FEST – Fundação Espírito-santense de Tecnologia

TERMO DE COOPERAÇÃO ENTRE UFES E FEST PARA DESENVOLVIMENTO DE INFRAESTRUTURA DO PERFILADOR DE FIBRA ÓPTICA PARA TANQUES DE FPSO

TERMO DE COOPERAÇÃO ENTRE UFES E FEST PARA DESENVOLVIMENTO DE INFRAESTRUTURA DO PERFILADOR DE FIBRA ÓPTICA PARA TANQUES DE FPSO   A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e a Fundação Espírito-santense (FEST) firmaram um Termo de Cooperação (TC) que visa proporcionar a infraestrutura laboratorial e os equipamentos necessários para o desenvolvimento do projeto de pesquisa intitulado “Perfilador com Fibra Óptica para Tanques de FPSO”. Sob a coordenação do Prof. Dr. Anselmo Frizera Neto, do Departamento de Engenharia Elétrica do Centro Tecnológico da UFES, esta parceria promete avanços expressivos na indústria de petróleo. O projeto tem como meta a criação de uma infraestrutura laboratorial robusta para atender às necessidades de pesquisa e desenvolvimento de novos sensores ópticos. Os objetivos específicos incluem: Infraestrutura Laboratorial Básica: Desenvolvimento de um espaço equipado para a fabricação e montagem dos sensores em fibra óptica, essenciais para diversas aplicações na indústria petrolífera. Testes e Análises de Materiais: Criação de um ambiente adequado para a realização de testes de longa duração e análises de degradação dos materiais, garantindo a durabilidade e eficiência dos sensores. Padronização de Processos: Estabelecimento de protocolos para a caracterização e calibração dos sensores de fibra óptica, visando a padronização e a “produtização” do Perfilador Óptico para medições precisas de nível de interface água-óleo. O projeto surge da necessidade de complementar a estrutura laboratorial existente na UFES para suportar as atividades propostas pelo “Perfilador com Fibra Óptica para Tanques de FPSO”. A proposta inclui o desenvolvimento de sensores ópticos inovadores para medir condutividade térmica, salinidade e a proporção de água em óleo, além de etapas para transformar o Perfilador Óptico em um produto comercializável. NECESSIDADES IDENTIFICADAS Fabricação de Sensores: Para a fabricação dos sensores em fibra óptica, é crucial dispor de uma infraestrutura básica que suporte o processo de prototipagem e customização. Testes de Longa Duração: A realização de testes prolongados nos componentes dos sensores é essencial para avaliar sua performance em operações de longo prazo e resistência a condições adversas, como fadiga e inércia química. Caracterização e Calibração: A padronização dos processos de caracterização e calibração é fundamental para assegurar a precisão e a repetibilidade dos sensores, especialmente no contexto do Perfilador Óptico para medições de interface água-óleo. Com esta colaboração, a UFES e a FEST reforçam seu compromisso com a inovação tecnológica e o desenvolvimento de soluções avançadas para a indústria de petróleo, fortalecendo a capacidade de pesquisa e a formação de profissionais altamente qualificados na área de sensores ópticos. texto: Vanessa Pianca Projeto 1052

