FEST – Fundação Espírito-santense de Tecnologia

959- Projeto de Acervos Digitais dos Museus do IBRAM: uma parceria entre UFES E IBRAM

No âmbito da preservação da memória e da cultura brasileira, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) tem desempenhado um papel crucial na digitalização e disponibilização dos acervos museológicos. Uma iniciativa que tem ganhado destaque é o projeto de Acervos Digitais dos Museus do Ibram, realizado em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com o apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia. Sob a coordenação da Profa. Dra. Daniela Lucas da Silva Lemos, do Departamento de Biblioteconomia do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas da UFES, o projeto visa intensificar a transformação digital das instituições de memória, facilitando a digitalização, documentação e ampliação do potencial dos dados bibliográficos, arquivísticos e museológicos disponibilizados. O projeto teve suas bases no debate promovido pelo Ministério da Cultura (MinC) sobre a digitalização dos acervos culturais. A parceria inicial entre a Universidade Federal de Goiás (UFG) e o MinC resultou no desenvolvimento do software Tainacan, uma solução livre de fácil utilização para a criação de repositórios de acervos digitais. Em 2016, a UFES e o Ibram uniram forças, dando início ao projeto “Plataforma Acervo: Inventário, Gestão e Difusão do Patrimônio Museológico”. Este projeto, diretamente ligado aos resultados anteriores, buscou aprofundar pesquisas com foco na colaboração e gestão social dos acervos museológicos. Uma das grandes conquistas do projeto foi a adesão de importantes instituições culturais do país ao software Tainacan, incluindo o Ibram, a Fundação Nacional das Artes (Funarte) e o Museu do Índio. Além disso, diversas universidades adotaram o software para organização de acervos e fins didáticos. A parceria entre a UFES e o Ibram continuou avançando, com foco no desenvolvimento de pesquisas e produtos alinhados às necessidades das instituições que adotaram o Tainacan. As ações para 2021 incluíram o desenvolvimento de um aplicativo para dispositivos móveis, integração com o Wikidata e Wikimedia Commons, além da concepção de um Manual de Boas Práticas e Formação em Qualidade de Dados para a Documentação Museológica. Além disso, a parceria entre a UFES o Ibram e FEST abre portas para a formação humana e o progresso da ciência, tecnologia e cultura em esfera nacional. A colaboração entre as universidades federais demonstra a importância da integração entre setores públicos federais, fortalecendo e ampliando a atuação das universidades junto a importantes entidades culturais. A UFES, em sintonia com seu Plano de Desenvolvimento Institucional, destaca a relevância das parcerias nacionais e internacionais para o desenvolvimento da educação, pesquisa e prestação de serviços à sociedade. O projeto de Acervos Digitais dos Museus do Ibram é um exemplo concreto dessa colaboração, resultando em avanços significativos na preservação e acessibilidade do patrimônio cultural brasileiro. Texto Vanessa Pianca Projeto 959

951- Projeto de viabilidade técnica da aplicação do FGD com escória de alto-forno em matrizes cimentícias

