Projeto
Núcleo de Ciências da UFES: 30 anos promovendo difusão e popularização da ciência
26 de junho de 2026
Núcleo de Ciências da UFES O Núcleo de Ciências da UFES completa 30 anos de existência, levando ao público conceitos científicos de maneira lúdica e educativa, atendendo professores e estudantes da rede fundamental, média e superior do Estado do Espírito Santo. Foi criado em junho de 1996, com o objetivo de estudar e criar mecanismos de difusão científica. Registrado como um Programa de Popularização e Difusão da Ciência, é vinculado à Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Durante sua existência, foram incorporados à Experimentoteca – Laboratórios de Ciência Itinerantes as áreas de Física, Matemática, Química, Biologia, Geologia e Ecologia, além dos programas Ciência Móvel – Caravana da Ciência, Robótica Educacional e EcoArte. O programa Ciência Móvel – Caravana da Ciência teve origem no Projeto 688 “Caravana Itinerante de Ciências, Tecnologia e Inovação para o Estado do Espírito Santo, projeto idealizado e executado pela Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) em parceria com a UFES. A iniciativa nasceu com o propósito de democratizar o acesso ao conhecimento, levando experimentos científicos, oficinas e atividades interativas as Feiras de Ciências nas escolas e nas comunidades de diferentes regiões do Espírito Santo. Ao longo dos anos, o projeto foi incorporado às ações do Núcleo de Ciências da UFES, ampliando seu alcance e consolidando-se como um importante instrumento de popularização da ciência e de incentivo à educação científica no estado. Promove e apoia atividades trans e multidisciplinares de inclusão social, que levam ciência, tecnologia e inovação aos mais diversos segmentos da população. Além disso, dispensa atenção especial ao público jovem e a estudantes de todas as idades, bem como estabelece parcerias com escolas do Ensino Fundamental e Médio do Estado do Espírito Santo. É filiado e apoiado pela Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência e pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (ABCMC/MCTI). Os programas oferecem ainda às escolas ações e projetos para a melhoria do ensino de ciências, promovendo participação, criatividade, inovação e cidadania. Por meio de Mostras Científicas (Feiras de Ciências), Show de Química, Show de Física, EcoArte Teatro Científico, Mostra de Vídeos, Minicursos, Oficinas e Click & Toc: espaço digital livre de ciência. O espaço disponibiliza acesso público a computadores multimídia para pesquisa, comunicação, cursos e oficinas. Atua também como laboratório virtual de ciências, utilizando o computador como instrumento na geração de conhecimento e cultura científica. Além de capacitação, oficinas e cursos de robótica educacional MODELIX e ARDUINO. As atividades propostas pelo Núcleo, com o apoio do laboratório virtual de ciências, permitem vivências e experiências instrutivas e lúdicas que integram elementos reais e virtuais, animações, jogos, filmes, experimentos e informação. O propósito é provocar e despertar a curiosidade para o mundo das ciências. As conquistas foram muitas, com destaque para os seguintes projetos: Robótica com Sucata – Poluição em Ambientes Marinhos, primeiro lugar na FECINC de São Mateus e no evento Mostra de Ciências e Tecnologia AÇAÍ (MCTEA), em Abaetetuba – Pará, premiado em primeiro lugar na categoria, com participação de vários países; Ethos – Dispositivo de Monitoramento de Mares e Rios, 1º lugar na categoria juvenil do Prêmio IDEA 2023 – Invenção, Inovação, Engenharia e Artesanato, na Hungria; TRIEX – Triagem Médica, com premiação internacional em Marrocos e na Hungria, recebendo medalhas de ouro, prata e bronze. Destaque também para as alunas do 6º ano do Ensino Fundamental II da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Belmiro Teixeira Pimenta, localizada no bairro Eurico Salles, na Serra, que conquistaram premiação na feira IDEA 2023 – Novidade e Inovação. A equipe ficou em 1º lugar na categoria juvenil com o trabalho intitulado “Caranguejo: Engenheiro da Lama”, em Hódmezővásárhely, na Hungria. O trabalho das alunas surgiu no projeto “EcoArte: Ecologia, Arte e Robótica como Solução Criativa para a Sustentabilidade”, trabalhando a biologia junto da arte e da tecnologia, com o objetivo de conscientizar a população sobre como o descarte de lixo em ambientes marinhos é prejudicial aos seres vivos daquele ecossistema. Durante esses 30 anos de atividades, contribuíram na direção e coordenação do Núcleo de Ciências da UFES os seguintes profissionais: Ênio Candotti (in memoriam), Antônio Carlos Barata, Carlos Wagner Costa Araújo, José Ballester Julian Júnior, Armando Biondo Filho, Viviana Borges Corte, Breno Rodrigues Segatto e Simone Silva Clarindo. Reestruturado, o Núcleo de Ciências da UFES foi incorporado ao Centro de Ciências Exatas da Universidade (CCE), coordenado pelo Prof. Etereldes Gonçalves Junior (Diretor do CCE/UFES), que incorporou o Laboratório Maker (LabMaker), espaço voltado à experimentação, à criatividade e ao desenvolvimento de projetos científicos. O objetivo da ação é fortalecer o interesse dos estudantes pelas áreas científicas e tecnológicas, além de consolidar uma cultura de inovação no ambiente escolar. A iniciativa integra o Programa Mais Ciência na Escola Capixaba, lançado pelo Governo do Estado, por meio das Secretarias da Educação (Sedu) e da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti), em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e com as Secretarias Municipais de Educação, que promoveu a abertura de 30 unidades do LabMaker nas escolas das redes estadual e municipal. A seguir, algumas fotos das atividades realizadas pelo Núcleo de Ciências da UFES.