PROJETO DE EXTENSÃO DA UFES PROMOVE UTILIZAÇÃO DO AÇO NA CONSTRUÇÃO CIVIL

PROJETO DE EXTENSÃO DA UFES PROMOVE UTILIZAÇÃO DO AÇO NA CONSTRUÇÃO CIVIL Parceria entre Universidade, Indústria e FEST busca ampliar conhecimentos e incentivar uso do metal na construção.   O Departamento de Engenharia Civil do Centro Tecnológico (CT) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) liderou um projeto em parceria com a ArcelorMittal Brasil e com o apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST). Sob a coordenação do Prof. Dr. Macksuel Soares de Azevedo, o projeto intitulado “O Aço como Matéria-prima para a Construção Civil” tem como objetivo principal fomentar o uso do aço em construções por meio de eventos de extensão, servindo como um instrumento de capacitação complementar aos profissionais da área. Nos últimos anos, houve um aumento significativo na utilização do aço na construção civil, principalmente devido aos benefícios dos sistemas estruturais feitos deste metal. No entanto, apesar das vantagens como liberdade e flexibilidade arquitetônica, redução do prazo de execução, precisão dimensional e alívio de cargas nas fundações, a construção em aço ainda representa uma parcela pequena do Produto Interno Bruto (PIB) do segmento da construção civil. A coordenação do projeto destaca que essa baixa participação está ligada à cultura tradicional do concreto, à remuneração reduzida da mão de obra operacional e ao limitado estímulo nos cursos de engenharia e arquitetura. Para enfrentar esses desafios, o projeto de extensão buscou não apenas disseminar o conhecimento sobre as vantagens do aço na construção civil, mas também capacitar profissionais para sua utilização eficiente e sustentável. Por meio de uma série de eventos como palestras, minicursos e workshops, o projeto visou fornecer conhecimentos tecnológicos sobre soluções industrializadas e com baixos impactos ambientais. Além disso, a parceria entre a UFES, ArcelorMittal Brasil e FEST permite uma integração entre a academia, pesquisa e a indústria, possibilitando a troca de experiências e o desenvolvimento de novas tecnologias e práticas no setor da construção civil. Para o Prof. Dr. Macksuel Soares de Azevedo, coordenador do projeto, “é fundamental que os profissionais da área estejam atualizados sobre as melhores práticas e tecnologias disponíveis, e o uso do aço na construção civil é uma dessas áreas que requer mais atenção e investimento. Com essa parceria entre universidade, indústria e Fundação, esperamos contribuir significativamente para o desenvolvimento sustentável do setor”.

DESENVOLVIMENTO DE METODOLOGIAS DE CORRELAÇÃO DE PARÂMETROS DE VIA E PARÂMETROS DINÂMICOS MEDIDOS COM O VAGÃO INSTRUMENTADO

  DESENVOLVIMENTO DE METODOLOGIAS DE CORRELAÇÃO DE PARÂMETROS DE VIA E PARÂMETROS DINÂMICOS MEDIDOS COM O VAGÃO INSTRUMENTADO   O transporte ferroviário desempenha um papel vital na movimentação eficiente de cargas, e a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) apoia iniciativas que visam aprimorar sua segurança e eficácia. Um desses esforços é o projeto liderado pelo Prof. Dr. Guilherme Fabiano Mendonça dos Santos, do Laboratório de Dinâmica Ferroviária (LABTDF) do Departamento de Engenharia Mecânica do Centro Tecnológico da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Este projeto propõe o desenvolvimento de estratégias inovadoras para a avaliação dos parâmetros medidos pelo vagão instrumentado, com o objetivo de elevar os padrões de segurança no transporte ferroviário de carga na EFVM – VALE. Sob a orientação do Prof. Dr. Guilherme, a equipe buscou aprofundar a compreensão dos dados obtidos pelo vagão instrumentado, desenvolvendo modelos específicos e procedimentos de medição adequados.   Um dos principais focos foi a eliminação do uso do rodeiro instrumentado por meio de medições indiretas realizadas em posições mais estratégicas do truque. Esta abordagem não apenas simplifica o processo de medição, mas também oferece potencial para uma avaliação mais precisa dos parâmetros de via e sua influência na segurança operacional. Além disso, o projeto investigou o impacto dos parâmetros de via na dinâmica dos veículos e na segurança operacional, utilizando modelos computacionais avançados e dados de campo fornecidos pela EFVM – VALE. Essa análise aprofundada permitirá à equipe identificar áreas de melhoria na infraestrutura ferroviária, contribuindo para um sistema mais seguro e eficiente como um todo. Outro aspecto inovador é a exploração de sensores autônomos para medições em vagões da EFVM. Essa tecnologia promissora tem o potencial de fornecer dados em tempo real, permitindo uma monitorização contínua da integridade dos componentes ferroviários e uma resposta proativa a possíveis problemas. Além dos objetivos técnicos, o projeto também visa promover o desenvolvimento de recursos humanos qualificados, incluindo a formação de um pós-doutorado, alunos de mestrado e Iniciação Científica. A parceria entre a universidade e a indústria ferroviária oferece uma oportunidade única para o intercâmbio de conhecimentos e a formação de uma competência nacional robusta no campo da tecnologia ferroviária. O Projeto não apenas beneficia a VALE e a comunidade ferroviária, mas também fortalece o compromisso do Brasil em se tornar um líder em tecnologia ferroviária. Com seu enfoque na inovação, colaboração e excelência acadêmica, este projeto exemplifica o compromisso da Fundação Espírito-santense de Tecnologia em impulsionar o avanço tecnológico e o desenvolvimento sustentável do país. Texto: Vanessa Pianca PROJETO 860