  A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com o apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) realizam o projeto vinculado ao Departamento de Engenharia Civil do Centro Tecnológico, coordenado pela Profa. Dr. Geilma Lima Vieira. Este estudo, intitulado “Estudo da Viabilidade Técnica da Aplicação do FGD com Escória de Alto-Forno em Incorporados em Matrizes Cimentícias – Análise de Desempenho de Argamassas de Assentamento e Revestimento”. O projeto tem como objetivo avaliar as propriedades físicas, mecânicas e de durabilidade de concretos produzidos com a incorporação de coprodutos do sistema de dessulfurização de gases (FGD) e escória de alto-forno. A meta é explorar o potencial desses materiais alternativos, que são resíduos industriais, para uso na construção civil, visando melhorar o desempenho dos concretos e promover a sustentabilidade. A utilização de resíduos industriais como materiais alternativos na Engenharia Civil vem ganhando destaque devido aos benefícios econômicos e ambientais. Muitos resíduos industriais apresentam características semelhantes aos materiais tradicionais da construção civil, podendo melhorar o desempenho mecânico e a durabilidade dos produtos finais, além de promover maior sustentabilidade no processo construtivo. Os resíduos do processo FGD, utilizado para controle de emissões de SOx na queima de carvão, e a escória de alto-forno, gerada em grandes quantidades na indústria siderúrgica, possuem características físicas e químicas que os tornam aptos para uso na produção de concretos e argamassas. Pesquisas anteriores no LEMAC/UFES já mostraram resultados promissores com o uso do resíduo FGD em concretos, indicando melhorias no desempenho mecânico e nas propriedades de trabalhabilidade. No entanto, o FGD contém um teor elevado de cloretos, o que pode comprometer o desempenho das estruturas de concreto. Este projeto visa explorar a utilização do FGD em matrizes cimentícias na produção de argamassas industrializadas, tanto de assentamento quanto de revestimento, combinado com a escória de alto-forno. A proposta inclui três subprojetos de pesquisa, cada um focado em diferentes aspectos da aplicação do FGD em matrizes cimentícias: Formações Vítreas em Matrizes Cimentícias: Avaliação da possibilidade de formações vítreas em matrizes de cimento Portland para produção de argamassas com FGD. Produção de Argamassas Industrializadas: Análise da viabilidade técnica da produção de argamassas utilizando FGD e escória de alto-forno, com enfoque no desempenho conforme parâmetros normativos. Desempenho de Argamassas de Assentamento e Revestimento: Verificação do desempenho físico-mecânico das argamassas de assentamento e revestimento produzidas com FGD e cimento Portland de alto-forno resistente a sulfatos. Este projeto é uma demonstração clara do compromisso da UFES e da FEST com a inovação, sustentabilidade e desenvolvimento tecnológico na área da Engenharia Civil. Esperamos que os resultados contribuam significativamente para a utilização de resíduos industriais na construção civil, promovendo práticas mais sustentáveis e eficientes. Para mais informações, acompanhe as atualizações no site da FEST e nos canais de comunicação da UFES. Projeto 951 Texto Vanessa Pianca  

932 – UFES e FEST possuem projeto para estudar o papel de células citotóxicas senescentes na Leishmaniose Cutânea

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) possui um projeto de pesquisa intitulado “Avaliação do papel de células citotóxicas senescentes na imunopatologia da leishmaniose cutânea”. Coordenado pelo Prof. Dr. Daniel Cláudio de Oliveira Gomes, do Departamento de Patologia do Centro de Ciências da Saúde, este projeto conta com o apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) e é financiado pela University College London. A leishmaniose cutânea (LC) é uma das formas clínicas mais prevalentes da leishmaniose, afetando entre 0,7 e 1,2 milhões de pessoas anualmente, segundo a Organização Mundial da Saúde (WHO). O Brasil está entre os dez países endêmicos, contribuindo significativamente para a incidência global da doença. No Espírito Santo, a espécie L. braziliensi é a principal responsável pelos casos de LC, transmitida pelo vetor Lutzomyia intermedia. A ausência de métodos profiláticos eficazes e a resistência crescente aos tratamentos medicamentosos tornam a pesquisa em terapias imunológicas uma prioridade. Estas terapias visam potencializar a resposta imune dos pacientes, utilizando leucócitos ou seus produtos para combater a infecção. O principal objetivo do projeto é entender os mecanismos associados ao desenvolvimento de células citotóxicas terminalmente diferenciadas durante a infecção por L. braziliensis em humanos e seu papel na patogênese da LC. A pesquisa visa também explorar se a manipulação de vias de sinalização intracelulares, como o bloqueio da quinase p38 e do receptor PD-1, pode reverter a disfunção imunológica mediada por células citotóxicas. Interação e Função das Células Citotóxicas: Avaliar a interação das células citotóxicas altamente diferenciadas (AD) com macrófagos infectados, examinando a expressão de receptores de ativação e inibição, além da capacidade proliferativa e produção de citocinas inflamatórias. Perfil Fenotípico e Funcional: Investigar o perfil das células citotóxicas nas lesões dos pacientes, comparando-as com amostras de pele saudável. Análises incluirão marcadores de senescência, diferenciação e danos teloméricos. Via Intracelular de Disfunção: Avaliar a via da MAP-quinase p38 na aquisição de características disfuncionais em células citotóxicas durante a LC. Estudos preliminares já demonstraram aumento significativo da fosforilação de p38 em pacientes com LC. Este projeto tem o potencial de revolucionar a compreensão da imunopatologia da leishmaniose cutânea, oferecendo insights valiosos para o desenvolvimento de novas terapias e vacinas. A manipulação de vias de sinalização intracelulares para reverter disfunções imunológicas pode abrir caminhos para tratamentos mais eficazes e menos tóxicos, beneficiando milhões de pessoas afetadas pela leishmaniose. A UFES, em parceria com a FEST e a University College London, reafirma seu compromisso com a pesquisa científica de ponta, buscando soluções inovadoras para problemas de saúde pública. Este projeto representa um passo significativo na luta contra a leishmaniose cutânea, com potencial para transformar vidas e melhorar a saúde global. Para mais informações, acompanhe as atualizações no site da UFES e nas redes sociais da FEST. Projeto 932 Texto Vanessa Pianca

