FEST – Fundação Espírito-santense de Tecnologia

1427- UFES, FEST e Ministério da Igualdade Racial desenvolvem projeto para fortalecer participação de comunidades quilombolas na reparação do Rio Doce

Iniciativa de pesquisa, desenvolvimento e inovação prevê escuta qualificada, consulta prévia e construção participativa de planos de autogestão em territórios quilombolas do Espírito Santo e de Minas Gerais A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) e em parceria com o Ministério da Igualdade Racial (MIR), inicia um novo projeto voltado ao fortalecimento da participação social de comunidades quilombolas nos processos de reparação relacionados ao Rio Doce. A iniciativa, coordenada pelo pró-reitor de Extensão da UFES, professor Dr. Ednilson Silva Felipe, prevê ações de capacitação, escuta qualificada, consulta prévia, livre e informada e construção participativa de planos de autogestão e de ações estruturantes. Intitulado “Comunidades Quilombolas no ES e MG: Participação e Capacitação Social e Ações Comunitárias em Temas de Recuperação do Rio Doce”, o projeto é caracterizado como uma iniciativa de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) em políticas públicas. O objetivo é produzir conhecimento aplicado e desenvolver metodologias e instrumentos que contribuam para enfrentar danos e assimetrias que afetam territórios quilombolas, especialmente no contexto da reparação decorrente do rompimento da barragem de Fundão. Escuta e participação comunitária  Um dos principais eixos do projeto será a realização de processos de escuta qualificada e de consulta prévia, livre e informada (CLPI) junto às comunidades quilombolas. A proposta busca assegurar que percepções, demandas, críticas e expectativas dos territórios sejam consideradas na construção das ações relacionadas ao processo de reparação. A iniciativa também prevê a consulta às comunidades sobre a adesão ao acordo e aos valores destinados por meio do Anexo III da repactuação, com a construção de respostas formais às propostas apresentadas. Nos territórios que aderirem, serão elaborados planos de autogestão compartilhada e planos de ação estruturantes, construídos de forma participativa com as comunidades e o poder público. Nos casos em que uma ou mais comunidades não aderirem ao acordo, o projeto prevê ações técnico-metodológicas para a elaboração, fortalecimento ou aprimoramento de protocolos próprios de consulta, respeitando os processos decisórios, as formas de organização social e as especificidades culturais de cada território. Comunidades do Espírito Santo e de Minas Gerais  As ações terão como beneficiárias diretas comunidades quilombolas localizadas em territórios abrangidos pelo Anexo III, nos estados do Espírito Santo e Minas Gerais. Entre elas estão: Território Quilombola de Santa Efigênia, abrangendo Vila Santa Efigênia, Engenho Queimado, Embaúbas e Castro, em Mariana (MG); Território Quilombola de Sapê do Norte, no Espírito Santo; Território Quilombola de Povoação, em Linhares (ES); Território Quilombola de Degredo, em Linhares (ES). Além dos beneficiários diretos, o projeto prevê impactos positivos para outras comunidades quilombolas afetadas pelo rompimento da barragem de Fundão e que não estejam contempladas diretamente pelo Anexo III. Direitos, autonomia e governança  A proposta tem como uma de suas referências a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que estabelece a consulta prévia, livre e informada de povos indígenas e tribais diante de medidas administrativas ou legislativas que possam afetá-los diretamente. No Brasil, as comunidades quilombolas estão abrangidas por essa proteção. Nesse contexto, o projeto pretende desenvolver e testar uma metodologia de consulta adaptada às características dos territórios quilombolas, evitando que a participação comunitária seja reduzida a uma etapa meramente formal. A iniciativa também trabalhará na construção de modelos de autogestão e governança compartilhada, com procedimentos, instrumentos e indicadores que possam contribuir para dar maior previsibilidade, transparência e efetividade às decisões públicas relacionadas à reparação. As informações coletadas serão sistematizadas para subsidiar a atuação do Ministério da Igualdade Racial, inclusive na implementação e no monitoramento de políticas públicas. Entre os resultados esperados está a consolidação de demandas estratégicas das comunidades, com prioridades, responsáveis, prazos e indicadores. Experiência da UFES com comunidades quilombolas  A escolha da UFES como instituição de ciência e tecnologia parceira está relacionada à trajetória da Universidade junto às comunidades quilombolas abrangidas pelo projeto. Entre as iniciativas desenvolvidas pela UFES está o Projeto Quitungo – Portal da Memória Quilombola do Sapê do Norte, coordenado pela professora Simone Raquel Batista Ferreira. A ação atua na preservação da memória, da cultura e dos saberes tradicionais do território localizado entre os municípios de Conceição da Barra e São Mateus, incluindo oficinas com mestres e mestras e a construção de um acervo digital. Essa experiência contribui para a capacidade técnica, metodológica e de articulação da Universidade para o desenvolvimento das atividades previstas no novo projeto. Conhecimento aplicado para fortalecer políticas públicas  Além de atuar diretamente nos territórios, o projeto pretende transformar as experiências acumuladas em metodologias, instrumentos e indicadores que possam ser utilizados em outras iniciativas de reparação e em políticas públicas voltadas a povos e comunidades tradicionais. A proposta articula pesquisa, extensão, participação social e inovação institucional para transformar as demandas apresentadas pelas comunidades em informações organizadas e capazes de subsidiar a tomada de decisão do poder público. Com o apoio da FEST, a iniciativa amplia a atuação da UFES na produção de conhecimento aplicado e no desenvolvimento de soluções voltadas à participação social, à reparação e ao fortalecimento dos direitos das comunidades quilombolas nos territórios relacionados à bacia do Rio Doce. Texto: Vanessa Pianca Projeto: 1427