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO (UFES) E FUNDAÇÃO ESPÍRITO-SANTENSE DE TECNOLOGIA IMPULSIONAM AVANÇOS EM MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO (UFES) E FUNDAÇÃO ESPÍRITO-SANTENSE DE TECNOLOGIA IMPULSIONAM AVANÇOS EM MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL   A busca por soluções inovadoras e sustentáveis na indústria da construção civil tem sido uma prioridade crescente em todo o mundo. Nesse contexto, o Projeto da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com o apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia, emerge como uma iniciativa promissora. Coordenado pelo professor Dr. Patrício José Moreira Pires do Departamento de Engenharia Civil  do Centro Tecnológico da UFES, esse projeto visa explorar o potencial da escória de Ferro-Níquel na produção de aglomerantes hidráulicos, aditivos melhoradores de solos e agregados para utilização em concretos asfálticos e micro revestimentos asfálticos. O cimento Portland tem sido historicamente o aglomerante hidráulico mais utilizado globalmente na construção civil. No entanto, sua produção em larga escala tem impactos significativos no meio ambiente e na economia. O Projeto busca explorar alternativas viáveis e sustentáveis, com foco na escória de Ferro-Níquel, um coproduto da indústria siderúrgica. Esta iniciativa destaca-se não apenas pela sua importância ambiental, mas também pelo seu potencial para aprimorar a qualidade dos materiais de construção. A escória de Ferro-Níquel, até então considerada um resíduo da indústria, está sendo reavaliada como uma matéria-prima valiosa para a construção civil. Este projeto propõe o desenvolvimento de aglomerantes hidráulicos e aditivos para solos, bem como agregados para concretos asfálticos e micro revestimentos asfálticos, utilizando a escória de Ferro-Níquel como componente principal. Esta abordagem não apenas oferece uma destinação ambientalmente consciente para esse coproduto, mas também promete melhorar o desempenho técnico dos materiais produzidos. O Projeto está estruturado em duas fases distintas. Na Fase A, a ênfase está no beneficiamento da escória de Ferro-Níquel para produção de cimento Portland composto e melhoramento de solos para pavimentação. A Fase B visa ampliar as aplicações da escória de Ferro-Níquel, explorando sua utilização em concretos asfálticos e micro revestimentos asfálticos. Um aspecto fundamental desse projeto é sua contribuição para a economia circular. Ao transformar um resíduo industrial em matéria-prima para novos produtos na construção civil, o projeto demonstra o potencial de uma abordagem mais sustentável e eficiente na gestão de recursos. Além disso, essa iniciativa está alinhada com os esforços globais para promover práticas sustentáveis nos setores produtivos, ao mesmo tempo em que impulsiona a inovação e o desenvolvimento científico-tecnológico. Este projeto, representa um passo significativo em direção a uma construção civil mais sustentável e eficiente. Ao explorar o potencial da escória de Ferro-Níquel em diferentes aplicações, esta iniciativa não apenas aborda questões ambientais urgentes, mas também promove o avanço tecnológico e a inovação na indústria da construção. Com a colaboração entre academia, indústria e entidades de pesquisa, projetos como este têm o poder de transformar positivamente o cenário da construção civil, tornando-a mais resiliente e sustentável para as gerações futuras. Projeto 819 e 1063 Texto Vanessa Pianca

