FEST – Fundação Espírito-santense de Tecnologia

1453-Projeto Inova Ufes Digital fortalece inovação tecnológica e impulsiona a transformação digital da economia capixaba

Iniciativa da Ufes, com apoio da FEST e financiamento do Ministério da Educação, busca ampliar a proteção e a transferência de tecnologias digitais e fortalecer a conexão entre universidade e indústria. A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) inicia uma nova etapa no fortalecimento de sua estrutura de inovação com o projeto  Inova UFES Digital – Fortalecimento da Inova Ufes para a Transformação Digital da Economia Capixaba, em alinhamento com a Missão 4 da Nova Indústria Brasil (NIB). A iniciativa conta com o apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) e financiamento do Ministério da Educação (MEC), reforçando o papel da cooperação institucional na transformação do conhecimento científico em soluções tecnológicas para a sociedade e o setor produtivo. Coordenado pela professora doutora Miriam de Magdala Pinto, do Departamento de Engenharia de Produção, no Centro Tecnológico (CT) da Ufes, o projeto tem como objetivo fortalecer a Inova Ufes, agência de inovação da Universidade, ampliando sua capacidade de proteger a propriedade intelectual e promover a transferência de tecnologias digitais desenvolvidas na instituição. Entre as áreas prioritárias estão a Inteligência Artificial (IA), a Internet das Coisas (IoT) e a fotônica, campos estratégicos para o avanço da transformação digital e da competitividade industrial. Com duração prevista de 18 meses, o Inova UFES Digital pretende elevar o nível de maturidade do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da Universidade, de um estágio intermediário para um patamar consolidado. A meta é ampliar a capacidade institucional de identificar oportunidades tecnológicas, proteger resultados de pesquisa e facilitar sua aplicação em novos produtos, processos e serviços. A iniciativa ganha relevância diante da criação do Instituto Nacional de Tecnologias Fotônicas para a Transformação Digital (IN-FOTON), na Ufes. O desenvolvimento de tecnologias avançadas e a ampliação das parcerias nacionais e internacionais tornam necessário o fortalecimento dos mecanismos de gestão da propriedade intelectual, garantindo suporte especializado para lidar com a complexidade das pesquisas e ampliar seu potencial de aplicação. Além de responder a essa demanda, o projeto busca suprir necessidades de recursos humanos e ferramentas operacionais da Inova Ufes, ampliar a prospecção tecnológica e criar condições para viabilizar o credenciamento de uma unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) na área de Transformação Digital no Espírito Santo. Alinhamento com a Nova Indústria Brasil O projeto está alinhado à Missão 4 da Nova Indústria Brasil (NIB), política industrial que estabelece diretrizes para impulsionar a transformação digital da indústria brasileira. Nesse contexto, o fortalecimento da Inova Ufes representa um passo importante para aproximar a pesquisa acadêmica das demandas do setor produtivo, contribuindo para a disseminação de tecnologias, o desenvolvimento de competências e o aumento da produtividade. Ao estruturar mecanismos mais eficientes de proteção e transferência tecnológica, a Universidade amplia as possibilidades de transformar resultados científicos em inovação aplicada, favorecendo o desenvolvimento de soluções capazes de atender às necessidades da indústria e contribuir para a neoindustrialização do Espírito Santo e do país. A iniciativa reforça a importância da atuação conjunta entre universidade, instituições públicas de fomento e fundações de apoio para ampliar a capacidade de inovação do Espírito Santo. Ao contribuir para o fortalecimento da Inova Ufes, o InovaUfes Digital cria condições para que o conhecimento produzido na Universidade alcance novos espaços de aplicação, estimulando a transformação digital e a competitividade da economia capixaba. texto: Vanessa Pianca Projeto: 1453

1382- Projeto da UFES com apoio da FEST busca aprimorar simulações da propagação de ondas acústicas em meios heterogêneos