FEST firma acordo com MDA e Incra para executar ações de regularização fundiária e retomada econômica na Bacia do Rio Doce
24 de junho de 2026
Parceria institucional integra o Novo Acordo do Rio Doce e vai apoiar a regularização fundiária e ambiental de 40 mil famílias rurais em 49 municípios de Minas Gerais e Espírito Santo A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) formalizou nesta segunda-feira (22), em Mariana (MG), um Acordo de Cooperação com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para a execução do Projeto Rio Doce Sustentável. A iniciativa integra o Novo Acordo do Rio Doce e representa um dos principais investimentos voltados à retomada econômica dos territórios rurais atingidos pelo rompimento da Barragem de Fundão, em 2015. O ato ocorreu durante evento que reuniu representantes do Governo Federal, movimentos sociais, comunidades tradicionais, agricultores familiares e famílias atingidas da Bacia do Rio Doce. Antes do início da programação, autoridades e participantes realizaram um minuto de silêncio em memória das vítimas do rompimento da Barragem de Fundão. Dez anos após a tragédia, comunidades de Minas Gerais e Espírito Santo seguem mobilizadas na busca por reparação integral, reconstrução dos territórios e garantia de direitos. Durante a cerimônia, a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, e a presidenta da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), Loroana Santana, apresentaram as ações estruturantes que compõem o eixo rural do Novo Acordo do Rio Doce. O conjunto de iniciativas prevê investimentos de R$ 1,3 bilhão para fortalecer a agricultura familiar, assentamentos da reforma agrária, povos e comunidades tradicionais e demais populações rurais atingidas. FEST será responsável pela execução do Projeto Rio Doce Sustentável A assinatura do acordo consolida a participação da FEST como parceira estratégica do Governo Federal na execução do Projeto Rio Doce Sustentável. A iniciativa contará com investimento de R$ 316,1 milhões ao longo de dez anos e prevê a regularização fundiária e ambiental de 40 mil famílias rurais, além da universalização do georreferenciamento de aproximadamente 1,8 milhão de hectares nos territórios abrangidos pelo Novo Acordo do Rio Doce. A atuação da FEST envolve a execução operacional das atividades de campo, incluindo levantamentos georreferenciados, organização de documentação técnica, apoio à regularização fundiária e ambiental, atualização cadastral e desenvolvimento de soluções de gestão territorial. O trabalho será realizado em parceria com o MDA, o Incra e a Anater, garantindo atendimento gratuito às famílias beneficiárias. “Cuidar do Rio Doce é cuidar das pessoas, da história e do futuro desta região. O Projeto Rio Doce Sustentável nasce com esse propósito: apoiar a regularização fundiária e ambiental das propriedades rurais, promovendo segurança, dignidade e oportunidades para quem vive da terra. Mais do que cumprir as ações previstas no Novo Acordo do Rio Doce, estamos ajudando a construir um legado de recuperação, esperança e desenvolvimento sustentável. Cada propriedade regularizada representa um passo a mais na reconstrução de um território que segue olhando para o futuro com responsabilidade e confiança”, afirma Patrícia Bourguignon, diretora de Projetos da FEST. Regularização abre portas para políticas públicas Entre as principais entregas do Projeto Rio Doce Sustentável estão a emissão e atualização do Cadastro Ambiental Rural (CAR), a certificação e o georreferenciamento de imóveis rurais, a emissão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e a ampliação do acesso ao crédito rural. A expectativa é que cerca de 20 mil famílias possam acessar políticas de fomento à produção, fortalecendo a geração de renda e o desenvolvimento sustentável nos territórios atingidos. Quilombos e reparação Um dos momentos mais marcantes do evento foi a apresentação cultural das mulheres do Quilombo de Gesteira, em Barra Longa, que interpretaram a canção Dança Aí Nego Nagô. A manifestação reafirmou a importância dos quilombos como espaços de resistência, memória e preservação da identidade cultural dos povos tradicionais da Bacia do Rio Doce. Também foi anunciada a elaboração dos relatórios antropológicos das comunidades quilombolas de Gesteira, em Barra Longa, e Santa Efigênia, em Mariana, ação que integra as medidas de reconhecimento e fortalecimento dos direitos territoriais dessas populações. O evento contou com lideranças do Alto, Médio e Baixo Rio Doce, entre elas representantes de movimentos sociais como MAB e MST, cooperativas e associações, sindicatos de trabalhadores e produtores rurais, secretarias municipais de Agricultura, prefeitos, representantes da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Emater-MG, Câmara dos Deputados, Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), ATIs (Cáritas Mariana, Cáritas Itabira e Cáritas Governador