1175- PROJETO DE EXTENSÃO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EM ANÁLISE FÍSICO-QUÍMICA DE BEBIDAS DE ORIGEM VEGETAL

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) dão início ao Projeto de Extensão “Análise Físico-Química de Bebidas de Origem Vegetal: Prestação de Serviços Especializados à Comunidade”, que será desenvolvido no Laboratório de Análise de Bebidas de Origem Vegetal do Espírito Santo (LABEVES) vinculado ao Instituto de Tecnologia da UFES (ITUFES). Este projeto, é coordenado pelo Professor Dr.  Márcio Coelho de Mattos do Departamento de Engenharia Mecânica do Centro Tecnológico e Diretor Técnico do ITUFES, tem como principal objetivo regular a prestação de serviços de análise físico-química de bebidas de origem vegetal. A pesquisa visa disponibilizar aos produtores e importadores uma gama de ensaios e análises que proporcionem informações cruciais sobre a qualidade de seus produtos, conferindo diferenciais em relação a produtos semelhantes. Além disso, também fornecerá informações sobre a conformidade dos produtos às normas de qualidade físico-química aplicáveis, desempenhando um papel crucial no controle de qualidade das bebidas disponíveis no mercado. Este serviço assume uma relevância significativa no panorama do controle de qualidade das bebidas, podendo ser utilizado como suporte às ações de controle e fiscalização de órgãos reguladores como o Ministério da Agricultura e Pecuária, Secretaria de Estado da Saúde e Secretarias Municipais. A análise físico-química desempenha um papel vital na garantia de que as bebidas atendam aos padrões estabelecidos, assegurando a saúde e segurança dos consumidores. Informações do Projeto: Coordenação: Professor Dr. Márcio Coelho de Mattos, Departamento de Engenharia Mecânica do Centro Tecnológico e Diretor Técnico do ITUFES. Coordenador adjunto: José Sirkis Gottlieb, Centro Tecnológico e Diretor Administrativo do ITUFES. Fiscalização: Professor Dr. Manoel Gregório da Silva Neto, Departamento de Engenharia Mecânica do Centro Tecnológico da UFES. Duração: 36 meses. A pesquisa propõe não apenas expandir a capilaridade dos serviços oferecidos pelo Laboratório de Análise de Bebidas de Origem Vegetal do Espírito Santo (LABEVES), mas também criar oportunidades para a ampliação dos serviços disponíveis. Além disso, busca garantir recursos para a manutenção da acreditação, promovendo a excelência na realização das análises físico-químicas. A FEST, através deste projeto, reafirma seu compromisso com a qualidade, segurança e inovação, contribuindo assim para o desenvolvimento sustentável da comunidade e do setor de bebidas de origem vegetal. Uma Década de Inovação e Colaboração: O Compromisso da FEST com o LABEVES O Laboratório de Bebidas de Origem Vegetal (LABEVES) é um destaque no Brasil. Desde 2014, o LABEVES junto com a FEST desenvolve um projeto, que tem sido um catalisador para o desenvolvimento de ensaios e análises laboratoriais. Atuando como um elo entre o conhecimento acadêmico e as demandas práticas da indústria. Sua especialização? A análise de vinhos, vinagres e cervejas, com emissão de certificados em conformidade com as diretrizes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Portarias: nº 415 12/08/2010 e nº 341, de 18/09/2014. É lá que as bebidas, em maioria vinhos importados, são testados e aprovados para serem comercializadas. Sem o registro Mapa, a bebida não deve ser consumida. Desde 21 de setembro de 2016, o Labeves está acreditado pela Coordenação Geral de Acreditação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia Inmetro (CGCRE/Inmetro) sob a ACREDITAÇÂO N0 CRL1148. A maioria das análises realizadas concentra-se em vinhos importados, submetidos a uma análise rigorosa das bebidas recebidas no Porto de Vitória. A importância dessa etapa é crucial, pois garante que essas bebidas atendam às exigências legais e, mais importante ainda, que sejam autênticas, afastando a ameaça de falsificação ou adulteração. Sem o registro Mapa, uma bebida não é autorizada para consumo. O Labeves é o resultado do esforço de profissionais da Ufes (professores e técnicos administrativos), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Sindicato do Comercio de Exportação e Importação do Espírito Santo (Sindiex), os quais tinham como principal objetivo criar um laboratório de excelência na Universidade que pudesse atender à demanda de análises criada pela importação de bebidas pelo Porto de Vitória. Hoje, ele é o único laboratório acreditado da Ufes. Projeto 1175 texto Vanessa Pianca

852 – Projeto de formação em produção de petróleo e gás natural: saiba mais!