Pesquisa coordenada pelo professor Carlos Friedrich Loeffler Neto investiga métodos numéricos capazes de ampliar a precisão e reduzir o custo computacional de simulações aplicadas à geofísica e à exploração de recursos naturais. A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), desenvolve o projeto de pesquisa “Propagação de Ondas Acústicas em Meios Heterogêneos via Método dos Elementos de Contorno com Interpolação Direta”, voltado ao aprimoramento de modelos computacionais utilizados na simulação da propagação de ondas acústicas em ambientes com diferentes propriedades físicas. Coordenada pelo professor doutor Carlos Friedrich Loeffler Neto, do Departamento de Engenharia Mecânica do Centro Tecnológico da UFES, a iniciativa integra a Rede Temática de Geofísica Aplicada e dá continuidade a pesquisas anteriores dedicadas ao desenvolvimento de métodos numéricos para problemas geofísicos. O trabalho busca combinar precisão matemática e eficiência computacional para tornar mais ágil a resolução de problemas complexos, especialmente aqueles relacionados à sísmica de prospecção. Tecnologia para compreender a propagação das ondas  As ondas acústicas são importantes para diferentes áreas do conhecimento, incluindo a oceanografia, a geofísica, a biologia marinha e a exploração de recursos naturais. Na indústria de petróleo e gás, por exemplo, os métodos sísmicos permitem investigar estruturas geológicas a partir da análise da propagação e da reflexão de ondas, contribuindo para a caracterização da subsuperfície terrestre. Essas simulações, no entanto, apresentam desafios quando precisam representar ambientes heterogêneos, nos quais propriedades físicas variam de acordo com a composição, a profundidade ou as características do meio. No ambiente marinho, fatores como temperatura, salinidade e profundidade influenciam a propagação acústica e precisam ser considerados nos modelos. Nesse contexto, a pesquisa investiga técnicas matemáticas e computacionais para representar esses fenômenos com maior precisão, avaliando também a estabilidade dos resultados, a capacidade de processamento e o custo computacional envolvido. Métodos numéricos e eficiência computacional Um dos principais focos do projeto é o desenvolvimento do Método dos Elementos de Contorno com Interpolação Direta, associado a estratégias de otimização que permitam reduzir o tempo de processamento e ampliar a capacidade de resolução de sistemas matemáticos de grande escala. A pesquisa também contempla o Método dos Volumes Finitos, possibilitando comparar resultados obtidos por diferentes abordagens numéricas. Essa combinação permite avaliar a confiabilidade das simulações e identificar vantagens, limitações e particularidades de cada método na representação de fenômenos físicos complexos. Entre as atividades previstas estão a modelagem e a simulação de ondas acústicas em meios homogêneos e heterogêneos, o desenvolvimento de algoritmos computacionais e a realização de testes para avaliar aspectos como precisão, estabilidade, convergência e desempenho. Formação científica e produção de conhecimento Com duração prevista de quatro anos, o projeto tem entre os resultados esperados o desenvolvimento de programas computacionais em linguagem FORTRAN, acompanhados de manuais de utilização, documentação técnica e problemas de teste. A iniciativa também prevê a preparação de artigos científicos, relatórios técnicos, teses de doutorado e dissertações de mestrado. Além de contribuir para o avanço das técnicas de simulação numérica, a pesquisa poderá fornecer ferramentas para estudos relacionados à propagação de ondas e à sísmica de prospecção, área que demanda modelos capazes de representar situações complexas com precisão e eficiência. O projeto integra o conjunto de iniciativas científicas desenvolvidas na UFES com apoio da FEST, que atua no suporte à execução administrativa e financeira de projetos de pesquisa, contribuindo para que pesquisadores e equipes acadêmicas possam desenvolver suas atividades. A cooperação entre universidade e fundação de apoio é parte da estrutura que viabiliza a realização de pesquisas científicas e tecnológicas, favorecendo o desenvolvimento de soluções computacionais, a formação de profissionais qualificados e a produção de conhecimento com potencial de aplicação em desafios da engenharia e da geofísica. Ao apoiar iniciativas como essa, a FEST contribui para a execução de projetos que fortalecem a pesquisa científica e ampliam as possibilidades de desenvolvimento tecnológico no Espírito Santo e no Brasil. Texto: Vanessa Pianca Projeto: 1382

1472- FEST propõe plano de transformação digital para fortalecer a prevenção de riscos da mineração na Bacia do Rio Doce

