evolução das formações carbonáticas; distribuição das comunidades bentônicas e demersais; serviços ecossistêmicos associados. A região estudada está sob forte influência da pluma do Rio Amazonas e da dinâmica da Corrente Norte Brasileira, fatores que tornam os processos físicos, químicos e biológicos ainda mais complexos. Apesar de registros de peixes recifais e fundos carbonáticos desde a década de 1970, a caracterização de um sistema recifal estruturado na região é relativamente recente, ampliando a necessidade de estudos aprofundados. O REMAZON foi estruturado com uma Coordenação Geral e três grandes Work Packages (WPs): 🔹 WP-MAP – Mapeamento Geológico de Habitats Marinhos Liderado pelo Prof. Alex Bastos (UFES), este eixo envolve o uso de tecnologias avançadas como: batimetria multifeixe sonar de varredura lateral perfiladores de subfundo imageamento com ROVs e AUVs modelagem geoespacial e inteligência artificial O objetivo é produzir mapas robustos de tipos de fundo e habitats bentônicos, integrando dados acústicos, sedimentológicos e biológicos em ambiente SIG. 🔹 WP-BIO – Biodiversidade e Ecologia Coordenado pelo Prof. Rodrigo L. Moura do Laboratório de Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade – SAGE/COPPE da  Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ, este módulo investiga: comunidades bentônicas (algas calcárias, corais, esponjas) fauna demersal associada aos recifes redes tróficas e funcionamento ecológico Serão utilizadas técnicas inovadoras como metabarcoding genético, análises de isótopos estáveis e modelagem ecológica, permitindo compreender os serviços ecossistêmicos de suporte e provisão — incluindo recursos pesqueiros. 🔹 WP Integração e Síntese Sob liderança do Prof. Dr. Eduardo Tavares Paes da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), esta etapa integrará dados primários e secundários para modelar processos biogeofísicos e ecológicos da região, avaliando influências como: pluma do Amazonas variabilidade climática atividade pesqueira Corrente Norte Brasileira mudanças climáticas Ferramentas avançadas de modelagem estatística e machine learning serão empregadas para gerar sínteses estratégicas e subsidiar decisões de gestão ambiental.  Cruzeiros oceanográficos e tecnologia de ponta  O projeto prevê quatro grandes fases de cruzeiros oceanográficos, incluindo: coleta de cerca de 4.000 km de dados acústicos; amostragem biológica e sedimentológica; imageamento detalhado de áreas-chave; campanhas sazonais para avaliar a influência da variabilidade ambiental. Parte das atividades será realizada a bordo do Navio de Pesquisa Hidroceanográfico Vital de Oliveira, da Marinha do Brasil, ampliando a capacidade operacional da equipe. O REMAZON contará com um repositório estruturado para armazenamento seguro e integrado dos dados gerados. Todas as informações terão metadados, associação espaço-temporal e rastreabilidade completa, garantindo transparência, organização e potencial de uso em bases públicas e institucionais. A cadeia de custódia das amostras será rigorosamente documentada, reforçando a credibilidade científica do projeto.  Ciência para o desenvolvimento sustentável  O mapeamento detalhado dos recifes mesofóticos da Foz do Amazonas é estratégico para ampliar o conhecimento sobre a chamada “Amazônia Azul” e contribuir para a minimização de impactos ambientais em uma das principais fronteiras exploratórias do país. Ao integrar geologia, oceanografia, ecologia, genômica, modelagem espacial e inteligência artificial, o REMAZON se posiciona como uma iniciativa multidisciplinar de grande escala, capaz de gerar conhecimento inédito e subsidiar políticas públicas, planejamento espacial marinho e estratégias de conservação. Com o apoio da FEST, a UFES reafirma seu protagonismo nacional na produção de ciência aplicada, inovação e sustentabilidade, fortalecendo parcerias institucionais e contribuindo para o desenvolvimento responsável da Margem Equatorial brasileira.  