928 – Projeto DAI-NEXA: Avanço Tecnológico em Eletrodos para a Indústria com Apoio da FEST e UFES

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em parceria com a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), está desenvolvendo o projeto DAI-NEXA, coordenado pelo Prof. Dr. Josimar Ribeiro do Departamento de Química do Centro de Ciências Exatas da UFES. Este projeto ambicioso busca preparar e investigar eletrodos do tipo M/RuO2-SnO2-TiO2-Ta2O5 (M = Ti, Al ou Cu) para aplicação na indústria NEXA. O projeto tem como principal objetivo a preparação e investigação de eletrodos altamente eficientes e duráveis, especificamente desenvolvidos para otimizar processos industriais. Esses eletrodos são essenciais para diversas aplicações na indústria eletroquímica, incluindo a produção de cloro-álcali e gases especiais. Os Ânodos Dimensionalmente Estáveis (ADE®) têm sido um componente crucial para a reação de desprendimento de oxigênio (RDO) há várias décadas. Introduzidos no mercado na metade do século XX, esses eletrodos possuem uma morfologia definida e uma microestrutura porosa, sendo continuamente estudados e aprimorados desde os anos 1960. Na década de 1980, pesquisas conduzidas pelo grupo do professor Comninellis identificaram materiais catalíticos eficientes, como dióxido de titânio (TiO2), dióxido de estanho (SnO2), pentóxido de tântalo (Ta2O5), entre outros, que são adicionados para reduzir custos e estabilizar a estrutura dos eletrodos, além de modular sua atividade catalítica. No Brasil, a empresa De Nora Do Brasil Ltda. comercializa eletrodos com composições tradicionais utilizadas na indústria cloro-álcali e na produção de gases especiais, como 70-TiO2/30-RuO2 e 45-IrO2/55-Ta2O5. Estudos conduzidos por Ribeiro e De Andrade (2004) demonstraram a alta eficiência eletrocatalítica do RuO2 na RDO, especialmente devido à sua excelente condutividade metálica e aos estabilizadores TiO2 e Ta2O5. O TiO2, além de ser mais econômico, contribui para a viabilidade comercial dos eletrodos, enquanto o Ta2O5 proporciona maior atividade eletroquímica, robustez e estabilidade. O Brasil, como principal produtor de tântalo no mundo, com 29,1% da produção global e reservas significativas, tem uma oportunidade única de transformar essa matéria-prima em um produto tecnológico de alto valor agregado. Isso permitiria ao país não apenas consumir, mas também exportar tecnologia avançada, aumentando sua competitividade no mercado global. O projeto DAI-NEXA, liderado pelo Prof. Dr. Josimar Ribeiro, representa um avanço significativo na pesquisa e desenvolvimento de eletrodos para a indústria. Com o apoio da FEST, a UFES está na vanguarda da inovação tecnológica, contribuindo para o fortalecimento da indústria nacional e a criação de soluções mais eficientes e sustentáveis. Acompanhe mais sobre este e outros projetos inovadores no site da FEST. Projeto 928 texto Vanessa Pianca

926- Projeto de Laboratório de Instrumentação Dinâmica: uma Inovação na Engenharia Mecânica da UFES