Iniciativa em parceria com a UFES e voltada à Agência Nacional de Mineração busca modernizar processos de fiscalização, integrar dados e ampliar a transparência sobre a segurança de barragens. A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), propõe o Plano Integrado de Transformação Digital, Governança e Monitoramento de Riscos Minerários na Bacia do Rio Doce, uma iniciativa de apoio técnico, institucional e tecnológico à Agência Nacional de Mineração (ANM). O projeto tem como objetivo fortalecer a capacidade de fiscalização do poder público, aprimorar a gestão de riscos e ampliar o acesso da sociedade às informações sobre a segurança de estruturas de mineração. Coordenado por Prof. Dr. Jorge Luiz dos Santos Junio, do Departamento de Engenharia do Centro Tecnológico da UFES, o plano está alinhado às ações de monitoramento e prevenção de riscos minerários na Bacia do Rio Doce. A proposta considera os desafios históricos da região, marcada pelos rompimentos das barragens de Fundão, em Mariana (MG), em 2015, e da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), em 2019, e busca contribuir para o fortalecimento de mecanismos permanentes de prevenção, fiscalização e proteção das populações potencialmente expostas a riscos. A iniciativa parte do entendimento de que a prevenção de desastres exige não apenas normas e procedimentos de fiscalização, mas também infraestrutura tecnológica adequada, integração de informações e processos de governança capazes de subsidiar decisões com base em evidências. Nesse contexto, o projeto pretende apoiar a modernização estrutural e tecnológica da ANM, contribuindo para uma atuação regulatória mais integrada, eficiente e orientada à prevenção. Três eixos para modernizar a gestão de riscos O plano está estruturado em três frentes principais: diagnóstico institucional e tecnológico da ANM; estruturação de um Escritório de Transformação Digital e Governança; e desenvolvimento de um ecossistema digital de monitoramento e transparência de barragens. O diagnóstico institucional deverá avaliar processos operacionais, sistemas, fluxos de informação e capacidades tecnológicas da Agência, identificando oportunidades de melhoria e pontos críticos que possam comprometer a eficiência da fiscalização. A partir desse levantamento, será possível fundamentar ações de modernização, integração de sistemas e aprimoramento dos processos decisórios. Outra frente prevê a estruturação de um Escritório de Transformação Digital, concebido como unidade de coordenação, planejamento e orientação das iniciativas de inovação tecnológica da ANM. A proposta é estabelecer diretrizes, metodologias e padrões que favoreçam a integração entre sistemas e processos, promovendo a evolução contínua da maturidade digital da instituição, sem interferir nas atribuições estratégicas e finalísticas das unidades já existentes. O terceiro eixo contempla a concepção de um Painel Público de Monitoramento de Estruturas na Bacia do Rio Doce. A ferramenta deverá reunir informações oficiais sobre segurança e estabilidade de barragens, ampliando a transparência ativa e facilitando o acesso a dados relevantes por órgãos públicos, pesquisadores, organizações da sociedade civil e comunidades potencialmente afetadas. A proposta também prevê a implantação e o monitoramento de infraestrutura tecnológica em nuvem, com documentação técnica e posterior transferência formal à ANM, de modo a favorecer a continuidade operacional e a sustentabilidade das soluções desenvolvidas. Foco na Bacia do Rio Doce A área prioritária de atuação compreende municípios situados ao longo da Bacia do Rio Doce, em Minas Gerais e no Espírito Santo, considerando a influência da atividade minerária desde as áreas de extração e disposição de rejeitos até as regiões afetadas pelo transporte de sedimentos. A escolha desse território está relacionada à complexidade dos riscos minerários, à necessidade de avançar nas medidas de reparação e à importância de ampliar a transparência para as populações atingidas. A proposta busca contribuir para a redução da assimetria de informações entre instituições, empresas e cidadãos, fortalecendo a participação social no acompanhamento das condições de segurança das estruturas. Entre os beneficiários diretos estão os servidores responsáveis pela fiscalização e a gestão da ANM. Também poderão ser beneficiados, conforme a implementação e a integração das soluções previstas, órgãos ambientais, defesas civis, governos estaduais e municipais, instituições de Justiça, universidades, pesquisadores e entidades de controle social. Para as comunidades da Bacia do Rio Doce, a iniciativa tem como perspectiva ampliar o acesso a informações públicas sobre riscos e estruturas de mineração, contribuindo para uma participação mais qualificada no acompanhamento das ações de prevenção e reparação. Tecnologia, governança e transparência a serviço da prevenção A proposta está alinhada às diretrizes de governança pública e aos instrumentos relacionados à reparação da Bacia do Rio Doce, incluindo o Novo Acordo, buscando transformar os aprendizados decorrentes dos desastres em melhorias institucionais duradouras. Ao apoiar a integração de dados, a modernização de processos e o desenvolvimento de instrumentos públicos de monitoramento, o plano pretende fortalecer a capacidade preventiva do Estado e aprimorar a prestação de contas à sociedade. A iniciativa também prevê condições para que as soluções desenvolvidas possam ser mantidas e aperfeiçoadas pela própria Agência, favorecendo sua continuidade ao longo do tempo. A atuação da FEST nesse projeto reforça seu papel no apoio técnico e institucional a iniciativas de ciência, tecnologia e inovação de interesse público. Em parceria com a UFES e voltada ao fortalecimento da atuação da ANM, a proposta busca contribuir para uma gestão de riscos minerários mais integrada, transparente e comprometida com a segurança das populações e a proteção dos territórios. Texto: Vanessa Pianca Projeto:1472

1091- UFES desenvolve tecnologia inovadora com fibra óptica para monitoramento de tanques na indústria de petróleo