1438- FEST, UFES e Governo do Espírito Santo unem ciência e gestão para enfrentar o lixo no mar

 Novo projeto, coordenado pelo professor Fabian Sá, vai diagnosticar a presença de resíduos sólidos no litoral capixaba e contribuir para o aprimoramento de políticas públicas de enfrentamento ao lixo no mar A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), em parceria com Universidade Federal do Espírito Santo e a Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (SEGER), inicia um novo projeto voltado ao enfrentamento do lixo no mar no Espírito Santo. Coordenado pelo professor Dr. Fabian Sá, do Departamento de Oceanografia do Centro de Ciência Humanas e Naturais (CCHN) a iniciativa busca aproximar ciência, gestão pública e participação social para produzir informações que contribuam para a conservação dos ambientes marinhos e costeiros e para o aprimoramento das políticas públicas estaduais.  O projeto está inserido no contexto da avaliação da governança do Plano Estadual de Resíduos Sólidos do Espírito Santo (PERS-ES) e prevê a elaboração de um capítulo específico sobre o enfrentamento ao lixo no mar. A proposta também contempla a implantação da Rede Oceano Limpo – Espírito Santo (ROL-ES), fortalecendo a articulação entre pesquisadores, gestores de Unidades de Conservação, sociedade e demais atores envolvidos com a gestão da zona costeira.  Os ecossistemas marinhos e costeiros oferecem serviços essenciais à sociedade, relacionados à regulação do clima, ao ciclo de nutrientes, à geração de renda, ao lazer, à recreação e à manutenção da biodiversidade. Ao mesmo tempo, esses ambientes sofrem impactos associados à poluição, à sobrepesca e às mudanças climáticas.  Nesse cenário, o projeto parte da necessidade de produzir conhecimento científico capaz de subsidiar decisões e ações de conservação, restauração e gestão ambiental. A proposta prevê ainda processos participativos e de aprendizagem social, envolvendo diferentes setores da sociedade que atuam na Zona Costeira do Espírito Santo.  O trabalho também está alinhado a iniciativas nacionais e internacionais de enfrentamento à poluição marinha, incluindo o Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar e os esforços relacionados à Década do Oceano. A experiência da Rede Oceano Limpo, já desenvolvida em outros estados brasileiros, será utilizada como referência para a implementação da estratégia no Espírito Santo.  Diagnóstico em praias de Unidades de Conservação  Uma das principais frentes do projeto será a realização de um diagnóstico de resíduos sólidos em praias localizadas em Unidades de Conservação federais, estaduais e municipais ao longo do litoral capixaba.  A seleção das áreas considera fatores como localização geográfica, pressão urbana, proximidade das desembocaduras de rios e inserção em Unidades de Conservação. Uma seleção preliminar identificou 45 praias com potencial para integrar as atividades de diagnóstico, contemplando diferentes regiões do litoral do Espírito Santo.  Nas áreas selecionadas, serão aplicadas metodologias padronizadas para identificar e caracterizar os resíduos encontrados. O levantamento permitirá reunir informações sobre os principais tipos e possíveis fontes de lixo, além de identificar áreas com maior vulnerabilidade e possibilitar comparações entre diferentes regiões e Unidades de Conservação.  Tartarugas marinhas como bioindicadoras  Outra frente importante será o estudo da ingestão de resíduos sólidos por tartarugas marinhas. O conteúdo gastrointestinal desses animais será analisado como indicador complementar da presença de lixo no ambiente marinho.  A proposta considera as cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem em águas brasileiras: tartaruga-cabeçuda, tartaruga-verde, tartaruga-de-couro, tartaruga-de-pente e tartaruga-oliva. As informações obtidas poderão contribuir para ampliar a compreensão sobre os impactos dos resíduos sólidos sobre a fauna marinha.  Além do diagnóstico em campo, o projeto prevê o levantamento de iniciativas já existentes no Espírito Santo, revisão sistemática da literatura e organização de dados secundários. As informações serão reunidas em um banco de dados para subsidiar análises e orientar estratégias futuras de enfrentamento ao lixo no mar. Entre os resultados previstos estão a produção e disseminação de informações sobre o lixo no mar no Espírito Santo, a aplicação de um estudo para o Índice de Potencial de Enfrentamento ao Lixo no Mar nas Unidades de Conservação do Estado e a sistematização das informações necessárias à composição do capítulo do PERS-ES. Com a integração entre pesquisa científica, gestão pública e participação social, o projeto busca contribuir para uma atuação mais estruturada e adaptativa diante do problema dos resíduos sólidos no ambiente marinho, fortalecendo a conservação dos ecossistemas costeiros e o desenvolvimento de políticas públicas baseadas em evidências.

