FEST – Fundação Espírito-santense de Tecnologia

1399 – FEST lidera projeto estratégico para retomada econômica e agroecológica na Bacia do Rio Doce

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) está à frente de uma iniciativa estruturante para a recuperação produtiva e ambiental de territórios atingidos pelo desastre ambiental que impactou a região da bacia do Rio Doce. O projeto “Retomada Econômica e Agroecológica dos Assentamentos do Rio Doce – Eixo de Fomento às Cadeias Produtivas Agropecuárias e Florestais (Eixo Rural)”, integra o Novo Acordo de Repactuação e se consolida como uma resposta concreta aos desafios socioambientais da região. A proposta está inserida no âmbito do Programa de Retomada Econômica (PRE) que estabelece diretrizes para revitalizar e impulsionar atividades produtivas sustentáveis entre agricultores familiares, assentados da reforma agrária, comunidades tradicionais e demais grupos que dependem do território para subsistência. Segundo Patrícia Bourguignon, Diretora da FEST, o projeto vai além da recuperação produtiva, promovendo uma transformação territorial baseada na sustentabilidade e na valorização das comunidades locais. “Nosso trabalho é construído em cooperação direta com as famílias assentadas. A gente busca, junto com elas, desenvolver e fortalecer sistemas agroalimentares que sejam ao mesmo tempo resilientes e sustentáveis. Isso passa por apoiar a reestruturação produtiva dos assentamentos, sempre com base nos princípios da agroecologia e da economia solidária. Além disso, um ponto muito importante da nossa atuação é fortalecer a comercialização da produção agroecológica dessas áreas de reforma agrária, especialmente na região da bacia do rio Doce. Ou seja, não é só produzir de forma sustentável, mas também garantir que essa produção chegue ao mercado, gerando renda e melhorando a qualidade de vida das famílias”, destacou. O projeto contempla 52 assentamentos distribuídos em 22 municípios da Bacia do Rio Doce e do Litoral Norte do Espírito Santo, envolvendo cerca de 2.008 famílias. A proposta de territorialização agroecológica busca integrar três dimensões fundamentais: recuperação ambiental, segurança alimentar e desenvolvimento econômico. Entre os principais desafios enfrentados pela região estão a degradação dos ecossistemas, agravada pelo rompimento da barragem de Fundão, em 2015, a baixa diversidade produtiva e a fragilidade das cadeias de comercialização. Diante desse cenário, o projeto estrutura suas ações em três grandes frentes: Fortalecimento técnico e organizacional A iniciativa prevê a implantação de dois escritórios de projetos, um em Minas Gerais e outro no Espírito Santo, com equipes multidisciplinares dedicadas ao desenvolvimento de sistemas agroalimentares sustentáveis. Esses espaços serão responsáveis pelo planejamento estratégico, assistência técnica e capacitação das famílias assentadas. Estruturação produtiva e recuperação ambiental O projeto também investe na modernização de viveiros de mudas, com capacidade total de produção de até 1,6 milhão de mudas por ano, além da implantação de quintais agroflorestais, unidades de produção de bioinsumos e sistemas de coleta e beneficiamento de sementes. As ações visam recuperar áreas degradadas, ampliar a biodiversidade e promover práticas agrícolas alinhadas à agroecologia, fortalecendo o conceito de “florestas produtivas” e a produção de alimentos saudáveis. Fortalecimento da comercialização Outro eixo estratégico é a estruturação de redes de comercialização, com o fortalecimento de associações e cooperativas para ampliar a participação em programas institucionais como o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) e o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos). A proposta busca superar gargalos logísticos e garantir acesso a mercados mais estruturados. Investimento e impacto social Com investimento total de aproximadamente R$ 49,9 milhões, o projeto beneficiará diretamente cerca de 1.000 famílias e indiretamente mais de 2 mil, criando um modelo replicável de desenvolvimento sustentável para toda a região. O cronograma de execução, previsto para dois anos, foi planejado para garantir a implementação gradual das ações, respeitando o tempo necessário para a consolidação dos processos produtivos e sociais. Mais do que uma iniciativa de recuperação, o projeto representa uma proposta de transformação estrutural dos territórios da reforma agrária. Ao integrar conhecimento técnico, participação comunitária e práticas sustentáveis, a FEST contribui para a construção de um novo modelo de desenvolvimento, baseado na resiliência ambiental, na soberania alimentar e na geração de renda. A experiência acumulada desde 2019 com o Programa Popular de Agroecologia da Bacia do Rio Doce reforça a capacidade de execução da iniciativa, que já promoveu restauração ambiental, formação técnica e fortalecimento de cadeias produtivas na região. Com essa nova etapa, a FEST reafirma seu compromisso com a inovação, a sustentabilidade e o desenvolvimento social, atuando de forma decisiva na reconstrução da Bacia do Rio Doce e no fortalecimento das comunidades que dela dependem.  