Valadares), Rosa Fortini, Aedas, Agita, entre outros. Os atingidos foram representados por Mônica, de Bento Rodrigues, que também é membro da CABF. Estiveram presentes também representantes das comunidades quilombolas Quilombo Vila Santa Efigênia e Adjacências, Quilombo de Campinas (Mariana), Quilombo de Gesteira (Barra Longa) e Quilombo da Capela (Barra Longa), entre outros. Também participaram comunidades de faiscadores, garimpeiros, pescadores e agricultores familiares em geral. As feiras contavam com artesanato, alimentos da agricultura familiar, mel, produtos do MST, panelas de pedra-sabão, doces e diversos outros produtos provenientes de Mariana, São Pedro dos Ferros, Belo Horizonte e Barra Longa. Melyssa Fonseca Núcleo de Comunicação – Novo Acordo Rio Doce
Audiência pública em Governador Valadares apresenta ações do Projeto Rio Doce Sustentável e fortalece diálogo com comunidades da Bacia do Rio Doce
16 de junho de 2026
No dia 15 de junho, a Câmara Municipal de Governador Valadares recebeu uma audiência pública promovida pela Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (ANATER) para apresentar o Projeto Rio Doce Sustentável, iniciativa vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), à Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) e à própria ANATER. O encontro reuniu representantes de instituições públicas, movimentos sociais, produtores rurais, comunidades quilombolas, assentados da reforma agrária e lideranças locais para dialogar sobre as ações que serão desenvolvidas nos territórios da Bacia do Rio Doce, no âmbito do Programa de Retomada Econômica previsto no Novo Acordo Rio Doce. A mesa de abertura contou com a presença de Danilo, representante do MDA, do deputado federal Leonardo Monteiro, de Joelma Fernandes Teixeira, importante liderança comunitária de Governador Valadares, de Elisa Costa, coordenadora da Unidade da ANATER em Governador Valadares, de Patrícia Bourguignon, Diretora da FEST, além de representantes da Funasa e do 2º Ofício do Cartório de Registro de Imóveis. Durante a audiência, foram apresentados os projetos vinculados ao Programa de Retomada Econômica, com destaque para o Projeto Rio Doce Sustentável, que teve seu funcionamento detalhado aos participantes. O espaço também foi dedicado ao esclarecimento de dúvidas e à escuta das demandas apresentadas por lideranças comunitárias, instituições parceiras, organizações sociais e agricultores familiares presentes. Outro tema abordado foi o ProDoce. Na ocasião, Patrícia Bourguignon apresentou a proposta e os objetivos da iniciativa, destacando as oportunidades de participação para os agricultores familiares e reforçando a importância do engajamento das comunidades nas ações previstas. Entre os principais objetivos do Projeto Rio Doce Sustentável estão a regularização fundiária, a retomada econômica das famílias atingidas e o fortalecimento do desenvolvimento rural. A FEST apresentou a metodologia que será utilizada na execução das atividades em campo, os critérios técnicos adotados e os benefícios esperados para as comunidades contempladas. A regularização fundiária foi destacada como uma das ações estruturantes do projeto, promovendo segurança jurídica para as famílias, ampliando o acesso a políticas públicas e fortalecendo as atividades produtivas desenvolvidas nos territórios. Segundo Patrícia Bourguignon, gerente de projetos da FEST, a transparência é um dos princípios fundamentais que orientam a execução das ações. “Um dos pilares do Projeto Rio Doce Sustentável é a transparência. Queremos que a população acompanhe de perto todas as etapas da execução, saiba onde as ações estão sendo realizadas e tenha acesso às informações relacionadas ao andamento do projeto. Para isso, estamos estruturando canais de comunicação e acompanhamento, incluindo um portal no site da FEST que permitirá à sociedade monitorar as atividades desenvolvidas. Nosso objetivo é garantir ampla visibilidade sobre a execução das ações, fortalecendo a confiança da população. Mais do que prestar contas, queremos construir uma relação permanente de diálogo com as comunidades e instituições envolvidas”, afirmou. As ações do Projeto Rio Doce Sustentável já estão em andamento de forma simultânea nas regiões do Alto, Médio e Baixo Rio Doce, reforçando o compromisso das instituições parceiras com a recuperação socioeconômica dos territórios atingidos e com a construção participativa de soluções sustentáveis para toda a bacia. A audiência pública reafirmou a importância da participação social e do diálogo permanente entre comunidades, organizações e instituições parceiras para garantir que as ações desenvolvidas atendam às necessidades dos territórios e contribuam efetivamente para a promoção do desenvolvimento rural sustentável na região do Rio Doce. Texto: Vanessa Pianca Projeto: 1400
FEST realiza visita institucional ao Amapá e lança oficialmente o Projeto Esporte Democrático em Macapá