1411- FEST participa de assinatura simbólica de projetos selecionados no edital Ideias para Conservação 2026

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) participou, nesta quarta-feira (21/05), no Parque Costeiro, do café de assinatura simbólica para formalização das parcerias com os projetos selecionados no edital Ideias para Conservação 2026, iniciativa realizada pela Vale. Representando a FEST estavam presentes a  Diretora Patrícia Bourguignon, o Coordenador do Projeto Prof. Dr. Fabian Sá  e a Analista de Controle Danielle Loureiro. O encontro reuniu representantes dos projetos contemplados e equipes da Vale em um momento de integração, apresentações e alinhamento das ações que serão desenvolvidas ao longo de 2026, fortalecendo iniciativas voltadas à conservação ambiental, educação e sustentabilidade. Entre os projetos selecionados está o “Educar para Cuidar: Lixo no Mar e Ecossistemas Costeiros”, projeto executado pela FEST em parceria com a Vale e com anuência da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). A iniciativa tem como objetivo desenvolver materiais educativos e interativos sobre os ecossistemas costeiros do Espírito Santo e os impactos causados pelo lixo no mar, promovendo conscientização ambiental por meio de cartilha educativa, produção audiovisual e instalação de um painel interativo no Parque Costeiro. O Coordenador do projeto destacou a importância da educação ambiental conectada à realidade local. “Nosso objetivo é aproximar a população da realidade dos ecossistemas costeiros capixabas, promovendo conscientização e estimulando o cuidado coletivo com o meio ambiente. A educação ambiental é uma ferramenta essencial para transformar a relação das pessoas com o território onde vivem”, afirmou o coordenador. A proposta também prevê exposições interativas e encontros formativos com educadores e professores, ampliando o alcance das ações de sensibilização ambiental e fortalecendo o diálogo entre escola, comunidade e conservação ambiental. Esse projeto faz parte do Cento de Educação Ambiental da FEST,  com mais essa iniciativa, a FEST reafirma seu compromisso com projetos que unem ciência, educação, inovação e sustentabilidade em benefício da sociedade capixaba. Texto Vanessa Pianca Projeto 1411    

1069 – Projeto da UFES avança na evolução do sistema Canopy Insight para inteligência geográfica no setor de florestas plantadas

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), desenvolve o projeto “Evolução arquitetural do Canopy Insight: um Sistema de Inteligência Geográfica para o Setor de Florestas Plantadas”, coordenado pelo Prof. Dr. Clayton Vieira Fraga Filho, do Departamento de Computação do Centro de Ciências Exatas, Naturais e da Saúde (CCENS) da UFES. A iniciativa é financiada pela empresa Canopy Remote Sensing Solutions Ltda.  O projeto tem como objetivo promover a evolução da arquitetura do Canopy Insight, uma plataforma de inteligência geográfica desenvolvida para ampliar a análise, o mapeamento e o monitoramento de florestas plantadas no Brasil. A iniciativa fortalece a integração entre ciência, tecnologia e inovação aplicada ao setor florestal. Fundada em 2016 e sediada em Florianópolis (SC), a Canopy Remote Sensing Solutions é uma startup especializada em soluções baseadas em sensoriamento remoto. A empresa utiliza dados coletados por satélites, aeronaves e drones para desenvolver ferramentas inovadoras voltadas ao mapeamento, inventário e monitoramento florestal. Pioneira na aplicação de tecnologias de sensoriamento remoto 3D em atividades florestais, a Canopy atende associações setoriais e grandes empresas dos segmentos de papel e celulose, siderurgia e produção de carvão vegetal. Entre as soluções desenvolvidas pela empresa estão sistemas de inventário florestal de alta precisão, baseados em tecnologias como perfilamento a laser (LiDAR), radar interferométrico (InSAR) e fotogrametria, além de monitoramento por satélite em larga escala e sistemas de detecção de mudanças no uso e cobertura da terra, incluindo estimativas de estoques de carbono florestal. O sistema Canopy Insight é uma plataforma de inteligência florestal estruturada em arquitetura WebGIS, que permite aos usuários explorar informações geográficas em diferentes escalas desde o nível de talhão até análises em escala nacional. A ferramenta possibilita a aplicação de filtros espaciais, geração de mapas, gráficos e estatísticas, além da exportação de relatórios personalizados com dados estratégicos sobre florestas plantadas. Entre as informações disponíveis na plataforma estão o mapeamento detalhado das áreas plantadas, identificação do gênero cultivado como eucalipto, pinus e seringueira, estimativas de idade das plantações, produtividade e volume de madeira em pé para cada talhão analisado. Esses dados são atualizados periodicamente, garantindo maior confiabilidade para análises e tomada de decisão no setor.  Nos últimos anos, a Canopy realizou um levantamento inédito das florestas plantadas no Brasil, analisando milhões de quilômetros quadrados de imagens de satélite de alta resolução. O estudo resultou no mapeamento de aproximadamente 10 milhões de hectares de florestas plantadas, distribuídas por todas as regiões do país. O setor florestal brasileiro possui grande relevância econômica e ambiental, ocupando cerca de 10 milhões de hectares de árvores plantadas e contribuindo com aproximadamente 6% do PIB industrial nacional. Além disso, destaca-se como um dos principais exemplos de desenvolvimento sustentável e de fortalecimento da chamada economia verde. Com a recente aprovação do Plano Nacional de Florestas Plantadas, o Brasil estabeleceu a meta de ampliar em 2 milhões de hectares a área destinada à produção florestal até 2030. Nesse contexto, iniciativas como o projeto desenvolvido pela UFES contribuem para a geração de informações estratégicas capazes de apoiar políticas públicas, orientar investimentos e fortalecer a cadeia produtiva florestal no país. A parceria entre a UFES e a Canopy reforça o papel da universidade no desenvolvimento de soluções tecnológicas avançadas, promovendo inovação e ampliando o impacto da pesquisa científica em setores estratégicos da economia brasileira. Texto: Vanessa Pianca Projeto: 1069