1422- FEST, UFES e MAPA unem conhecimento e políticas públicas para fortalecer o empreendedorismo feminino rural em Mato Grosso

Projeto desenvolvido pela FEST em parceria com a UFES e o Ministério da Agricultura e Pecuária promove capacitação, organização produtiva e acesso a oportunidades para mulheres do campo  Fortalecer o protagonismo das mulheres no campo, ampliar oportunidades e contribuir para a autonomia econômica e o desenvolvimento das comunidades rurais. Esses são alguns dos objetivos do projeto Empreendedorismo Feminino Rural, desenvolvido pela Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), no estado de Mato Grosso. A iniciativa reúne conhecimento técnico, formação e ações práticas para enfrentar desafios históricos relacionados ao acesso à capacitação, à gestão dos negócios, ao crédito, à organização produtiva e aos mercados. A proposta também busca produzir informações e evidências que contribuam para o aprimoramento de políticas públicas voltadas às mulheres rurais. O projeto prevê a realização de módulos de capacitação, oficinas práticas e rodas de conversa com conteúdos relacionados a empreendedorismo, gestão e organização produtiva. As participantes também receberão orientações sobre acesso a crédito, elaboração de projetos e instrumentos de fomento, ampliando o conhecimento necessário para o desenvolvimento e a estruturação de suas iniciativas. Materiais didáticos, registros das atividades, instrumentos de avaliação e relatórios técnicos serão utilizados para documentar e acompanhar os resultados das capacitações. Formação na prática A aprendizagem também será levada para o campo por meio de dias de campo e oficinas aplicadas, aproximando os conteúdos trabalhados da realidade das participantes. Outra frente do projeto será o intercâmbio entre grupos, criando espaços para troca de experiências, conhecimentos e boas práticas. As iniciativas desenvolvidas serão sistematizadas em um portfólio com casos, experiências e depoimentos. Ao final, um evento de culminância reunirá e disseminará os resultados e aprendizados construídos ao longo do projeto. Para acompanhar a evolução das ações, o projeto contará com uma metodologia de monitoramento e avaliação, considerando indicadores de participação, aprendizagem e desenvolvimento das iniciativas. Serão utilizados instrumentos qualitativos e quantitativos, relatórios periódicos e mecanismos de acompanhamento capazes de identificar avanços na adoção de práticas de gestão, organização produtiva e articulação comercial. A sistematização dessas informações permitirá identificar resultados, desafios e oportunidades de aprimoramento das ações. Mulheres no centro do desenvolvimento rural O empreendedorismo feminino rural é compreendido pelo projeto como uma estratégia de inclusão produtiva, geração de renda, autonomia econômica e desenvolvimento socioeconômico. As mulheres desempenham papel fundamental na agricultura familiar e nas economias locais, participando da produção, da organização das atividades, da gestão das propriedades e do fortalecimento das comunidades. Para o coordenador do projeto, Prof. Dr. Geraldo Rossoni Sisquini, do Departamento de Engenharia Mecânica do Centro Tecnológico da UFES, fortalecer essas mulheres significa também fortalecer todo o território em que estão inseridas. “Fortalecer o empreendedorismo feminino rural é investir diretamente no desenvolvimento das comunidades, na geração de renda e na construção de um campo mais sustentável, humano e inclusivo.” Segundo o professor, a iniciativa pretende ampliar oportunidades e criar caminhos para que mais mulheres tenham acesso ao conhecimento, à gestão, aos mercados e às políticas públicas. “Queremos contribuir para que cada mulher rural reconheça ainda mais o seu potencial como protagonista de transformação social e desenvolvimento no campo.” Parceria que conecta conhecimento e transformação A parceria entre FEST, UFES e MAPA reúne capacidade técnica, conhecimento acadêmico e políticas públicas para desenvolver ações voltadas às necessidades e potencialidades das mulheres rurais. Para a UFES, a participação no projeto também representa uma oportunidade de aplicar conhecimento técnico e metodológico na realização de ações formativas, na sistematização de diagnósticos e na produção de evidências que possam apoiar políticas públicas. Ao integrar capacitação, atividades práticas, intercâmbio, monitoramento e avaliação, o projeto busca contribuir para resultados sustentáveis e duradouros, valorizando os saberes, as experiências e o protagonismo das mulheres que fazem parte do campo brasileiro. “Quando apoiamos e fortalecemos as mulheres, fortalecemos também as famílias, as comunidades e toda a cadeia produtiva rural”, destaca Geraldo Sisquini. Texto: Vanessa Pianca Projeto: 1422  

1423 – Projeto FORMACAF/UFES/FEST avança na produção didática e conclui formação presencial de multiplicadores em Brasília