29 de abril de 2026
A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) esteve presente no estado do Amapá, na capital Macapá, para uma agenda estratégica que marcou o início das atividades do Projeto Esporte Democrático. A visita teve como objetivo conhecer as estruturas que receberão as atividades esportivas e realizar o lançamento oficial da iniciativa, que promove inclusão social por meio do esporte. Representando a FEST, participaram da missão institucional a Diretora Patrícia Bourguignon e a Supervisora de Projetos Sabrina Bertuani, reforçando o compromisso da Fundação com a execução de projetos de impacto social em diferentes regiões do país. Na sexta-feira (24/04), a agenda foi dedicada às visitas técnicas aos espaços que irão sediar as atividades do projeto, incluindo quadras poliesportivas, campo de futebol e áreas destinadas às práticas esportivas. A etapa foi fundamental para alinhamento operacional e validação das estruturas que receberão crianças e adolescentes atendidos pela iniciativa. Já no sábado (25/04), foi realizado o lançamento oficial do Projeto Esporte Democrático, em parceria com representantes da Secretaria de Estado do Desporto e do Lazer, com a presença de autoridades locais, entre elas Olivaldo Nunes, Dr. Puppio além de representantes do poder legislativo estadual. O evento marcou o início de um projeto que visa democratizar o acesso ao esporte educacional de qualidade. Com foco em crianças e adolescentes de 8 a 17 anos, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade social e matriculados na rede pública de ensino, o projeto oferecerá atividades gratuitas nas modalidades de canoagem, futebol, basquete, jiu-jítsu e Vôlei. A proposta busca promover o desenvolvimento integral dos participantes, incentivando hábitos saudáveis, fortalecendo vínculos sociais e ampliando oportunidades. Dando continuidade à agenda, na segunda-feira (27/04), a equipe da FEST realizou visitas técnicas aos campos da Universidade Federal do Amapá e da Universidade do Estado do Amapá, além de uma visita institucional ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. As visitas reforçaram o diálogo com instituições estratégicas e ampliaram as possibilidades de parcerias locais para o fortalecimento e criação de novos projetos. O Projeto Esporte Democrático será executado no período de maio de 2026 a março de 2028, consolidando a atuação da FEST na promoção de políticas públicas voltadas ao esporte educacional e à transformação social. A iniciativa reafirma o compromisso da Fundação com a inclusão, a cidadania e a construção de um futuro com mais oportunidades para todos. Texto: Vanessa Pianca
FEST e UFES apresentam proposta estratégica para o desenvolvimento costeiro e marinho do Amapá no MIDR
31 de março de 2026
A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), realizou nesta semana uma importante apresentação institucional no Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), em Brasília, com foco no desenvolvimento multissetorial da região costeira e marinha do estado do Amapá. Representando a FEST, participaram Patrícia Bourguignon, Diretora, e Laura Vieira, supervisora de Projetos. A UFES foi representada pelo professor doutor Alex Cardoso Bastos, que contribuiu com a base científica da proposta. Durante o encontro, foi apresentado o Plano de Desenvolvimento Integrado da Costa e Mar do Amapá, uma iniciativa estruturante que reúne diferentes eixos estratégicos voltados à organização territorial, ao uso sustentável dos recursos naturais e ao fortalecimento das atividades econômicas da região. O projeto contempla abordagens inovadoras como o Planejamento Espacial Marinho, que busca identificar e mapear os usos do oceano, promovendo maior segurança jurídica e eficiência na gestão dos territórios marinhos. A proposta também destaca o uso de tecnologias avançadas para monitoramento ambiental e gestão de dados, incluindo plataformas integradas, painéis dinâmicos de indicadores e sistemas de acompanhamento em tempo real. Esses recursos permitem uma visão ampla e estratégica dos ambientes costeiro, marinho e dulcícola, subsidiando ações mais assertivas. Estiveram presentes no encontro importantes representantes do MIDR, entre eles o secretário-executivo Valder Ribeiro, o secretário-executivo adjunto Tito Silva, o secretário nacional de Políticas de Desenvolvimento Regional e Territorial Daniel Fortunato, além de diretores e assessores técnicos da pasta. O principal objetivo da iniciativa é desenvolver estudos científicos robustos que sirvam de base para a formulação de políticas públicas e para a tomada de decisão estratégica, promovendo o desenvolvimento sustentável do Amapá e ampliando o conhecimento sobre sua zona costeira e marinha. A atuação conjunta entre FEST, UFES e o Governo Federal reforça o compromisso com a ciência, a inovação e o desenvolvimento regional, consolidando a importância das parcerias institucionais na construção de soluções para os desafios do país. Texto: Vanessa Pianca