A Universidade Federal do Espírito Santo (Universidade Federal do Espírito Santo), com apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia e financiamento da PETRÓLEO BRASILEIRO S.A., está à frente de um projeto estratégico para o setor energético: o desenvolvimento de um perfilador com fibra óptica para tanques de FPSO (unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência de petróleo). Coordenado pela Profa. Dra. Maria José Pontes, do Departamento de Engenharia Elétrica do Centro Tecnológico da UFES, o projeto tem como foco elevar o nível de maturidade tecnológica (TRL) de uma solução inovadora voltada à medição precisa da interface entre água e óleo em tanques industriais, tanto em ambientes terrestres quanto offshore.  A proposta utiliza sensores baseados em fibra óptica, capazes de medir parâmetros essenciais como condutividade térmica, salinidade e proporção de água no óleo. Esses sensores se destacam por sua alta sensibilidade, estabilidade química e imunidade a interferências eletromagnéticas, características fundamentais para aplicações em ambientes industriais severos, como plataformas de petróleo. Um dos grandes diferenciais da tecnologia é o uso de grades de Bragg em fibras ópticas (FBGs), que permitem a criação de sensores compactos, seguros e altamente escaláveis. Isso significa que o mesmo sistema pode ser adaptado para tanques de diferentes dimensões, desde estruturas menores, com menos de um metro, até grandes tanques com mais de 30 metros de altura, sem necessidade de mudanças significativas no sistema de aquisição de dados.  Além do desenvolvimento tecnológico, o projeto contempla a prospecção de mercado para licenciamento da solução, ampliando as possibilidades de transferência de tecnologia para o setor produtivo. A iniciativa também busca criar protótipos com alto grau de nacionalização, fortalecendo a indústria brasileira e reduzindo a dependência de tecnologias importadas. Entre os objetivos específicos, destacam-se a formação de recursos humanos altamente qualificados, o fortalecimento das competências do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da UFES e a aproximação entre pesquisa acadêmica e demandas reais da indústria.  O projeto também tem papel fundamental na formação de estudantes de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado, que terão a oportunidade de atuar diretamente em um ambiente de pesquisa aplicada, conectado às necessidades do setor industrial. Ao promover a integração entre universidade e indústria, a iniciativa contribui para o desenvolvimento de soluções inovadoras e estimula a criação de startups e empresas de base tecnológica. Além disso, amplia a visibilidade da UFES como referência em pesquisa e desenvolvimento na área de sensores e instrumentação industrial.  Embora o foco esteja na indústria de petróleo, a tecnologia desenvolvida possui ampla aplicabilidade, podendo ser utilizada em áreas como monitoramento ambiental, sistemas de energia, engenharia civil e controle de processos industriais. Com alto potencial de inovação, escalabilidade e aplicação prática, o projeto reafirma o compromisso da UFES, da FEST e da PETROBRAS com o avanço científico e tecnológico, contribuindo diretamente para o fortalecimento da engenharia nacional e da indústria de alto valor agregado no Brasil. Projeto 1091 Texto: Vanessa Pianca

1398- TouchBiosafe: FEST apoia desenvolvimento tecnologia inédita com LED Far-UVC para descontaminação segura de telas touch screen

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) acaba de dar início a mais um projeto estratégico voltado à inovação tecnológica e à segurança sanitária. Trata-se do projeto “TouchBiosafe: Desenvolvimento e validação de telas com LED alto esterilizáveis”, coordenado por Patrícia Bourguignon Soares e financiado pela RM Fabricação e Desenvolvimento de Equipamentos Ltda. O projeto propõe o desenvolvimento de uma moldura inovadora para dispositivos touch screen, equipada com LEDs capazes de realizar a descontaminação automática das superfícies. O diferencial está na incorporação de um LED com comprimento de onda específico, capaz de eliminar microrganismos sem causar danos aos equipamentos ou riscos à saúde dos usuários. A solução foi pensada especialmente para ambientes de grande circulação de pessoas como aeroportos, shoppings, hospitais e terminais de autoatendimento onde a higienização constante de telas é um desafio logístico e sanitário. A radiação ultravioleta do tipo UVC é amplamente reconhecida por sua eficácia na eliminação de patógenos. No entanto, a faixa tradicional de UVC pode provocar danos à pele e aos olhos, exigindo que ambientes sejam evacuados durante sua aplicação o que inviabiliza seu uso em locais movimentados. Como alternativa promissora, estudos científicos apontam que a faixa conhecida como Far-UVC, com comprimento de onda entre 207 e 222 nanômetros (nm), é eficaz na inativação de microrganismos sem penetrar nas camadas mais profundas da pele ou nos olhos, oferecendo maior segurança para uso em ambientes ocupados. O projeto TouchBiosafe concentra seus esforços no desenvolvimento de um LED com emissão próxima a 222 nm, tecnologia ainda não disponível comercialmente em escala adequada e segura para aplicação contínua em dispositivos touch screen. Desenvolvimento científico e avanço tecnológico  Os testes iniciais realizados em laboratório da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) demonstraram resultados positivos na eliminação de microrganismos por meio de um protótipo com LED de 222 nm. No entanto, os dispositivos atualmente disponíveis no mercado ainda não atendem plenamente aos critérios de segurança e eficiência exigidos para ambientes de uso contínuo. Para superar essa limitação, o projeto prevê: Pesquisa e seleção de materiais semicondutores, com foco inicial no nitreto de gálio (GaN) e suas variações, como o AlGaN, capazes de atingir o gap de energia necessário para emissão em 222 nm; Design e fabricação de LEDs customizados, utilizando técnicas avançadas de epitaxia e litografia; Testes e otimização dos dispositivos, avaliando eficiência luminosa, vida útil e segurança; Desenvolvimento da moldura autodescontaminante, com foco em ergonomia, integração e proteção do usuário; Integração e validação do sistema completo em ambientes reais de operação. A meta é alcançar o Nível de Maturidade Tecnológica (TRL) 7, com implantação do protótipo em ambientes operacionais reais e monitoramento contínuo da eficácia da descontaminação, segurança dos usuários e integridade dos equipamentos.  O projeto também contempla investimentos em infraestrutura laboratorial, aquisição de equipamentos para produção e testes de semicondutores, capacitação técnica da equipe, contratação de especialistas e utilização de laboratórios de ponta de ICTs parceiras. Além do impacto direto na desinfecção de superfícies, a iniciativa impulsiona o desenvolvimento nacional nas áreas de materiais avançados, semicondutores e optoeletrônica, fortalecendo a capacidade científica e tecnológica do país.  Entre os principais objetivos estão: Projetar e caracterizar um LED com pico de emissão em aproximadamente 222 nm; Desenvolver uma moldura autônoma para descontaminação segura de telas touch screen; Garantir a eliminação eficaz de microrganismos sem riscos à saúde humana; Criar uma solução tecnicamente viável, durável e economicamente sustentável para aplicação em larga escala. Com o TouchBiosafe, a FEST reafirma seu compromisso com a inovação aplicada, a segurança sanitária e o avanço tecnológico, contribuindo para soluções que dialogam diretamente com as demandas contemporâneas de saúde pública e transformação digital.  