Iniciativa reúne 27 Agentes Estaduais de Formação e amplia a capacidade de atuação do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar em todo o país Desenvolvimento de Metodologia, Material Didático e Plataforma EAD para Formação de Multiplicadores do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (FORMACAF) alcançou uma importante etapa de sua execução com a realização da imersão presencial de formação de multiplicadores, realizada entre os dias 27 e 31 de julho, em Brasília (DF). Desenvolvido pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) e em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), o projeto tem como objetivo fortalecer a formação de profissionais que atuarão na disseminação da metodologia do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) nos estados brasileiros. A etapa presencial consolidou a formação de 27 Agentes Estaduais de Formação, garantindo representação em todas as unidades federativas. Paralelamente à formação dos multiplicadores, o projeto avança na produção de instrumentos que darão suporte às atividades nos territórios. Entre os materiais em fase final de produção e entrega estão o Manual Operativo do Sistema CAF, as Cartilhas Temáticas de Políticas Públicas, o Manual de Formação de Multiplicadores e a Plataforma EAD, que oferecerá suporte contínuo ao processo formativo. Antes da imersão presencial em Brasília, os participantes passaram por uma jornada de formação on-line composta por nove encontros virtuais, que totalizaram mais de 20 horas de estudos e alinhamentos teóricos. A etapa presencial possibilitou aprofundar discussões sobre políticas públicas, especificidades territoriais e estratégias operacionais relacionadas ao Cadastro Nacional da Agricultura Familiar. Brasília concentra debates e construção de estratégias territoriais  A programação presencial teve início no dia 28 de julho, com uma abertura realizada em conjunto com o MDA e a palestra “Conceituação da Agricultura Familiar”, ministrada pela professora doutora Ana Cláudia Hebling Meira, da UFES. A atividade abordou aspectos da Lei nº 11.326/2006, a questão agrária, os Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) e a diversidade do campo. Também foram iniciados os Grupos de Trabalho (GTs) voltados à construção dos Planos de Ação Estaduais. No dia 29, os participantes aprofundaram os conhecimentos sobre as modalidades do CAF, incluindo Pessoa Física e Pessoa Jurídica, a documentação necessária e o papel do cadastro como porta de entrada para o acesso às políticas públicas. Já no dia 30, a programação foi dedicada à resolução de estudos de caso reais, considerando diferentes contextos regionais e o preenchimento do CAF. O período da tarde foi destinado à articulação territorial para a elaboração dos Planos de Ação Regionais, encerrando o dia com uma atividade de integração cultural. O último dia da imersão, 31 de julho, foi marcado pela apresentação das diretrizes regionais, pactuação dos encaminhamentos e encerramento oficial da formação, com alinhamento das estratégias de monitoramento e avaliação. A formação contou com a articulação da equipe de gestão do MDA, dos 27 Agentes Estaduais de Formação e de representantes da UFES. Pela Universidade, participaram a docente responsável, Prof.ª Dr.ª Ana Cláudia Hebling Meira, os formadores Larissa Castro Loyola e Lucas Paula Sangi, ambos ligados ao Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFES, além dos bolsistas de extensão Rafael Antonio dos Santos Zucoloto, Luísa Ribeiro da Silva e Aguilar Silva Vargas Neto. Com a conclusão da imersão e a consolidação dos Planos de Ação Regionais, os multiplicadores seguem preparados para atuar diretamente nos estados, contribuindo para a disseminação da metodologia do FORMACAF e para a ampliação do acesso dos agricultores familiares às políticas públicas em diferentes regiões do país. Na UFES, o projeto é coordenado pelos professores Geral Rossoni Sisquini e Jorge Luiz dos Santos Junior.

1377- Projeto PRODOCE impulsiona recuperação produtiva e sustentabilidade em propriedades rurais da Bacia do Rio Doce