FEST participa de encontro estratégico em Brasília sobre pesquisa e conservação nas Ilhas Oceânicas
31 de março de 2026
No dia 26 de março, a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) participou de um importante encontro em Brasília com representantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM) da Marinha do Brasil. A agenda teve como foco o fortalecimento de parcerias institucionais voltadas ao avanço da pesquisa científica e à conservação dos ecossistemas marinhos brasileiros. Representando a FEST, esteve presente a diretora Patrícia Bourguignon. O encontro também contou com a participação de Iara Vasco Ferreira, Diretora de Criação e Manejo de Unidades de Conservação do ICMBio; Luiz Felipe de Luca de Souza, Coordenador Geral de Planejamento Operacional e Orçamento (ICMBio); e Júlio Rosa da Silva, Chefe do NGI Grandes Unidades Oceânicas (ICMbio). Na ocasião, também foi realizada a apresentação oficial do Contra-Almirante Robledo de Lemos Costa e Sá, novo comandante da Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM) da Marinha do Brasil. Durante a reunião, foram discutidos temas estratégicos relacionados ao Programa de Pesquisa Científica nas Ilhas Oceânicas – ProIlhas, iniciativa fundamental para a produção de conhecimento científico em áreas remotas e de alta relevância ambiental. O programa tem contribuído significativamente para o monitoramento, preservação e manejo sustentável dos ecossistemas insulares brasileiros. Um dos pontos de destaque do encontro foi a discussão sobre a preservação do atobá, ave marinha símbolo das ilhas oceânicas brasileiras e indicador importante da saúde ambiental desses ecossistemas. A proteção dessa espécie está diretamente ligada à manutenção do equilíbrio ecológico das ilhas, sendo essencial o desenvolvimento de ações integradas de pesquisa, monitoramento e conservação. Nesse contexto, o ProIlhas desempenha papel estratégico ao subsidiar políticas públicas e iniciativas voltadas à proteção da biodiversidade marinha. A reunião também reforçou a importância da atuação conjunta entre instituições de pesquisa, órgãos ambientais e forças armadas, ampliando o alcance das ações e promovendo o desenvolvimento científico aliado à conservação ambiental. A participação da FEST no encontro reafirma o compromisso da Fundação com o apoio a projetos de pesquisa, inovação e sustentabilidade, contribuindo para a geração de conhecimento e para a preservação dos recursos naturais brasileiros. Texto: Vanessa Pianca
1267- FINEP realiza visita técnica a projetos estratégicos desenvolvidos pela UFES com apoio da FEST
27 de março de 2026
A Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) realizou uma visita técnica à Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) para acompanhar a execução do Projeto nº 1267 FINEP – Ref. 0635/24, desenvolvido em parceria com a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST). A agenda institucional contou com a presença do analista da FINEP, Miguel Andrade, que vistoriou as estruturas apoiadas e os equipamentos adquiridos por meio dos recursos investidos. O objetivo foi avaliar de perto o impacto dos investimentos voltados ao fortalecimento da infraestrutura científica e tecnológica da universidade. Durante a visita, foram acompanhados dois projetos estratégicos de grande relevância: Cidades Inteligentes no Contexto do 5G Fortalecendo a Pesquisa em Ciências Moleculares As iniciativas são coordenadas pelos pesquisadores Prof. Dr. Arnaldo Leal Junior, do Departamento de Engenharia Mecânica (DEM) do Centro Tecnológico da UFES e o Prof. Dr. Alexandre Martins Costa Santos, do departamento de Ciências Fisiológicas do Centro de Ciências da Saúde do Centro de Ciências da Saúde da UFES), que vêm conduzindo estudos com elevado potencial de impacto científico e tecnológico. A visita técnica também contou com o acompanhamento da Supervisora Sabrina Felix Bertuani e da Analista de Projetos Amanda Ribeiro, ambas da FEST, que apresentaram os avanços da execução, esclareceram aspectos operacionais e reforçaram as diretrizes de gestão e monitoramento dos recursos. Ao longo da vistoria, foram analisadas as condições das estruturas implementadas, a adequação dos equipamentos adquiridos e o potencial de utilização desses investimentos para ampliar a capacidade de pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico da UFES. A programação foi concluída com um encontro de alinhamento junto ao diretor da Pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da UFES, Prof. Dr. Wagner Santos. O momento foi dedicado ao esclarecimento de dúvidas, orientações técnicas e fortalecimento da integração institucional entre as equipes envolvidas. A visita reforça o compromisso da FINEP com o acompanhamento técnico dos projetos financiados e evidencia a importância da parceria com a UFES e a FEST para o avanço da ciência, tecnologia e inovação no Espírito Santo e no Brasil. Os projetos avaliados representam avanços significativos em áreas estratégicas, como conectividade inteligente, transformação digital e pesquisas em ciências moleculares, contribuindo diretamente para o desenvolvimento tecnológico, econômico e social do país. Texto: Vanessa Pianca