1332 – UFES desenvolve projeto inovador em Robótica Autônoma em parceria com a LUME ROBOTICS S.A., com apoio da FEST

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) deu início a um novo e promissor projeto de pesquisa na área de Robótica Autônoma, em parceria com a LUME ROBOTICS S.A. e com o apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST). Intitulado “Life Long SLAM e Estimativa da Trajetória Futura de Objetos Movíveis para Robôs Autônomos” , o estudo busca avançar o estado da arte em navegação autônoma segura e inteligente. O projeto é coordenado pelo Professora Dra. Claudine Santos Badue, do Departamento de Informática do Centro Tecnológico (DI/CT) da UFES, e tem como objetivo principal investigar e desenvolver técnicas baseadas em modelos generativos e aprendizado profundo aplicadas ao Life Long SLAM (Simultaneous Localization and Mapping ao longo da vida útil do robô) e à predição da trajetória futura de objetos movíveis.  Integração de sensores e aprendizado profundo A pesquisa utiliza dados provenientes de sensores LiDAR, câmeras e sistemas de odometria de robôs autônomos, explorando como arquiteturas modernas de aprendizado profundo, como “transformers” e redes neurais multimodais, podem integrar essas informações heterogêneas de forma eficiente e robusta. Entre os principais eixos do projeto, destacam-se: Life Long SLAM: desenvolvimento de algoritmos e modelos neurais multimodais capazes de criar e atualizar mapas de grade de forma contínua e precisa ao longo do tempo. A proposta considera cenários dinâmicos e ambientes sujeitos a mudanças de longa duração, como obras e transformações estruturais graduais. Predição da trajetória futura de objetos movíveis: criação de modelos multimodais que utilizam mapas, dados de LiDAR, câmeras e odometria para prever com alta acurácia a trajetória futura de objetos como veículos, pedestres e outros robôs. Os modelos levam em conta tanto a física do movimento dos robôs quanto padrões comportamentais aprendidos a partir dos dados de treinamento.  Com este projeto, a UFES, a LUME ROBOTICS S.A. e a FEST esperam contribuir significativamente para o avanço científico e tecnológico da Robótica Autônoma, ampliando a capacidade de robôs operarem de forma segura e precisa em ambientes complexos e em constante mudança. As soluções desenvolvidas terão aplicação direta em veículos autônomos, como os projetos IARA e ART, desenvolvidos pela UFES e apoiado pela FEST, reforçando o papel da universidade e da FEST como agentes estratégicos na promoção da inovação, da pesquisa aplicada e da transferência de tecnologia para a sociedade. Texto: Vanessa  Pianca Projeto: 1332