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) apoia mais uma importante iniciativa voltada o Novo Acordo do rio Doce. O projeto faz parte do capítulo 3 – Eixo de fomento às Cadeias Produtivas Agropecuárias e Florestais (Eixo Rural), do Anexo 5 – Programa de Incentivo à Educação, à Produção e de Retomada Econômica (PRE). O projeto é uma Ação do Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA, em parceria com a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (ANATER) e a Fundação Espírito-santense de Tecnologia – FEST. O ProDoce tem como objetivo conceder o apoio aos produtores rurais por meio de ações que contribuem para a recuperação produtiva das propriedades, fortalecimento das atividades agrícolas, desenvolvimento sustentável e melhoria das condições de produção de campo junto aos 40 municípios previsto do Novo Acordo do rio Doce que fazem parte do Programa de Transferência de Rende Rural (PTR-Rural). Para alcançar esse propósito, o projeto está estruturado em quatro grandes eixos de atuação: Compreender os efeitos da contaminação sobre os sistemas produtivos locais e suas cadeias, caracterizando seus impactos socioeconômicos no território; Recuperar a qualidade dos solos e das espécies vegetais em áreas produtivas; Aplicar e monitorar protocolos de reabilitação dos solos em milhares de propriedades rurais beneficiadas; Desenvolver selos e certificação por cadeias produtivas. O projeto contará com aplicação de questionários socioeconômico e agronômico que subsidiará nos diagnósticos das unidades demonstrativas. Logo após será realizado as realizações de coletas das matrizes de solo, água e vegetal para as análises de parâmetros físico-químicos, qualidade e demais questões técnicas junto a Universidade Federal do Espírito Santo que subsidiará para a implementação das Unidades Demonstrativas e Viveiros experimentais para o desenvolvimento de protocolos para ser atuados junto com a comunidade científica, produtores rurais e agentes locais visando a implementação de um selo de certificação visando homologar a qualidade produtiva. Além da aplicação dessas tecnologias, o projeto prevê assistência técnica especializada e transferência de conhecimento aos produtores rurais, promovendo a adoção de práticas mais sustentáveis e resilientes. O PRODOCE representa um importante passo para a reconstrução produtiva para a Bacia do rio Doce, reunindo ciência, inovação, assistência técnica e desenvolvimento social e territorial. A iniciativa busca não apenas recuperar a capacidade produtiva das propriedades rurais, mas também fortalecer a agricultura familiar, gerar oportunidades econômicas e contribuir para a construção de sistemas produtivos mais sustentáveis para as futuras gerações. Com sua experiência na gestão de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, a FEST reforça seu compromisso com iniciativas que promovam a integração entre conhecimento científico, desenvolvimento social e sustentabilidade ambiental e Rural, contribuindo para a transformação positiva dos territórios atendidos. Texto: Vanessa Pianca Projeto:

1253 – UFES desenvolve projeto inovador para avaliar a qualidade do solo na cafeicultura com apoio da FEST

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), está desenvolvendo um novo projeto de pesquisa voltado à sustentabilidade da cafeicultura capixaba. Intitulado “Indicadores da Qualidade do Solo sob Cultivos de Café em Diferentes Manejos”, o estudo é coordenado pelo professor Dr. Diego Lang Burak do Departamento de Agronomiado Centro de Ciências Agrárias e Engenharias da UFES. A iniciativa tem como principal objetivo criar um índice de qualidade do solo capaz de avaliar, de forma mais completa, a influência das práticas de manejo agrícola sobre a atividade microbiológica do solo e sua relação direta com a produtividade do cafeeiro. A proposta busca ampliar o olhar tradicional, que normalmente considera apenas aspectos químicos do solo, incorporando também indicadores biológicos e físicos. A hipótese central do projeto é de que a atividade enzimática do solo, fortemente influenciada por práticas de manejo químico e biológico, exerce papel decisivo na produtividade do café. Solos com maior atividade microbiológica tendem a apresentar melhor ciclagem de nutrientes, favorecendo a nutrição das plantas e, consequentemente, aumentando a produtividade, especialmente do café arábica. Nesse contexto, o projeto propõe o desenvolvimento, avaliação e validação de índices de qualidade do solo, com foco especial nos atributos microbiológicos. A ideia é fornecer ferramentas mais precisas para produtores e pesquisadores compreenderem a saúde do solo e adotarem práticas mais sustentáveis na cafeicultura.  Entre os principais objetivos do estudo, destacam-se: Quantificar e avaliar atividades enzimáticas e a presença de glomalina em solos cultivados com café sob diferentes manejos; Relacionar atributos da matéria orgânica do solo com indicadores microbiológicos, qualidade do solo e produtividade; Selecionar um conjunto mínimo de atributos químicos, físicos e biológicos para a construção de um índice capaz de diferenciar níveis de produção do café. Relevância para o Espírito Santo e o Brasil O Brasil é referência mundial na produção de café, com destaque para o café arábica (Coffea arabica L.) e o conilon (Coffea canephora). No Espírito Santo, a cafeicultura desempenha papel fundamental na economia, mas enfrenta desafios relacionados à baixa fertilidade natural dos solos e à necessidade de práticas mais sustentáveis. Tradicionalmente, o diagnóstico da fertilidade do solo baseia-se em análises químicas, utilizadas para orientar a adubação. No entanto, estudos recentes mostram que solos com características químicas semelhantes podem apresentar produtividades diferentes, devido a fatores biológicos ainda pouco considerados no manejo agrícola. Diante disso, o projeto da UFES surge como uma importante contribuição para a modernização da cafeicultura, ao incorporar bioindicadores, como a atividade enzimática,na avaliação da qualidade do solo. Esses indicadores permitem compreender melhor processos essenciais, como a ciclagem de nutrientes e a resiliência do solo frente a condições adversas.  Além de contribuir para o avanço científico, o projeto também tem um forte potencial de impacto prático. Ao disponibilizar análises laboratoriais mais completas e acessíveis, ainda pouco difundidas entre produtores, a iniciativa busca apoiar a tomada de decisão no campo, promovendo uma agricultura mais eficiente e ambientalmente responsável. A proposta também reforça o papel da UFES e da FEST no desenvolvimento de soluções inovadoras para o setor agrícola, alinhadas às demandas por sustentabilidade, segurança alimentar e conservação dos recursos naturais. Com isso, o projeto se consolida como uma importante ferramenta para fortalecer a cafeicultura capixaba, promovendo não apenas o aumento da produtividade, mas também a preservação da qualidade do solo um recurso essencial para as futuras gerações. Texto: Vanessa Pianca Projeto: 1253