Oficinas participativas marcam início das ações do projeto de recuperação hidroambiental na Bacia do Rio Grande
12 de março de 2026
As primeiras ações do Projeto de Recuperação Hidroambiental e Produtivo em Assentamentos da Reforma Agrária na Bacia do Rio Grande, desenvolvido pela Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) em parceria com a Axia Energia Centrais Elétricas Brasileiras S.A, começaram a ser realizadas nesta semana com a realização de oficinas de Diagnóstico Rápido Participativo (DRP) em assentamentos da reforma agrária em Minas Gerais. As atividades estão ocorrendo em 10 assentamentos localizados nos municípios de Veríssimo, Campo Florido, Prata e Campina Verde, envolvendo diretamente as famílias que vivem e produzem nesses territórios. O objetivo das oficinas é levantar, de forma participativa e territorializada, as condições socioambientais, produtivas e organizacionais das comunidades, subsidiando a elaboração de um diagnóstico detalhado que orientará as próximas etapas do projeto. A iniciativa busca promover a revitalização e preservação dos recursos hídricos da Bacia do Rio Grande, aliando recuperação ambiental ao fortalecimento produtivo e à melhoria da qualidade de vida das comunidades rurais. Metodologia participativa valoriza conhecimento local Cada assentamento recebe dois dias de atividades, conduzidas por equipe técnica especializada, utilizando metodologias participativas que reconhecem o conhecimento e a experiência das famílias assentadas como elementos centrais do processo de diagnóstico. Entre as ferramentas utilizadas nas oficinas estão: Mapa Falado – atividade em que os próprios assentados representam graficamente o território, identificando recursos naturais, áreas degradadas, infraestruturas, conflitos de uso da terra e potencialidades locais, permitindo uma leitura coletiva do espaço onde vivem e produzem; Diagrama de Venn – ferramenta que mapeia as relações institucionais do assentamento, identificando instituições, organizações e serviços públicos presentes no território, bem como o nível de proximidade e influência dessas relações na comunidade; Matriz de Problemas e Potencialidades – análise participativa dos principais desafios enfrentados pelas famílias nas dimensões ambiental, produtiva, social e de infraestrutura, além das oportunidades existentes para superá-los; Calendário Sazonal – levantamento dos ciclos produtivos, períodos de escassez hídrica, atividades agrícolas e vulnerabilidades ao longo do ano, contribuindo para o planejamento das ações de recuperação ambiental e fortalecimento da produção. As informações levantadas durante as oficinas estão sendo sistematizadas pela equipe técnica e irão compor um documento de diagnóstico socioambiental e produtivo de cada assentamento. Esse material servirá como base para o planejamento das intervenções previstas pelo projeto, como recuperação de áreas degradadas, manejo sustentável dos recursos hídricos, fortalecimento das cadeias produtivas locais e ampliação da articulação institucional. De acordo com a diretora da FEST e coordenadora do projeto, Patrícia Bourguignon, o início das atividades em campo representa um passo fundamental para garantir que as ações do projeto sejam alinhadas às realidades locais. “Nosso compromisso é construir soluções junto com as comunidades. O diagnóstico participativo permite compreender profundamente as necessidades, desafios e potencialidades de cada território, garantindo que as ações de recuperação ambiental e fortalecimento produtivo sejam realmente eficazes e sustentáveis”, destaca Patrícia. Os resultados iniciais das oficinas têm sido bastante positivos. As famílias assentadas têm demonstrado alto nível de engajamento e colaboração, participando ativamente das discussões e compartilhando conhecimentos detalhados sobre seus territórios, práticas produtivas e desafios cotidianos. Segundo a equipe técnica responsável pelas atividades, esse envolvimento fortalece não apenas a qualidade das informações coletadas, mas também o sentimento de pertencimento e protagonismo das comunidades no processo de construção das soluções. Ao integrar saberes locais, metodologias participativas e planejamento técnico, o projeto busca consolidar um modelo de desenvolvimento que combine recuperação ambiental, segurança hídrica, produção sustentável e geração de renda, contribuindo para a sustentabilidade da Bacia do Rio Grande e para o fortalecimento das comunidades rurais da região. Texto: Vanessa Pianca IMG_0322 IMG_0361 IMG_0190 IMG_0117 IMG_0093 IMG_0060 IMG_0053 IMG_9903 IMG_9875 IMG_9836 Load More End of Content.