1228- Escola de Conselhos do Espírito Santo celebra um ano de atuação e certifica 230 profissionais do Sistema de Garantia de Direitos

 A Escola de Conselhos do Espírito Santo realizou, no dia 16 de junho, o seminário “Escola de Conselhos: avanços, desafios e perspectivas na educação permanente”, marcando a celebração de um ano de atividades do projeto e a certificação de 230 participantes do curso “Tecendo Infâncias, Protegendo Futuros”. Coordenada pela Profa. Dra Luizane Guedes Mateus do Departamento de Psicologia, do Centro de Ciências Humanas e Naturais da UFES, a iniciativa é resultado da parceria entre a Universidade Federal do Espírito Santo, a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) e o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, e tem como objetivo fortalecer a formação continuada dos profissionais e atores que atuam na promoção, defesa e garantia dos direitos de crianças e adolescentes em todo o Espírito Santo. Durante o evento, foi celebrada a conclusão do curso “Tecendo Infâncias, Protegendo Futuros”, que contou com carga horária de 100 horas e reuniu representantes dos 78 municípios capixabas. As atividades formativas foram realizadas em diferentes regiões do estado, contemplando polos na Grande Vitória, Cachoeiro de Itapemirim, Linhares e São Mateus, ampliando o acesso à capacitação e promovendo a integração entre os diversos atores do Sistema de Garantia de Direitos. Ao longo da formação, os participantes tiveram a oportunidade de aprofundar conhecimentos, compartilhar experiências e debater estratégias voltadas à proteção integral de crianças e adolescentes. O curso também proporcionou reflexões sobre os desafios enfrentados pelos profissionais da área e sobre a importância da atuação articulada entre instituições e políticas públicas. O seminário destacou ainda a relevância da educação permanente como ferramenta para o fortalecimento das redes de proteção. A capacitação continuada dos profissionais que integram o Sistema de Garantia de Direitos é apontada como um caminho essencial para a construção de novos ciclos de cuidado, prevenção e promoção de direitos. Nesse contexto, a formação contribui para o enfrentamento de diferentes formas de violação de direitos, como a violência física, a violência sexual e outras situações que impactam diretamente o desenvolvimento de crianças e adolescentes. Ao investir na qualificação dos profissionais e no fortalecimento das redes de proteção, a Escola de Conselhos reafirma seu compromisso com a construção de uma sociedade mais segura, acolhedora e comprometida com a garantia dos direitos da infância e da adolescência. Ao completar seu primeiro ano de atuação, a Escola de Conselhos do Espírito Santo consolida-se como um importante espaço de formação, diálogo e fortalecimento das políticas públicas voltadas à proteção integral de crianças e adolescentes, contribuindo para o desenvolvimento de práticas cada vez mais qualificadas em todo o território capixaba.  