Nos últimos anos, a indústria de petróleo têm testemunhado diferentes mudanças no setor, impulsionadas pelos avanços tecnológicos. De acordo com pesquisa realizada pela Agência Internacional de Energia (AIE), devido às crescentes pesquisas e inovação nesse ramo, espera-se que tanto o setor, quanto a produção mundial de petróleo, cresça em cerca de 5,8 milhões, até 2028. Pensando nisso, a Fundação Espírito-Santense de Tecnologia (FEST) tem desenvolvido, há alguns anos, o Programa de Formação de Recursos Humanos para o Setor de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (PRH-ANP), que é uma ferramenta de gestão pensada como forma de executar a política pública prevista na Lei n° 9.478/1997, do Petróleo. Essa lei é responsável por tratar do estímulo à pesquisa e adoção de novas tecnologias no setor em questão. Deseja saber mais sobre os projetos que a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) apoia? Então confira esse conteúdo produzido por nós, do Blog da FEST, em parceria com nossos especialistas. Boa leitura! Veja também – Projeto de energia solar no ES recebe prestigioso prêmio em 2023: confira! Conheça os objetivos do projeto e suas perspectivas! O Programa de Formação de Recursos Humanos para o Setor de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (PRH-ANP) teve início entre os anos de 1999 e 2018. Ele foi criado com o objetivo de formar mão de obra especializada para inserção no mercado de trabalho, e, também, o desenvolvimento de novas pesquisas para o setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis. A segunda fase do projeto – que teve início em 2019 e está em vigência até o momento -, passou a ser realizada com a previsão de conceder 880 bolsas por ano com taxa de bancada proporcional a 30% do valor da bolsa, que resultou em um orçamento estimado em cerca de R$220 milhões, para 55 programas. Confira quais os resultados alcançados pelo projeto! Até o momento, o projeto alcançou diversos resultados, sendo eles a formação de graduandos, mestrandos e pós-doutores, todos integrados à inserção no mercado de trabalho, além de ser responsável pela organização de seminários profissionais. “Alcançamos muitos resultados por meio dessa iniciativa, mas, temos o objetivo de conquistar muito mais. Para este ano, por exemplo, um dos nossos principais objetivos é selecionar novos bolsistas de graduação, mestrado e doutorado. Para nós é essencial promover e gerar conhecimento. Por isso, valorizamos os 16 participantes que estão conosco nessa jornada, visto que em conjunto, temos a oportunidade de explorar cada vez mais o setor e as inovações que crescem junto dele”. Oldrich Joel Romero Guzman,coordenador do projeto.   Acompanhe a FEST! Confira nossa agenda completa de cursos e acompanhe nossas redes sociais para ter acesso aos nossos conteúdos em primeira mão! Projeto – 852 Texto: Agência Tipz

FEST desenvolve projeto de monitoramento e inspeção de possíveis falhas nos trens! Confira!