1327- FEST e UFES avançam em pesquisa sobre produção de metanol verde com uso de plasma

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) apoia um novo projeto inovador desenvolvido pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), intitulado “Rota de Produção de Metanol Verde usando a Reforma a Seco via Plasma”. O trabalho integra um Termo de Cooperação com a Petrobras, voltado à realização de testes experimentais que utilizam uma tocha de plasma para promover a reforma a seco do gás natural (GN) com dióxido de carbono (CO₂), processo que busca aumentar a eficiência energética e reduzir impactos ambientais. O principal objetivo é determinar o rendimento na conversão do GN e CO₂ em gás de síntese (H₂ e CO) (base para a produção de metanol verde), e em material carbonoso, quando desejável. A pesquisa pretende contribuir para o desenvolvimento de tecnologias limpas e sustentáveis, alinhadas aos compromissos globais de descarbonização e transição energética. O projeto é coordenado pelo professor Dr. Alfredo Gonçalves Cunha, do Departamento de Física do Centro de Ciências Exatas (CCE) da UFES, e está estruturado em três eixos principais: Desenvolver técnicas de monitoramento em tempo real do comportamento da erosão dos eletrodos da tocha de plasma; Determinar a vida útil dos eletrodos de cobre e zircônio, buscando aumentar o tempo de operação e reduzir custos; Otimizar as condições de operação do reator, com foco na obtenção de um gás de síntese de alta qualidade, rico em hidrogênio (H₂) e monóxido de carbono (CO), minimizando a formação de carbono sólido. Além disso, o projeto contempla a caracterização das amostras sólidas para definir as melhores proporções entre as vazões de GN e CO₂ e as condições operacionais que maximizem o valor agregado ao carbono obtido. Também serão testadas diferentes configurações de ânodo, visando explorar novas aplicações do reator a plasma, e será realizada uma análise de impacto do uso do plasma na rede elétrica, considerando a integração segura e eficiente dessa tecnologia. Para o coordenador do projeto, prof. Dr. Arnaldo Leal Júnior, a iniciativa representa um avanço estratégico para o desenvolvimento de soluções energéticas sustentáveis no país: “Nosso objetivo é contribuir para a criação de rotas tecnológicas que utilizem o gás natural e o CO₂ de forma mais inteligente e menos poluente. O uso do plasma como agente de conversão nos permite alcançar resultados com alta eficiência energética e menor impacto ambiental, aproximando a pesquisa da UFES das demandas reais da indústria e da transição para uma economia de baixo carbono.” Com essa iniciativa, a UFES e a FEST reforçam sua atuação conjunta em projetos estratégicos que unem ciência, inovação e sustentabilidade, contribuindo para o avanço da pesquisa em rotas alternativas de produção de combustíveis limpos e para o fortalecimento da transição energética no Brasil. Projeto: 1327 Texto: Vanessa Pianca

1275- FEST firma nova parceria com a Petrobras para modernizar infraestrutura laboratorial da UFES