1390- FEST e Axia Energia Centrais Elétricas Brasileiras S.A lançam projeto para recuperação hidroambiental na Bacia do Rio Grande (MG)

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), em parceria com a Axia Energia Centrais Elétricas Brasileiras S.A, deu início ao Projeto de Recuperação Hidroambiental e Produtivo em Assentamentos da Reforma Agrária na Bacia do Rio Grande, em Minas Gerais. Ao longo de 24 meses, a inciativa vai beneficiar diretamente 952 famílias distribuídas em 10 assentamentos da reforma agrária. A ação integra o Programa de Revitalização dos Recursos Hídricos das Bacias Hidrográficas na área de influência dos reservatórios das usinas hidrelétricas de Furnas, conforme a Resolução nº 2, de 28 de dezembro de 2023, e será apresentada pelo Departamento de Reflorestamento e Recuperação de Áreas Degradadas da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Ministério da Agricultura e Pecuária (SDI/MAPA/DEFLO). O projeto tem como objetivo central promover a revitalização e preservação dos recursos hídricos na Bacia do Rio Grande, aliando recuperação ambiental à inclusão produtiva e ao fortalecimento socioeconômico das comunidades assentadas. Entre as principais entregas previstas estão: 952 famílias com acesso a tecnologias hídricas apropriadas e capacitadas para gestão sustentável da água; Distribuição de equipamentos e kits para produção sustentável, com formação técnica para uso adequado; Assistência técnica especializada e elaboração de planos de desenvolvimento das propriedades; Capacitação em gestão de negócios e empreendedorismo, ampliando o acesso a mercados e geração de renda; Fortalecimento da resiliência hídrica e produtiva nos assentamentos atendidos. A iniciativa prevê a implantação de áreas demonstrativas para captação e armazenamento de água da chuva, sistemas de irrigação de baixo custo, tecnologias de tratamento de água, recuperação de pastagens degradadas, restauração de nascentes e matas ciliares, além da adoção de sistemas agroflorestais e práticas agroecológicas. A Bacia do Rio Grande, elemento estruturante do cenário socioeconômico mineiro, tem enfrentado, nas últimas décadas, impactos decorrentes das mudanças climáticas, da degradação ambiental e da pressão sobre os recursos naturais. Em assentamentos da reforma agrária, esses desafios se somam a índices de vulnerabilidade social e econômica. Mesmo em regiões classificadas como de baixa vulnerabilidade hídrica segundo dados oficiais, o uso intensivo do solo para agropecuária, a substituição da vegetação nativa do cerrado por pastagens subutilizadas e práticas agrícolas inadequadas têm contribuído para processos de erosão e perda de biodiversidade, afetando diretamente o regime hidrológico. O projeto surge, portanto, como uma resposta estratégica e integrada, promovendo a conservação do solo, a proteção de nascentes, o georreferenciamento das áreas, o incentivo ao associativismo e cooperativismo e a transição para modelos produtivos mais sustentáveis. Integração entre produção e conservação A proposta parte do princípio de que recuperação ambiental e fortalecimento produtivo são dimensões interdependentes. Solos conservados e disponibilidade de água de qualidade são pré-requisitos para uma agricultura resiliente. Ao mesmo tempo, práticas agroecológicas e sistemas sustentáveis reduzem a pressão sobre os recursos naturais e contribuem para a saúde da bacia hidrográfica. A diretora da FEST, Patrícia Bourguignon, e coordenadora do projeto, destaca a relevância estratégica da iniciativa: “Este projeto representa um compromisso concreto com a sustentabilidade ambiental e com a dignidade das famílias assentadas. Ao integrar recuperação hidroambiental, capacitação técnica e fortalecimento produtivo, estamos construindo um ciclo virtuoso que une conservação dos recursos hídricos, geração de renda e desenvolvimento social. Acreditamos que investir nas pessoas e no território é a melhor forma de garantir a saúde da Bacia do Rio Grande e um futuro mais resiliente para essas comunidades.” Com metodologia participativa, valorizando os saberes locais e promovendo trocas de experiências, o projeto pretende consolidar um modelo de desenvolvimento rural que una segurança hídrica, segurança alimentar e inclusão socioeconômica, contribuindo de forma estruturante para a sustentabilidade da Bacia do Rio Grande, em Minas Gerais.