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) e financiamento da PETRÓLEO BRASILEIRO S.A. (PETROBRAS), está desenvolvendo um projeto inovador no campo da instrumentação dinâmica. Este projeto foca na fabricação de peças utilizando impressão 3D em resinas, além de desenhos técnicos e modelos 3D de peças fornecidas. A solução proposta envolve a integração de diferentes sensores em fibra óptica em um sistema independente, capaz de armazenar e transmitir as leituras realizadas. O desenvolvimento inicial consiste em testes laboratoriais com diversos sensores para avaliar suas performances e adequação aos padrões requisitados pelo contratante. Os sensores desenvolvidos são compactos e aplicáveis em diversos pontos de medição, incluindo locais remotos. Isto requer não apenas o armazenamento dos dados, mas também um protocolo de comunicação para envio das informações coletadas. Após definir os componentes ópticos e eletrônicos, a unidade de alimentação do sistema será dimensionada conforme os parâmetros de tempo de medição e quantidade de amostras estabelecidas pelo contratante. Atividade 1 (A1): Revisão do Estado da Arte Será realizado um levantamento bibliográfico das principais técnicas de sensoriamento em fibras ópticas para monitoramento da qualidade da água, incluindo parâmetros como temperatura, vazão, pH, turbidez e condutividade. A tecnologia de fibra óptica mais promissora e capaz de atender aos requisitos de performance será selecionada. Atividade 2 (A2): Desenvolvimento de Protótipos de Sensores de Temperatura e Vazão para Testes em Laboratório Os sensores de temperatura e vazão serão desenvolvidos utilizando tecnologias como variação de intensidade, efeitos não-lineares em fibra, interferometria ou redes de Bragg em fibra óptica. Após análise de performance, robustez e resistência, a tecnologia será selecionada e os sensores construídos, encapsulados e testados em laboratório. Atividade 3 (A3): Desenvolvimento e Testes de Sensores de Turbidez, pH e Condutividade Similarmente aos sensores de temperatura e vazão, os sensores de turbidez, pH e condutividade serão desenvolvidos utilizando tecnologias como fluorescência/absorbância, ressonância plasmônica de superfície e interferometria. Após seleção da tecnologia mais adequada, os sensores serão construídos, encapsulados e testados em laboratório. Atividade 4 (A4): Dimensionamento do Sistema de Alimentação dos Sensores Para garantir portabilidade e alimentação própria, foi proposto um sistema de alimentação com baterias recarregáveis. O sistema será dimensionado conforme os componentes de alimentação dos sensores, como fonte óptica (laser ou LED), fotodetectores, espectrômetros e unidade de armazenamento de dados. Coordenado pelo Prof. Dr. Arnaldo Gomes Leal Junior do Laboratório de Instrumentação Dinâmica do Departamento de Engenharia Mecânica do Centro Tecnológico da UFES, o desenvolvimento de sensores ópticos avançados para monitoramento de qualidade da água, utilizando impressão 3D, representa uma significativa inovação tecnológica. Este projeto não apenas fortalece a pesquisa e desenvolvimento na UFES, mas também contribui para o avanço da engenharia mecânica e da instrumentação dinâmica. A parceria com a PETROBRAS e o apoio da FEST são fundamentais para a concretização e sucesso deste projeto, que promete oferecer soluções eficientes e avançadas para monitoramento ambiental. Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) A FEST apoia iniciativas tecnológicas inovadoras, colaborando com instituições de ensino e empresas para promover o desenvolvimento científico e tecnológico no Espírito Santo. Texto Vanessa Pianca Projeto 926

923 – Estudo de fase 3 liderado pela EBSERH avalia eficácia e segurança do CSL112 EM pacientes com síndrome coronária aguda

A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), em colaboração com a FEST e financiada pela CSL Behring LLC, realizaram o Projeto AEGIS (CSL112_3001), um estudo de fase 3 inovador e de grande escala. O Projeto AEGIS, coordenado pelo Prof. Dr. Roberto de Sá Cunha, da Educação Integrada em Saúde da UFES, é um estudo multicêntrico, duplo-cego, randomizado, controlado por placebo e de grupo paralelo. Seu principal objetivo é investigar a eficácia e segurança do CSL112 em pacientes diagnosticados com Síndrome Coronária Aguda (SCA), incluindo aqueles com infarto do miocárdio com elevação do segmento ST (STEMI) ou sem elevação do segmento ST (NSTEMI), independentemente do tratamento prévio com intervenção coronária percutânea (ICP) ou controle clínico. Este estudo de fase 3 é crucial, pois visa avaliar a capacidade do CSL112 em reduzir o risco de eventos cardiovasculares adversos graves (MACE), como morte cardiovascular (CV), infarto do miocárdio (IM) e acidente vascular cerebral, em uma população de pacientes com SCA. O CSL112 é uma intervenção promissora que oferece potencial para melhorar significativamente os desfechos clínicos nesse grupo de pacientes de alto risco. A metodologia rigorosa do estudo, com seu desenho de duplo-cego e randomizado, garante a robustez dos resultados obtidos, proporcionando insights valiosos sobre a eficácia e segurança do CSL112. A colaboração entre instituições de saúde, apoio de organizações como a FEST e o financiamento da CSL Behring LLC destacam o compromisso conjunto em avançar no tratamento da Síndrome Coronária Aguda e melhorar os resultados clínicos para os pacientes. Com a inclusão de centros de pesquisa em todo o país, o Projeto AEGIS está comprometido em recrutar uma ampla gama de pacientes, garantindo a representatividade e a generalização dos resultados. A EBSERH, a FEST e a CSL Behring LLC expressam sua gratidão aos pacientes e investigadores participantes por seu papel vital na condução deste estudo pioneiro. Projeto 923 Texto Vanessa Pianca