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) acaba de firmar um novo termo de cooperação com a Petrobras para a execução do “Projeto de Infraestrutura Laboratorial dos Equipamentos de Caracterização e Reforma de Equipamentos do Laboratório de Plasma Térmico”, coordenado pelo Prof. Dr. Alfredo Gonçalves Cunha, do Departamento de Física do Centro de Ciências Exatas (CCE) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). O projeto tem como objetivo melhorar a infraestrutura de caracterização das amostras produzidas nos testes com reforma a seco do metano (CH₄) com plasma de CO₂, por meio da aquisição de equipamentos de última geração, modernização de sistemas laboratoriais e recuperação de estruturas desgastadas pelo tempo. Entre as principais ações previstas estão: Aquisição de novos equipamentos de caracterização dos produtos obtidos nos testes; Recuperação da infraestrutura do Laboratório de Plasma Térmico, garantindo condições adequadas de operação; Preparação para o uso de uma nova fonte de plasma de 400 (±50) kW, ampliando a capacidade experimental do laboratório; Caracterização detalhada das amostras sólidas, com o objetivo de definir parâmetros operacionais que maximizem o valor agregado ao carbono sólido produzido; Instalação de um osciloscópio e de um espectrômetro ótico, permitindo o desenvolvimento de técnicas de monitoramento em tempo real do plasma e da erosão dos eletrodos da tocha. De acordo com o coordenador do projeto, Prof. Alfredo Gonçalves Cunha, essa iniciativa representa um avanço significativo para a pesquisa científica e tecnológica na UFES: “Com essa parceria, teremos condições de aprimorar os experimentos de reforma de metano e ampliar o potencial do laboratório para investigações com plasma de alta potência. Isso fortalece nossa capacidade de gerar conhecimento aplicado e soluções inovadoras em energia e sustentabilidade.” A FEST é responsável pela gestão técnico-administrativa e financeira do projeto, garantindo o suporte necessário para o bom andamento das atividades, desde a aquisição de equipamentos até a execução das etapas de pesquisa. A nova cooperação reforça o compromisso da Fundação com o desenvolvimento científico e tecnológico capixaba: O projeto terá vigência de setembro de 2025 a agosto de 2027, consolidando um importante marco na modernização da infraestrutura laboratorial da UFES e na ampliação das possibilidades de pesquisa com tecnologias de plasma térmico. Projeto: 1275 Texto: Vanessa Pianca

1277- Show de Química um projeto da UFES com apoio da FEST

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) e a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) uniram forças para apoiar um dos mais emblemáticos e inspiradores projetos de divulgação científica do país: o Show de Química. Coordenado pelo professor Dr. Honério Coutinho de Jesus, do Departamento de Química do Centro de Ciências Exatas da UFES, o projeto tem como objetivo tornar o ensino da química mais acessível, dinâmico e encantador, despertando o interesse pela ciência em estudantes e professores de todo o Brasil. Criado originalmente em 1992, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), o Show de Química foi registrado como projeto de extensão da UFES em 1996 e, desde então, vem levando experiências visuais e interativas a escolas, feiras e eventos científicos. Com mais de 230 apresentações realizadas, o projeto é reconhecido por unir conhecimento, entretenimento e experimentação de forma lúdica e envolvente. Entre os destaques das atividades estão as demonstrações ao vivo, que mostram reações químicas coloridas, luminosas e até explosivas — tudo com segurança e rigor técnico —, além de oficinas de capacitação para professores e o desenvolvimento de kits experimentais com mais de 250 experiências possíveis. O projeto também conta com o Almanaque Show de Química, publicação que reúne experimentos, curiosidades e explicações acessíveis para todos os públicos. Para o professor Honério Coutinho de Jesus, o apoio da FEST representa uma nova fase de crescimento e consolidação do projeto: “A parceria com a FEST fortalece nossa missão de aproximar a universidade da sociedade”. O Show de Química nasceu para despertar o brilho nos olhos dos estudantes e mostrar que a ciência está presente em tudo ao nosso redor. Agora, com o apoio institucional da Fundação, poderemos ampliar o alcance das ações e inspirar ainda mais jovens pelo Espírito Santo e pelo Brasil”, destaca o coordenador. Com o suporte da FEST, o Show de Química ampliará suas ações de extensão e divulgação científica, levando o encantamento da química a novos públicos e contribuindo para a formação de professores e estudantes mais curiosos, críticos e apaixonados pela ciência. A iniciativa reforça o compromisso da UFES e da FEST com o desenvolvimento científico e tecnológico do Espírito Santo, ao investir em projetos que unem educação, inovação e cidadania. Projeto 1277 Texto: Vanessa Pianca

1210 Projeto RPDBCS_COM interação baseada em IA: explorando soluções para Incrustação Carbonática em Sistemas Pressurizados