1385-FEST apoia ICMBio na elaboração de propostas para criação de novas Unidades de Conservação Federais

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) firmou novo projeto com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, por meio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), vinculado à sua Diretoria de Criação e Manejo de Unidades de Conservação, para a elaboração de propostas de criação de Unidades de Conservação (UCs) Federais em todo o país. A iniciativa reforça o compromisso institucional com a agenda ambiental brasileira e com o fortalecimento das políticas públicas voltadas à conservação da biodiversidade, em consonância com metas nacionais e internacionais de proteção territorial. O projeto tem como objetivo central a elaboração de propostas técnicas para a criação de Unidades de Conservação Federais, contribuindo para a ampliação e consolidação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC).  Objetivos específicos Entre as principais ações previstas estão: Levantamento e sistematização de informações e dados existentes nas áreas propostas para criação de UCs; Apoio à realização de estudos técnicos necessários para fundamentar as propostas; Apoio ao processo de articulação social nas fases analítica e consultiva, promovendo o engajamento da sociedade; Apoio à divulgação de informações sobre as propostas, ampliando a participação social; Elaboração de relatório final com resultados e recomendações, além da produção de artigo para publicação científica. O ICMBio tem entre suas atribuições a proposição de novas Unidades de Conservação, alinhada a compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, como o Quadro Global de Biodiversidade Kunming-Montreal, firmado em 2022, que estabelece a meta de proteger ao menos 30% das áreas terrestres, águas continentais e zonas costeiro-marinhas até 2030. No âmbito nacional, o projeto dialoga com diretrizes estratégicas do Governo Federal, como o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm) – 5ª Fase (2023–2027) e a atualização do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas no Cerrado, que priorizam a criação e ampliação de Unidades de Conservação como instrumento de ordenamento territorial e proteção ambiental. Em 2024, o ICMBio realizou a “Oficina de Trabalho: Critérios e Priorização para a Criação de Unidades de Conservação Federal”, que definiu cerca de 60 propostas prioritárias para o biênio 2025/2026, com horizonte até 2030. Diante do volume e da complexidade dos processos, o apoio técnico especializado torna-se essencial para garantir celeridade, qualidade técnica e efetividade às instruções processuais. A urgência também se relaciona à realização da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-30), que acontecerá no Brasil em 2025, configurando uma importante janela política e institucional para o avanço da agenda ambiental. O projeto prevê como principais resultados: Propostas estruturadas de criação de Unidades de Conservação Federais; Roteiro sistematizado do processo de criação de UCs; Relatório consolidado com resultados e recomendações; Produção de artigo técnico-científico para publicação. A criação de áreas protegidas é estratégica para a manutenção da biodiversidade, a mitigação das mudanças climáticas e a promoção da qualidade de vida, especialmente para populações vulneráveis que dependem diretamente dos recursos naturais. Além disso, o fortalecimento da gestão territorial integrada amplia a participação social, reduz sobreposições institucionais, promove maior sinergia entre entes federativos e assegura um olhar sistêmico sobre a paisagem, tornando os processos mais eficientes e menos burocráticos. Com mais essa parceria, a FEST reafirma seu papel como instituição de apoio à execução de políticas públicas estruturantes, contribuindo para a construção de soluções técnicas que impactam positivamente o meio ambiente e a sociedade brasileira. Texto: Vanessa Pianca

1299- UFES desenvolve projeto inovador para produção de fibras funcionais de celulose para a indústria têxtil