905- UFES e ARCELOR MITTAL TUBARÃO iniciam projetos inovadores para aproveitamento de coprodutos siderúrgicos no setor de saneamento

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em parceria com a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) e a Arcelor Mittal Tubarão, desenvolveu dois projetos inovadores coordenados pelo Prof. Dr. Ricardo Franci Gonçalves, do Departamento de Engenharia Ambiental do Centro Tecnológico da UFES. Esses projetos visam promover a utilização de coprodutos siderúrgicos no setor de saneamento, abordando questões ambientais críticas e propondo soluções sustentáveis. O principal objetivo desses projetos é apoiar a implementação de iniciativas de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P,D&I) que envolvam o aproveitamento de coprodutos siderúrgicos para melhorias no saneamento. Projeto 1: Desfosfatação do Efluente de um Wetlands Francês Este projeto tem como foco a remoção de fósforo e outros poluentes de esgoto sanitário utilizando um sistema de wetlands francês em conjunto com um filtro reativo de escória de aciaria. A meta é avaliar a eficácia desse sistema híbrido em escala piloto. Determinar as cargas hidráulica e orgânica para alcançar a remoção desejada de DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio) e turbidez. Estabelecer as cargas de fósforo no filtro de escória para atingir a qualidade desejada do efluente tratado. Avaliar o desempenho da macrófita Thypha domingensis no crescimento e na manutenção do leito vegetado. Estimar o período de saturação do leito de escória do filtro reativo com fósforo. Será implantado um piloto na ETE Araçás, operada pela Vila Velha Ambiental. O piloto incluirá uma estação elevatória de esgoto, um wetlands francês composto por dois módulos, e um filtro reativo de escória. Diferentes cargas hidráulicas serão testadas ao longo de seis meses. Amostras serão coletadas duas vezes por semana para análise laboratorial de parâmetros como pH, turbidez, DBO, DQO, NTK, Ptotal e E. coli. Projeto 2: Higienização de Lodos de ETEs Este projeto visa desenvolver tecnologias para a higienização de lodos de estações de tratamento de esgoto (ETEs) utilizando resíduos siderúrgicos, com o objetivo de produzir biossólidos classe A para uso agrícola. Problema ambiental emergente e crescente com o aumento de ETEs. Alternativa sustentável e econômica frente às opções de disposição final. Fonte alternativa de nutrientes para plantas, reduzindo a necessidade de fertilizantes minerais. Melhoria da estruturação dos solos, resistência à erosão e qualidade dos recursos hídricos. Potencial aumento da produtividade agrícola e resistência a patógenos. Definir dosagens de resíduos siderúrgicos para higienizar diferentes tipos de lodos. Avaliar a qualidade dos biossólidos produzidos. Testar o desempenho dos biossólidos em culturas agronômicas e florestais. Estudar a viabilidade econômica de uma central de produção de biossólidos. Realizar avaliação do ciclo de vida dos biossólidos produzidos. Os testes de higienização serão realizados inicialmente em escala de bancada na UFES, utilizando lodos fornecidos pela AEGEA e resíduos siderúrgicos da ARCELORMITTAL. Diferentes resíduos, como escória de aciaria e escória de alto forno, serão testados. A qualidade dos biossólidos será avaliada com base em parâmetros como ferro, manganês, cádmio, chumbo, cromo, magnésio, boro, zinco, alumínio e níquel. Ensaios de campo serão realizados em viveiros da UFES e fazendas experimentais do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (INCAPER). Esses projetos representam um avanço significativo na aplicação de coprodutos siderúrgicos para soluções de saneamento sustentável. A colaboração entre UFES, FEST e Arcelor Mittal Tub.   Texto: Vanessa Pianca Projeto 905