O Projeto de Medições por Processamento de Imagens em Waysides é uma iniciativa que teve início a partir de uma demanda apresentada pela empresa Vale S.A., em relação ao monitoramento e inspeção de ativos rodantes presentes nos rodeiros das locomotivas e vagões dos trens da empresa. O termo “Waysides” se refere aos equipamentos que possuem sensores e hardware para a leitura e captura automatizada de imagens e dados dos ativos, que armazenam ou enviam via rede um histórico digital sobre o estado do ativo. Atualmente, o projeto conta com uma equipe composta por 3 alunos de iniciação científica , 1 aluno de mestrado, 3 bolsistas de desenvolvimento tecnológico, 1 pesquisadora e gerente de projeto e 1 pesquisadora e coordenadora responsável pela orientação e supervisão da equipe. Deseja saber mais sobre os projetos que a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) apoia? Então confira esse conteúdo produzido por nós, do Blog da FEST, em parceria com nossos especialistas. Boa leitura! Veja também – Estudo avalia a qualidade do ar e sintomas de asma em crianças e adolescentes Saiba mais sobre o projeto! O objetivo do Projeto de Medições por Processamento de Imagens em Waysides é propor um método de inspeção de waysides baseado em visão computacional. O método corresponde a um pipeline com módulos para leitura de arquivos, detecção de objetos, tratamento de dados e medição de alguns elementos como molas, pads e bandagem das rodas, além da geração de um relatório para cada trem inspecionado. De modo geral, a ideia é criar uma tecnologia própria para conseguir realizar tais tarefas de monitoramento e inspeção, com geração de alarmes e relatórios, para auxiliar no trabalho de manutenção preditiva através de um monitoramento contínuo, que permite prever quando ocorrerão falhas dos ativos monitorados. Confira os resultados que o projeto tem alcançado! O Projeto de Medições por Processamento de Imagens em Waysides tem alcançado grandes resultados e, até a finalização, garante ainda mais rendimento. Até o momento, o projeto já conta com uma primeira versão do software para o pipeline de inspeção que realiza as seguintes atividades: preparação dos vídeos e/ou imagens para serem usados de entrada no sistema, identificação de rodas, molas, parafusos e pads presentes nos truques de vagões, realização da contagem de truques dos vagões dos trens, segmenta as rodas dos vagões e realiza a medição da bandagem (espessura), realização da medição da altura das molas detectadas, gera um relatório ao final com todos esses dados e medições entre outros. Além disso, a excelência do desenvolvimento e execução do serviço garantiu duas publicações científicas, sendo uma delas no Congresso nacional (CBA 2022) e outra no Congresso internacional (INDUSCON 2023. Projeto 944 Acompanhe a FEST! Confira nossa agenda completa de cursos e acompanhe nossas redes sociais para ter acesso aos nossos conteúdos em primeira mão! Conheça o Instagram da FEST Confira o LinkedIn da FEST

846/1067 – PESQUISA SOBRE CORROSÃO E PETRÓLEO: PROTEGENDO O FUTURO DAS INSTALAÇÕES E DO MEIO AMBIENTE

A corrosão é um desafio constante na indústria de petróleo, apresentando riscos operacionais, custos significativos e ameaças ao meio ambiente. Desde 2019, a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) tem liderado um projeto de pesquisa que visa investigar os segredos da corrosão em uma das etapas do processamento primário de petróleo. Esse projeto multidisciplinar envolve uma equipe de renomados professores doutores, mestres e profissionais com conhecimentos nas áreas de química, física, elétrica e automação. Com o apoio de instituições importantes, como a Fundação Espírito-Santense de Tecnologia (FEST), e a Petrobras, o projeto é conduzido com dedicação e expertise. Elivelton Oliveira Rodrigues, pesquisador da FEST e membro da equipe, destaca a importância desse estudo: “Estamos determinados a entender como o petróleo influencia os processos corrosivos e identificar os materiais metálicos mais resistentes. Isso não é apenas uma questão de eficiência operacional, mas também de responsabilidade ambiental. Ao prevenir derramamentos de petróleo, podemos contribuir para a preservação meio ambiente.” Coordenado pelo professor Eustáquio Vinicius Ribeiro de Castro, o objetivo principal desse estudo é avaliar como o petróleo influencia os processos corrosivos que ocorrem nas instalações de processamento primário de petróleo. Para alcançar esse objetivo, a equipe realiza ensaios físico-químicos, microscópicos e espectroscópicos detalhados. A pesquisa se concentra em identificar os materiais metálicos mais resistentes aos processos corrosivos do petróleo, um avanço que pode ter um impacto direto em várias frentes: Redução dos Custos Operacionais: A identificação de materiais mais resistentes pode prolongar a vida útil das instalações, reduzindo a necessidade de manutenção e substituição constante. Melhoria da Segurança das Instalações: Com menos incidências de corrosão, as instalações de processamento de petróleo se tornam mais seguras para os trabalhadores e as comunidades circundantes. Prevenção de Riscos Ambientais: A prevenção de derramamentos de petróleo, causados por corrosão, é vital para a preservação do solo e da água, bem como para a proteção da vida marinha. Este projeto de pesquisa exemplifica o poder da colaboração entre a academia e a indústria. A parceria entre a UFES, FEST, Petrobras e IFES é um testemunho do compromisso em resolver problemas complexos e proteger o meio ambiente, enquanto também impulsiona a eficiência e a segurança na indústria de petróleo. O trabalho promete oferecer soluções valiosas que moldarão o futuro da indústria de petróleo no Espírito Santo e além.   Projetos 846/1067 Texto: Vanessa Pianca

