FEST – Fundação Espírito-santense de Tecnologia

1390- FEST e Axia Energia Centrais Elétricas Brasileiras S.A lançam projeto para recuperação hidroambiental na Bacia do Rio Grande (MG)

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), em parceria com a Axia Energia Centrais Elétricas Brasileiras S.A, deu início ao Projeto de Recuperação Hidroambiental e Produtivo em Assentamentos da Reforma Agrária na Bacia do Rio Grande, em Minas Gerais. Ao longo de 24 meses, a inciativa vai beneficiar diretamente 952 famílias distribuídas em 10 assentamentos da reforma agrária. A ação integra o Programa de Revitalização dos Recursos Hídricos das Bacias Hidrográficas na área de influência dos reservatórios das usinas hidrelétricas de Furnas, conforme a Resolução nº 2, de 28 de dezembro de 2023, e será apresentada pelo Departamento de Reflorestamento e Recuperação de Áreas Degradadas da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Ministério da Agricultura e Pecuária (SDI/MAPA/DEFLO). O projeto tem como objetivo central promover a revitalização e preservação dos recursos hídricos na Bacia do Rio Grande, aliando recuperação ambiental à inclusão produtiva e ao fortalecimento socioeconômico das comunidades assentadas. Entre as principais entregas previstas estão: 952 famílias com acesso a tecnologias hídricas apropriadas e capacitadas para gestão sustentável da água; Distribuição de equipamentos e kits para produção sustentável, com formação técnica para uso adequado; Assistência técnica especializada e elaboração de planos de desenvolvimento das propriedades; Capacitação em gestão de negócios e empreendedorismo, ampliando o acesso a mercados e geração de renda; Fortalecimento da resiliência hídrica e produtiva nos assentamentos atendidos. A iniciativa prevê a implantação de áreas demonstrativas para captação e armazenamento de água da chuva, sistemas de irrigação de baixo custo, tecnologias de tratamento de água, recuperação de pastagens degradadas, restauração de nascentes e matas ciliares, além da adoção de sistemas agroflorestais e práticas agroecológicas. A Bacia do Rio Grande, elemento estruturante do cenário socioeconômico mineiro, tem enfrentado, nas últimas décadas, impactos decorrentes das mudanças climáticas, da degradação ambiental e da pressão sobre os recursos naturais. Em assentamentos da reforma agrária, esses desafios se somam a índices de vulnerabilidade social e econômica. Mesmo em regiões classificadas como de baixa vulnerabilidade hídrica segundo dados oficiais, o uso intensivo do solo para agropecuária, a substituição da vegetação nativa do cerrado por pastagens subutilizadas e práticas agrícolas inadequadas têm contribuído para processos de erosão e perda de biodiversidade, afetando diretamente o regime hidrológico. O projeto surge, portanto, como uma resposta estratégica e integrada, promovendo a conservação do solo, a proteção de nascentes, o georreferenciamento das áreas, o incentivo ao associativismo e cooperativismo e a transição para modelos produtivos mais sustentáveis. Integração entre produção e conservação A proposta parte do princípio de que recuperação ambiental e fortalecimento produtivo são dimensões interdependentes. Solos conservados e disponibilidade de água de qualidade são pré-requisitos para uma agricultura resiliente. Ao mesmo tempo, práticas agroecológicas e sistemas sustentáveis reduzem a pressão sobre os recursos naturais e contribuem para a saúde da bacia hidrográfica. A diretora da FEST, Patrícia Bourguignon, e coordenadora do projeto, destaca a relevância estratégica da iniciativa: “Este projeto representa um compromisso concreto com a sustentabilidade ambiental e com a dignidade das famílias assentadas. Ao integrar recuperação hidroambiental, capacitação técnica e fortalecimento produtivo, estamos construindo um ciclo virtuoso que une conservação dos recursos hídricos, geração de renda e desenvolvimento social. Acreditamos que investir nas pessoas e no território é a melhor forma de garantir a saúde da Bacia do Rio Grande e um futuro mais resiliente para essas comunidades.” Com metodologia participativa, valorizando os saberes locais e promovendo trocas de experiências, o projeto pretende consolidar um modelo de desenvolvimento rural que una segurança hídrica, segurança alimentar e inclusão socioeconômica, contribuindo de forma estruturante para a sustentabilidade da Bacia do Rio Grande, em Minas Gerais.