903- Otimização e análise de fadiga de perfis de rodas ferroviárias

O Departamento de Engenharia Mecânica do Centro Tecnológico da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com o apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), está à frente do projeto intitulado “Otimização e Análise de Fadiga de Perfis de Rodas Ferroviárias”. Coordenado pelo Prof. Dr. Guilherme Fabiano Mendonça dos Santos, o projeto visa aprimorar e aplicar técnicas de otimização multi-objetivo em perfis de rodas, incluindo a otimização da pista de rolamento e uma análise de fadiga aprofundada. Além disso, o projeto oferece suporte a outros projetos da cátedra na área de esmerilhamento preventivo. O projeto tem como principais objetivos: Aprimoramento de Perfis de Rodas: Otimização da pista de rolamento e realização de uma análise de fadiga aprofundada. Suporte Técnico**: Fornecimento de suporte técnico para demais projetos da cátedra, especialmente na área de esmerilhamento preventivo. Implantação e Monitoramento: Acompanhamento da implantação em campo dos perfis otimizados de roda na Estrada de Ferro Carajás (EFC) e na Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), bem como monitoramento do desempenho dos mesmos. Processo de Esmerilhamento: Acompanhamento do processo de esmerilhamento dos trilhos na EFVM e sugestão de ações baseadas nos resultados do processo de otimização e Pummeling. Os resultados preliminares do projeto de otimização do perfil de roda indicam uma significativa diminuição da fadiga e desgaste dos perfis atualmente utilizados pela Vale. Esses resultados foram apresentados no III Simpósio de Engenharia Ferroviária na Unicamp, destacando a melhoria do índice de desgaste e fadiga da roda e a redução substancial da quantidade de material removido durante o reperfilamento. As simulações computacionais realizadas comprovam que a metodologia desenvolvida pode ser utilizada para otimizar perfis de roda, proporcionando resultados promissores. A continuidade do projeto incluirá uma análise de fadiga e a otimização dos perfis do trilho, além do acompanhamento do processo de esmerilhamento preventivo realizado pela Vale. Os principais resultados esperados do projeto incluem: Desenvolvimento de Novos Perfis de Rodas: Otimização da pista de rolamento da EFVM e análise de fadiga aprofundada, incluindo perfis desgastados. Indicador: Relatório Técnico. Avaliação da Efetividade dos Novos Perfis: Avaliação dos ganhos esperados com os novos perfis otimizados a partir dos testes de campo. Indicador: Relatório Técnico. Acompanhamento da Qualidade do Esmerilhamento Preventivo: Monitoramento da qualidade do sistema de esmerilhamento preventivo praticado pela Vale. Indicador: Relatório Técnico. Formação de Competência Nacional: Desenvolvimento de competência nacional em estudos relacionados aos problemas da operação ferroviária, através da parceria empresa-universidade. Indicador: Relatório Técnico. Desenvolvimento de Projeto Conjunto: Criação de um projeto em conjunto com a cátedra roda e trilho, promovendo sinergia com as pesquisas propostas e recebendo contribuições de todos os parceiros integrantes da cátedra. Indicador: Relatório Técnico. Transferência de Conhecimento: Facilitação da transferência de conhecimento entre a Vale e a UFES para a especialização do pessoal técnico de ambas as instituições. Indicador: Relatório Técnico. O projeto “Otimização e Análise de Fadiga de Perfis de Rodas Ferroviárias” representa um passo significativo para a inovação e melhoria contínua na engenharia ferroviária, reforçando a parceria entre a UFES e a Vale e promovendo avanços tecnológicos relevantes para o setor. Texto Vanessa Pianca Projeto 903

895 – Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) unidas no combate à pandemia