1378- UFES, FEST e Vale S.A. firmam parceria para otimização e análise de perfis de rodas ferroviárias

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), inicia um novo projeto em parceria com a Vale S.A. voltado ao aprimoramento da eficiência e da segurança no transporte ferroviário. Intitulado “Cádetra Roda Trilho: Otimização e Análise de Perfis de Rodas Ferroviárias”, o projeto é coordenado pelo professor Dr. Guilherme Fabiano Mendonça dos Santos, do Departamento de Engenharia Mecânica do Centro Tecnológico da UFES. A iniciativa tem como foco o estudo aprofundado da interação entre roda e trilho, um dos elementos mais críticos da dinâmica ferroviária. A partir da análise e otimização dos perfis geométricos das rodas, o projeto busca propor soluções técnicas capazes de reduzir desgaste, minimizar custos de manutenção e aumentar a vida útil dos componentes ferroviários. O projeto envolve a aplicação de métodos avançados de modelagem, simulação computacional e análise estrutural, permitindo avaliar o comportamento mecânico das rodas em diferentes condições operacionais. A otimização dos perfis visa melhorar o desempenho dinâmico dos veículos ferroviários, contribuindo para maior estabilidade, segurança operacional e eficiência energética. A parceria com a Vale S.A. fortalece a integração entre universidade e setor produtivo, possibilitando que o conhecimento científico gerado na UFES seja aplicado diretamente em demandas reais da indústria ferroviária. Essa aproximação amplia o impacto das pesquisas desenvolvidas e reforça o compromisso institucional com a inovação tecnológica.  Impacto acadêmico e estratégico Além dos avanços técnicos, o projeto também promove a formação de recursos humanos altamente qualificados, envolvendo estudantes e pesquisadores em atividades de pesquisa aplicada. A iniciativa contribui para consolidar a UFES como referência em estudos na área de engenharia mecânica e dinâmica ferroviária. Com o suporte da FEST na gestão administrativa e financeira, o projeto garante agilidade e segurança na execução das atividades, fortalecendo o ecossistema de pesquisa, desenvolvimento e inovação no Espírito Santo. A Cádetra Roda Trilho representa mais um passo estratégico na construção de soluções tecnológicas voltadas à infraestrutura ferroviária nacional, alinhando conhecimento acadêmico, inovação e desenvolvimento industrial. Texto: Vanessa Pianca Projeto 1378  

1401- FEST, UFES e Petrobras avançam em projeto inovador para interpretação de dados de fibra óptica em reservatórios