Evento do PMBA promove integração entre equipes do Espírito Santo e Minas Gerais na UFES
23 de janeiro de 2026
Nos dias 22 e 23 de janeiro, a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) e a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), enquanto executoras do Programa de Monitoramento da Biodiversidade Aquática (PMBA) no âmbito do Novo Acordo do Rio Doce, realizaram um evento técnico no LABPETRO/UFES, reunindo coordenadores e pesquisadores que atuaram no PMBA no território de Minas Gerais por meio dos editais da FAPEMIG. A iniciativa teve como objetivo principal avançar no diálogo sobre a operacionalização do escopo do PMBA em Minas Gerais para os próximos dez anos, promovendo alinhamento metodológico, integração entre equipes e o fortalecimento das estratégias de execução do Programa no território mineiro. Durante o evento, os Gestores do PMBA apresentou a Cadeia de Valor do Programa e o Sistema de Gestão de Dados, detalhando fluxos de informação, governança, integração entre frentes de trabalho e os processos que sustentam a produção, organização e uso dos dados ambientais gerados pelo monitoramento. Segundo um dos gestores do Acordo e coordenador do PMBA, professor doutor Fabian Sá, o encontro representa um passo estratégico para garantir a consistência e a qualidade das ações do Programa ao longo do tempo. “Este é um momento fundamental para alinhar expectativas, discutir possibilidades de atuação e construir, de forma conjunta, uma execução ordenada e integrada do PMBA em toda Bacia do Rio Doce. O diálogo com os pesquisadores que já atuaram no Programa fortalece a base técnica e científica necessária para os próximos ciclos de trabalho”, destacou. A Gestora do Acordo é diretora da FEST, Patrícia Bourguignon, ressaltou a importância da cooperação institucional e do papel da Fundação no gerenciamneto do Programa. “A FEST tem orgulho de atuar há sete anos no PMBA e contribuir para a articulação entre universidades, pesquisadores e instituições parceiras. Eventos como este reforçam o compromisso com a ciência brasileira, transparência, a eficiência na integração do conhecimento e a consolidação de um monitoramento robusto e de longo prazo, conforme previsto no Novo Acordo do Rio Doce”, afirmou. O evento proporcionou um espaço qualificado para troca de experiências, esclarecimento de dúvidas e discussão sobre frentes de trabalho possíveis, contribuindo para o planejamento integrado e para o fortalecimento da governança do PMBA. A expectativa é que os encaminhamentos construídos ao longo dos dois dias de atividades resultem em maior sinergia entre as equipes e em ganhos técnicos para a execução do Programa ao longo da próxima década. O PMBA é uma das iniciativas estruturantes do Novo Acordo do Rio Doce, voltada ao acompanhamento contínuo da biodiversidade aquática, subsidiando a tomada de decisão, a avaliação de impactos e a construção de estratégias de recuperação ambiental baseadas em evidências científicas. Texto: Vanessa Pianca
FEST, UFES e Prefeitura Municipal de Vila Velha firmam parceria para desenvolvimento e execução do Projeto Periferia Viva no Território Grande Jabaeté
18 de dezembro de 2025
Na manhã desta quarta-feira (17/12), a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) e a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) estiveram na Prefeitura Municipal de Vila Velha para a assinatura do Protocolo de intenção/Acordo de Cooperação Tecnica do Projeto Periferia Viva – Território Grande Jabaeté, um marco para a política de desenvolvimento urbano e inclusão social no Espírito Santo. A Modalidade Periferia Viva é um programa do Governo Federal Brasileiro, focado na urbanização e melhoria de favelas e periferias, articulando políticas públicas para infraestrutura, moradia digna, saneamento, acesso a serviços (saúde, educação, cultura, esporte), regularização fundiária e fortalecimento comunitário, integrando o Novo PAC e visando dignidade e transformação social nesses territórios. Participaram do ato o Superintendente da FEST, Sr. Armando Biondo Filho; a Diretora da FEST, Sra. Patrícia Bourguignon Soares; o Reitor da UFES, Prof. Dr. Eustáquio Vinicius Ribeiro de Castro, o Secretário Municipal de Desenvolvimento Urbano e Mobilidade de Vila Velha, Sr. Joel Rangel Pinto Junior, a Coordenadora do Programa Periferia Viva da PMVV, Sra. Livia Barraque Barbosa, além dos professores Dr. Gilton Luís Ferreira e Dr. Alvim Borges da Silva, do Departamento de Administração do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE/UFES). O instrumento jurídico firmando tem como objeto a execução de serviços técnicos especializados, que serão desenvolvido e gerenciado pela FEST, por intermédio do Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Desenvolvimento Sustentável da UFES, com a participação do Laboratório de Orçamentos (LABOR) e do Departamento de Serviço Social (DSS). A iniciativa atenderá à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Mobilidade de Vila Velha, por