Em meio à crise sanitária causada pela pandemia da COVID-19, a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com o apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), trabalharam em uma iniciativa intitulada “Ceunes em Ação: Combate à COVID-19”. Coordenado pelo Dr. Prof. Rogério Oliveira Faleiros, da Secretaria Única de Pós-Graduação (SUPGRAD) da UFES de São Mateus, o projeto visou produzir e disseminar informações sobre a pandemia, arrecadar recursos para distribuição de itens essenciais às comunidades vulneráveis e fornecer atendimento remoto à comunidade acadêmica do Ceunes durante a suspensão das atividades presenciais. O projeto convocou a comunidade acadêmica do Ceunes a se engajar em ações de solidariedade em tempos desafiadores. O Programa “UFES Sustentável” assumiu a responsabilidade de coordenar a arrecadação de recursos, por meio de doações via transferências bancárias, para a compra de cestas contendo alimentos, produtos de higiene e limpeza. Essas cestas foram destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade social em São Mateus, identificadas e selecionadas através de projetos sociais e instituições organizadas. A aquisição e distribuição das cestas foram realizadas remotamente, em conformidade com as normas de isolamento social da época. Os contatos com os supermercados para a entrega dos itens foram feitos por telefone, o que assegurou que a ação ocorresse de maneira segura e eficiente. O esforço coletivo e a solidariedade demonstrado por meio deste projeto não só mitigaram os efeitos imediatos da pandemia, mas também fortaleceram os laços comunitários e a responsabilidade social, valores fundamentais em tempos de adversidade. Texto Vanessa Pianca Projeto 895

881- A terceira Edição do Inverno Astrofísico

A terceira edição do Inverno Astrofísico, uma escola-camping científica, aconteceu entre os dias 22 e 31 de julho de 2021 na Fazenda do Centro, em Castelo, Espírito Santo. Sob a coordenação do Prof. Dr. Alan Miguel Velasquez Toribio, do Departamento de Física do Centro de Ciências Exatas da UFES e com o apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), o evento manteve a estrutura das edições anteriores, mas destacou-se pela maior participação de pesquisadores de fora do estado do Espírito Santo. A programação contou com quatro minicursos introdutórios e seis minicursos específicos, além de duas palestras especiais ministradas por convidados de diversas instituições do Brasil e do exterior. Além dos minicursos e palestras, o evento também incluiu palestras de divulgação científica e sessões de observação do céu noturno com telescópios, abertas às escolas e à comunidade da região. Essas atividades visavam despertar o interesse pela ciência entre crianças e adolescentes, além de promover a cultura científica entre a população local. O Inverno Astrofísico tem como principal objetivo formar e inspirar alunos de graduação e pós-graduação em física e áreas afins, apresentando um panorama atual das áreas de gravitação, cosmologia e astrofísica. O evento promove um ambiente propício para discussões acadêmicas em um contexto descontraído, facilitando a interação entre palestrantes e alunos. A acomodação dos participantes em um camping na área rural do Espírito Santo não apenas proporciona uma experiência científica inovadora, mas também reduz os custos de participação, tornando o evento acessível a um maior número de estudantes. Este formato único na América Latina contribui significativamente para a formação acadêmica dos participantes, oferecendo uma combinação de cursos teóricos e atividades práticas. A realização do Inverno Astrofísico traz diversos benefícios para o estado do Espírito Santo: Atração de Estudantes: Atrai estudantes de ensino superior interessados em física e astronomia, potencialmente futuros alunos de pós-graduação na UFES. Visibilidade das Instituições Capixabas: Difunde as instituições acadêmicas e científicas do estado, especialmente a UFES, na comunidade científica nacional e internacional. Atualização Científica: Mantém estudantes e pesquisadores atualizados sobre os desenvolvimentos mais relevantes em física e astronomia. Colaborações Científicas: Promove colaborações entre pesquisadores do Espírito Santo e de outras instituições. Contato Direto: Facilita o contato direto entre estudantes e cientistas, estendido também aos estudantes de ensino fundamental e médio e à comunidade local. Promoção do Estado: Contribui para promover o patrimônio artístico, cultural e natural do Espírito Santo a um público amplo.  Histórico de Edições Anteriores Inverno Astrofísico 2018: Realizado de 22 a 29 de julho de 2018, na Fazenda do Centro, com a participação de cerca de 60 estudantes e 11 pesquisadores. Inverno Astrofísico 2019: Realizado de 1 a 8 de agosto de 2019, também na Fazenda do Centro, com a participação de cerca de 70 estudantes e 13 pesquisadores. Inverno Astrofísico 2020: A edição de 2020 foi cancelada devido à pandemia de Covid-19. O Inverno Astrofísico é um evento singular que combina formação acadêmica de alto nível com uma experiência prática e acessível. A FEST e a UFES sabem que o evento contribui para a ciência e a educação no Espírito Santo é inestimável, e sua continuidade promete fortalecer ainda mais a integração entre ciência, educação e comunidade local. Texto: Vanessa Pianca Projeto 881