1385-FEST apoia ICMBio na elaboração de propostas para criação de novas Unidades de Conservação Federais

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) firmou novo projeto com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, por meio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), vinculado à sua Diretoria de Criação e Manejo de Unidades de Conservação, para a elaboração de propostas de criação de Unidades de Conservação (UCs) Federais em todo o país. A iniciativa reforça o compromisso institucional com a agenda ambiental brasileira e com o fortalecimento das políticas públicas voltadas à conservação da biodiversidade, em consonância com metas nacionais e internacionais de proteção territorial. O projeto tem como objetivo central a elaboração de propostas técnicas para a criação de Unidades de Conservação Federais, contribuindo para a ampliação e consolidação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC).  Objetivos específicos Entre as principais ações previstas estão: Levantamento e sistematização de informações e dados existentes nas áreas propostas para criação de UCs; Apoio à realização de estudos técnicos necessários para fundamentar as propostas; Apoio ao processo de articulação social nas fases analítica e consultiva, promovendo o engajamento da sociedade; Apoio à divulgação de informações sobre as propostas, ampliando a participação social; Elaboração de relatório final com resultados e recomendações, além da produção de artigo para publicação científica. O ICMBio tem entre suas atribuições a proposição de novas Unidades de Conservação, alinhada a compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, como o Quadro Global de Biodiversidade Kunming-Montreal, firmado em 2022, que estabelece a meta de proteger ao menos 30% das áreas terrestres, águas continentais e zonas costeiro-marinhas até 2030. No âmbito nacional, o projeto dialoga com diretrizes estratégicas do Governo Federal, como o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm) – 5ª Fase (2023–2027) e a atualização do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas no Cerrado, que priorizam a criação e ampliação de Unidades de Conservação como instrumento de ordenamento territorial e proteção ambiental. Em 2024, o ICMBio realizou a “Oficina de Trabalho: Critérios e Priorização para a Criação de Unidades de Conservação Federal”, que definiu cerca de 60 propostas prioritárias para o biênio 2025/2026, com horizonte até 2030. Diante do volume e da complexidade dos processos, o apoio técnico especializado torna-se essencial para garantir celeridade, qualidade técnica e efetividade às instruções processuais. A urgência também se relaciona à realização da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-30), que acontecerá no Brasil em 2025, configurando uma importante janela política e institucional para o avanço da agenda ambiental. O projeto prevê como principais resultados: Propostas estruturadas de criação de Unidades de Conservação Federais; Roteiro sistematizado do processo de criação de UCs; Relatório consolidado com resultados e recomendações; Produção de artigo técnico-científico para publicação. A criação de áreas protegidas é estratégica para a manutenção da biodiversidade, a mitigação das mudanças climáticas e a promoção da qualidade de vida, especialmente para populações vulneráveis que dependem diretamente dos recursos naturais. Além disso, o fortalecimento da gestão territorial integrada amplia a participação social, reduz sobreposições institucionais, promove maior sinergia entre entes federativos e assegura um olhar sistêmico sobre a paisagem, tornando os processos mais eficientes e menos burocráticos. Com mais essa parceria, a FEST reafirma seu papel como instituição de apoio à execução de políticas públicas estruturantes, contribuindo para a construção de soluções técnicas que impactam positivamente o meio ambiente e a sociedade brasileira. Texto: Vanessa Pianca

1299- UFES desenvolve projeto inovador para produção de fibras funcionais de celulose para a indústria têxtil