1394- Projeto de extensão “Diálogo e Reputação” busca fortalecer a relação da UFES com a sociedade capixaba

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) desenvolve o projeto de extensão “Diálogo e Reputação”, coordenado pela Profa. Dra.  Adriana Pereira Campos, do Departamento de História do Centro de Ciências Humanas e Naturais (CCHN). A iniciativa conta com apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia e tem como objetivo estruturar uma estratégia institucional voltada ao fortalecimento da reputação e da imagem pública da Universidade Federal do Espírito Santo junto à sociedade, aos diferentes setores públicos e aos meios de comunicação. O projeto nasce a partir da necessidade de ampliar o diálogo entre a universidade e os diversos atores estratégicos do Espírito Santo, promovendo uma relação mais contínua, estruturada e institucionalizada com a sociedade capixaba. A proposta busca valorizar o papel da universidade pública como agente de produção de conhecimento, inovação e transformação social. Entre as ações previstas está a realização do Workshop Ponto de Partida, momento inicial de alinhamento institucional que reunirá representantes envolvidos no projeto para definição de objetivos, escopo, prazos e responsabilidades. A partir dessa etapa, será conduzido um amplo diagnóstico sobre a reputação e a imagem pública da UFES, com o objetivo de identificar percepções internas e externas, além de mapear forças, vulnerabilidades e oportunidades reputacionais da instituição. Outro eixo central da iniciativa é o fortalecimento da governança participativa. O projeto prevê a escuta ativa de diferentes públicos, incluindo representantes da sociedade civil, gestores públicos, parlamentares da bancada capixaba, instituições parceiras e a própria comunidade acadêmica. A proposta é construir um ambiente de diálogo permanente que permita à universidade ampliar sua presença em espaços estratégicos de debate e formulação de políticas públicas. A partir desse processo de diagnóstico e escuta, o projeto também trabalhará na construção de uma narrativa institucional sólida para a UFES. Essa narrativa buscará conectar os valores, propósitos e diferenciais da universidade às demandas da sociedade e aos desafios contemporâneos, reforçando a relevância da instituição no desenvolvimento do Espírito Santo. Além disso, será estruturada uma estratégia de relacionamento com a imprensa e com formadores de opinião, com foco em garantir maior coerência, visibilidade e reconhecimento das ações desenvolvidas pela universidade. Todas as iniciativas serão integradas em um plano de comunicação de longo prazo, voltado ao fortalecimento da credibilidade e da presença institucional da UFES. De acordo com a coordenação do projeto, a iniciativa surge em um contexto em que ainda se observa, em parte da sociedade capixaba, um sentimento de distanciamento em relação à universidade. A ausência de canais permanentes de interlocução com representantes políticos e institucionais tem limitado o protagonismo da UFES em espaços de decisão estratégica no estado. Nesse cenário, o projeto “Diálogo e Reputação” pretende contribuir para reduzir esse distanciamento, ampliando as oportunidades de interação e colaboração entre a universidade, o poder público e a sociedade. A expectativa é que a iniciativa fortaleça o papel da UFES como referência acadêmica, científica e social, reafirmando sua função pública e seu compromisso com o desenvolvimento do Espírito Santo. Texto: Vanessa Pianca Projeto: 1394