Ufes, em parceria com a Petrobras, executa estudos sobre novas tecnologias para medição de vazão de escoamentos multifásicos

São equipamentos usados na indústria de petróleo e gás para medir as taxas de vazão individuais de óleo, água e gás, usando um único dispositivo Trata-se de um projeto de pesquisa e desenvolvimento inédito cujo título é “Elaboração de metodologias para avaliação de parâmetros operacionais sobre o desempenho da medição de vazão de escoamentos multifásicos”, que são equipamentos usados na indústria de petróleo e gás para medir as taxas de vazão individuais de óleo, água e gás, usando um único dispositivo. O projeto é desenvolvido por professores/pesquisadores do Curso de Engenharia Mecânica da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em parceria com pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). No projeto também há atuação dos alunos de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado de ambas as instituições para o processo de formação de recursos humanos para o setor de petróleo e gás. A iniciativa, que conta também com a participação da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (Fest), que, no projeto em epígrafe, atua como convenente. Segundo o professor Rogério Ramos, da Ufes, a pesquisa visa melhorar a qualidade da medição de vazão, visando cálculo e incidência de impostos e royalties para os estados e municípios que fazem jus às parcelas de royalties de petróleo e gás. Trata-se de processos de medição de vazão de elevada tecnologia, desenvolvidas muito recentemente e que ainda necessitam de estudos tecnológicos adicionais para consolidar essas técnicas e adequar as particularidades de cada poço de petróleo produtor. Atualmente, o Núcleo de Estudo em Escoamento e Medição de Óleos e Gás (NEMOG), da Ufes, é um dos únicos laboratórios no Brasil aptos a realizar testes de desempenho de medidores de vazão multifásicos com confiabilidade. “O projeto visa desenvolver metodologias para confiabilidade de verificação de medidores de vazão para escoamentos multifásicos. Essas tecnologias são recentes e ainda em desenvolvimento. Assim, há uma carência de procedimentos de verificação e interpretação dos dados, além de haver pouco pessoal capacitado para instalação, operação e manutenção dessa tecnologia”, disse a engenheira mecânica Ligia Gaigher Franco, que atua como pesquisadora no projeto. Ligia ressalta que o NEMOG possui uma planta de escoamentos multifásicos (óleo-água-gás). A planta é totalmente automatizada e equipada com diversos sensores de pressão, temperatura e vazão para monitorar e controlar a qualidade da vazão de diferentes fluidos em escoamento simultâneo. “Os testes atuais envolvem gás úmido, verificação de defeitos em medidores de gás, visualização de escoamentos multifásicos e tratamento de imagem”, afirmou. Ela ainda disse que os próximos passos são testar medidores de vazão multifásicos industriais na planta do NEMOG e consolidar protótipos desenvolvidos por pesquisadores do projeto. Como principais parceiros do projeto estão a Petrobras (como financiadora), a empresa 2Solve, que presta apoio técnico ao laboratório e o professor Oscar Rodriguez, da USP. A Fest operacionaliza e gerencia todas as operações administrativas e financeiras relacionadas ao projeto. Fonte: www.agoraes.com.br Projeto 842