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em parceria com a Klabin e com apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), deu início ao projeto Produção de Fibra Funcional de Microfibrilas de Celulose para a Indústria Têxtil, uma iniciativa que une ciência, inovação e sustentabilidade para o desenvolvimento de novos materiais aplicáveis ao setor têxtil. O projeto é coordenado pelo Professor Dr. Michel Picanço Oliveira, do Departamento de Ciências Florestais e da Madeira (DCFM) do Centro de Ciência Agrária e Engenharia (CCAE), e tem como foco o desenvolvimento de fios e fibras em escala laboratorial, buscando atender aos padrões técnicos exigidos pela indústria têxtil contemporânea. Entre os principais objetivos da pesquisa estão: Desenvolver e caracterizar fios e fibras em escala laboratorial com potencial de aplicação industrial; Definir as análises necessárias para avaliação dos filamentos após seu desenvolvimento; Produzir e caracterizar filamentos à base de microfibrilas de celulose (MFC) combinadas com material carbonáceo proveniente da lignina; Produzir e caracterizar filamentos de MFC com materiais carbonáceos, como o negro de fumo; Comparar a qualidade dos fios desenvolvidos no projeto com os fios atualmente utilizados pela Cedro Têxtil. Sustentabilidade e inovação no setor têxtil As microfibrilas de celulose (MFC) vêm ganhando destaque em pesquisas científicas por se tratarem de uma alternativa sustentável aos materiais petroquímicos, uma vez que são derivadas do biopolímero mais abundante do planeta. Áreas como a biomédica e a têxtil têm se beneficiado do avanço dessas pesquisas, buscando novos produtos com menor impacto ambiental. No setor têxtil, há um movimento crescente para ampliar a oferta de fios de celulose, indo além dos fios naturais e sintéticos tradicionais. A produção de fios de MFC pode ocorrer com ou sem a adição de polímeros, sendo que, em determinados casos, o uso de solventes e processos em fluxo contínuo contribui para a otimização da fiação. A qualidade final dos fios de MFC está diretamente relacionada às características do processo de fiação, às dimensões das microfibrilas e aos aditivos químicos utilizados. Esses fatores permitem a produção de filamentos com propriedades específicas, como características antifúngicas, antiestáticas e antichamas, abrindo caminho para o desenvolvimento de tecidos inteligentes. Fibras funcionais e aplicação industrial  Os tecidos inteligentes têm sido amplamente estudados, especialmente com a incorporação de materiais condutores que conferem propriedades antiestáticas aos fios. O controle da eletricidade estática em materiais têxteis contribui para o conforto do usuário e para a redução de riscos associados a descargas elétricas em ambientes industriais. Atualmente, matrizes como nylon e politereftalato de etileno (PET) são comumente utilizadas com a inserção de materiais condutores. No entanto, esses fios apresentam alto custo de produção e não são biodegradáveis. Nesse contexto, o projeto da UFES busca desenvolver fibras funcionais à base de MFC, com propriedades antiestáticas adequadas, sustentáveis e com potencial de aplicação direta nos produtos fabricados pela Cedro Têxtil.  Entre os principais resultados esperados do projeto estão: Desenvolvimento de filamentos de MFC com propriedades adequadas para a indústria têxtil; Utilização de material carbonáceo derivado da lignina na produção de filamentos com propriedades antiestáticas; Avaliação das propriedades físicas e funcionais dos filamentos como indicadores de desempenho e qualidade. Com o apoio da FEST, o projeto reforça o compromisso da UFES com a pesquisa aplicada, a inovação tecnológica e o desenvolvimento de soluções sustentáveis, fortalecendo a interação entre universidade e setor produtivo. Texto: Vanessa Pianca Projeto 1299

963 – Projeto de extensão visa impulsionar a fruticultura na região norte do Espírito Santo

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), está promovendo o Projeto de Extensão denominado “Implantação e Desenvolvimento da Fruticultura na Região Norte do Espírito Santo”. Este projeto, liderado pelo Professor Dr Moises Zucoloto, do Departamento de Agronomia da UFES, visa catalisar o potencial agrícola da região, especialmente no que diz respeito à fruticultura. A Região Norte do Espírito Santo tem se destacado como um terreno fértil para o cultivo de diversas frutas devido a uma combinação de fatores favoráveis. Diferentes tipos de solos e condições climáticas diversas oferecem oportunidades para a implementação de uma ampla variedade de cultivos frutíferos. Além disso, a predominância da agricultura familiar na região torna a fruticultura uma opção especialmente atrativa, oferecendo uma alternativa sustentável às atividades agrícolas tradicionais, como a cafeicultura e a pecuária. O projeto, que conta com o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes), tem como objetivo central a instalação de Unidades de Referência Tecnológica (URTs) em 26 municípios da região Norte do estado. Estas URTs servirão como centros de assistência técnica e científica, fornecendo orientação e apoio aos produtores locais. O Professor Moises Zucoloto destaca a importância deste projeto, ressaltando sua semelhança com iniciativas anteriores na região do Caparaó, porém com um escopo expandido, abrangendo um maior número de municípios. As URTs instaladas no Caparaó já têm mostrado resultados positivos, impulsionando a produção e a qualidade dos frutos na região, e agora espera-se que essa experiência bem-sucedida seja replicada no Norte do Espírito Santo. Os municípios beneficiados pelo projeto estão distribuídos em três microrregiões: Centro-Oeste, Nordeste e Noroeste. Em cada um desses municípios, dois produtores rurais serão selecionados para participar das atividades de capacitação e receber assistência direta. Isso totalizará 52 produtores beneficiados pelo projeto. Além disso, está prevista a melhoria da infraestrutura dos locais estratégicos, como o Centro Universitário Norte do Espírito Santo (Ceunes/Ufes) e os Institutos Federais em Barra de São Francisco, Montanha e Itapina, onde serão realizadas as capacitações. Em resumo, o Projeto de Extensão “Implantação e Desenvolvimento da Fruticultura na Região Norte do Espírito Santo” representa uma importante iniciativa para explorar o potencial agrícola da região, promovendo a diversificação e o crescimento sustentável do setor frutífero, além de fortalecer a agricultura familiar e impulsionar a economia local. Com a colaboração de diversas instituições e o engajamento dos produtores locais, espera-se que este projeto traga benefícios significativos para a comunidade e para o desenvolvimento regional como um todo. Projeto 963 Texto: Vanessa Pianca