979- Qualidade no ensino, pesquisa e extensão: projeto da UFES com apoio da FEST

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em colaboração com a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), está implementando um novo projeto focado na melhoria das condições de oferta de ensino, pesquisa e extensão coordenado pelo Prof. Dr. Reginaldo Célio Sobrinho do Departamento de Educação, Política e Sociedade (Deps) do Centro de Educação (CE). Com mais de cinco décadas de existência, o CE é um pilar na formação de docentes e pesquisadores, desempenhando um papel fundamental na educação básica e superior no Espírito Santo. O projeto visa promover a qualidade nas condições de oferta do ensino, desenvolvimento da pesquisa e extensão no CE. As ações envolvem desde a melhoria de infraestrutura até a internacionalização dos estudos, passando pela aquisição de equipamentos e materiais de consumo, garantindo assim um ambiente adequado para a formação e convivência de estudantes, professores e técnicos-administrativos (TAEs). O CE tem sido um importante espaço de formação inicial e continuada de docentes e pesquisadores, além de atuar na educação infantil por meio do Centro de Educação Infantil “Criarte”. O desenvolvimento de projetos de extensão, pesquisa e estágio curricular, em parceria com redes de ensino, permite uma troca constante de experiências entre professores do magistério superior e da educação básica, ampliando e potencializando os processos de ensino e gestão nas escolas públicas. Dessa forma, é evidente a necessidade de ações articuladas para a melhoria contínua das condições de trabalho no CE. A aquisição de material de consumo, contratação de palestrantes, concessão de ajudas de custo para participação em eventos científicos, formação continuada dos TAEs e docentes, e melhorias na infraestrutura física são elementos fundamentais para o sucesso das atividades acadêmicas.  Resultados Esperados e Indicadores O projeto delineou diversos resultados esperados e indicadores para mensuração do progresso, incluindo: Aquisição de material de consumo e equipamentos: Divisão do orçamento por área de investimento. Pagamento de passagens e contratação de hospedagem para palestrantes: Quantitativo e diversificação institucional de palestrantes em eventos científicos. Pagamento de passagens e hospedagem para membros de bancas de concursos: Quantitativo e diversificação de membros externos. Ajuda de custos para TAEs, estudantes e/ou professores para eventos científicos: Quantitativo de beneficiados. Serviços de revisão, editoração e publicação de materiais: Quantidade de obras publicadas e diversificação de temas e autores. Formação continuada: Quantidade de eventos realizados, temáticas abordadas e número de participantes. Paisagismo e preservação ambiental: Quantidade de áreas revitalizadas. Implementação do Plano de Cultura e Programa de Memória Audiovisual do CE: Diversificação das ações e número de participantes. Adequação de espaços para acolhimento de bebês e crianças pequenas: Aquisição de materiais e recursos pedagógicos. Este projeto representa um passo significativo para a UFES e o CE, reafirmando seu compromisso com a excelência na educação, pesquisa e extensão. Com o apoio da FEST, a iniciativa busca criar um ambiente mais robusto e inclusivo, promovendo o desenvolvimento acadêmico e profissional de toda a comunidade envolvida. Projeto 979 Texto Vanessa Pianca