Pesquisa pretende melhorar o processo de pelotização e consequentemente diminuir emissão de gases poluentes

O estudo solicitado pela Vale e IPV, conta com gestão da Fest e experimentos realizados em laboratório da Ufes O estudo para seleção e avaliação experimental em laboratório de materiais cerâmicos resistentes ao desgaste para aplicação em pinos de (HPGR) busca selecionar materiais alternativos, dentro desta classe, e, potencialmente, com melhor relação custo-benefício, para serem empregados nas prensas de rolos existentes no processo de cisalhamento dos finos de minério de ferro. A pesquisa coordenada pelo professor da Universidade Federal da Ufes (Ufes), Sherlio Scandian, com gestão da Federação Espírito-Santense de Tecnologia (Fest), conta com mais um doutorando e alunos da iniciação científica de engenharia mecânica. Os experimentos foram iniciados em outubro do ano passado no laboratório de tribologia, corrosão e materiais, e tem duração de cerca de 30 meses, com solicitação da Vale e do Instituto de Tecnologia da Vale (IPV). “Atualmente esses pinos são feitos de WC/Cobalto. A ideia do projeto é testar se irá funcionar com o material feito de cerâmica, com o objetivo de aumentar a vida útil e diminuir o desgaste”, destacou o professor. Objetivo principal Com o funcionamento dos pinos de cerâmica, a proposta é cisalhar (quebrar) os finos de minério de ferro, com mais facilidade, a fim de torna-los ainda mais finos para beneficiar o processo de pelotização, gastando-se por exemplo, menos combustível, e assim diminuir o índice de emissão de gases, consequentemente a poluição. Como funciona? Um dos processos de beneficiamento de finos de minério de ferro chama-se pelotização, fator importante na siderurgia, que trata-se da metalurgia do ferro e do aço. Na pelotização, o objetivo é transformar os finos em pelotas, que posteriormente vão constituir a carga metálica de altos fornos. Dentro da pelotização, uma das etapas importantes para obtenção dos finos de minério de ferro chama-se a moagem em uma prensa rolos, onde na superfície dos rolos existem cerca de 30 mil pinos cilíndricos cravados que tem o objetivo de deixar tais finos, ainda mais finos. Funciona da seguinte maneira: o minério de ferro cai dentro desta prensa e são cisalhados (esmagados), com o objetivo de aumentar a energia de superfície e de certa forma facilitar a pelotização. O estudo A identificação e a caracterização dos cerâmicos serão realizadas via densidade e porosidade através de técnicas gravimétricas, difratometria de raios-X (DRX), espectroscopia de dispersão de energia de raios-X (EDS), ceramografia via microscopia óptica (MO) e microscopia eletrônica de varredura (MEV), além de determinação de dureza e tenacidade à fratura por indentação, o que estabelecerá uma metodologia para controle de qualidade dos materiais. Uma primeira triagem dos materiais quanto ao desgaste abrasivo será realizada a partir da avaliação experimental dos cerâmicos selecionados através de ensaios de esclerometria retilínea e indentações múltiplas, incluindo sua comparação as ligas WC/6%Co e WC/12%Co, para simular os mecanismos de riscamento e microfadiga superficial. Dos materiais selecionados na primeira triagem, um lote de pinos será entregue ao ITV para realização de testes de integridade em uma HPGR de escala piloto. Além disso, uma segunda triagem será realizada através ensaios de abrasão de alta tensão em roda de aço (ASTM B611-13(2018)) e baixa tensão em roda de borracha (ASTM G65-16e1) utilizando pellet feed coletado na usina de pelotização da VALE em Vitória-ES, novamente comparando os cerâmicos com as ligas WC/6%Co e WC/12%Co. A identificação de mecanismos de desgaste, via MEV, EDS e perfilometria 3D das superfícies dos cerâmicos, avaliados em cada um dos ensaios tribológicos, permitirá entender a relação entre suas taxas de desgaste, propriedades e microestrutura. Um lote de 30 pinos para cada material selecionado a partir da segunda triagem será adquirido, identificado, caracterizado e fornecido para que a VALE realize testes industriais. Projeto 934