961 – UFES E FEST avaliam eficácia de produto orgânico foliar em Café Conilon

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em parceria com a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) e a ICL América do Sul, iniciou um inovador projeto de pesquisa focado na avaliação da eficiência de aplicação e da eficácia de um produto orgânico foliar. A pesquisa, liderada pelos professores Dr. Antelmo Ralph Falqueto e Dr. Edney Leandro da Vitória do Departamento de Ciências Agrárias e Biológicas (DCAB) do Centro Universitário Norte do Espirito Santos (CEUNES) da UFES, conta com a participação de três estudantes de iniciação científica e um aluno de mestrado em Agricultura Tropical. O café é uma das principais commodities agrícolas do Brasil, destacando-se como o maior produtor e exportador mundial. Em 2019, o Espírito Santo produziu aproximadamente 10,5 milhões de sacas de café Conilon (Coffea canephora), correspondendo a cerca de 78% da produção nacional, solidificando sua posição como maior produtor dessa espécie no Brasil (CONAB, 2020). A cafeicultura é, portanto, uma atividade vital para a geração de empregos, tributos e de receitas. A produção de mudas saudáveis e vigorosas é essencial para formar cafeeiros produtivos. No café Conilon, a propagação assexuada representa cerca de 90% das mudas produzidas, garantindo características homogêneas e desejáveis, como copa bem formada, ramos produtivos vigorosos, colheita uniforme e resistência a doenças (FILHO et al., 2019; FILHO et al., 2021). O principal objetivo deste projeto é avaliar a eficácia de um produto orgânico foliar nas respostas ao estresse térmico e oxidativo em mudas e plantas de café Conilon. Os objetivos específicos incluem: Avaliar a eficácia do produto nas respostas ao estresse térmico e oxidativo. Avaliar o potencial de adesão do produto nas folhas das mudas. Analisar a qualidade da pulverização por meio do percentual de área coberta, densidade de gotas e diâmetro de gotas. Estabelecer relações entre a eficácia e a eficiência da distribuição do produto nas folhas de café Conilon. Para avaliar o espectro de gotas da calda, serão utilizadas etiquetas de papel hidrossensível, e inicialmente será empregada água misturada com o traçador Azul Brilhante, detectado por absorbância em espectrofotometria (Vitória et al., 2018). Posteriormente, o mesmo procedimento será realizado com o produto comercial. As etiquetas serão digitalizadas e analisadas quanto à cobertura, espectro e densidade de gotas pelo software Image Tool versão 3®. Serão avaliados parâmetros como diâmetro da mediana volumétrica (DMV), amplitude relativa (AR), densidade de gotas (DEN) e cobertura (COB). A fluorescência da clorofila será medida utilizando um fluorômetro portátil, com análises registradas e avaliadas de acordo com o teste JIP. As análises de fluorescência serão realizadas a cada 15 dias até o final do experimento. O crescimento das plantas será avaliado semanalmente, e ao final do experimento, será realizada a análise química de cálcio nas folhas. Resultados As conclusões apresentadas abaixo são apenas “observacionais” e momentâneas dado que as análises estatísticas serão realizadas após a segunda aplicação. Em termos de tecnologia de aplicação, segue que: Aumentando a taxa de aplicação (volume de calda) há maior possibilidade de escorrimento do produto em função de gotas grandes que se agregam A taxa de aplicação de 500 L ha-1 é excessiva em termos de cobertura e densidade de gotas Independente da taxa de aplicação a ponta do tipo cone vazio proporciona melhor distribuição do produto no alvo, formando uma “película” uniforme do produto Para uma  proteção fotoquímica efetiva é necessário aplicação do produto pelo menos a cada 30 dias Há necessidade de o estudo ser replicado em condições diferentes: aplicação com pulverizador tratorizado, diferentes estágios de desenvolvimento da cultura e com mistura em calda com outros produtos. Segundo o coordenador do projeto, Prof. Dr. Edney “O Projeto apresentou resultados importantes e aplicáveis do ponto de vista prático, a partir de agora há uma indicação clara de quais as melhores configurações, regulagens dos equipamentos de aplicação e doses do protetor solar e biofertilizante que devem ser utilizadas que aumentam a eficácia dos resultados com maior eficiência e qualidade na deposição das gotas do produto nas folhas. Outro ponto que não pode ser ignorado é a parceria público-privada, no caso do projeto ambos foram beneficiados, a Empresa agregou ao portfólio do produto dados técnicos com bases científicas e metodológicas e a Universidade formou recursos humanos de qualidade e um banco de dados robusto para análise e publicações científicas consistentes”. Este projeto contribuiu significativamente para a melhoria da eficiência e eficácia da aplicação de produtos orgânicos na cafeicultura, proporcionando uma melhor adaptação das plantas às condições ambientais adversas e promovendo uma cafeicultura mais sustentável e produtiva. A UFES, juntamente com a FEST e a ICL América do Sul, reafirma seu compromisso com a inovação e o desenvolvimento sustentável na agricultura. Projeto 961 Texto Vanessa Pianca