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em parceria com a Klabin e com apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), deu início ao projeto Produção de Fibra Funcional de Microfibrilas de Celulose para a Indústria Têxtil, uma iniciativa que une ciência, inovação e sustentabilidade para o desenvolvimento de novos materiais aplicáveis ao setor têxtil. O projeto é coordenado pelo Professor Dr. Michel Picanço Oliveira, do Departamento de Ciências Florestais e da Madeira (DCFM) do Centro de Ciência Agrária e Engenharia (CCAE), e tem como foco o desenvolvimento de fios e fibras em escala laboratorial, buscando atender aos padrões técnicos exigidos pela indústria têxtil contemporânea. Entre os principais objetivos da pesquisa estão: Desenvolver e caracterizar fios e fibras em escala laboratorial com potencial de aplicação industrial; Definir as análises necessárias para avaliação dos filamentos após seu desenvolvimento; Produzir e caracterizar filamentos à base de microfibrilas de celulose (MFC) combinadas com material carbonáceo proveniente da lignina; Produzir e caracterizar filamentos de MFC com materiais carbonáceos, como o negro de fumo; Comparar a qualidade dos fios desenvolvidos no projeto com os fios atualmente utilizados pela Cedro Têxtil. Sustentabilidade e inovação no setor têxtil As microfibrilas de celulose (MFC) vêm ganhando destaque em pesquisas científicas por se tratarem de uma alternativa sustentável aos materiais petroquímicos, uma vez que são derivadas do biopolímero mais abundante do planeta. Áreas como a biomédica e a têxtil têm se beneficiado do avanço dessas pesquisas, buscando novos produtos com menor impacto ambiental. No setor têxtil, há um movimento crescente para ampliar a oferta de fios de celulose, indo além dos fios naturais e sintéticos tradicionais. A produção de fios de MFC pode ocorrer com ou sem a adição de polímeros, sendo que, em determinados casos, o uso de solventes e processos em fluxo contínuo contribui para a otimização da fiação. A qualidade final dos fios de MFC está diretamente relacionada às características do processo de fiação, às dimensões das microfibrilas e aos aditivos químicos utilizados. Esses fatores permitem a produção de filamentos com propriedades específicas, como características antifúngicas, antiestáticas e antichamas, abrindo caminho para o desenvolvimento de tecidos inteligentes. Fibras funcionais e aplicação industrial  Os tecidos inteligentes têm sido amplamente estudados, especialmente com a incorporação de materiais condutores que conferem propriedades antiestáticas aos fios. O controle da eletricidade estática em materiais têxteis contribui para o conforto do usuário e para a redução de riscos associados a descargas elétricas em ambientes industriais. Atualmente, matrizes como nylon e politereftalato de etileno (PET) são comumente utilizadas com a inserção de materiais condutores. No entanto, esses fios apresentam alto custo de produção e não são biodegradáveis. Nesse contexto, o projeto da UFES busca desenvolver fibras funcionais à base de MFC, com propriedades antiestáticas adequadas, sustentáveis e com potencial de aplicação direta nos produtos fabricados pela Cedro Têxtil.  Entre os principais resultados esperados do projeto estão: Desenvolvimento de filamentos de MFC com propriedades adequadas para a indústria têxtil; Utilização de material carbonáceo derivado da lignina na produção de filamentos com propriedades antiestáticas; Avaliação das propriedades físicas e funcionais dos filamentos como indicadores de desempenho e qualidade. Com o apoio da FEST, o projeto reforça o compromisso da UFES com a pesquisa aplicada, a inovação tecnológica e o desenvolvimento de soluções sustentáveis, fortalecendo a interação entre universidade e setor produtivo. Texto: Vanessa Pianca Projeto 1299

963 – Projeto de extensão visa impulsionar a fruticultura na região norte do Espírito Santo

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), está promovendo o Projeto de Extensão denominado “Implantação e Desenvolvimento da Fruticultura na Região Norte do Espírito Santo”. Este projeto, liderado pelo Professor Dr Moises Zucoloto, do Departamento de Agronomia da UFES, visa catalisar o potencial agrícola da região, especialmente no que diz respeito à fruticultura. A Região Norte do Espírito Santo tem se destacado como um terreno fértil para o cultivo de diversas frutas devido a uma combinação de fatores favoráveis. Diferentes tipos de solos e condições climáticas diversas oferecem oportunidades para a implementação de uma ampla variedade de cultivos frutíferos. Além disso, a predominância da agricultura familiar na região torna a fruticultura uma opção especialmente atrativa, oferecendo uma alternativa sustentável às atividades agrícolas tradicionais, como a cafeicultura e a pecuária. O projeto, que conta com o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes), tem como objetivo central a instalação de Unidades de Referência Tecnológica (URTs) em 26 municípios da região Norte do estado. Estas URTs servirão como centros de assistência técnica e científica, fornecendo orientação e apoio aos produtores locais. O Professor Moises Zucoloto destaca a importância deste projeto, ressaltando sua semelhança com iniciativas anteriores na região do Caparaó, porém com um escopo expandido, abrangendo um maior número de municípios. As URTs instaladas no Caparaó já têm mostrado resultados positivos, impulsionando a produção e a qualidade dos frutos na região, e agora espera-se que essa experiência bem-sucedida seja replicada no Norte do Espírito Santo. Os municípios beneficiados pelo projeto estão distribuídos em três microrregiões: Centro-Oeste, Nordeste e Noroeste. Em cada um desses municípios, dois produtores rurais serão selecionados para participar das atividades de capacitação e receber assistência direta. Isso totalizará 52 produtores beneficiados pelo projeto. Além disso, está prevista a melhoria da infraestrutura dos locais estratégicos, como o Centro Universitário Norte do Espírito Santo (Ceunes/Ufes) e os Institutos Federais em Barra de São Francisco, Montanha e Itapina, onde serão realizadas as capacitações. Em resumo, o Projeto de Extensão “Implantação e Desenvolvimento da Fruticultura na Região Norte do Espírito Santo” representa uma importante iniciativa para explorar o potencial agrícola da região, promovendo a diversificação e o crescimento sustentável do setor frutífero, além de fortalecer a agricultura familiar e impulsionar a economia local. Com a colaboração de diversas instituições e o engajamento dos produtores locais, espera-se que este projeto traga benefícios significativos para a comunidade e para o desenvolvimento regional como um todo. Projeto 963 Texto: Vanessa Pianca