1205 UFES e FEST lançam novo projeto de alfabetização para educandos com deficiência visual

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com o apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), lança um novo projeto de alfabetização voltado para educandos com deficiência visual. Sob a coordenação do Profa. Ms. Ericler Oliveira Gutierrez Ouedraogo, da Secretaria de Modalidades Especializadas de Educação e Diretoria de Educação Especial do Centro de Educação da UFES, a iniciativa busca transformar a educação inclusiva no estado. O projeto visa formar, em nível de extensão, professores da educação básica da rede pública que atuam na alfabetização de educandos com deficiência visual. A formação será orientada pela reflexão e discussão de textos, visando o desenvolvimento de práticas político-pedagógicas que respeitem as condições, potencialidades e necessidades pedagógicas dos educandos, promovendo um processo de ensino-aprendizagem justo e digno. Objetivos Específicos: Grupos de Estudo-Investigação: Constituir grupos compostos por professores, formadores, tutores e educandos do curso, focados em práticas colaborativo-críticas de educação de crianças com deficiência em nível nacional. Avanço do Conhecimento: Contribuir para o avanço do conhecimento na alfabetização de crianças com deficiência visual e na produção de material para a formação continuada de profissionais. Produção de Conhecimento Científico: Produzir conhecimentos que aprofundem reflexões e ações para garantir o acesso, permanência e qualidade no ensino-aprendizagem de crianças com deficiência visual. Sensibilização: Sensibilizar os profissionais da educação básica sobre a necessidade de romper com práticas escolares que reforçam a exclusão de crianças com deficiência. Fomento à Pesquisa: Fomentar pesquisas sobre a alfabetização de crianças com deficiência, com base em dados produzidos ao longo do curso. A inclusão educacional de crianças e jovens com deficiência tem sido historicamente marcada por preconceitos e exclusão. Desde as práticas antigas de segregação até as modernas instituições de confinamento, pessoas com deficiência foram frequentemente afastadas do convívio social e educativo. No Brasil, a educação especial teve avanços significativos, especialmente após a criação das primeiras escolas para alunos com deficiência visual durante o reinado de D. Pedro II. Entretanto, ainda há um longo caminho a percorrer para garantir uma educação inclusiva e de qualidade para todos. A transição da segregação para a inclusão plena exige a formação de professores capacitados e sensíveis às necessidades específicas dos educandos com deficiência. A UFES, por meio deste projeto, reafirma seu compromisso com uma educação pública de qualidade, laica e inclusiva. O curso será realizado em ambiente de educação a distância, utilizando a plataforma Moodle. Os principais produtos esperados incluem: Sala Virtual com Acessibilidade: Criação de um ambiente virtual acessível. Atividades Discursivas: Fóruns de debates, murais para exposição de discursos em diferentes formatos (imagem, áudio, texto). Material Hipertextual: Desenvolvimento de materiais próprios para a plataforma ciberespacial. Videoaulas Educativas: Produção de videoaulas abordando os temas discutidos. Encontros Assíncronos e Síncronos: Web conferências temáticas e reuniões. Ambiente Reflexivo e Teórico: Espaços para reflexão e produção teórica sobre as temáticas abordadas. Produção de Materiais Pedagógicos: Confecção de materiais acessíveis a pessoas com deficiência visual, incluindo tecnologia assistiva e outros recursos necessários. Este projeto representa um passo expressivo na direção de uma educação mais inclusiva e equitativa, proporcionando aos professores ferramentas e conhecimentos para melhorar a alfabetização de educandos com deficiência visual, garantindo a eles um ensino-aprendizagem justo e digno. Para mais informações e atualizações sobre o projeto, continue acompanhando o site da UFES e os canais de comunicação da FEST.

898- Projeto Avalia Pobreza Multidimensional Rural e Estratégias Agroecológicas no Norte do Espírito Santo E Sul da Bahia