1177 – Projeto de conservação ex situ da Palmeira Juçara na Bacia do Rio Doce

 Desenvolvimento e Implementação de Estratégia de Conservação Ex Situ de Euterpe Edulis: Uma Alternativa de Sustentabilidade Socioeconômica e Ambiental na Bacia do Rio Doce A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) e do Fundo Brasileiro da Biodiversidade (FUMBIO), lança o projeto “Desenvolvimento e Implementação de Estratégia de Conservação Ex Situ de Euterpe Edulis”. Coordenado pelo Prof. Dr. Adésio Ferreira, do Departamento de Agronomia  do Centro de Ciências Agrárias e Engenharias (CCAE) da UFES em Jerõnimo Monteiro/ Alegre-ES, o projeto visa promover a sustentabilidade socioeconômica e ambiental da bacia do Rio Doce por meio da conservação da palmeira juçara. A Bacia do Rio Doce, com 98% de sua área inserida na Floresta Atlântica, é um hotspot global de biodiversidade. Euterpe edulis, conhecida como palmeira juçara, é uma espécie-chave deste bioma. A palmeira juçara é crucial para a biodiversidade local e tem potencial socioeconômico, especialmente por seus frutos, que se assemelham ao açaí da Amazônia em valor nutricional e econômico. A palmeira juçara enfrenta ameaças significativas devido à extração ilegal de palmito, que leva à morte das plantas. A conservação ex situ e o uso sustentável dos frutos da juçara são estratégias essenciais para a preservação da espécie e o desenvolvimento socioeconômico das comunidades locais. A bacia do Rio Doce, afetada pelo rompimento da barragem de Fundão em Mariana/MG, precisa de iniciativas que promovam a sustentabilidade e mitiguem os impactos ambientais e sociais da mineração. O projeto busca: Entender a diversidade e estrutura genética de populações de E. edulis ao longo da bacia do Rio Doce. Estabelecer um banco de germoplasma ex situ representativo da diversidade genética da bacia. Desenvolver tecnologias de implantação da espécie em diferentes condições ambientais. Distribuir sementes germinadas em áreas prioritárias para a conservação da juçara. Nos primeiros seis meses, será realizado um levantamento das populações locais de E. edulis, com coleta de material biológico ao longo da bacia do Rio Doce. Nos seis meses seguintes, será analisada a diversidade genética das populações, comparando com um banco de dados nacional. O projeto prevê a criação de um banco de germoplasma ex situ e o desenvolvimento de técnicas de plantio e germinação de sementes. Ao longo dos 24 meses, o projeto promoverá a conservação da palmeira juçara, contribuindo para a sustentabilidade ambiental e socioeconômica da bacia do Rio Doce. Além disso, incluirá treinamento para a equipe de campo e conscientização sobre a importância da conservação da espécie. A FEST, com sua vasta experiência em apoiar projetos de pesquisa e desenvolvimento, reforça a equipe multidisciplinar do projeto. A colaboração com a UFES e o FUMBIO, instituições comprometidas com a conservação ambiental e o desenvolvimento sustentável, é fundamental para o sucesso da iniciativa. Este projeto representa um passo significativo na conservação da biodiversidade da bacia do Rio Doce e na promoção de alternativas sustentáveis para as comunidades locais. A conservação da palmeira juçara pelo uso de seus frutos pode transformar a realidade socioeconômica e ambiental da região, garantindo um futuro mais sustentável para todos. Texto: Vanessa Pianca Projeto 1177