meio de uma assessoria técnica multidisciplinar, fundamentada em uma metodologia participativa, voltada à mobilização social, ao planejamento territorial, à habitação de interesse social e à regularização fundiária. O superintendente da FEST, Armando Biondo, ressaltou a relevância da parceria entre instituições públicas. “Essa união entre FEST, UFES e Prefeitura de Vila Velha demonstra a força da cooperação institucional em prol do desenvolvimento social. É um projeto complexo, que exige responsabilidade técnica e sensibilidade social, e a FEST tem orgulho de colocar sua experiência a serviço da sociedade capixaba”, afirmou. Um projeto estruturante para reduzir desigualdades O Projeto Periferia Viva integra a modalidade Urbanização de Favelas do Programa de Aceleração do Crescimento – Novo PAC, do Governo Federal, e nasce do reconhecimento de que os territórios periféricos concentram grande parte da população em situação de vulnerabilidade social, convivendo com condições urbanas precárias. Nesse contexto, a atuação do Estado de forma integrada, ampla e transversal é fundamental para o enfrentamento das desigualdades socioterritoriais. Para a diretora da FEST, Patrícia Bourguignon, o projeto representa um avanço significativo na forma de pensar e executar políticas públicas voltadas às periferias. “O Periferia Viva materializa o compromisso com uma atuação técnica qualificada, mas, sobretudo, humana e participativa. Nosso papel é contribuir para que as comunidades sejam protagonistas do processo e para que as soluções construídas tenham impacto real na vida das pessoas”, destacou. A proposta de Urbanização e Qualificação do Território Grande Jabaeté, apresentada pela Prefeitura de Vila Velha, foi habilitada em 2024 no processo seletivo do Ministério das Cidades, tornando o município o único do Espírito Santo contemplado nesta modalidade do programa. O território atendido está localizado, majoritariamente, nos bairros Jabaeté e Barramares, abrangendo o Polígono 1 – Nova Jabaeté V e o Polígono 2 – Loteamento Mangal A/Cidade de Deus, ambos situados em Zona Especial de Interesse Social (ZEIS). Ao todo, cerca de 1.200 famílias serão beneficiadas pelo projeto: 800 famílias receberão diretamente a urbanização integral e 400 famílias serão realocadas por meio de diferentes modalidades de reassentamento. Segundo o secretário Joel Rangel esse projeto tem um caráter histórico . “Este é um marco para o município. Assumimos uma grande responsabilidade com a população do Território Grande Jabaeté, e essa parceria nos dá segurança técnica e institucional para promover uma transformação urbana que respeite as pessoas, o território e o direito à cidade”, declarou Planejamento participativo e atuação técnica especializada O primeiro passo para a execução da proposta é a elaboração do Plano de Ação Periferia Viva, principal instrumento de planejamento participativo do programa. Esse plano definirá as ações prioritárias, as intervenções urbanísticas e as políticas públicas necessárias, de forma integrada e transversal. Além da elaboração do Plano de Ação, a assessoria técnica terá atribuições estratégicas, como a mediação e qualificação do diálogo entre o poder público e as famílias, a execução do trabalho social, a elaboração de anteprojetos arquitetônicos, urbanísticos e de engenharia, a condução dos processos de regularização fundiária e a realização da avaliação pós-intervenção. Segundo as diretrizes do programa, esse papel deve ser exercido por instituições com atuação consolidada nos territórios, capazes de compreender as especificidades culturais, sociais e econômicas das comunidades, garantindo maior efetividade das ações e melhor incorporação das políticas públicas à realidade local. O Reitor da UFES, Prof. Dr. Eustáquio de Castro, enfatizou o papel da universidade pública. “A UFES reafirma, com este projeto, sua missão de produzir conhecimento comprometido com a transformação social. Colocar a ciência, a técnica e a extensão universitária a serviço da redução das desigualdades é parte essencial do nosso compromisso com a sociedade”, pontuou. O Projeto Periferia Viva – Território Grande Jabaeté tem como objetivos centrais a promoção da inclusão social, o fortalecimento do direito à cidade e a ampliação do acesso prioritário das periferias às políticas públicas. Entre seus focos estão o envolvimento ativo das comunidades no planejamento e no acompanhamento das intervenções, o fortalecimento de iniciativas coletivas, a cooperação entre diferentes níveis de governo e a adaptação dos territórios às mudanças climáticas. Ao integrar infraestrutura urbana, equipamentos sociais, inovação, tecnologia, oportunidades e fortalecimento comunitário, o projeto busca transformar o território, promovendo mais qualidade de vida, segurança da posse, cidadania e igualdade de oportunidades para as famílias atendidas, reafirmando o papel da FEST e da UFES como agentes estratégicos do desenvolvimento sustentável e social no Espírito Santo.