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e com apoio da Petrobras, iniciou o projeto “Interpretação de Dados de Fibra Ótica para Aplicações de Reservatórios”, coordenados pelos professores doutor Daniel da Cunha Ribeiro do Departamento de Engenharias e Tecnologia (DET)  do Centro Universitário Norte do Espírito Santo (CEUNES) e pelo professor Rodrigo Araujo Cardoso Dias da Wise. A iniciativa representa um avanço estratégico para o setor de Óleo & Gás ao propor uma metodologia integrada para análise e interpretação de dados de Sensoriamento Distribuído por Fibra Óptica (DFOS), com foco em poços com múltiplas zonas produtoras, como os encontrados no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos. Monitoramento inteligente com DTS e DAS  O Sensoriamento Distribuído por Fibra Óptica (DFOS) tornou-se essencial no monitoramento da integridade estrutural e da produção em poços de petróleo. Entre as principais tecnologias estão: DTS (Distributed Temperature Sensing) – responsável pela medição contínua de perfis térmicos ao longo do poço; DAS (Distributed Acoustic Sensing) – que realiza o monitoramento acústico e sísmico com alta resolução espacial. Essas tecnologias permitem caracterizar o comportamento do reservatório, identificar regimes de escoamento, estimar vazões de fluidos e avaliar o desempenho de componentes como válvulas inteligentes e sistemas de gas lift. Em poços multizonais, o uso da fibra óptica amplia a capacidade de detecção de anomalias e otimização da produção. Embora o DFOS já seja utilizado na indústria, as aplicações atuais concentram-se, em grande parte, em poços de completação simples. O novo projeto vai além ao desenvolver modelos avançados capazes de: Estimar o rateio de vazão entre diferentes zonas produtoras; Identificar vazamentos, incrustações e falhas estruturais; Detectar mudanças operacionais em tempo real; Integrar dados acústicos, térmicos e de pressão. A proposta combina simulações numéricas, ensaios laboratoriais e técnicas de aprendizado de máquina, permitindo uma modelagem mais precisa do comportamento dos reservatórios.  Integração entre experimentação e modelagem numérica A metodologia do projeto está estruturada em três grandes frentes complementares: Será montada uma planta piloto no Laboratório de Métodos Experimentais em Fenômenos de Transporte (LaMEFT/UFES), capaz de simular o escoamento monofásico em um sistema com três zonas produtoras independentes. A unidade experimental contará com: Medidores de vazão mássica; Sensores de pressão e temperatura; Sistemas de sensoriamento distribuído por fibra óptica (DTS e DAS); Válvulas com geometrias complexas produzidas por manufatura aditiva. O objetivo é gerar dados empíricos controlados para validação dos modelos numéricos, além de simular cenários como variações de vazão, alterações no número de Euler das válvulas e situações de incrustação. A modelagem computacional será realizada com o software OpenFOAM, utilizando abordagens RANS e, em casos específicos, LES, para simulação de escoamentos turbulentos em válvulas utilizadas pela Petrobras. Mais de 5.000 simulações anteriores serão reaproveitadas, além da execução de cerca de 800 novas simulações. A partir desses dados, será possível: Mapear padrões acústicos associados a diferentes condições operacionais; Correlacionar vazão e nível de pressão acústica; Validar modelos com dados experimentais e operacionais. A utilização de analogias acústicas consagradas permitirá associar flutuações de pressão à geração de ruído, criando uma base sólida para o monitoramento em tempo real via DAS. Simulações CFD também serão aplicadas para investigar a relação entre os perfis de temperatura captados pelo DTS e as variáveis de escoamento, como velocidade e distribuição de vazões entre zonas produtoras. A análise térmica atuará de forma complementar à modelagem acústica, ampliando a robustez da interpretação dos dados de fibra óptica. Com apoio do Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA), o projeto desenvolverá modelos de machine learning e deep learning para detecção automática de anomalias. Entre as técnicas previstas estão: Random Forest, SVM e Gradient Boosting; Redes neurais LSTM e CNN; Transformadas de Fourier e Wavelet; Técnicas de clusterização e análise estatística por limiares. A integração de dados de DAS, DTS e PDG (Permanent Downhole Gauge) permitirá reduzir alarmes falsos e aumentar a precisão na identificação de eventos como vazamentos, falhas estruturais e alterações operacionais.  Monitoramento em tempo real e eficiência operacional Um dos grandes diferenciais do projeto é o desenvolvimento de um sistema com potencial para interpretação dinâmica e em tempo real dos dados de DFOS, reduzindo a necessidade de intervenções manuais frequentes. Entre os principais benefícios esperados estão: Aumento da eficiência operacional; Redução de custos com manutenção corretiva; Resposta rápida a eventos anômalos; Otimização sustentável da produção.  Inovação estratégica para o Pré-Sal Ao integrar experimentação, modelagem CFD, análise térmica e inteligência artificial, o projeto consolida uma abordagem inédita para aplicações em poços complexos do Polo Pré-Sal da Bacia de Santos. A parceria entre FEST, UFES e Petrobras reafirma o compromisso das instituições com o desenvolvimento tecnológico, a inovação aplicada e o fortalecimento da indústria nacional de óleo e gás, posicionando o Espírito Santo como protagonista na pesquisa de ponta em sensoriamento distribuído por fibra óptica. Texto: Vanessa Pianca Projeto: 1401  

1396 – UFES, FEST e ArcelorMittal Brasil S.A. lançam projeto INSTA para inovação e sustentabilidade no tratamento de águas