992/994 – FFazenda Experimental do CEUNES: Uma Jornada Rumo à Sustentabilidade Agrícola

  Na busca por promover o desenvolvimento rural sustentável e fortalecer a interação entre o conhecimento acadêmico e os saberes populares, a Fazenda Experimental do Centro Universitário Norte do Espírito Santo (CEUNES), vinculado à Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), emerge como um farol de inovação e colaboração na região. Sob a liderança do Prof. Dr. Rogério Oliveira Faleiros, do Departamento de Ciências Agrárias e Biológicas, o projeto ganha corpo com o apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), evidenciando uma visão integrada e sustentável para o futuro da agricultura local. Os objetivos do projeto são vastos, visando desde a integração do conhecimento científico com os saberes tradicionais até a comercialização dos excedentes de produção, resultantes das atividades de ensino, pesquisa e extensão. A sinergia entre diversas áreas do conhecimento, tanto dentro da universidade quanto em parceria com instituições regionais, é o alicerce para a consecução desses objetivos. O programa não apenas busca promover cursos de capacitação para a comunidade acadêmica e externa, mas também visa fortalecer a inserção local e regional da UFES, identificando potencialidades e demandas na região. A comercialização dos produtos excedentes não apenas fortalece a economia local, mas também catalisa a troca de experiências entre produtores e demais interessados, enriquecendo o tecido socioeconômico e cultural da região. Com 14 anos de funcionamento, a Fazenda Experimental do Ceunes já se destaca como uma referência regional e nacional em pesquisas nas áreas de agronomia, ciências biológicas, processamento vegetal, hidráulica e manejo agrícola, entre outras. Localizada em São Mateus, a fazenda ocupa uma área de 196 hectares, dos quais 40 hectares são dedicados à preservação de mata nativa. As ações da fazenda não se limitam apenas ao ambiente acadêmico. Parcerias com a Prefeitura de São Mateus visam estabelecer um viveiro para a produção de mudas de café e pimenta-do-reino, contribuindo diretamente para o fortalecimento da agricultura familiar na região. Além disso, a fazenda investe na capacitação de professores da rede municipal de ensino, ampliando seu impacto educacional para além dos muros universitários. O compromisso com a sustentabilidade é evidente não apenas nas pesquisas desenvolvidas, mas também nas próprias práticas da fazenda. Projetos de expansão incluem melhorias na infraestrutura elétrica e sistemas de irrigação, além da construção de instalações para a produção vegetal. O laboratório de análises fitossanitárias, coordenado pelo Prof. Dr Marcelo Barreto da Silva, outro projeto apoiado pela FEST, destaca-se nacionalmente no estudo e combate aos nematoides, garantindo a qualidade e a saúde das culturas agrícolas da região. A Fazenda Experimental do Ceunes é mais do que um espaço de pesquisa agrícola. É um centro de convergência entre conhecimento científico, práticas tradicionais e inovação tecnológica, guiado pelo compromisso com a sustentabilidade e o desenvolvimento regional. Com uma visão holística e colaborativa, esse projeto ilumina o caminho para uma agricultura mais justa, eficiente e ambientalmente responsável. Texto: Vanesssa Pianca Projeto 992 e 994

491 – Projeto Fitorremediação: parceria entre FEST, UFES E PETROBRAS para gestão ambiental