961 – UFES E FEST avaliam eficácia de produto orgânico foliar em Café Conilon

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em parceria com a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) e a ICL América do Sul, iniciou um inovador projeto de pesquisa focado na avaliação da eficiência de aplicação e da eficácia de um produto orgânico foliar. A pesquisa, liderada pelos professores Dr. Antelmo Ralph Falqueto e Dr. Edney Leandro da Vitória do Departamento de Ciências Agrárias e Biológicas (DCAB) do Centro Universitário Norte do Espirito Santos (CEUNES) da UFES, conta com a participação de três estudantes de iniciação científica e um aluno de mestrado em Agricultura Tropical. O café é uma das principais commodities agrícolas do Brasil, destacando-se como o maior produtor e exportador mundial. Em 2019, o Espírito Santo produziu aproximadamente 10,5 milhões de sacas de café Conilon (Coffea canephora), correspondendo a cerca de 78% da produção nacional, solidificando sua posição como maior produtor dessa espécie no Brasil (CONAB, 2020). A cafeicultura é, portanto, uma atividade vital para a geração de empregos, tributos e de receitas. A produção de mudas saudáveis e vigorosas é essencial para formar cafeeiros produtivos. No café Conilon, a propagação assexuada representa cerca de 90% das mudas produzidas, garantindo características homogêneas e desejáveis, como copa bem formada, ramos produtivos vigorosos, colheita uniforme e resistência a doenças (FILHO et al., 2019; FILHO et al., 2021). O principal objetivo deste projeto é avaliar a eficácia de um produto orgânico foliar nas respostas ao estresse térmico e oxidativo em mudas e plantas de café Conilon. Os objetivos específicos incluem: Avaliar a eficácia do produto nas respostas ao estresse térmico e oxidativo. Avaliar o potencial de adesão do produto nas folhas das mudas. Analisar a qualidade da pulverização por meio do percentual de área coberta, densidade de gotas e diâmetro de gotas. Estabelecer relações entre a eficácia e a eficiência da distribuição do produto nas folhas de café Conilon. Para avaliar o espectro de gotas da calda, serão utilizadas etiquetas de papel hidrossensível, e inicialmente será empregada água misturada com o traçador Azul Brilhante, detectado por absorbância em espectrofotometria (Vitória et al., 2018). Posteriormente, o mesmo procedimento será realizado com o produto comercial. As etiquetas serão digitalizadas e analisadas quanto à cobertura, espectro e densidade de gotas pelo software Image Tool versão 3®. Serão avaliados parâmetros como diâmetro da mediana volumétrica (DMV), amplitude relativa (AR), densidade de gotas (DEN) e cobertura (COB). A fluorescência da clorofila será medida utilizando um fluorômetro portátil, com análises registradas e avaliadas de acordo com o teste JIP. As análises de fluorescência serão realizadas a cada 15 dias até o final do experimento. O crescimento das plantas será avaliado semanalmente, e ao final do experimento, será realizada a análise química de cálcio nas folhas. Resultados As conclusões apresentadas abaixo são apenas “observacionais” e momentâneas dado que as análises estatísticas serão realizadas após a segunda aplicação. Em termos de tecnologia de aplicação, segue que: Aumentando a taxa de aplicação (volume de calda) há maior possibilidade de escorrimento do produto em função de gotas grandes que se agregam A taxa de aplicação de 500 L ha-1 é excessiva em termos de cobertura e densidade de gotas Independente da taxa de aplicação a ponta do tipo cone vazio proporciona melhor distribuição do produto no alvo, formando uma “película” uniforme do produto Para uma  proteção fotoquímica efetiva é necessário aplicação do produto pelo menos a cada 30 dias Há necessidade de o estudo ser replicado em condições diferentes: aplicação com pulverizador tratorizado, diferentes estágios de desenvolvimento da cultura e com mistura em calda com outros produtos. Segundo o coordenador do projeto, Prof. Dr. Edney “O Projeto apresentou resultados importantes e aplicáveis do ponto de vista prático, a partir de agora há uma indicação clara de quais as melhores configurações, regulagens dos equipamentos de aplicação e doses do protetor solar e biofertilizante que devem ser utilizadas que aumentam a eficácia dos resultados com maior eficiência e qualidade na deposição das gotas do produto nas folhas. Outro ponto que não pode ser ignorado é a parceria público-privada, no caso do projeto ambos foram beneficiados, a Empresa agregou ao portfólio do produto dados técnicos com bases científicas e metodológicas e a Universidade formou recursos humanos de qualidade e um banco de dados robusto para análise e publicações científicas consistentes”. Este projeto contribuiu significativamente para a melhoria da eficiência e eficácia da aplicação de produtos orgânicos na cafeicultura, proporcionando uma melhor adaptação das plantas às condições ambientais adversas e promovendo uma cafeicultura mais sustentável e produtiva. A UFES, juntamente com a FEST e a ICL América do Sul, reafirma seu compromisso com a inovação e o desenvolvimento sustentável na agricultura. Projeto 961 Texto Vanessa Pianca