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em parceria com a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) e a ArcelorMittal Brasil S.A., deu início ao projeto projeto Inovação e Sustentabilidade no Tratamento de Águas (INSTA),  uma iniciativa estratégica voltada ao desenvolvimento de soluções tecnológicas mais eficientes e sustentáveis para a indústria siderúrgica. Vinculado ao Departamento de Engenharia Ambiental do Centro Tecnológico da UFES, o projeto tem como objetivo investigar novas tecnologias e processos aplicados ao tratamento de águas no contexto industrial, com foco na modernização de infraestruturas já existentes. A proposta é tornar os sistemas de tratamento mais sustentáveis, eficientes e alinhados aos princípios da economia circular. O INSTA busca não apenas aprimorar o desempenho ambiental das operações industriais, mas também contribuir para a redução de impactos ambientais, promovendo o uso racional dos recursos hídricos e a valorização de resíduos gerados no processo produtivo siderúrgico. Formação acadêmica aliada à prática profissional  Além do avanço científico e tecnológico, o projeto reforça o compromisso da UFES com a prática extensionista. A iniciativa envolve estudantes em desafios reais da indústria, proporcionando uma imersão profissional por meio de bolsas de estudo, taxas de bancada e vivências práticas que ampliam a formação acadêmica e facilitam a futura inserção no mercado de trabalho. A interação direta com o setor produtivo fortalece a formação técnica e crítica dos alunos, ao mesmo tempo em que promove a troca de conhecimento entre universidade e indústria, ampliando o impacto social e econômico das pesquisas desenvolvidas. O projeto é coordenado pelo professor Dr. Yuri Nascimento Nariyoshi, do Departamento de Engenharia Ambiental do Centro Tecnológico da UFES, que lidera as atividades técnicas e científicas voltadas à construção de soluções inovadoras para o tratamento de águas no setor siderúrgico. Com o apoio da FEST na gestão administrativa e financeira, o INSTA consolida mais uma importante parceria entre universidade e indústria, reafirmando o papel da UFES como protagonista na geração de conhecimento aplicado, inovação tecnológica e promoção do desenvolvimento sustentável. Texto: Vanessa Pianca

1384- UFES desenvolve projeto em parceria com a ArcelorMittal Brasil para caracterização físico-química de escórias siderúrgicas, com apoio da FEST

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em parceria com a ArcelorMittal Brasil S.A. e com o apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), deu início ao projeto “Caracterização físico-química de escórias de siderurgia”. A iniciativa é coordenada pelo Prof. Dr. Ronaldo Pilar, do Departamento de Engenharia Civil do Centro Tecnológico (CT/UFES). O projeto consiste em um estudo inicial cujo principal objetivo é a construção de um banco de dados robusto sobre as características físicas, químicas, mineralógicas e morfológicas de diferentes tipos de escórias siderúrgicas, incluindo escórias de aciaria (LD e KR) e escórias de alto-forno (granulada e drypit). Esse conjunto de informações servirá de base para futuras pesquisas e prospecções de uso desses materiais, especialmente no setor da construção civil. A pesquisa busca realizar uma caracterização físico-química detalhada das escórias, utilizando diferentes técnicas analíticas, com foco nos seguintes objetivos específicos: Caracterização física das escórias quanto à massa específica, absorção, distribuição granulométrica e finura Blaine; Análise da composição química, incluindo teores de óxidos, perda ao fogo e resíduo insolúvel; Caracterização mineralógica por meio de difratometria de raios X; Avaliação termogravimétrica das escórias; Análise da forma das escórias moídas, considerando parâmetros como rugosidade, angularidade e relação de aspecto. Sustentabilidade e economia circular A justificativa do projeto está diretamente relacionada aos desafios ambientais enfrentados pela indústria da construção civil, especialmente diante do crescimento expressivo da produção de concreto e da consequente pressão sobre os recursos naturais e aumento das emissões de carbono associadas à fabricação do cimento. Segundo dados apresentados por Miller, Horvath e Monteiro (2018), o Brasil deverá registrar um aumento de aproximadamente 80% na produção de concreto até 2050. Nesse contexto, torna-se essencial buscar alternativas mais sustentáveis, alinhadas aos princípios da economia circular, por meio do aproveitamento de resíduos industriais como matérias-primas. De acordo com o Relatório Estatístico do Instituto Aço Brasil (2024), o país produziu cerca de 25,8 milhões de toneladas de ferro-gusa nos últimos 12 meses, gerando mais de 5 milhões de toneladas de escória siderúrgica. Embora parte desse material já possua aplicações consolidadas, como a escória granulada de alto-forno na fabricação de cimentos, outros tipos ainda apresentam uso limitado e baixo valor agregado. O projeto da UFES surge, portanto, como uma iniciativa estratégica para ampliar o conhecimento técnico sobre esses coprodutos, abrindo caminho para novas aplicações, reduzindo impactos ambientais e promovendo inovação tecnológica no setor siderúrgico e da construção civil.  Entre os principais resultados esperados do projeto estão: Desenvolvimento de metodologias para validação das propriedades físicas das escórias, como forma dos grãos, distribuição granulométrica e massa específica; Proposição de metodologias para caracterização química, mineralógica, solubilidade e reatividade das escórias; Elaboração de relatórios parciais e conclusivos do trabalho; Produção de relatórios de iniciação científica com os dados obtidos ao longo da pesquisa. Com o apoio da FEST, o projeto reforça o compromisso da UFES com a pesquisa aplicada, a sustentabilidade e a transferência de conhecimento, contribuindo para soluções inovadoras que unem desenvolvimento industrial e responsabilidade ambiental. Texto: Vanessa Pianca Projeto 1384