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em colaboração com a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) e a Petrobras, lideraram um projeto inovador de fitorremediação para lidar com a contaminação por metais pesados no norte do Espírito Santo. Coordenado pelo Prof. Dr. Fábio Pires, da UFES – Campus São Mateus, do departamento de Ciências Agrárias e Biológicas, o projeto visa oferecer uma solução ambientalmente amigável e economicamente viável para os desafios ambientais enfrentados pela região. A necessidade de intervenção surgiu devido a um incidente que resultou na possibilidade de contaminação ambiental dos recursos naturais locais. Especificamente, a presença de bário em ambiente alagado, altamente tóxico para humanos e animais, exigiu ações de remediação urgentes. A fitorremediação emergiu como uma alternativa promissora devido aos seus resultados comprovados em diferentes partes do mundo. O projeto envolveu a implementação, condução e avaliação de experimentos de fitorremediação, com o objetivo de absorver e imobilizar metais pesados no solo e nos efluentes. A equipe técnica multidisciplinar da UFES – Campus São Mateus liderou as atividades de pesquisa, com foco na identificação das espécies vegetais mais adequadas para a remediação da área e sua avaliação quanto à eficiência na descontaminação do solo. RESULTADOS DO PROJETO Segundo o professor Fábio Pires, após cinco anos de pesquisa, o projeto alcançou resultados significativos. Foram identificadas duas espécies vegetais, a Typha domingensis (taboa) e a Eleocharis acutangula (junco), com capacidade comprovada de reduzir os níveis de bário em ambientes alagados. Essas descobertas não apenas contribuem para a gestão ambiental da região, mas também abrem caminho para a replicação dessas práticas em áreas semelhantes de contaminação. Um dos diferenciais do projeto é a validação a campo dos resultados obtidos em condições controladas. Após avaliações preliminares em condições controladas, três experimentos de campo bem-sucedidos confirmaram a eficácia das técnicas de fitorremediação, refinando ainda mais as informações obtidas. Além disso, os principais resultados, provenientes de quatro dissertações de mestrado orientadas durante a condução do projeto, foram publicados em revistas de alto impacto, garantindo sua disseminação e reconhecimento pela comunidade científica internacional. O projeto não apenas cumpre condicionantes ambientais e promove a remediação da área afetada, mas também fortalece as parcerias entre instituições acadêmicas e empresas como a Petrobras. Além disso, abre novas oportunidades de pesquisa e envolvimento de alunos de pós-graduação e graduação em áreas relacionadas à agricultura tropical e à mitigação de danos ambientais. “A fitorremediação não é apenas uma técnica, mas sim um compromisso com a sustentabilidade e a preservação dos recursos naturais. Ao trabalharmos em colaboração, exploramos o potencial das plantas para restaurar ecossistemas comprometidos, proporcionando não apenas benefícios ambientais, mas também oportunidades de pesquisa e desenvolvimento para as gerações futuras.” – Professor Fábio Pires. O compromisso da FEST, UFES e Petrobras com a sustentabilidade e a gestão ambiental responsável é evidenciado por iniciativas como o projeto de fitorremediação. Ao promover práticas de remediação eficazes e econômicas, o projeto contribui para a preservação dos recursos naturais essenciais para a vida no planeta, notadamente solo e água. Em um momento em que a proteção do meio ambiente é crucial, a área de fitorremediação se destaca como uma solução valiosa e replicável para desafios ambientais complexos. Texto: Vanessa Pianca Projeto 491

975- Projeto de infraestrutura tecnológica impulsiona reflorestamento da Mata Atlântica no Espírito Santo