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em parceria com a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) e financiada pela Suzano, está liderando um projeto inovador intitulado “Pobreza Multidimensional Rural: Avaliação de Indicadores Sociais da Agricultura Familiar e das Estratégias de Produção Agroecológicas no Norte do Espírito Santo e Sul da Bahia”. Coordenado pelo professor Dr. Marcelo Fetz de Almeida, do Departamento de Ciências Sociais do Centro de Ciências Humanas e Naturais (CCHN) da UFES, este projeto visa proporcionar uma compreensão aprofundada das condições socioeconômicas e dos desafios enfrentados pelas comunidades agrícolas da região. O principal objetivo do projeto é avaliar, por meio da metodologia da análise multidimensional, o desenvolvimento dos projetos de desenvolvimento rural territorial (PDRT) implantados pela Suzano Celulose. O foco está em entender a pobreza multidimensional rural, avaliando indicadores sociais da agricultura familiar e estratégias de produção agroecológicas praticadas pelos agricultores familiares. O estudo abrange comunidades localizadas em Fundão, Aracruz, São Mateus e Conceição da Barra, no Espírito Santo, e em Mucuri, Nova Viçosa, Caravelas, Alcobaça, Teixeira de Freitas e Ibirapuã, na Bahia. Essas comunidades são participantes do Programa de Desenvolvimento Rural Territorial (PDRT) fomentado pela Suzano desde 2011, envolvendo cerca de 4.000 famílias.  Metodologia e Análise A pesquisa será conduzida em várias frentes: Diagnóstico Socioeconômico: Avaliação das condições socioeconômicas e da pobreza multidimensional das populações envolvidas. Processo Organizativo: Análise do processo organizativo das comunidades. Avaliação de Extensão Rural: Avaliação da atuação das equipes técnicas de extensão rural junto às populações alvo. Percepção da Comunidade: Caracterização da percepção da população sobre as ações de extensão rural desenvolvidas.  Impacto do PDRT O PDRT tem sido um instrumento crucial de mediação de conflitos entre empresas privadas e comunidades rurais, oferecendo uma solução que beneficia tanto as empresas quanto os governos locais e estaduais. O programa ajuda a amenizar os atritos causados por expropriações fundiárias, principalmente no contexto da produção de celulose. Os conflitos na região se dão entre diferentes grupos rurais, como MST, camponeses, pescadores, agronegócio, quilombolas, povos indígenas e pomeranos. Cada grupo tem suas próprias visões e práticas territoriais, muitas vezes em desacordo com os passivos ambientais das empresas que financiam o PDRT. Além disso, o uso de agrotóxicos no plantio de eucalipto representa um risco significativo para a saúde das pessoas e para o meio ambiente. Este projeto busca ir além das avaliações tradicionais, investigando a participação das famílias da agricultura familiar em projetos modernizantes e estratégias de produção agroecológica. A intenção é identificar práticas inovadoras que possam contribuir para uma agricultura mais sustentável e para a melhoria das condições de vida das comunidades envolvidas. A proposta de avaliar a pobreza multidimensional e as estratégias agroecológicas no meio rural do norte capixaba e sul baiano é um passo importante para entender melhor os desafios e oportunidades dessas comunidades. A UFES, com o apoio da FEST e o financiamento da Suzano, está empenhada em fornecer insights valiosos que possam guiar políticas públicas e ações de desenvolvimento sustentável na região. Texto Vanessa Pianca Projeto 898

959- Projeto de Acervos Digitais dos Museus do IBRAM: uma parceria entre UFES E IBRAM

No âmbito da preservação da memória e da cultura brasileira, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) tem desempenhado um papel crucial na digitalização e disponibilização dos acervos museológicos. Uma iniciativa que tem ganhado destaque é o projeto de Acervos Digitais dos Museus do Ibram, realizado em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com o apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia. Sob a coordenação da Profa. Dra. Daniela Lucas da Silva Lemos, do Departamento de Biblioteconomia do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas da UFES, o projeto visa intensificar a transformação digital das instituições de memória, facilitando a digitalização, documentação e ampliação do potencial dos dados bibliográficos, arquivísticos e museológicos disponibilizados. O projeto teve suas bases no debate promovido pelo Ministério da Cultura (MinC) sobre a digitalização dos acervos culturais. A parceria inicial entre a Universidade Federal de Goiás (UFG) e o MinC resultou no desenvolvimento do software Tainacan, uma solução livre de fácil utilização para a criação de repositórios de acervos digitais. Em 2016, a UFES e o Ibram uniram forças, dando início ao projeto “Plataforma Acervo: Inventário, Gestão e Difusão do Patrimônio Museológico”. Este projeto, diretamente ligado aos resultados anteriores, buscou aprofundar pesquisas com foco na colaboração e gestão social dos acervos museológicos. Uma das grandes conquistas do projeto foi a adesão de importantes instituições culturais do país ao software Tainacan, incluindo o Ibram, a Fundação Nacional das Artes (Funarte) e o Museu do Índio. Além disso, diversas universidades adotaram o software para organização de acervos e fins didáticos. A parceria entre a UFES e o Ibram continuou avançando, com foco no desenvolvimento de pesquisas e produtos alinhados às necessidades das instituições que adotaram o Tainacan. As ações para 2021 incluíram o desenvolvimento de um aplicativo para dispositivos móveis, integração com o Wikidata e Wikimedia Commons, além da concepção de um Manual de Boas Práticas e Formação em Qualidade de Dados para a Documentação Museológica. Além disso, a parceria entre a UFES o Ibram e FEST abre portas para a formação humana e o progresso da ciência, tecnologia e cultura em esfera nacional. A colaboração entre as universidades federais demonstra a importância da integração entre setores públicos federais, fortalecendo e ampliando a atuação das universidades junto a importantes entidades culturais. A UFES, em sintonia com seu Plano de Desenvolvimento Institucional, destaca a relevância das parcerias nacionais e internacionais para o desenvolvimento da educação, pesquisa e prestação de serviços à sociedade. O projeto de Acervos Digitais dos Museus do Ibram é um exemplo concreto dessa colaboração, resultando em avanços significativos na preservação e acessibilidade do patrimônio cultural brasileiro. Texto Vanessa Pianca Projeto 959

