FEST – Fundação Espírito-santense de Tecnologia

FEST e PMBA destacam ciência, gestão e impacto social no primeiro dia do Congresso Brasileiro de Oceanografia

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) e o Programa de Monitoramento da Biodiversidade Aquática (PMBA), em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), marcaram presença no primeiro dia do 9º Congresso Brasileiro de Oceanografia (CBO) com uma programação dedicada à pesquisa, ao monitoramento ambiental, à gestão de projetos científicos e aos impactos sociais relacionados ao desastre do Rio Doce.

O destaque do dia foi o início do simpósio “Do Rio ao Mar: o maior programa de monitoramento ambiental do Brasil”, que reuniu pesquisadores, profissionais e especialistas envolvidos com o PMBA. Durante a manhã, foram realizadas apresentações do Prof. Dr. Alex Cardoso Bastos, do Prof. Dr. Fabian Sá e da equipe da Assessoria Técnica, representada pela Dra. Laura Vieira e pela Me. Fernanda Jurka, ampliando o debate sobre os resultados, experiências e conhecimentos produzidos pelo programa.

Na parte da tarde, a programação avançou para um tema fundamental para a consolidação da pesquisa científica: a gestão de projetos como alavanca para o sucesso de iniciativas científicas. A palestra, conduzida por Patrícia Bourguignon Soares, apresentou a importância da gestão para garantir estrutura, organização e condições para que a ciência produza resultados duradouros.

Um dos principais aspectos destacados foi o legado construído pelo PMBA ao longo de sete anos. Cerca de 1.270 pessoas já passaram pelo programa, entre profissionais, estudantes de graduação e pós-graduação. Atualmente, mais de 500 pessoas estão envolvidas diretamente em suas atividades. Além da formação e qualificação de pesquisadores, o programa contribuiu para o fortalecimento da infraestrutura científica, com reformas e implantação de novos laboratórios em diferentes regiões do Brasil.

Ao abordar esse legado, Patrícia destacou a dimensão estratégica da gestão na pesquisa: “Gestão também é pesquisa.” A afirmação sintetiza o papel da organização e do planejamento para transformar recursos e conhecimento em resultados concretos, fortalecendo a ciência e deixando estruturas e oportunidades para as próximas gerações.

Encerrando a programação, o consultor do PMBA junto à FEST, Sérgio Augusto Domingues, participou da discussão sobre “Impacto na sociedade e subsídio à tomada de decisão”, com foco nos impactos sociais do desastre do Rio Doce. O debate reforçou a necessidade de que o monitoramento ambiental considere também as dimensões sociais e humanas dos territórios afetados.

Ao destacar essa perspectiva, Sérgio ressaltou: “Se a gente não olhar o desastre de forma humana, como isso afetou as pessoas, a gente vai olhar e achar que passou. Mas não passou.” A reflexão reforça a importância de uma abordagem que vá além dos indicadores ambientais e considere as transformações vivenciadas pelas comunidades e pelos territórios atingidos.

O primeiro dia do CBO evidenciou, assim, a amplitude do trabalho desenvolvido pelo PMBA: um programa que integra monitoramento ambiental, pesquisa científica, formação de pessoas, infraestrutura, gestão e impacto social. A participação da FEST, em parceria com UFES e ICMBio, reafirma o compromisso com uma ciência conectada às necessidades dos territórios e capaz de contribuir para a conservação da biodiversidade e para a tomada de decisões.

Ciência, monitoramento e conservação conectando conhecimento e território.