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) se une à Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) para impulsionar um projeto de grande relevância ambiental e social: a construção de infraestrutura tecnológica para produção de mudas destinadas ao reflorestamento da Mata Atlântica. Sob a liderança da Profa. Dra. Diolina Moura Silva, do Departamento de Ciências Biológicas do Centro de Ciências Humanas e Naturais (CCHN), o projeto está vinculado ao Instituto Tecnológico da UFES (ITUFES) e visa fortalecer o Plano ABC+ do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) através da abordagem integrada da paisagem em propriedades rurais, com ênfase na implementação de infraestrutura tecnológica para produção de mudas das principais espécies nativas da região. A recuperação florestal é crucial não apenas para a conservação da biodiversidade, mas também para mitigar os impactos das mudanças climáticas e promover o desenvolvimento rural sustentável. A Mata Atlântica, um dos biomas mais biodiversos do mundo, enfrenta sérios desafios devido à degradação causada pela expansão agrícola e urbana. Com apenas 12,5% de sua cobertura original preservada, a urgência em restaurar e proteger esse ecossistema é evidente. O projeto liderado pela UFES tem como objetivo principal a implementação de infraestrutura tecnológica para a produção de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, visando subsidiar a recomposição florestal. A ampliação da área técnica de infraestrutura existente permitirá o escalonamento das ações de implementação dos viveiros, fortalecendo programas de pós-graduação como o PPGBV e o PPGBiotec. DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E PARTICIPAÇÃO COMUNITÁRIA: Além da importância ambiental, o projeto busca promover o desenvolvimento agrícola sustentável, envolvendo as comunidades locais. A seleção das espécies a serem cultivadas leva em consideração não apenas seu papel na manutenção dos ecossistemas, mas também seu potencial econômico. Ações de capacitação serão oferecidas para formar multiplicadores em manejo sustentável, visando a compreensão e participação ativa das comunidades na restauração ecológica. A infraestrutura de produção de mudas, localizada no Campus da UFES em Goiabeiras, Vitória, será um importante centro para a promoção da sustentabilidade no agronegócio capixaba. Espera-se que o projeto não apenas contribua para a recuperação da Mata Atlântica, mas também gere impactos positivos em termos de emprego, renda e conscientização ambiental. O projeto de construção de infraestrutura tecnológica para produção de mudas destinadas ao reflorestamento da Mata Atlântica, liderado pela UFES em parceria com a FEST, representa um passo significativo em direção à promoção do desenvolvimento sustentável no Espírito Santo. Ao unir conhecimento científico, tecnológico e participação comunitária, essa iniciativa demonstra o compromisso das instituições envolvidas com a conservação ambiental e o bem-estar das gerações futuras. Projeto 975 Texto: Vanessa Pianca

1144- Projeto de Pesquisa FUNbio – Fauna Ictiofauna Rio Doce: Um Plano de Manejo para a Conservação da Libélula Nathaliagrion Porrectum

O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBio) com apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) estão liderando um importante projeto de pesquisa em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo e a Universidade Federal do Pará. Sob a coordenação da Professora Dra Karina Furieri, do Departamento de Ciências Agrárias da UFES, o Projeto conhecido como “Um Plano de Manejo para  a Conservação da Libélula Nathaliagrion porrectum (Hagen In Selys, 1876)”, tem como objetivo central a elaboração de um plano de manejo para a conservação da libélula das bromélias Nathaliagrion porrectum. A Nathaliagrion porrectum é uma espécie endêmica do norte do Espírito Santo, ameaçada de extinção devido a diversas perturbações em seu habitat natural. O projeto busca coletar informações cruciais sobre a espécie, desde sua distribuição até a dinâmica populacional, passando pela descrição de sua larva e identificação das espécies de bromélias que utiliza como habitat. Além disso, visa estabelecer protocolos de cultivo e criação ex situ, produzir material de divulgação científica e, por fim, elaborar um plano de manejo para sua conservação. A importância da preservação da Nathaliagrion porrectum reside na sua condição de espécie ameaçada e na representatividade que tem para o ecossistema local. Com a Mata Atlântica já severamente fragmentada, a conservação dessa espécie se torna uma prioridade para a manutenção da biodiversidade regional. Segundo Karina, foram incluídos a pedido da FUNBio, mais três espécies “A Fredyagrion capixaba, Telebasis vulcanoe e Hetaerina curvicauda, além da descrição da larva e da fêmea de Fredyagrion capixaba. Além disso, o projeto se propõe a conciliar conservação ambiental com desenvolvimento econômico, promovendo ações educacionais e gerando renda sustentável por meio do manejo de bromélias nativas.” pontuou O projeto envolve diretamente a FEST, as universidades parceiras, proprietários rurais, comunidades quilombolas e órgãos ambientais como o ICMBio e o IEMA. Busca-se o diálogo constante com todas as partes interessadas, visando uma abordagem participativa e integrada na execução das atividades. O principal objetivo do projeto é elaborar um plano de manejo eficaz para a conservação da Nathaliagrion porrectum, visando reduzir o risco de extinção dessa espécie tão importante para o ecossistema local. Objetivos Específicos do Projeto: Verificar a distribuição potencial da espécie. Avaliar a dinâmica populacional da libélula das bromélias. Descrever a larva da Nathaliagrion porrectum. Identificar as espécies de bromélias utilizadas pela espécie. Estabelecer protocolos de cultivo e criação ex situ. Produzir material de divulgação científica para educação ambiental. Elaborar o plano de manejo para a conservação da espécie. Com a duração prevista de 24 meses, o Projeto busca não apenas gerar conhecimento científico, mas também promover ações concretas para a conservação e preservação do habitat da libélula Nathaliagrion porrectum. Projeto 1144 Texto: Vanessa Pianca