893- Projeto da UFES em Parceria com a FEST Visa Transformar a Educação por Meio do Mestrado Acadêmico em Educação

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em colaboração com a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), atuam no projeto destinado a fortalecer a formação de educadores e impulsionar a pesquisa educacional. O “Curso de Mestrado Acadêmico em Educação em Educação do Programa de Pós em Educação – PPGE/CE/UFES 2020-2025”, coordenado pelo Prof. Dr Wagner dos Santos do Departamento de Ginástica do Centro de Educação Física e Desportos, é uma iniciativa voltada para a capacitação de profissionais capazes de promover uma reflexão crítica sobre a educação e gerar conhecimentos aplicáveis à transformação da realidade educacional em diversos contextos. O projeto prevê a oferta de cinco turmas do curso de mestrado em educação, com até 40 vagas disponíveis em cada processo seletivo. Com uma média de 100 candidatos por seleção, realizada anualmente, espera-se atrair uma ampla gama de profissionais interessados em aprofundar seus conhecimentos e contribuir de maneira significativa para o avanço da educação no país. O objetivo primordial do Curso de Mestrado em Educação da UFES é formar professores-pesquisadores com habilidades para questionar e refletir sobre questões teóricas e práticas da educação, além de capacidade para produzir novos e relevantes conhecimentos que possam impactar positivamente na resolução dos desafios educacionais contemporâneos. O Programa tem uma trajetória sólida desde sua criação em 1978, desempenhando um papel fundamental na formação de profissionais da educação e na promoção de estudos e pesquisas sobre a realidade educacional em âmbito regional, estadual e nacional. Ao longo dos anos, foram defendidas 911 Dissertações de Mestrado, evidenciando o impacto e a relevância do programa. O objetivo do mestrado é proporcionar o aprofundamento e a atualização de conhecimentos por meio do ensino, da pesquisa e da extensão, promovendo o desenvolvimento de uma postura científica e reflexiva entre os participantes. Diante desse contexto, a oferta do Curso de Mestrado em Educação busca combinar o aprofundamento e a atualização do conhecimento e da pesquisa com o desenvolvimento do pensamento científico e da reflexão crítica. Através dessa integração, espera-se proporcionar uma visão mais abrangente e integrada da educação, baseada no conhecimento produzido pela pesquisa tanto docente quanto discente, contribuindo assim para a formulação e implementação de políticas educacionais mais eficazes. Texto: Vanessa Pianca Projeto 893