1349 – UFES, Petrobras e FEST firmam parceria em novo projeto para avaliar a qualidade do transporte aéreo offshore

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em parceria com a Petrobras e com o apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), iniciou o projeto “Avaliação da qualidade do serviço de transporte fretado aéreo offshore em uma empresa do ramo de petróleo e gás”. A iniciativa tem como objetivo compreender as diferentes percepções sobre a qualidade do sistema de transporte aéreo fretado de funcionários offshore, considerando a visão de todos os atores envolvidos, desde o passageiro/usuário até a empresa contratante e a prestadora do serviço. O projeto será executado como um projeto piloto no terminal de passageiros do Farol de São Tomé, no estado do Rio de Janeiro. O projeto é coordenado pelo professor doutor Thiago Padovani Xavier, do curso de Engenharia de Produção do Centro Tecnológico da UFES, e integra as atividades do Laboratório de Engenharia da Qualidade, vinculado ao Departamento de Engenharia e Tecnologia (DET) do CEUNES/UFES. A pesquisa está sendo considerada fundamental para a sustentabilidade do Laboratório de Engenharia da Qualidade. Além disso, a iniciativa contribui para o fortalecimento das atividades interdisciplinares nas áreas de Engenharia, Tecnologia e Gestão, bem como para a consolidação do Programa de Pós-Graduação em Energia da UFES. Outro destaque do projeto é sua aderência aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, além do alinhamento aos princípios de ESG (Environmental, Social and Governance), promovendo práticas organizacionais socialmente responsáveis, ambientalmente sustentáveis e com governança adequada. Importância do transporte aéreo offshore para a indústria de óleo e gás  Para a Petrobras, o transporte aéreo offshore é vital para garantir a segurança e a eficiência das operações na indústria de petróleo e gás, especialmente em locais de difícil acesso. Com a expansão do mercado de exploração e produção, o transporte marítimo passou a não atender plenamente às necessidades operacionais, impulsionando a migração para o transporte aéreo fretado, sobretudo por meio de helicópteros. De acordo com a NR-37, o deslocamento de trabalhadores entre o continente e plataformas offshore deve ser realizado por aeronaves que atendam rigorosos requisitos de segurança, definidos por órgãos reguladores como a ANAC e por entidades internacionais, como a International Association of Oil & Gas Producers (IOGP). Nesse contexto, avaliar a satisfação dos passageiros torna-se essencial, uma vez que a qualidade do serviço impacta diretamente o bem-estar dos trabalhadores, a segurança operacional e a produtividade das operações offshore.  Embora o helicóptero seja o meio mais adequado para o transporte aéreo offshore seja por sua capacidade de voo pairado e por não exigir pistas de pouso, o serviço envolve fatores que influenciam diretamente a experiência e a satisfação do usuário. Estudos apontam que aspectos operacionais, organizacionais e de atendimento podem impactar significativamente a percepção da qualidade do serviço. Por isso, o projeto busca compreender de forma ampla as diferentes percepções sobre o sistema de transporte aéreo fretado, considerando usuários, empresas contratantes e prestadoras de serviço, a fim de identificar oportunidades de melhoria e propor medidas mais eficazes para o aprimoramento do sistema como um todo. Segundo o coordenador do projeto, professor doutor Thiago Padovani Xavier, a pesquisa tem um papel estratégico tanto para a academia quanto para o setor produtivo. “Nosso objetivo é avaliar a qualidade do transporte aéreo offshore de forma sistêmica, considerando a experiência do passageiro, os requisitos operacionais e as expectativas das organizações envolvidas. A partir dessa análise, esperamos contribuir com melhorias concretas para um serviço que é essencial para a segurança, o bem-estar dos trabalhadores e a eficiência das operações na indústria de petróleo e gás”, destaca o professor. Com o apoio da FEST, o projeto reforça o papel da UFES na produção de conhecimento aplicado, promovendo inovação, sustentabilidade e soluções estratégicas para setores-chave da economia nacional. Projeto: 1349 Texto: Vanessa Pianca