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), em parceria com a Petrobras, apoia o desenvolvimento do projeto RPDBCS_Com Interação Baseada em IA, coordenado pelo Prof. Dr. Alexandre Loureiro Rodrigues, do Núcleo de Inferência e Algoritmos (NINFA) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). O projeto busca avançar no entendimento dos processos de incrustação carbonática em ambientes pressurizados, considerando a presença de CO₂, óleo e variáveis operacionais relevantes para a indústria de petróleo e gás. Desenvolver metodologias inovadoras e realizar testes experimentais para compreender a incrustação carbonática em sistemas pressurizados, incluindo os efeitos de variáveis como temperatura, íons químicos (sulfato e magnésio), e campos magnéticos. Metas Específicas Adaptar reatores pressurizados para testes com emulsões óleo-água. Estudar a formação e estabilidade de emulsões em sistemas pressurizados. Investigar o polimorfismo e comportamento dos cristais de carbonato de cálcio (CaCO₃) na presença de óleo. Quantificar a taxa de incrustação em diferentes condições operacionais, como vazões e regimes de escoamento. Avaliar o impacto de campos magnéticos na mitigação da incrustação em superfícies metálicas. Embora a termodinâmica da precipitação de CaCO₃ seja bem compreendida em condições padrão, informações em cenários de alta pressão e temperatura, com a presença de CO₂ e óleo, são limitadas. Este projeto pretende preencher essa lacuna, com potencial para: Reduzir custos operacionais na extração de petróleo. Desenvolver estratégias eficazes para mitigação da incrustação em poços produtores. Gerar conhecimento aplicável a outros setores industriais. O projeto incorpora avanços obtidos em pesquisas anteriores realizadas pela UFES desde 2012, incluindo modelagem numérica e o uso de protótipos experimentais. As metodologias envolvem: Uso de emulsões óleo-água em sistemas pressurizados para análise de incrustação. Identificação de polimorfos de CaCO₃ (calcita, aragonita e vaterita) e suas interações com fases oleosas. Testes com ímãs permanentes para avaliar o impacto de campos magnéticos na formação de cristais. Resultados Esperados Compreensão científica: Mecanismos de interação entre CaCO₃ e óleo em sistemas complexos. Aplicações práticas: Soluções para mitigação da incrustação em poços petrolíferos. Inovação tecnológica: Desenvolvimento de novos dispositivos e métodos experimentais, como o uso de agitação de alta rotação para controle de emulsões. O acompanhamento será realizado por meio de relatórios técnicos emitidos pelo Laboratório de Métodos Experimentais em Fenômenos de Transporte (LAMEFT/UFES), além de reuniões trimestrais com representantes da Petrobras e da FEST. O RPDBCS_Com Interação Baseada em IA se destaca pela integração de inteligência artificial e ciência experimental para resolver problemas complexos de incrustação carbonática. Os avanços esperados prometem beneficiar não apenas a indústria de petróleo, mas também setores que enfrentam desafios semelhantes em processos de transporte e armazenamento de fluidos. A FEST reafirma seu compromisso com o desenvolvimento científico e tecnológico ao apoiar iniciativas de impacto nacional e internacional como este projeto pioneiro.  

1351 – FEST apoia projeto de recuperação e atualização de equipamentos em laboratórios multiusuários da UFES

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) em parceria entre a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), lançam o novo projeto que tem como foco a recuperação e atualização de equipamentos de análises e simulação computacional, instalados em laboratórios multiusuários da universidade e utilizados por toda a comunidade científica regional e nacional. O objetivo central da iniciativa é ampliar a capacidade de pesquisa e inovação da UFES, impactando diretamente tanto as ações estratégicas institucionais quanto os projetos desenvolvidos em parceria com o estado do Espírito Santo, sempre alinhados às diretrizes da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Desenvolvimento Sustentável. Segundo o coordenador do projeto, professor Valdemar Lacerda Junior, da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (PRPPG/UFES), a atualização tecnológica representa um passo essencial para fortalecer a infraestrutura de ciência e tecnologia: “Investir na recuperação e modernização desses equipamentos é garantir que nossos pesquisadores tenham acesso a ferramentas de ponta, capazes de potencializar descobertas e gerar soluções inovadoras que atendam às demandas da sociedade”, destaca. O projeto conta ainda com a atuação dos subcoordenadores Prof. Dr. Marcos Ribeiro, Profa. Dra. Ana Paula, Profa. Dra. Laura Pinotti, Prof. Dr. Paulo Porto, Prof. Dr. Guilherme Miguel e Prof. Dr. Daniel Ribeiro (coordenador pela Universidade), que juntos irão acompanhar a execução e assegurar que os laboratórios estejam preparados para atender às demandas emergentes de diferentes áreas do conhecimento. Com essa iniciativa, a FEST reafirma seu compromisso em apoiar a produção científica de excelência e o desenvolvimento sustentável, fortalecendo a integração entre a universidade, a comunidade científica e a sociedade.