1064- Projeto da UFES e FEST promove práticas inclusivas na educação

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em parceria com a Fundação Espírito-santense (FEST) de Tecnologia, está desenvolvendo um projeto inovador voltado para a inclusão na educação. Sob a coordenação do Dr. Douglas Christian Ferrari de Melo,  do Departamento de Educação, Política e Sociedade (Deps) do  Centro de Educação da UFES, o projeto intitulado “Práticas Inclusivas na Concepção do Desenho Universal: Direito à Aprendizagem e Escolarização das Pessoas com Deficiência” visa oferecer formação continuada para professores da rede pública de ensino que atuam na educação básica do estado do Espírito Santo. O objetivo principal do projeto é ampliar o acesso, permanência e aprendizagem dos estudantes com deficiência na educação básica. Para alcançar esse fim, o projeto foca na formação dos professores, capacitando-os para atuar de maneira eficaz com estudantes que apresentem algum tipo de deficiência em qualquer etapa ou modalidade de ensino. O embasamento do projeto está fundamentado na Resolução 02/2001 do Conselho Nacional de Educação (CNE), que estabelece diretrizes curriculares nacionais para a educação especial. Segundo essa resolução, é essencial que os futuros professores da educação básica desenvolvam competências para atuar com estudantes com deficiência, garantindo assim a efetivação da educação inclusiva. O projeto se torna ainda mais relevante diante dos números apresentados pelo censo educacional referente ao ano de 2021, que contabilizou um total de 31.328 estudantes público-alvo da educação especial no Espírito Santo. Esse número expressivo demanda uma atenção especial por parte dos sistemas de ensino, visando assegurar a permanência e qualidade da educação oferecida a esses estudantes. O desafio atual para a educação especial vai além do acesso, consistindo no direito à aprendizagem das pessoas com deficiência. Para enfrentar esse desafio, o projeto propõe a formação continuada dos professores, promovendo práticas inclusivas na concepção do desenho universal. Isso implica em uma série de ações, tais como: Desenvolvimento de uma estrutura organizacional escolar adequada; Remodelação do projeto político-pedagógico; Atualização de recursos didáticos; Adoção de práticas avaliativas, metodologias e estratégias de ensino inclusivas. A formação continuada dos professores é vista como essencial nesse processo, garantindo conhecimentos teóricos e práticos, além de espaços para reflexão sobre suas práticas pedagógicas. O projeto da UFES em parceria com a FEST representa um importante passo na promoção da educação inclusiva no Espírito Santo. Ao capacitar os professores para atuarem de forma inclusiva, o projeto contribui para a efetivação do direito à aprendizagem e escolarização das pessoas com deficiência, consolidando assim uma sociedade mais justa e igualitária. Texto: Vanessa Pianca Projeto: 1064  

809- UFES e FEST promovem curso de aperfeiçoamento em educação, pobreza e desigualdade social

Desde o ano de 2018, a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em parceria com a Fundação Espírito-santense de Tecnologia, vem  promovendo o “Curso de Aperfeiçoamento em Educação, Pobreza e Desigualdade Social (Versão Trajetórias Escolares)”. Com uma expressiva adesão de 300 inscritos, o curso foi direcionado a profissionais da educação básica e outros atuantes em políticas sociais no estado do Espírito Santo. Coordenado pela Profa. Dra Marlene de Fátima Cararro, do Departamento de Educação Política e Sociedade do Centro de Educação, teve como objetivo primordial do curso proporcionar uma formação continuada em nível de aperfeiçoamento, direcionada a gestores escolares, professores, coordenadores pedagógicos e demais envolvidos com políticas sociais. A ênfase recaiu sobre a necessidade de romper com práticas escolares que tendem a perpetuar a condição de pobreza e reproduzir desigualdades sociais. Com uma carga horária total de 180 horas, distribuídas ao longo de seis meses, o curso abordou temáticas cruciais para a compreensão e atuação frente aos desafios socio-educacionais presentes nas realidades de crianças, adolescentes e jovens em situação de pobreza e extrema pobreza. Os participantes contemplados pelo curso englobaram diversos segmentos, tais como gestores escolares, professores, coordenadores pedagógicos e membros da equipe pedagógica das escolas estaduais e municipais que atendem estudantes beneficiários do Programa Bolsa Família. Além disso, gestores e equipe técnico-pedagógica dos órgãos centrais estaduais e municipais, coordenadores do Programa Bolsa Família na Educação e operadores escolares também estiveram entre o público-alvo. Ainda, o curso se estendeu a outros profissionais da educação e da assistência social, bem como a órgãos e entidades ligadas às políticas educacionais e aos direitos de crianças e adolescentes. Ao oferecer uma formação qualificada e específica para profissionais que atuam no contexto educacional e social do Espírito Santo, o curso visou fortalecer as práticas pedagógicas e as políticas públicas voltadas para a promoção da equidade e da inclusão social. A iniciativa reafirma o compromisso da UFES e da Fundação Espírito-santense de Tecnologia com a melhoria da qualidade da educação e a redução das desigualdades sociais em nosso estado. Projeto 809 Texto: Vanessa Pianca